quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Aprendi a crescer por causa da vida. Fui lá e fiz! A vida agora me respeita. E fez de mim, gigante!

Eu cresci. Não, não, não estou falando da contagem dos anos. Virei um gigante. A vida disse pra mim, como disse pra você também: "vai lá e faz". . Eu fui. E fiz. Agigantei-me pra vida. Mostrei que não tenho medo de apanhar, que ela pode me dar a prova que for, eu sangro e cumpro.

Não sabia que apanharia tanto, nem que sangraria assim.

Não tô reclamando, não. É só que. Eu sinto uma dor nas costas às vezes. Você sente também? Eu sinto o coração queimar, parece que vai parar a qualquer momento. Mas o danado cisma em bater sem parar e pela manhã acorda cheio de olheiras, com cara de ressaca, cara de quem apanhou a noite toda.

Mas sou um gigante. Já avisei pra ele (meu coração) que coração de gigante, coração gigante é. Cansa, apanha, mas segue. Sou gigante. Não ganhei kit de sobrevivência na batalha com a vida, então fui crescendo. Mas agora já não caibo quase em lugar nenhum e quase todo mundo se espanta com meu tamanho.

Não uso grilhões. Amarra nenhuma. Não sento na calçada com a mão estendida para o trocadinho. Não sou orgulhosa nem egoísta, mas é que aprendi a crescer por causa da vida e agora sou assim, um gigante.

Às vezes parece que ficou difícil essa vida de gigante, pra mim. Não sei esperar construírem minha casa, porque eu aprendi a fazer isso sozinha conforme ia crescendo e tomando esse tamanho tão particular.

Não sei esperar que me alimentem, porque minha fome era gigante e eu tive que saber produzir alimento suficiente para saciá-la. Não tenho paciência pra nada. Mas a culpa é da vida, que quando me via esperando por alguém vinha cheia de dedos, falando: Vai lá e faz, você! Sozinha!

Eu fui. Não podia esperar nada nem ninguém, não era alternativa válida pra mim.

Então fiquei assim. Gigante. E eu assusto as pessoas. Outras me seguem porque todo esse tamanho as faz sentirem-se seguras. Algumas querem cuidar de mim. Mas sou gigante, acho que não sei deixar que façam isso.

Tudo culpa da vida que nunca permitiu, sempre de dedo dizendo: Vai lá e faz!

Eu fui. E fiz. Sempre sozinha. Sozinha por tempo demais para agora não ser mais só. É que sozinha não quer dizer solitária, entende? Mas gosto de ter companhia quando estou sozinha. Uma companhia que aceite meu gigantismo. Por que tem sempre alguém achando que sou a Alice e vou tomar aquela fórmula de encolher?

Não lembram que ela encolheu tanto que escorreu pelo buraco da fechadura?

Não quero escorregar da vida. Também não queria ser gigante, não. Mas sou.

Espere um pouco! Tá vendo ali? Bem ali, naquele horizonte? Acho que é um espelho côncavo.

A vida toda achei que era um gigante. Mas sou só uma pessoa projetando uma imagem maior de si para a vida.

Ela (a vida) agora me respeita. E fez de mim, gigante. Não sabe que sou o reflexo num espelho côncavo. Não sabe que sou só um reflexo. Não sabe que sou só. Não sabe que sou. Uma pessoa comum, agigantando-SE para ela, só, para sobreviver.

TEXTO DE: Luciana Marques
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 01 de Setembro de 2.017.
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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

As coisas não mudam por dois motivos: ou é medo ou já é tarde demais.

A hesitação em agir muitas vezes acaba culminando no desperdício de oportunidades únicas, que já terão ido embora quando resolvermos abraçá-las. Demorar-se demais nas dúvidas pode nos impedir de avançar na hora certa, de aproveitar o melhor momento, de optar por quem seria verdadeiro.

Mudar algo lá fora e mudar algo dentro de nós são tarefas muitas vezes difíceis e assustadoras. A gente gosta do que é certo, do que já está estabelecido, do que é constante.

A gente até força e se ilude com o que supostamente já está ali do lado, com quem permanece faz tempo, com o que somos desde cedo. A zona de conforto é deveras cômoda e muitos não ousam questioná-la, pois isso requer uma coragem absurda.

Fato é que nunca teremos certeza absoluta quanto às tomadas de decisão que assumiremos vida afora, uma vez que a escolha implica, em si, também uma renúncia. Quando optamos por algo, deixamos para trás alguma coisa e assim nos questionaremos quanto à possibilidade de o que preterimos ter sido o que deveríamos ter mantido. Jamais teremos cem por cento de certeza sobre nossas escolhas, sobre o que devemos guardar e o que necessita ser jogado fora.

