terça-feira, 21 de abril de 2009

Nossa liberdade

Mesmo solitários,
não deixamos de ser duas partes,
uma,
deseja ficar em profundo silêncio,
outra quer gritar ao mundo
o desejo de amar.

Mesmo doentes,
não deixamos de ter dois desejos,
um quer a cura imediata,
sair da prostração,
outro quer permanecer cercado de cuidados,
atenção...

Mesmo perdidos em nossos devaneios,
não deixamos de desejar dois destinos,
um quer a glória passageira da fama,
outro quer apenas a vitória
sobre nossos dramas,
ser feliz no anonimato do tempo.

Somos assim,
concâvo e convexo,
luz e escuridão em uma mesma alma,
uma parte que ri de qualquer coisa,
e outra que chora por nada.

Contradição e certeza,
amor e desinteresse,
paz e guerra,
desejos e saciedade.
Estranhos personagens
que habitam em nós,
nessa novela chamada vida.

Por isso,
não se estranhe!
Viva cada momento da
sua vida com intensidade,
lembre-se mais das coisas boas,
e por favor,
esqueça-se dos maus momentos.

Aposente as dores,
distraia a ilusão,
faça um trato com o amor,
e ame muito,
e mais do que nunca,
esqueça qualquer rancor,
perdoe todas as ofensas,
toda as pessoas,
as que já fizeram algo que
você não gostou,
e aquelas que ainda nem erraram.
Seja livre!

Tudo só vale a pena com a liberdade,
até para dizer que quer
ficar preso ao velho amor,
preso ao velho emprego,
preso ao velho sonho,
preso em você.
Isso é liberdade total!

Essa capacidade de dizer
que se ama e que vale a pena,
"ser feliz é uma doce prisão
da nossa liberdade
de ser simplesmente
o que somos! "

Eu acredito em você

Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 22 de Abril de 2.009.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Prorrogando a dor

Por que será que nos agarramos a situações para
as quais conhecemos perfeitamente o desfecho?
Sabemos de antemão o que fazer,
mas somos tomados pela angústia de ter
que assumir uma decisão que vai
nos fazer sofrer.

Colocamos à frente um passo que poderia
ter sido tomado agora.
Nos enganamos conscientemente.
Prorrogamos a decisão para que
a dor seja prorrogada.
É possível que dentro de nós achamos que a
dor esticada vai ser mais suave.
Se não podemos evitá-la,
pelo menos vamos vivê-la a prestações,
sem muita consciência que os juros podem
ser muito altos no fim.

Dar um passo errado não nos custa tanto
quanto ter que assumi-lo.
E ter que conviver com ele ou as
conseqüências dele.
Uma vez que reconhecemos o caminho errado,
o normal seria voltar.
Mas o que fazemos?

Olhamos pra trás,
medimos o caminho percorrido,
nos perdemos no tempo sem sair do lugar,
mesmo se a vida se apressa ao nosso redor.
Conhecemos o abismo que se apresenta
diante da situação,
mas nos recusamos a admití-lo,
embora saibamos que não
queremos cair nele.

Caminhamos a passos lentos,
guiados pela esperança que nunca
nos abandona,
mesmo sabendo que uma
hora ou outra teremos que pôr
o ponto final.
Fim da história.

Fim de nós de uma certa maneira,
ou daquilo que vivemos e sonhamos.

Acreditamos num pequeno lapso de tempo
que nunca mais outra oportunidade virá a nós,
como se a vida fosse limitada.
Nos entregamos à dor como nos
entregamos ao amor. Inteiramente.
E somos invadidos por uma sombra que
nos isola de tudo.

Mas que maravilhoso remédio é o tempo!
Um dia acordamos e tudo parece mais ameno.
Abrimos os olhos.
Começamos a notar coisas para as
quais estávamos cegos.
O dia seguinte será ainda melhor e virá um
outro e um outro.

Quão grandioso é esse Maestro do universo!
Com um simples sopro ressuscita o sol a cada
manhã e nos eleva com ele.
Somos dessa maneira não uma pessoa nova,
mas uma pessoa renovada.
Mais vivida.

