segunda-feira, 18 de maio de 2015

Nossas dores ...

Nossa dor é uma maneira 
de encarar um fato,
e podemos agravar ou 
não esse momento,
nos agarrando 
aos sentimentos 
que envolvem a dor,
ou lutar para 
compreender 
e diminuir 
esse estágio.

Lógico que precisamos 
responder a dor 
com o devido sentimento,
não dá para receber 
a notícia de uma 
morte de um ente querido,
com sorrisos e alegria, 
fazendo uma 
"festa da passagem",
mas também não dá para 
se fechar para a vida
pelo resto da existência, 
vivendo o luto.

Assim também ocorre com 
uma desilusão no amor,
não é porque você sofreu 
uma traição,
ou perdeu aquela pessoa
que julgava ser a sua 
alma gêmea,
que a semente do amor 
vai secar na sua vida.

O amor, a dor, 
a doença e até mesmo 
a morte,
são estágios de 
evolução que cobram 
um preço sim,
mas cada um paga 
apenas o que quer pagar,
somos nós quem colocamos 
o preço do sofrer,
podemos encurtar ou 
prolongar o sofrimento,
através da determinação 
em seguir adiante,
deixando a vida nos mostrar 
"oportunidades",
outras maneiras de ser 
feliz e evoluir.

Nem toda evolução 
passa pela dor,
podemos optar pelo amor,
que é sempre mais prazeroso,
mas nem sempre 
é o caminho mais fácil,
pois o amor pede liberdade, 
perdão, despojamento, 
esperança e certeza. 
Coisas que nem sempre 
carregamos na alma.

A escolha é sua: 
fechar-se na dor e perder
o preciso tempo que 
tudo repara,
ou respirar fundo e 
dizer para a vida:
Eu quero seguir e 
ser feliz!

Eu acredito em você.

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 21 de Maio de 2.015.
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