E dá medo. Medo de desistir de algo ou de alguém que merecia um pouco mais de insistência. Medo de ficar dando chances à mesma pessoa inutilmente, tendo outro alguém esperando somente uma chance nossa. Medo de partir para um emprego mais afim com nossas habilidades, porém incerto quanto à remuneração. Medo de mudar o corte de cabelo ou sua cor, de usar jeans rasgado, de opinar numa reunião. Medo de se arrepender.

E, por mais que nos alertem, por mais que nos sintamos incomodados, bem lá no fundo, por mais que o que não muda não nos anime, chegará um momento em que a dor por não mudar será insuportável.
Teremos, então, que tomar uma atitude, caso desejemos sobreviver, seguir em paz, voltar a sorrir com verdade. Ou isso ou vivemos pela metade, sufocados, à margem da totalidade de sonhos que nos aguardam ali pertinho, sonhos nossos, mas que dependem de nossa coragem.

Infelizmente, a hesitação em agir muitas vezes acaba culminando no desperdício de oportunidades únicas, que já terão ido embora quando resolvermos abraçá-las. Demorar-se demais nas dúvidas pode nos impedir de avançar na hora certa, de aproveitar o melhor momento, de optar por quem seria verdadeiro. E então a lamentação será dolorosa, enquanto sentimos o que deveria estar junto se esvaindo por entre nossas mãos. E então será tarde demais. Como dói o tarde demais.

Temer errar não é de todo mal, pois o medo, muitas vezes, protege-nos e alerta-nos aos descaminhos que devemos evitar. Mesmo assim, precisaremos evitar nos acomodarmos junto ao que e a quem nada trazem de bom, nada acrescentam, em nada ajudam. Mais vale um caminho de lutas em busca do que nos faz feliz do que um repouso paralisante junto a incertezas que incomodam.

Vamos ser felizes agora, que o depois demora muito.

TEXTO DE: Marcel Camargo 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 31 de Agosto de 2.017.
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terça-feira, 29 de agosto de 2017

O problema não é entregar o seu coração e sim não pegá-lo de volta. Não o deixe em mãos erradas.

Quando você menos espera surge aquela paixão avassaladora que você rapidamente confunde com amor.

E seus dias se tornam perfeitos e você se dedica totalmente a alguém por acreditar que ele (a) seja  único em sua vida.

Você começa a fazer planos, a construir seu futuro, encaixando cada detalhe do seu sonho, como se fosse uma criança montando o seus blocos de Lego, mas, de repente, você percebe que montar as peças sozinho (a) não tem graça. Que os planos são somente seus e a pessoa amada não está nem aí para o futuro desta relação.

Não, a culpa não é sua!

Você não errou por se entregar demais, por ter ocupado todo o espaço do seu coração com este alguém. Você se dedicou a um amor no qual acreditou e de fato isto é muito lindo.

Mas o amor precisa ser vivido no plural. Os dois corações precisam estar em sintonia, sonhando juntos, desejando trilhar o mesmo caminho, enxergando um futuro onde os dois estejam lado a lado.

Mas, se não é recíproco, então chegou a hora de pegar o seu coração de volta.

Não deixá-lo em mãos erradas é o primeiro passo para superar uma decepção. Erguer a cabeça é o segundo passo, pois de cabeça baixa você não será capaz de enxergar um novo amor.

Claro que você sentirá medo de se entregar novamente, mas é preciso tentar.  E quando encontrar outro alguém, mantenha o seu coração alerta. Construa novos planos, novos sonhos. Mas observe se o seu amor é do tipo que chega e adiciona mais uma "peça" aos seus sonhos ou é do tipo que esbarra derrubando uma a uma.

Se ele caminha junto com você ou se desvia sempre, pegando atalhos para um caminho que nunca o levará ao futuro que você merece.

É difícil, eu sei, porque há muito lobo em pele de cordeiro, mas repito, não há nada de errado em entregar o seu coração e sim não pegá-lo de volta, caso necessite.

Estar pronto (a) para desistir de algo que não tem futuro é um desafio que não é impossível de ser vencido, mas assusta o fato de ter que recomeçar do zero, conquistar outro amor e reconstruir com ele novos sonhos.

O que lhe resta é esvaziar o seu coração para que haja espaço para novos sonhos e novos sentimentos, mas não se esqueça de reservar um cantinho para o seu amor-próprio.

E de repente você se verá apaixonado (a) outra vez (e quantas vezes forem necessárias) até que um dia, quando menos perceber, todas as peças estarão montadas no seu devido lugar.

E você terá certeza deste amor, pois vai lembrar que cada peça dos teus planos foi encaixada a dois.
Agora sim! O seu coração estará em boas mãos! Seja feliz!