Carregados de experiências que
nos serviram de lição,
que nos enriqueceram
e nos tornaram uma pessoa,
quem sabe, melhor.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 21 de Abril de 2.009.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Enquanto é dia...

Enquanto a dor não passa,
evite o papel de vítima,
não aumente a capacidade de sofrer.

Enquanto o bom emprego não vem,
evite as reclamações, faça-se útil,
não atrase a boa notícia.

Enquanto o amor não acontece,
não se isole, seja solidário,
o amor é ímã que se atrai.

Enquanto a paz não vence,
não use das mesmas armas, pense,
as brigas são frutos da precipitação.

Enquanto as dívidas existirem,
seja sensato: economize tudo,
o descontrole leva ao desespero.

Enquanto a alegria não se instala,
sorria!
O sorriso é a porta para a felicidade.

Enquanto o povo fala,
faça!
O mover-se é prova de nossa vontade,
é a declaração de nossas intenções,
é chamar Deus para perto de nós.

Por isso,
enquanto você não vence,
vá fazendo a sua parte,
trabalhe sempre,
busque ser melhor a cada dia,
um passo de cada vez.

Assim,
a montanha de problemas,
que antes parecia ser intransponível,
vai ficando cada vez menor,
porque você se agiganta,
quando acredita em você!

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 17 de Abril de 2.009.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

SE VOCÊ ANDAR SEM VONTADE...

Se você andar sem vontade, empurrado,
pode ser um belo sinal de que não está vivendo,
mas passando pela vida sem enxergar nada.
Quantas pessoas vemos caminhar nas ruas,
parecendo mortas.
Se olharmos em seus semblantes sentimos
até tristeza.

Outras, mesmo com problemas,
caminham com agilidade, buscando,
lutando, já percebeu?

E se olhar nesse semblante vai encontrar vida.
Nem sempre a tristeza é mal sinal.
Ela existe em decorrência de planos mal sucedidos,
mas nem por isso, deixados de lados.
De repente aquela tristeza pode se
tornar um alvo de busca
e reencontro consigo mesma.
E é isso que vale, se caiu levanta,
se perdeu reage.

Tem algo maior que qualquer problema,
é nossa alma entusiasmada,
alegre, a caixinha onde guarda o amor.
Pra mim a alma é isso.
"Uma caixinha onde fica guardado o amor."
Muitas vezes a alma chora, dói, queima,
mas tudo deve ser motivo para uma reação,
impulsionada pelo amor de Deus que mora lá dentro.

E se esse amor aflorar,
vai trocar a escuridão pela luz.
Deixe aflorar, não resista.
Quando isso ocorrer, sua alegria vai voltar,
o entusiasmo pela vida vai renascer.
E de repente Deus te dá um presente e tudo aquilo
que você achou que Ele não permitiu ,
não era seu, não era meu.

É como nossos filhos,
que pedem algo e nós sabemos que não será bom,
negamos, ele chora, sofre,
mas o tempo vai mostrar que tinha
algo melhor preparado.
Então vamos confiar em Deus,
Ele nunca quer nosso mal,
se permitiu foi por um bem maior.
Façamos bem nossa parte e deixa
que o resto é com Ele.

Apenas não se acomode achando que
vai cair tudo do céu,
porém, confie , tenha fé.
Muitos me respondem dizendo que esse ou
aquele bom dia caiu com uma luva em sua vida.
Pois esse de hoje foi a resposta pra mim próprioa,
a resposta que busquei o dia todo e me tirou o sono.

Enquanto não chegou não tive paz.
Comecei a escrever e a resposta veio,
acho que abri minha caixinha do amor e mandei
a tristeza embora, amanhã será outro dia,
muitas coisas boas vão acontecer e
a tristeza de hoje ficará como um episódio
de crescimento e aumento da fé.
Mas se tem que amargar, amargue tudo,
até o âmago, limpa, passa remédio, debata,
chega lá no fundo e abra a porta pra luz entrar.

Recomece,
respire fundo e vai.
Afinal,
você tem o maior
tesouro de tudo que é a vida.
Com ela você vai buscar,
sem ela você ta vencido.

