quarta-feira, 1 de abril de 2009

O trem da vida

Há algum tempo li um livro que
comparava a vida a uma viagem de trem.
Uma leitura extremamente interessante,
quando bem interpretada.

Isso mesmo,
a vida não passa de uma viagem de trem,
cheia de embarques e desembarques,
alguns acidentes,
agradáveis surpresas em muitos
embarques e grandes tristezas
em alguns desembarques.

Quando nascemos,
entramos nesse magnífico
trem e nos deparamos com
algumas pessoas, que julgamos,
estarão sempre nessa viagem conosco,
nossos pais.
Infelizmente isso não é verdade,
em alguma estação eles descerão
e nos deixarão órfãos do seu carinho,
amizade e companhia insubstituível.
Isso porém não nos impedirá
que durante o percurso,
pessoas que se tornarão muito
especiais para nós, embarquem.
Chegam nossos irmãos, amigos,
filhos e amores inesquecíveis!

Muitas pessoas embarcarão nesse
trem apenas a passeio,
outras encontrarão no seu trajeto
somente tristezas e ainda outras circularão
por ele prontos a ajudar quem precise.

Vários dos viajantes quando desembarcam
deixam saudades eternas,
outros tantos quando desocupam seu assento,
ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros
que se tornam tão caros para nós,
acomodam-se em vagões
diferentes dos nossos,
portanto somos obrigados a fazer
esse trajeto separados deles,
o que não nos impede é claro que
possamos ir ao seu encontro.
No entanto, infelizmente,
jamais poderemos sentar ao seu lado,
pois já haverá alguém ocupando
aquele assento.

Não importa, é assim a viagem,
cheia de atropelos, sonhos,
fantasias, esperas, despedidas,
porém, jamais, retornos.
Façamos essa viagem então,
da melhor maneira possível,
tentando nos relacionar bem
com os outros passageiros,
procurando em cada um deles
o que tiverem de melhor,
lembrando sempre que em algum
momento eles poderão fraquejar
e precisaremos entender,
porque provavelmente também
fraquejaremos e com certeza haverá
alguém que nos acudirá com seu
carinho e sua atenção.

O grande mistério afinal é que
nunca saberemos em qual
parada desceremos,
muito menos nossos
companheiros de viagem,
nem mesmo aquele que está
sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando se quando descer
desse trem sentirei saudades.
Acredito que sim,
me separar de muitas amizades
que fiz será no mínimo doloroso,
deixar meus filhos continuarem a viagem
sozinhos será muito triste com certeza….
mas me agarro na esperança que
em algum momento estarei na estação
principal e com grande emoção os verei chegar.
Estarão provavelmente com uma bagagem
que não possuíam quando embarcaram
e o que me deixará mais feliz será
ter a certeza que de alguma forma eu
fui uma grande colaboradora para que ela
tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos façamos com que a nossa estada
nesse trem seja tranqüila,
que tenha valido a pena e que
quando chegar a hora de desembarcarmos
o nosso lugar vazio traga saudades
e boas recordações para aqueles que
prosseguirem a viagem.

TEXTO: Silvana Duboc
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 02 de Abril de 2.009.

2 comentários:

maria do porto disse...

oi toninho lima, escuto a radio liberdade todas as noites , gosto de ouvir suas mensagens, seus momentos de reflexao , pesso a DEUS que tome conta de voce , por voce ser essa pessoa maravilhosa que vc e.
te adoro muito.
bjss...
ASS:MARIA DO PORTO

maria do porto disse...
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