TEXTO DE: Gleidiane Miranda
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 30 de Agosto de 2.017.
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domingo, 27 de agosto de 2017

Quando se ama, a fidelidade é um prazer e não um sacrifício!

O amor resiste ao tempo, à distância, às doenças, à falta de dinheiro, à falta de conforto, mas jamais sobreviverá à falta da verdade.

Muito se discute sobre a fidelidade, sobre sua importância ou não, entre outros. A questão é que se trata de algo cuja importância diz respeito a cada casal, pois o que vale para um nem sempre valerá para todos. É assim com tudo na vida. O amor não precisa de contrato, mas sim de que cada parceiro saiba exatamente o que o outro requer, para não agir de modo a quebrar expectativas e promessas.

Se, desde o princípio, a fidelidade for um pré-requisito que tranquilize os sentimentos do parceiro, não haverá outro comportamento aceitável que não o do comprometimento em não sair com mais ninguém. Não existe, aliás, relacionamento em que não seja necessário fazer concessões, pois teremos que abrir mão de certas coisas, para ganharmos outras. Roda assim a manivela do mundo.

Nesse sentido, caso a pessoa não queira conceder em nada, em nenhum aspecto que seja, então terá que se contentar em viver sozinha e, se possível, longe da sociedade, porque a convivência social, por si só, já nos impõe o estabelecimento de limites, para que não se ultrapassem os terrenos alheios. Além disso, a mentira é muito cruel com quem atinge, ainda mais quando há amor verdadeiro envolvido. Dói muito.

Na verdade, não devemos criar expectativas demais, ainda mais quando o outro já nos dá indícios de que não corresponderá ao que tanto idealizamos.

Da mesma forma, não conseguiremos encontrar alguém perfeito, ou seja, aceitar os limites do outro será necessário, para que também sejamos aceitos naquilo em que não agradamos.

Ainda assim, muitas vezes o outro é que nos enche de ilusões e promessas, sendo as expectativas trazidas por ele mesmo. Daí a pessoa vacila feio e quebra tudo de uma tacada só.

A gente já sofre tanto por amor, porque a vida vai tirando as pessoas, os momentos, os animais de estimação, muitos sonhos, tanta coisa sai sem razão aparente. Não é justo termos que sofrer também por amar alguém que promete o que já sabe que não cumprirá. A gente se engana de propósito, sim, mas há pessoas que enganam deliberadamente, sob falsas aparências. Ninguém teria que passar por decepções amorosas; ninguém.

Temos que aprender algo bem simples: o amor resiste ao tempo, à distância, às doenças, à falta de dinheiro, à falta de conforto, mas jamais sobreviverá à falta da verdade. Como dizem, quando se ama, a fidelidade então será um prazer e nunca um sacrifício.

TEXTO DE: Marcel Camargo 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 29 de Agosto de 2.017.
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Ouvi dizer que joelhos ralados doem menos que corações partidos…

A verdade é que crianças não têm dimensão do quanto dói um coração partido, então, para elas, a única dor possível é a do joelho, ou as dores que os tombos permitirem.

Pergunto então: Que criança em sã consciência já deixou de andar de bicicleta por causa de um tombo caído?

Se bem me lembro, em minha infância era assim: A gente caia, corria pro colo de mãe… às vezes, só gritava por ela e ela prontamente atendia, ela cuidava, colocava remédio (que aqui entre nós fazia doer bem mais que o machucado original), dava-nos carinho, por vezes, um doce e dizia: Agora que caiu, levanta e vai brincar de novo.

Menina moleca que sempre fui, tive uma infância repleta de fatos marcantes com direito a joelhos e cotovelos ralados, a quase perda de um dente, uma ida ao hospital para descobrir que a dor não era pedra nos rins mas sim efeito de um tombo de árvore, e tantas outras coisas retratadas nas minhas cicatrizes. Por outro lado também tive uma infância repleta de gargalhadas, brincadeiras, colos de mãe, abraços de pai e broncas. Uma infância doce, digna de toda criança, a infância perfeita pra mim.

Desastrada que sempre fui, olho até hoje para cada uma das marcas que os tombos ousaram deixar em meu corpo e acabo por vezes gargalhando sozinha. Principalmente quando ainda consigo tropeçar em algo, deixar algo cair, quebrar e logo vem a frase: Que novidade, só podia ser você!

O que um dia foi motivo de choro hoje é motivo de alegria.

As cicatrizes essas marcas que tantos acham feias, são motivo do meu orgulho. Quando olho para cada uma delas, é como se um filme passasse em minha mente. Eu lembro da criança que fui e é ela que me fez a mulher que sou hoje.

Lembrando de cada cena, de como tudo aconteceu eu penso, como fui fazer isso?