TEXTO: Richard Simonet
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 16 de Abril de 2.009.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Mudar ou Continuar???

Existem momentos em nossa vida em que
não conseguimos achar uma saída.
Parece que tudo se volta contra nós,
dívidas, inimizades,
relacionamento que começa a naufragar,
desemprego, doenças, etc.
Tudo começa a ficar estranhamente sem sentido,
então nós nos perguntamos:
por quê tudo isso?
Olha, poderia te apresentar uma dezena de respostas,
desde as mais científicas e exatas que
poderiam apontar para um descaso de sua parte,
até as mais esotéricas que apontariam a inveja,
o olho gordo e outros sortilégios.

Mas, o que interessa para você nesse momento de dor:
saber o porquê ou resolver o problema?

A minha inteligência insiste em dizer que
você vai optar pela solução do problema,
e a solução do problema passa pela
disposiçào de fazer mudanças,
as vezes radicais,
na sua maneira de agir e viver até agora.
Acredite, toda dor é causada em
grande parte por nossos próprios atos,
seja pela invigilância, pelo descuido, pela boa fé,
e as vezes até para tirar partido de uma situação,
aquela em que você acredita piamente
que está levando vantagem e vai ser depenado.

Pare tudo. Pare as queixas,
as lamentações e veja onde você anda pisando.

Nos relacionamentos, por exemplo,
você acredita em tudo que te dizem?
Acredita em amor virtual?
Acredita em alma gêmea e amor único?
Abre mão da sua vida para atender
os caprichos dos outros?
Anda se preocupando mais com os outros
que com a sua própria vida?
Faça a listinha do que você anda fazendo
de errado e prometa uma mudança
e esforce-se para mudar esses pontos
que só trazem desgosto.

No campo financeiro, será que você não
anda gastando além dos limites?
Será que você não anda comprando pela empolgação?
Faça a lista de quantos aparelhos
você comprou e nunca usou.
Quantos CD's que você mal ouviu?
Quantos sapatos que já saíram de
moda e eram somente para uma estação?
Quantos arrependimentos você já contou esse mês?

No campo espiritual,
e esse é o mais importante de todos, me conta:
quanto tempo você tem dedicado à Deus?
Quanto tempo você se envolve com a sua religiosidade?
Você tem freqüentado a sua Igreja com regularidade,
ou você nem sabe o que é uma igreja há muitos anos?
Sua conversa com Deus tem sido um eterno pedir,
pedir e pedir?

Faça essa análise e você terá a resposta para
a maioria das dores que você
vem enfrentando na sua vida.
Você tem coragem para tantas coisas,
você quer tantas coisas então não tenha
vergonha de admitir que tem errado
tantos fatos na sua vida e que você
precisa de uma ajuda
"acima dos homens", "acima da vida".
Peça sinceramente, com o seu coração,
uma oportunidade para "renascer com Jesus",
para ter um "encontro verdadeiro com Ele".

Você vigia os seus erros,
apóia-se em Jesus e nada, nada te faltará.
Faça as contas, verifique os erros e mude.
Mude tudo o que for necessário.
Não importa a dor que vai causar no seu orgulho,
importa sim a sua libertação para
uma vida plena e cheia de abundância.

Pense nisso!

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 14 de Abril de 2.009.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Sofrimento de Jesus na Cruz

O Relato abaixo foi feito pelo médico francês,
Dr. Barbet:

"Eu sou um cirurgião,
e dou aulas há algum tempo.
Por treze anos vivi em
companhia de cadáveres e durante a minha
carreira estudei a fundo anatomia.
Posso portanto escrever sem presunção.
"Dr. Barbet"

Jesus entrou em agonia no Getsemani
- escreve o evangelista Lucas -
orava mais intensamente.
"E seu suor tornou-se como gotas
de sangue a escorrer pela terra".

O único evangelista que relata
o fato é um médico,
Lucas .
E o faz com a precisão dum clínico.
O suar sangue, ou "hematidrose",
é um fenômeno raríssimo.
Se produz em condições excepcionais:
para provocá-lo é
necessário uma fraqueza física,
acompanhada de um abatimento moral violento
causado por uma profunda emoção,
por um grande medo.

