Nossas vidas deixam de ser como desejamos por pura falta de atenção.

Porque os dias se vão e nos perdemos do nosso melhor, vamos nos misturando ao que não gostamos, tolerando ou perdendo o controle, afastando-nos da própria essência.

Preste atenção na maneira como você leva a vida. É essa mesma a vida que você quer seguir levando?

Sem julgamentos e desculpas, comece a distinguir sua grandeza e sua pequenez diante do Universo.

Claro que, muitas vezes, estamos condicionados a ter certas atitudes justamente porque foram provocadas por outras pessoas. Se as atraímos ou não, nem vamos saber dizer exatamente.

Mesmo assim, preste atenção ao jeito como você se aproxima e se afasta das pessoas, às coisas que você pensa e fala.

Preste atenção aos seus modos à mesa, ao que você come, à forma como seu corpo responde ao seu estilo de vida.

Perceba seus medos, atitudes e coragem, o poder que você tem para alterar uma situação, do quanto de você o outro precisa e o quanto você está dando e recusando.

Note como você reza, como se conecta com Deus e se existe muito barulho no seu silêncio.

Você consegue medir o quanto se esquiva e foge dos problemas?

O quanto procrastina as tarefas? Quão afobado tenta resolver uma questão?

Consegue avaliar sua maneira de conversar ou ignorar os outros?

Já pensou no quanto de amor você tem para dar e o tanto que deseja receber?

Na vontade que tem de ficar junto da pessoa que ama e das que você quer bem? O quanto é legal com os colegas de trabalho, seus superiores, com os que obedecem às suas ordens?

Há preguiça, há interesse, há vontade de fugir e vontade de nunca ir embora, de parar o tempo, de voltar atrás e mudar tudo.

Parar de chorar, parar de esperar, de pensar.

A vida vai passando e não prestamos atenção em quem somos.

Não que tenhamos de ser paranoicos, porém, se começarmos a prestar atenção, um pouco de cada vez, em como vivemos, agimos, reagimos, conseguiremos filtrar as situações, absorver o que queremos aproveitar, o que pode ser dispensado, o que pede mais de nossa energia.

Porque os dias se vão e nos perdemos do que de melhor somos e temos, vamos nos misturando ao que não gostamos, tolerando ou perdendo o controle, afastando-nos da própria essência.

E um dia nem nos reconhecemos mais. E a vida, de alguma forma, vai deixar um recado: “Era só ter prestado atenção!”

TEXTO DE: Kênia Casagrande    

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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 06 de Março de 2.020.
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TONINHO LIMA
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