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A bagagem

Existe um personagem de desenhos animados infantis que tem um certo toque de mistério e magia. Seu nome é Gato Félix. A todo lugar que vá, ele leva a sua maleta. É uma maleta especial, pequena. E tudo o que ele deseja, tira da dita maleta. Se for hora do lanche, ele encontra frutas, sanduíches e sucos. Se necessitar fazer um conserto, as ferramentas lá estão. Sempre as certas e precisas. Se chover de repente, basta abrir a maleta para encontrar capa, guarda-chuva, botas. E assim em qualquer situação. Cada um de nós também possui uma pequena mala de mão, em nossa vida, mais ou menos parecida com a do personagem infantil. Quando a vida começa, temos em mãos a pequena mala. À medida que os anos passam, a bagagem, dentro dela, vai aumentando. É que vamos colocando tudo o que recolhemos pelo caminho. Algumas coisas muito importantes. Outras, nem tanto. Muitas, dispensáveis. Chega um momento em que a bagagem começa a ficar insuportável de ser carregada. Pesa demais. Nesse momento, ...

Amantes da Sabedoria

Buscar uma explicação para os acontecimentos na sua vida, sem passar pelos mitos, usando a Razão, não como desculpa para os erros que cometemos, mas como fonte de informação para a nossa melhoria, é a mais pura Filosofia. Para tanto, você pode ler os grandes Filósofos, pode estudar as ciências, a psicologia, a matemática, a história e se debruçar sobra as artes. Todo conhecimento adquirido é tesouro inestimável, é a sua bagagem pela eternidade, que não pesa, não incomoda e não tem pagamentos de taxas extraordinárias, mas, ainda assim, com todo conhecimento adquirido, você será chamado pelo Tempo, no seu dia a dia, a debruçar-se sobre a filosofia da sua vida, e assim, tomar um posicionamento baseado na sua experiência diária, que é única, e nenhum sábio, é capaz de dizer para onde ir, o que fazer ou o que deixar de fazer. No máximo, poderá obter uma orientação de caminhos a seguir, mas quem deverá colocar a mão na maçaneta e escolher a porta que deverá ser aberta é você. Por isso, ...

Terroristas Psíquicos

Muitos tiranos emocionais aproveitam-se da nossa condição de aprendizes para nos atemorizarem emocionalmente, tornando-nos reféns do passado e deles mesmos. Como verdadeiros terroristas psíquicos, diante das conquistas que alcançamos, procuram sempre nos lembrar que já erramos um dia. Procuram manter-se na posição de domínio sobre os outros. Colocam-se como arautos da verdade, julgando-se inatingíveis, hipócritas. Isso acontece em sociedade, na família e mesmo nos relacionamentos "amorosos". Existem pessoas extremamente carentes, que se escondem atrás dessa postura belicista para manter a atenção dos outros. Quando elas não conseguem ser o centro da atenção em um relacionamento, seja ele qual for, procuram lembrar-nos sobre equívocos cometidos um dia, buscando assim controlar a situação, exaltando a si mesmas. São frágeis emocionalmente e acreditam manter laços afetivos às custas da manipulação de sentimentos. Devemos tomar cuidado com aqueles que se relacionam conosco...

O PERFEITO CAMINHO DE DEUS

Tem dias que trocaríamos facilmente por um outro, que preferiríamos talvez que não existissem. Isso por que suportamos mal os ventos contrários. Mas Deus fez esse dia e os outros, os que passaram e os que virão ainda e chegamos onde chegamos por que nas dificuldades encontramos forças para superar e continuar o caminho. Não adianta querer passar por atalhos, evitar o que de inevitável nos espera, o que testa nossa paciência, resistência e mesmo amor. Os caminhos que tivermos que atravessar, atravessaremos e devemos fazê-lo de cabeça erguida e olhos postos no horizonte. Quando Deus nos criou, traçou nossos planos, idealizou nossa vida e projetou nossos sonhos. A nossa liberdade de escolha, essa pela qual lutamos com tanto orgulho, nos leva a outros campos, outras paisagens, nem sempre as que nos são favoráveis. Mas o amor de Deus nos busca e às vezes de maneira que não esperamos. As tempestades chegam, os barcos balançam, as folhas caem e não podemos impedir as lágrimas. Todo amor tem a...

Pit-stop da vida

É preciso parar um pouco a corrida da vida, estabelecer um pit-stop para reabastecer a alma. Recarregar as nossas baterias espirituais, para seguir na competição diária com forças renovadas, com uma nova visão. Então, se tudo está dando errado, se as conquistas não tem mais sabor, se não existem mais conquistas, se o vazio tomou conta de você, busque o encontro com Deus, não como forma de milagre, nem para soluções imediatas de problemas antigos, mas para as respostas que a alma deseja, para o reencontro verdadeiro entre criatura e Criador. E assim, livre de amarras e preconceitos, Deus se revela de maneira clara, preenchendo cada cantinho do nosso ser, deixando-nos livres, para escolher, ser e crescer. Quando Deus entra na nossa vida plenamente, a corrida fica mais segura, menos tensa, percebemos finalmente, que somos os pilotos, que somos os donos da direção, e com esse certeza, seguimos em frente, rumo ao infinito, no caminho do coração. Eu acredito em você TEXTO: Paulo Roberto...

Setenta vezes sete

Temos o direito de errar ao longo da nossa vida. Guiados pelo coração ou emoções que controlam o que nosso juízo deveria controlar, vamos de tropeço em tropeço. Não estamos condenados eternamente porque somos humanos. O que não podemos, portanto, é repetir vezes e vezes os mesmos erros e achar a cada vez que tudo pode ser justificado. Errar? Pecar? Faz parte, infelizmente, do caminho, da quota de cada um. Quando cometemos nossos deslizes e que a vida nos dá uma nova oportunidade de recomeçar, é loucura pensar que o perdão nos é devido indefinidamente e querer, de forma absurda, atingir o setenta vezes sete. Cada pessoa e cada coisa tem seu limite. Repetir erros e enganos contra os que nos amam simplesmente porque sabemos que um coração que ama sabe perdoar, é abusar da confiança que depositam em nós, é desrespeitar o outro como pessoa. Suportar e suportar erros em nome do amor pode parecer heróico. O perdão é algo que exige de nós uma força quase inhumana e sabemos bem que para realme...

Torneiras Conectadas

“… sem mim nada podeis fazer” (João 15:5) Quando Lawrence da Arábia estava em Paris, depois da Primeira Guerra Mundial, com alguns amigos árabes, ele lhes mostrou os pontos turísticos da cidade: o Arco do Triunfo, o Museu do Louvre, o Túmulo de Napoleão, mas nada disso lhes chamou a atenção. O que realmente lhes despertou interesse foi a torneira na banheira do quarto do hotel. Eles passavam longo tempo abrindo-a e admirando-a. Ficavam surpresos ao ver que podiam girar uma manivela e ter toda a água que desejavam. Alguns dias depois, quando se aprontavam para deixar Paris e voltar ao Oriente, Lawrence os encontrou no banheiro, esforçando-se para retirar a torneira. “Olhe”, disseram eles, “a Arábia é muito seca. O que nós precisamos é de torneiras. Se nós as tivermos, teremos também toda a água de que necessitamos”. Lawrence teve que explicar que as torneiras para nada serviriam se não houvesse um imenso reservatório de águas aos quais elas estavam ligadas. Ele assinalou que a água vinh...