Mas também lembro com carinho do colo que não faltava, mas junto do colo sempre vinha um: Levanta e vai de novo, mas cuida!

Por vezes também o colo vinha acompanhado de uma bronca e um remédio que fazia arder muito, lágrimas por vezes rolavam dos olhos, não pelo machucado, mas por causa do remédio para poder ficar bem.

Então, entendi, só agora que sou adulta e minha criança interior ainda pulsa aqui dentro as lições que a infância queria me ensinar:

1) Tombos são por vezes inevitáveis, parte do tempo eles acontecem apenas por mera distração. O importante então não é não cair, mas talvez cair por motivos diferentes e cada vez menos.

2) Colo de mãe e abraço de pai curam sim, não há no mundo outro remédio que não seja o AMOR.

3) Para curar, às vezes, vai doer muito, mas depois que passa a gente nem lembra mais o tamanho da dor.

4) As broncas são necessárias, elas servem de guia para nos levar ao caminho certo.

5) Não é errado cair, o problema é permanecer no chão e se entregar à dor do momento.

E a última e mais importante de todas:

JOELHOS RALADOS DOEM SIM, MAS NÃO É POR CAUSA DE UM TOMBO OU OUTRO QUE EU VOU DEIXAR DE ANDAR DE BICICLETA!

Assim é na infância, assim é agora.

Talvez a receita seja essa, curar nossos corações, da mesma forma que fazíamos com nossos joelhos, e não deixar que a dor nos impeça de continuar pedalando e desfrutando das inúmeras belezas que a paisagem tem a nos oferecer, apesar de um tombo ou outro.

TEXTO DE: Tamiris da Rossi
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 28 de Agosto de 2.017.
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O tempo

Qual de nós não foi mais feliz do que agora? E se não éramos, achávamos que iríamos ser um dia.

A coisa mais misteriosa que existe: o tempo. O tempo acaba com tudo: com as árvores, com as montanhas, com as pedras, com a água -que se evapora-, com os sentimentos, com os bichos, com os homens.

O tempo acaba com o vigor físico, com o paladar, com o olfato, com o interesse pelas coisas; com a vontade de viajar, de comprar uma roupa nova, de reencontrar um velho amigo, até com a vontade de viver. É cruel, o tempo.

Quem se salva do passar do tempo? Os que não pensam, talvez, ou talvez os que só pensem no momento, aquele que estão vivendo; mas mesmo assim podem pensar que já viveram momentos parecidos e muito melhores que nunca mais vão se repetir, por culpa do tempo.

Qual de nós não foi mais feliz do que agora? E se não éramos, achávamos que iríamos ser um dia, quando tivéssemos mais dinheiro, quando encontrássemos o verdadeiro amor, quando tivéssemos filhos, quando eles crescessem, quando, quando, quando. E agora, você espera exatamente o quê, e a culpa é de quem? Apenas do tempo.

Dele, nada escapa: é o tempo que acaba com os grandes amores, e com os grandes entusiasmos que não resistem a ele, que passa e passa. Não são as coisas que passam: é ele. Passar é modo de dizer: quando se está muito feliz, ele voa, e quando se está esperando muito por alguma coisa, é como se ele tivesse parado.

É como se estivesse sempre contra nós, e quando acontece de se ter uma vida razoavelmente feliz, um dia se vê que ela já passou, e com que rapidez. Mas o tempo às vezes é amigo; quando se tem uma grande dor, não há dinheiro, viagens, distrações, trabalho ou aventuras que ajudem: só o tempo.

Não chega a ser um tratamento de choque, rápido, como se gostaria; é uma coisa vaga, lenta, que não dá nem para perceber que está acontecendo, mas um dia você acorda e se dá conta de que o sol está brilhando -coisa que passou meses sem perceber que acontecia diariamente-, se olha no espelho, tem uma súbita vontade de abrir a janela e respirar fundo. Ainda não sabe, mas está salva. E um dia, muito depois, vai saber que foi o tempo, e só ele, que a salvou.

Nunca se pensa no poder do tempo, do quanto ele comanda nossa vida; também nunca se pensa no quanto ele é precioso, mas um dia você vai lembrar que ele passou e não volta mais. Lembra quando você tinha 20, 30 anos, e se achava infeliz? Se achava, não: era mesmo.

E quando era adolescente, não era também profundamente infeliz, como é obrigação de todos os adolescentes?

Mas será que ninguém tem um tio, desses meio doidos que todo mundo tem, que pegue um desses meninos ou meninas de 13, 15 anos, sacuda pelos ombros e diga "pare de achar que tem problemas, viva sua juventude, não perca tempo sendo complicada, neurótica, reclamando que sua mãe não te entende e que seu pai não te dá a devida atenção. Danem-se seu pai e sua mãe, aproveite a vida".