O terror, o susto,
a angústia terrível de sentir- se
carregando todos os pecados dos
homens devem ter esmagado Jesus.
Tal tensão extrema produz o rompimento
das finíssimas veias capilares que
estão sob as glândulas sudoríparas,
o sangue se mistura
ao suor e se concentra sobre a pele,
e então escorre por todo o corpo
até a terra.

Conhecemos a farsa do processo preparado
pelo Sinédrio hebraico,
o envio de Jesus a Pilatos e o desempate
entre o procurador romano e Herodes.
Pilatos cede,
e então ordena a flagelação de Jesus.
Os soldados despojam Jesus e o
prendem pelo pulso a uma coluna do pátio.
A flagelação se efetua com tiras
de couro múltiplas sobre as quais são
fixadas bolinhas de chumbo e de
pequenos ossos.

Os carrascos devem ter sido dois,
um de cada lado,
e de diferente estatura.
Golpeiam com chibatadas a pele,
já alterada por milhões
de microscópicas hemorragias
do suor de sangue.
A pele se dilacera e se
rompe; o sangue espirra.
A cada golpe Jesus reage em
um sobressalto de dor.

As forças se esvaem;
um suor frio lhe impregna a fronte,
a cabeça gira em
uma vertigem de náusea,
calafrios lhe correm ao
longo das costas.

Se não estivesse preso no alto pelos pulsos,
cairia em uma poça de sangue.

Depois o escárnio da coroação.
Com longos espinhos,
mais duros que aqueles da acácia,
os algozes entrelaçam uma espécie
de capacete e o aplicam sobre a cabeça.
Os espinhos penetram no couro
cabeludo fazendo-o sangrar
(os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

Pilatos,
depois de ter mostrado aquele
homem dilacerado à multidão feroz,
o entrega para ser crucificado.
Colocam sobre os ombros de Jesus o grande
braço horizontal da Cruz;
pesa uns cinqüenta quilos.
A estaca vertical já
está plantada sobre o Calvário.
Jesus caminha com os pés descalços pelas
ruas de terreno irregulares,
cheias de pedregulhos.
Os soldados o puxam com as cordas.
O percurso, é de cerca de 600 metros.

Jesus, fatigado,
arrasta um pé após o outro,
freqüentemente cai sobre os joelhos.
E os ombros de Jesus
estão cobertos de chagas.
Quando ele cai por terra,
a viga lhe escapa,
escorrega,
e lhe esfola o dorso.

Sobre o Calvário tem início a crucificação.
Os carrascos despojam o condenado,
mas a sua túnica está colada nas
chagas e tirá-la é atroz.
Alguma vez vocês tiraram uma atadura
de gaze de uma grande chaga?
Não sofreram vocês mesmos esta experiência,
que muitas vezes precisa de anestesia?
Podem agora vos dar conta do que se trata.
Cada fio de tecido adere à carne viva:
ao levarem a túnica,
se laceram as terminações nervosas
postas em descoberto
pelas chagas.

Os carrascos dão um puxão violento.
Como aquela dor atroz não
provoca uma síncope?
O sangue começa a escorrer.

Jesus é deitado de costas,
as suas chagas se incrustam
de pé e pedregulhos.
Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz.
Os algozes tomam as medidas.
Com uma broca,
é feito um furo na madeira para
facilitar a penetração dos
pregos; horrível suplício!
Os carrascos pegam um prego
(um longo prego pontudo e quadrado),
o apoiam sobre o pulso de Jesus,
com um golpe certeiro
de martelo o plantam e o rebatem
sobre a madeira.
Jesus deve ter contraído
o rosto assustadoramente.
No mesmo instante o seu pólice,
com um movimento
violento se posicionou opostamente
na palma da mão;
o nervo mediano foi lesado.

Pode-se imaginar aquilo que Jesus
deve ter provado;
uma dor lancinante, agudíssima,
que se difundiu pelos dedos,
e espalhou-se,
como uma língua de fogo,
pelos ombros,
lhe atingindo o cérebro.

