terça-feira, 10 de novembro de 2009

A Derrota Não é Amarga Se Você Não a Engolir ...

Todos nós já tivemos fracassos
em alguma época da vida.

De fato,
quanto mais enfrentamos
os riscos de uma nova experiência,
de um novo conceito,
maior é a probabilidade de fracassarmos,
ao menos em curto prazo.

Não é fácil ser bem sucedido
quando experimentamos,
pela primeira vez,
algo novo e ambicioso e,
se tivermos medo de fracassar,
teremos medo de correr riscos.
Se nunca arriscarmos algo novo,
ficaremos estagnados.

O crescimento requer uma
disponibilidade de correr o risco
do fracasso e da derrota.
Se, quando bebês,
tivéssemos medo de falhar,
poucos de nós teriam aprendido
a andar e a falar!

Para aprender a andar tivemos
que cair algumas vezes,
arranhar os joelhos e machucar o rosto.
Para ter sucesso
- para nos tornarmos vitoriosos -
devemos correr o risco do fracasso.
Mas a lição importante é esta:
o fracasso não é derrota,
a não ser que você o permita.

No processo de invenção
da lâmpada elétrica,
Thomas Edison tentou
e falhou muitas vezes!
Conta-se que alguém perguntou
a Edison se ele,
desanimado por todos os seus fracassos,
não pensou em desistir.
E ele respondeu:
"Aqueles foram passos do caminho.
Em cada tentativa,
eu encontrava um modo de não criar
a lâmpada elétrica.
Eu estava sempre disposto a aprender,
mesmo através dos meus erros".

Em outras palavras,
apesar de Edison nem sempre
ter sido bem sucedido,
ele nunca engoliu a derrota.
Edison provou o fracasso muitas vezes,
mas não o engoliu.

Engolir um fracasso é acreditar que,
por ter fracassado,
você é um fracasso.
Há uma diferença crucial entre dizer
"fracassei" e "sou um fracasso".

Quando um projeto não sai
conforme o esperado,
podemos dizer
"falhei na minha tentativa".

Podemos até dizer,
"eu poderia ter feito melhor do que fiz".

Mas,
engolir uma derrota quer dizer
"falhei,
portanto sou um fracasso
" ou "
como não fiz direito,
não sou capaz de fazer.
" Engolir uma derrota é acreditar
que somos os nossos acertos
ou nossos fracassos.

Se engolirmos uma derrota,
a partir daquele momento,
a nossa habilidade para funcionar
efetivamente fica comprometida.

Todos os grandes líderes,
todos os grandes atletas,
todos os grandes exploradores,
pensadores, inventores,
empresários, cometeram erros,
experimentaram fracassos.

Entretanto,
eles se tornaram grandes
porque não se culparam
pelas suas falhas,
ao contrário,
usaram os seus erros como
lições para melhorar
o seu desempenho.

Sabiam que o fracasso era apenas
momentâneo e que não significava,
necessariamente,
uma derrota.

Recusaram-se a engolir a amargura
do fracasso e se empenharam
na luta pela doçura do sucesso.

Grandes realizações são,
freqüentemente, tentadas,
mas raramente alcançadas.

O que é interessante (e estimulante)
é que os que alcançaram tais objetivos
são normalmente aqueles que falharam
muitas vezes antes.

Aonde quer que você estiver hoje,
escute-me!
Ficar sentado aí,
lambendo suas feridas,
somente deixará um gosto
amargo em sua boca.

Suspiros,
lágrimas e pensamentos
de desistência são compreensíveis
para o momento,
mas indesculpáveis para o futuro.
Levante-se e siga adiante!

E se você estiver procurando
uma garantia absoluta contra fracassos,
eu lamento,
não vai encontrá-la.

Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 11 de Novembro de 2.009.

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