Para ter uma maturidade com poucos arrependimentos, é preciso não perder tempo, e mesmo fazendo uma bobagem atrás da outra, é melhor do que não fazer nada. 

Os pais querem que os filhos estudem para ter uma profissão, e estão certos; mas quem vai dizer aos adolescentes para eles aproveitarem o tempo para serem felizes em todos os minutos da vida? Quem?

PS - Quando terminei de escrever esta crônica, lembrei de uma entrevista que fiz há mais de 20 anos com Pedro Nava, dez dias antes de sua morte. Ele disse que os jovens, até 30 anos, não deveriam fazer nada, nem estudar, nem trabalhar, apenas viver a vida. Ele talvez tivesse razão.

TEXTO DE: Danuza Leão
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 26 de Agosto de 2.017.
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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Resiliência psicológica: "Reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!"

A palavra resiliência vem do Latim. Resilire, que significa recusar, voltar atrás. É também a capacidade que temos de sermos flexíveis em momentos que estamos diante das adversidades.
Essa flexibilidade é erguida por meio de um conjunto de crenças, que permitem transcender os obstáculos da vida e progredir no futuro com superação.

O resiliente é uma pessoa que, mesmo quando perde o emprego, bate o carro, é lograda pelos sócios, repete o erro de confiar em quem não deveria, morre seus pais, é traída pelo cônjuge, sofre uma decepção com um filho, passa por uma grave doença e faz uma cirurgia de risco.

Porém, ela continua, firme e forte, não se deixando abater.

E a gente se questiona: Como essa pessoa consegue?

Mas existe uma explicação para isso, não se é resiliente sozinho, apesar da resiliência ser subjetiva. A psicologia destaca que o valor do relacionamento com a família, sobretudo na infância, auxiliou na constituição da inteligência emocional da pessoa em suportar as crises que a vida traz. E a sociologia diz que o capital cultural que pessoa adquiriu de herança, transformou-lhe em resiliente.

Algumas áreas da vida estão ligadas à resiliência psicológica e cooperam para a superação das adversidades, tais como otimismo com a vida, que é habilidade de confiar no desempenho, de contornar os problemas, de ter um olhar positivo e de cultivar a esperança.

Outros fatores importantes: a força de vontade em dar sentido à vida ou de buscar a razão de viver, de posicionar-se com fé e segurança nas possibilidades que a existência oferece, enfrentando os riscos sem medo.

Além disso, o resiliente tem empatia pelas pessoas e a competência de compreender suas emoções e saber lidar com as situações difíceis que a vida impõe.

O resiliente tem autoconhecimento, uma vez que conquistou o caminho da maturidade e da sabedoria. Carlos Drummond de Andrade, escreveu: "A dor é inevitável. O sofrimento, opcional". A lucidez do poeta está falando das qualidades do indivíduo resiliente.

A neuropsiquiatria tem estudos que comprovam que nosso cérebro possui a aptidão de se modificar continuamente, ou seja, de se recuperar, mostrando que podemos nos tornar uma pessoa melhor. A música "Volta por Cima", de Paulo Vanzolini, tem muito a nos ensinar sobre resiliência.

O refrão fala: "Reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima".

TEXTO DE: Jackson Buonocore
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 25 de Agosto de 2.017.
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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O que autorrespeito realmente significa?

Autorrespeito não é sobre usar roupas conservadoras, porque você não se respeita se andar com roupas mais cavadas. Não se trata de ficar sóbrio porque você não tem respeito por si mesmo, se ficar bêbado em público.

Isso é tudo besteira. Você pode se respeitar com roupas curtas e após três ou quatro bebidas. O autorrespeito não é sobre a maneira como você aparece. É sobre a maneira como você deixa outras pessoas  tratarem você- e como você trata a si mesmo.

Autorrespeito significa excluir pessoas tóxicas de sua vida. Mesmo que elas tenham sido suas amigas desde a infância. Mesmo que sejam membros de sua família e ajudem a levantar que ajudaram a criá-lo.

Significa perceber quando uma pessoa em particular pertence ao seu passado e não ao seu futuro, e tomar medidas para distanciar-se dela com o risco de ser destratado. Com o risco de se sentir horrível por virar as costas para alguém que sempre esteve lá.

O autorrespeito significa falar quando alguém o maltrata. Significa mudar sua mentalidade de “Eu mereço ser tratado como um lixo” para “Eles não têm desculpa para me tratar assim.”

Significa perceber que você merece receber respeito de todos a sua volta, de seu chefe a seus pais e irmãos.

Autorrespeito significa recusar-se a namorar alguém, ou ser amigo de alguém, que, intencionalmente, o coloca para baixo.