Uma dor mais insuportável que um
homem possa provar, ou seja,
aquela produzida pela lesão
dos grandes troncos nervosos.
De sólido provoca uma síncope
e faz perder a consciência.
Em Jesus não.
Pelo menos se o nervo tivesse sido cortado!
Ao contrário
(constata-se experimentalmente com freqüência)
o nervo foi destruído só em parte:
a lesão do tronco nervoso permanece
em contato com o prego:
quando o corpo for suspenso na cruz,
o nervo se esticará fortemente
como uma corda de violino esticada
sobre a cravelha.
A cada solavanco, a cada movimento,
vibrará despertando dores dilacerantes.
Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham
a extremidade da trava;
elevam Jesus,
colocando-o primeiro sentado e depois em pé;
conseqüentemente fazendo-o
tombar para trás,
o encostam na estaca vertical.
Depois rapidamente encaixam
o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical.
Os ombros da vítima
esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera.
As pontas cortantes da
grande coroa de espinhos o laceraram o crânio.
A pobre cabeça de Jesus
inclinou-se para frente,
uma vez que a espessura do capacete
o impedia de apoiar-se na madeira.

Cada vez que o mártir levanta a cabeça,
recomeçam pontadas agudíssimas.

Pregam-lhe os pés.
Ao meio-dia Jesus tem sede.
Não bebeu desde a tarde anterior.
As feições são impressas,
o vulto é uma máscara de sangue.
A boca está semi-aberta e o lábio
inferior começa a pender.
A garganta, seca,
lhe queima, mas ele não pode engolir.
Tem sede.
Um soldado lhe estende sobre a
ponta de uma vara,
uma esponja embebida em bebida ácida,
em uso entre os militares.
Tudo aquilo é uma tortura atroz.

Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus.
Os músculos dos braços se
enrijecem em uma contração que
vai se acentuando:
os deltóides, os bíceps esticados e levantados,
os dedos se curvam.
Se diria um ferido atingido de tétano,
presa de uma horrível crise que não se pode descrever.
A isto que os médicos chamam tetania,
quando os sintomas se generalizam:
os músculos do
abdômen se enrijecem em ondas imóveis,
em seguida aqueles entre as costelas,
os do pescoço, e os respiratórios.

A respiração se faz,
pouco a pouco mais curta.
O ar entra com um sibilo,
mas não consegue mais sair.
Jesus respira com o ápice dos pulmões.
Tem sede de ar:
como um asmático em plena crise,
seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho,
depois se transforma num
violeta purpúreo e enfim em cianítico.
Jesus atingido pela asfixia, sufoca.
Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se.
A fronte está impregnada
de suor, os olhos saem fora de órbita.

Que dores atrozes devem ter martelado
o seu crânio!

Mas o que acontece?
Lentamente com um esforço sobre-humano,
Jesus tomou um ponto de apoio sobre
o prego dos pés.

Esforçando-se a pequenos golpes,
se eleva aliviando a tração dos braços.

Os músculos do tórax se distendem.
A respiração se torna mais ampla e profunda,
os pulmões se esvaziam e o rosto
recupera a palidez inicial.

Porque este esforço?
Porque Jesus quer falar:
"Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo,
e a asfixia recomeça.

Foram transmitidas sete frases pronunciadas
por ele na cruz: cada vez que quer falar,
deverá elevar-se tendo como apoio
o prego dos pés,
inimaginável!

Enxames de moscas,
grandes moscas verdes e azuis,
zunem ao redor do seu corpo;
irritam sobre o seu rosto,
mas ele não pode enxotá-las.
Pouco depois o céu escurece,
o sol se esconde:
de repente a temperatura se abaixa.
Logo serão três da tarde.
Jesus luta sempre:
de vez em quando se eleve para respirar.

A asfixia periódica do infeliz que está destroçado.
Uma tortura que dura três horas.
Todas as suas dores, a sede, as cãibras,
a asfixia, o latejar dos nervos medianos,
lhe arrancaram um lamento:
"Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?".

Jesus grita: "Tudo está consumado!".

Em seguida num grande brado disse:
"Pai,
nas tuas mãos entrego o meu
espírito".

E morre".