Alguém que faz comentários desagradáveis sobre as roupas que você está vestindo e faz você se sentir inferior por causa de seu carro ou sua carreira.

Significa afastar-se de quem faz você se sentir insuficiente, um fardo inútil – porque você sabe que não é a verdade. Você sabe quanto valor detém.

O autorrespeito significa saber o que você precisa e permitir-se ter isso. Significa ativar o botão “soneca” para ficar na cama um pouco mais, quando sabe que precisa descansar.

E se alguém o toca sem sua permissão ou acredita que ganhou o direito de ficar com você apenas por comprar uma bebida, você se impõe. Porque o autorrespeito significa assumir o controle de seu próprio corpo.

Então você fala, mesmo que seja desconfortável. Você deixa os outros saberem como se sente, mesmo que os perturbe. Você entende que está no controle de seu próprio corpo e que consegue fazer suas próprias escolhas.

Autorrespeito significa tomar as decisões que sabe que são adequadas para você, mesmo que seja difícil, mesmo que possa irritar algumas pessoas. Significa dar-se a oportunidade de seguir seu coração e alcançar seus sonhos, porque você sabe que tem o direito de fazer isso.

O autorrespeito significa perceber que você é uma alma linda e amável. Significa saber que você tem algo especial para oferecer a esse mundo. E significa que nunca aceita nada menos do que merece.

TEXTO DE: Luiza Fletcher
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 24 de Agosto de 2.017.
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domingo, 20 de agosto de 2017

AMOR, RESPEITO E LIBERDADE

Aquilo que existe em mim e faz parte de mim, pode ser transformado. Aquilo que é do outro, só pode ser transformado por ele e será compreendido e aceito por mim, dentro dos meus limites.

Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz. Mas não tenho o poder de controlar o que ele faz ou diz.

Não posso afirmar: "aquilo que você fez me feriu". Eu é que me feri com aquilo que você fez ou disse.

Sou dono de minhas emoções, sensações e sentimentos. Sou dono das minhas atitudes, pensamentos e palavras.

Não é coerente dizer que fiz algo com alguém só porque alguém fez outra coisa comigo primeiro. Agindo assim sou apenas resposta a eco.

É mais valioso optar por agir ao invés de apenas reagir. É mais sensato perceber que sou senhor das minhas emoções; e se faço ou fiz algo sou o grande responsável por isso.

Reconheço que as rédeas do meu destino estão em minhas mãos. E me recuso a segurar as rédeas do destino do outro.

Busco o amor em sua mais bela expressão. E por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro.

Quero amar com liberdade. Quero amar com plenitude. Quero amar antes de tudo porque é bom amar".

TEXTO DE: Kau Mascaranhas
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 22 de Agosto de 2.017.
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sábado, 19 de agosto de 2017

Que tal parar de engolir sapo?

Sabe aquelas palavrinhas que ficam entaladas aí na sua garganta? Ou, então, aquelas frases inteirinhas, perfeitas e prontas que vêm à sua cabeça só depois de algumas horas do confronto, da provocação ou da humilhação? E, as mais contundentes: aquelas declarações que vivem encarceradas no seu peito, perdidas num tempo que não volta… Sabe?!

Essas danadinhas têm um poder muito maior do que você pode supor. Palavras não ditas vão paralisando as nossas engrenagens emocionais aos poucos. E, quando a gente se dá conta, viraram ferrugem a impedir a movimentação de sentimentos dentro de nós e para fora de nós. Morrem desidratadas. Apodrecem.

Palavras são pensamentos que tomam forma, feito uma imagem que se conjura a partir de desejos, coragens ou medos inconfessáveis. E se ficarem aprisionadas, causam um enorme estrago. Pesam. Travam. Perturbam.

E como são seres essencialmente livres, vão achando jeitos de vazar da gente. E para que possam vazar, deixam de ser palavras. Transformam-se. Viram olhares cortantes ou ressentidos, transmutam-se em dores pelo corpo e pela alma, materializam-se em ações colaterais que de tão alteradas em sua origem, não as podemos mais identificar ou reconhecer; tampouco controlar.

Há coisas que são demasiadamente difíceis de dizer. Será mais difícil acolher um pedido de perdão, ou proferi-lo com toda a honestidade do coração? Será mais custoso, verbalizar uma falha de caráter ou ter palavras de acolhimento para tranquilizar aquele que a confessou? Será mais doloroso ouvir um adeus, quando se quer que o outro fique, ou dizer adeus vendo nos olhos do outro a súplica pela nossa permanência?

Acontece que, depois de proferidas, as palavras já não nos pertencem mais. Temos algum controle sobre aquilo que dizemos, ainda que cada coisa que saia de nossa boca, passe por milhares de filtros internos e externos, antes de ganharem vida. Somos responsáveis pelo que deixamos o outro ouvir. Mas não temos nenhum controle sobre o que ele é capaz de entender.

Cada um transforma o que foi dito pelo outro, a partir de suas próprias verdades e de sua constituição emocional. Cada um encontra jeitos de interpretar a fala do outro, baseado em sua percepção do mundo, em sua capacidade de interagir com as incontáveis experiências afetivas.

As palavras podem, a um só tempo, nos condenar ou absolver; nos aproximar ou afastar; nos propiciar encontros adoráveis ou embates terríveis. É por isso que nos cabe a honradíssima tarefa de encontrar uma forma qualquer de comunhão entre o que somos, sentimos, queremos e expressamos para o mundo. Porque sempre haverá coisas difíceis demais a dizer, na mesma medida em que haverá outras tantas dificílimas de se escutar.

Então… sejamos mais generosos e piedosos diante de nossas fraquezas e das alheias, também. Quem sabe não seja essa a única forma de nos conectarmos por meio de um espaço sagrado de convivência, no qual ninguém esteja obrigado a engolir sapos, e onde todos aqueles que já foram engolidos possam ser libertos e, finalmente, viver em paz… lá fora… definitivamente fora de nós!

TEXTO DE: Ana Macarini
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 22 de Agosto de 2.017.
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Quem tudo quer, tudo perde

É um esforço gigantesco querer tudo, ser o primeiro em tudo, ganhar a maior fatia, ter a preferência, todas as medalhas de ouro, troféus, amores, a vez, o melhor presente, a vida mais perfeita.

Quem tudo quer, mostra claramente que não há espaço para o outro que não seja na sombra dos seus triunfos. Ninguém jamais estará ao lado. Se estiver na frente, é alvo. Atrás, seguidor.

O vencedor de tudo é solitário, encarcerado em suas glórias, ostentando status de um assento somente. Ninguém senta ao seu lado. Ninguém o olha nos olhos.

Quem tudo quer, abre mão da generosidade em prol de um acúmulo de bens, moedas, pertences, coleções, poder, solidão.

O conquistador absoluto quer por querer, para que o outro queira e não tenha, para passar a vida contando, recontando e escondendo.

Quem tudo quer, quer para ter, não para ser. Quem tudo quer, entende que o excesso alimentará todos os seus vazios, a sobra esconderá todas as faltas.

Quem tudo quer, perde a vida para um gincana insana, acumula além das conquistas, fadiga, desafetos, mágoas, distâncias.

Quem quer toda a razão, distorce o senso de justiça.

Quem quer toda a atenção, lança mão de apelos patéticos.

Quem quer todo o poder, luta contra a igualdade.

Quem tudo quer, atropela sonhos alheios, afetos mais delicados, relações familiares, derruba árvores para construir muros, explode anseios, ignora o bom senso, manipula a ética.

Quando tudo quer, se perde, se desintegra, se transforma em alguém que seria seu pior inimigo ou seu maior desgosto.

Quem tudo quer, tudo perde, e o mais triste é não perceber que a mesma ambição que motivou por tanto tempo, se fosse um tanto mais comedida e andasse de mãos dadas com outras ambições, lado a lado, se transformaria num grande e valioso ganho.

TEXTO DE: Emilia Freire
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 21 de Agosto de 2.017.
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O tempo de Deus ninguém consegue prever. Que portas se abram e se fechem dentro do que tiver que ser.

Nessa minha incapacidade de, por vezes, não entender tudo, deixo o tempo passar, deixo o coração se ajeitar, deixo a vida me mostrar o que é melhor.

Apenas ajudo-me, cuido de mim, elevo-me mais. O que é para ser vem no momento certo.

Já aprendi que, por vezes, tudo é um grande mistério inviolável. Preciso aprender a desvendar as coisas que se aprofundam na alma.
Pode ser que demore. Pode ser que eu descanse. Pode ser que eu queira tudo em um segundo. Penso demais, amo demais, sinto demais.

Talvez eu só queira um banco de praça para sentar e olhar a paisagem, talvez eu só queira o silêncio das horas. Talvez eu só queira inspirar e expirar tranquilidade.

Pessoas vão passando à minha frente, corações vão se desencontrando e se encontrando. Vão se entreolhando. Muita coisa pode passar despercebida. Outras, com certeza, manterão a chama da minha alma acesa.

Meu mundo não é tão complicado. Muitas vezes, só não quero que mexam no meu desarrumado. É através dele que, muitas vezes, eu acesso a página do querer.

Cada um vive dentro daquilo que acha melhor. Eu aceito os desígnios de Deus.
Vou deixar a pressa descansando em algum canto, vou esquecer os meus rompantes, vou procurar ser mais feliz comigo mesma.