TEXTO: Dr. Barbet
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 10 de Abril de 2.009.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Lições de Vida

Cada dia, em nossas vidas,
nos ensina lições que muitas vezes
nem percebemos.
Desde o nosso primeiro piscar de olhos,
desde cada momento em que a fome bate,
desde cada palavra que falamos.
Passamos por inúmeras situações,
na maioria delas somos protegidos,
até que um dia a gente cresce e começa
a enfrentar o mundo sozinhos.

Escolher a profissão,
ingressar numa faculdade,
conseguir um emprego...
Essas são tarefas que nem todos suportam
com um sorriso no rosto ou nem
todos fazem por vontade própria.
Cada um tem suas condições de vida e cada qual
será recompensado pelo esforço,
que não é em vão.
Às vezes acontecem coisas que a gente
nem acredita.
Às vezes, dá tudo, tudo errado!
Você pensa que escolheu a profissão errada,
que você não consegue sair do lugar,
ás vezes você sente que o mundo todo
virou as costas...
Parece que você caiu e não consegue levantar...
Está a ponto de perder o ar...

Talvez você descubra que quem dizia
ser seu amigo,
nunca foi seu amigo de
verdade e talvez você passe a vida
inteira tentando descobrir quem são seus
inimigos e nunca chegue a uma conclusão.
Mas nem tudo pode dar errado ao mesmo tempo,
desde que você não queira.

E aí... Você pode mudar a sua vida!
Se tiver vontade de jogar tudo pro alto,
pense bem nas conseqüências,
mas pense no bem que isso poderá proporcionar.
Não procure a pessoa certa,
porque no momento certo aparecerá.
Você não pode procurar um amigo de
verdade ou um amor como procura roupas de
marca no shopping e nem mesmo
encontra as qualidades que deseja como
encontra nas cores e tecidos ou nas
capas dos livros.

Olhe menos para as vitrines,
mas tente conhecer de perto o que está
sendo exibido.
Eu poderia estar falando de moda, de surf,
de tecnologia ou cultura, mas hoje,
escolhi falar sobre a vida!
Encontre um sentido para a sua vida,
desde que você saiba guiá-la com sabedoria.
Não deixe tudo nas mãos do destino,
você nem sabe se o destino
realmente existe...
Faça acontecer e não espere que alguém
resolva os seus problemas, nem fuja deles.
Encare-os de frente.
Aceite ajuda apenas de quem quer o seu bem,
pois embora não possam resolver
os seus problemas,
quem quer o seu bem te dará
toda a força
necessária pra que você possa suportar e...

Confie!
Entenda que a vida é bela,
mas nem tanto...
Mas você deve estar de bem consigo
mesmo pra
que possa estar de bem com a vida.
Costumam dizer por aí que quem espera
sempre alcança,
mas percebi que quem alcança
é quem corre atrás...
Não importa a sua idade,
nem o tamanho de seu sonho...
A sua vida está em suas próprias
mãos e só
você sabe o que fazer com ela...

TEXTO: Lilian Roque de Oliveira
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 07 de Abril de 2.009.

sábado, 4 de abril de 2009

Conta as bênçãos

O que nos deixa mais tristes ou infelizes
é a solidão da dor.
Não,
não inverti as palavras,
porque uma coisa é a dor da solidão,
que milhares de almas, mesmo acompanhadas,
conhecem e uma outra é a solidão da dor.

A solidão da dor é a que cabe a nós,
inteiramente.
É a que julgamos a maior do mundo,
a mais pesada e difícil de carregar;
aquela que diminui nossa estatura e agiganta
todos os outros que estão ao redor;
a que mata cada fibra do
nosso coração e
nos faz esquecer todas as alegrias
e bênçãos recebidas.

Perigosamente destrutiva,
afasta-nos do bem e do bom,
da luz, do sal,
da cruz e das promessas Divinas.

Jesus também sofreu
a dor da solidão e do abandono;
sofreu a dor da dor,
a lança atravessada,
o peso da cruz e do cravo nas mãos.
Mas Ele não experimentou a solidão da dor.
Ele sabia que não estava só e
mesmo nos momentos mais difíceis de serem suportados,
erguia os olhos para o Céu.

Contamos tudo o que recebemos da vida
e particularmente de Deus de maneira inversa.
Apagamos facilmente o bem,
as alegrias,
as bênçãos que caem gota
a gota na nossa cabeça nos ungindo e reavivamos
as dores que fatalmente colhemos nos
caminhos por nós mesmos escolhidos.
Você tem teto, alimento, família,
amigos, trabalho, saúde?
Conta as bênçãos!!!

Tem momentos de riso gostoso,
de partilha,
pode ver o nascer e o pôr-do sol?
Conta as bênçãos!!!

Contamos nossas dores, as contabilizamos,
somamos e nos esquecemos de
acrescentar as alegrias que podem diminuí-las
ou pelo menos nos mostrar que
na balança da vida nem tudo é perda e sofrimento.

Conta sim, uma a uma,
as bênçãos da sua vida.
Você vai ver que a esperança
ainda vive, que a luz brilha,
que as flores continuam nascendo apesar
das secas ou das enchentes.

Você vai ver que, silencioso,
Deus olha por nós e continua distribuindo o
bem, mesmo se aos nossos olhos as graças
pareçam invisíveis.

* * * * *

COMENTÁRIOS DA AUTORA

Quem nunca atravessou uma noite escura?
Quem nunca duvidou e teve medo de prosseguir?
Quem nunca chorou e acabou adormecendo?
Quem nunca teve um momento que achou que
era o mais lindo de toda a sua vida?
E quem nunca pensou em desistir e prosseguiu assim mesmo,
se arrastando e chegando até o dia seguinte?
Os caminhos são tão parecidos a todos nós!
As dores podem ser tanto iguais quanto as alegrias intensas.
Mas, claro, cada um sabe, por si,
o efeito que cada coisa produz no seu âmago.

E das coisas mais comuns ao esquecimento
está aquele da existência dos
outros quando o mundo parece desmoronar
na nossa cabeça e destruir todo o
nosso eu, construído tão amorosamente
pelo Pai e lapidado com as
dificuldades da vida.
São nessas horas que todas as flores murcham,
o sol deixa de aquecer e as noites parecem tão
intermináveis quanto as voltas que
o relógio dá.
Mas tudo isso é apenas uma idéia!

As bênçãos que recebemos não deixam de
existir quando o sol desaparece,
somos nós que nos cegamos.
Mesmo quando o céu está encoberto e carregado,
pesado e escuro,
um vôo acima das nuvens nos mostra
que o azul continua lá,
sereno e pronto para reaparecer.

As bênçãos que recebemos nunca se apagam e
as carregaremos em nós para toda a vida.
E nas nossas contabilidades não nos
esqueçamos de contá-las,
não somente para que continuem presentes,
mas para que estejam prontas para acolher todas
as outras que estão destinadas a nós.

Tenho colhido bênçãos incontáveis na minha vida.
Conheci também as noites escuras,
como todo mundo,
mas a vela da esperança das bênçãos continuou
acesa e se iluminava ainda mais a cada oração.
Não é por que as bênçãos
demoram a chegar que nunca chegarão.
A perseverança é uma forte arma contra
o desânimo e é ela que vai abrindo as portas
que devemos atravessar.
Há, creiam,
do outro lado do muro bênçãos para cada um,
um Deus amoroso e disposto a perdoar,
acolher e conceder os desejos do coração.
Eu nunca duvidei disso e por esse motivo posso hoje
plantar e colher muitas flores.

Que o Senhor abençoe este
dia e todas as horas de cada um de vocês!
Que o sol brilhe,
que o amor aconteça e que a esperança
nunca os abandone!

TEXTO E COMENTÁRIOS: Letícia Thompson
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 05 de Abril de 2.009.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Recado do tempo

Dias de incerteza pedem reflexão,
tempo para pensar,
mas tudo o que normalmente
fazemos é ficarmos agitados,
o medo,
a ansiedade e até o desespero
tomam conta de nós.
A alma aflita fica transtornada,
e grita.
Todo o corpo reage mal...

Aprenda com a natureza.Silencie!
Ao agitar a água no barro,
ela se turva,
mas se deixá-la descansar,
ela fica límpida.
Assim somos nós nos
momentos de incerteza,
naqueles momentos onde não
sabemos o que fazer,
quanto mais nos afligimos,
mais turvo ficamos.

Existem problemas que só
o tempo pode resolver.
situações que por maior que seja
o nosso empenho,
não encontramos uma
resposta favorável.
É o convite da Vida,
para uma reflexão:
- onde estou caminhando?
- o que estou plantando?
- eu me amo?
- sou feliz?

Reflita e mude o que precisa ser mudado.

As vezes,
a vida só está esperando uma atitude,
um gesto no caminho da mudança,
para que o problema que tanto nos aflige,
seja solucionado,
até mesmo sem a nossa participação.

"O tempo é a exata medida
das nossas atitudes,
reflexo direto do que desejamos,
consequência do que fazemos
e deixamos de fazer,
cronometricamente justo,
certo e exato."

Pense nisso!

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 03 de Abril de 2.009.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O trem da vida

Há algum tempo li um livro que
comparava a vida a uma viagem de trem.
Uma leitura extremamente interessante,
quando bem interpretada.

Isso mesmo,
a vida não passa de uma viagem de trem,
cheia de embarques e desembarques,
alguns acidentes,
agradáveis surpresas em muitos
embarques e grandes tristezas
em alguns desembarques.

Quando nascemos,
entramos nesse magnífico
trem e nos deparamos com
algumas pessoas, que julgamos,
estarão sempre nessa viagem conosco,
nossos pais.
Infelizmente isso não é verdade,
em alguma estação eles descerão
e nos deixarão órfãos do seu carinho,
amizade e companhia insubstituível.
Isso porém não nos impedirá
que durante o percurso,
pessoas que se tornarão muito
especiais para nós, embarquem.
Chegam nossos irmãos, amigos,
filhos e amores inesquecíveis!

Muitas pessoas embarcarão nesse
trem apenas a passeio,
outras encontrarão no seu trajeto
somente tristezas e ainda outras circularão
por ele prontos a ajudar quem precise.

Vários dos viajantes quando desembarcam
deixam saudades eternas,
outros tantos quando desocupam seu assento,
ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros
que se tornam tão caros para nós,
acomodam-se em vagões
diferentes dos nossos,
portanto somos obrigados a fazer
esse trajeto separados deles,
o que não nos impede é claro que
possamos ir ao seu encontro.
No entanto, infelizmente,
jamais poderemos sentar ao seu lado,
pois já haverá alguém ocupando
aquele assento.

Não importa, é assim a viagem,
cheia de atropelos, sonhos,
fantasias, esperas, despedidas,
porém, jamais, retornos.
Façamos essa viagem então,
da melhor maneira possível,
tentando nos relacionar bem
com os outros passageiros,
procurando em cada um deles
o que tiverem de melhor,
lembrando sempre que em algum
momento eles poderão fraquejar
e precisaremos entender,
porque provavelmente também
fraquejaremos e com certeza haverá
alguém que nos acudirá com seu
carinho e sua atenção.

O grande mistério afinal é que
nunca saberemos em qual
parada desceremos,
muito menos nossos
companheiros de viagem,
nem mesmo aquele que está
sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando se quando descer
desse trem sentirei saudades.
Acredito que sim,
me separar de muitas amizades
que fiz será no mínimo doloroso,
deixar meus filhos continuarem a viagem
sozinhos será muito triste com certeza….
mas me agarro na esperança que
em algum momento estarei na estação
principal e com grande emoção os verei chegar.
Estarão provavelmente com uma bagagem
que não possuíam quando embarcaram
e o que me deixará mais feliz será
ter a certeza que de alguma forma eu
fui uma grande colaboradora para que ela
tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos façamos com que a nossa estada
nesse trem seja tranqüila,
que tenha valido a pena e que
quando chegar a hora de desembarcarmos
o nosso lugar vazio traga saudades
e boas recordações para aqueles que
prosseguirem a viagem.

TEXTO: Silvana Duboc
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Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 02 de Abril de 2.009.