Nessa minha visão meio torta dos próprios sentimentos, muitas vezes, dou-me um tempo, dou-me uma chance, dou-me mais coragem para colocar um ponto final naquilo que me interrogou, provocou, instigou e mostrou que, no final das contas, escolher outro caminho poderia ser muito melhor, poderia trazer mais chances de cura e evolução interna.

Quem nos macera a alma, não nos faz sorrir. O que atrasa, não adianta, o que sobrecarrega não ajuda ninguém a subir mais um degrau.

Talvez eu só queira tomar um porre de amo- próprio e me colocar mais em primeiro plano. Talvez eu só queira dançar, conversar e ser cúmplice de um sorriso sincero. Nada me falta.

Acho que, quanto mais eu me liberto daquilo que freia, mais eu me liberto de todos os falsos argumentos, de todas as coisas que não deram certo, mas que Deus, mesmo assim, abençoou como sendo necessário.

Talvez seja isso. Parar de exigir tanto, parar de empurrar com a barriga o próprio coração.

Não tenho direito de anular minha vida, anular o que pretendo anular as coisas que se mostram à minha frente como guias de luz.

O tempo de Deus ninguém consegue prever. Então, entre meus erros e acertos, que portas se abram e se fechem dentro do que tiver que ser. Só peço que me respeitem como sou, e que me deixem viver.

TEXTO DE: Sil Guidorizzi
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 19 de Agosto de 2.017.
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Cobertor pequeno: você já dormiu com um cobertor pequeno numa noite fria?

Você já dormiu com um cobertor pequeno numa noite fria? É um balé sob lençóis! Você cobre os braços, descobre os pés, estica o cobertor com o calcanhar e descobre o pescoço. Uma noite de cão!

Não descansa, não esquenta totalmente e não consegue dormir. E se seu cobertor falasse, provavelmente diria: Ei! Pare de me esticar assim! Sou como sou, desculpe-me se não sou suficiente para o tamanho do seu frio.

Quando o trabalho não o satisfaz, quando os amores não o satisfazem, quando você quer mudar seu visual, a foto do seu perfil, a cor da casa, quando você está aqui sempre pensando em estar ali e seu coração não se aquieta com "o que tem para hoje", quando isso se torna constante. seu cobertor pode estar pequeno.

A gente estica, descarrega nas pessoas nossas expectativas, espera demais de situações e de pessoas que não nos dão o que esperamos, simplesmente porque elas nos dão tudo o que podem dar.

Concluo que ao esticarmos demais as coisas, as pessoas, as desgastamos demais. Perdemos, damos uma impressão errada de quem somos, porque não conseguimos expressar algo que parece tão simples: eu sinto muito frio. Na alma, no espírito. A culpa não é do cobertor.

Talvez não seja o cobertor que seja pequeno, mas você anda sentindo frio, demais para o calor que esse cobertor pode lhe dar.

Projetamos nossas necessidades nas outras pessoas, quando essas necessidades nos são tão particulares. Somos nós quem precisamos daquilo, são nossas necessidades, devem ser supridas por nós mesmos e não colocadas como um fardo sobre os ombros de quem caminha ao nosso lado e talvez não faça a mais remota ideia dos nossos sentimentos.

Se eu estou com frio demais para aquele cobertor, sou eu que preciso certificar-me de buscar meios mais eficazes de me aquecer. O cobertor não tem culpa.

Então. talvez não seja o cobertor que seja pequeno, mas você anda sentindo frio demais para o calor que esse cobertor pode lhe dar.

TEXTO DE: Luciana Marques
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 18 de Agosto de 2.017.
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

É aos poucos que tudo se ajeita

A gente não quer sentir dor. Não quer sentir aflição. Não deseja experimentar o desamparo nem a solidão. Mas vez ou outra sentimos. Vez ou outra o medo vem nos visitar e a angústia nos faz companhia. E descobrimos que isso nos torna vivos também. Isso faz parte da condição humana, que não é só forte e bem resolvida o tempo todo, mas também é feita de desassossegos e inquietações.

"A angústia é um privilégio de quem está completamente dentro da vida". A frase, de Maria Ribeiro, me fisgou nesse momento em que aguardo ansiosa o lançamento do meu segundo livro. Faltam dois dias. Dois dias em que a ansiedade e a angústia fazem parte do repertório de sensações que experimento. Mas constato que nunca me senti tão viva.

Nunca me senti tão à flor da pele e tão humana.
Sentir-se no alto de uma montanha russa faz parte dessa aventura que é a vida; entender que vamos suportar a descida e encontrar sentido nas curvas do caminho nos dá coragem para abrir os olhos e soltar as mãos, cientes de que no fim, a angústia foi um combustível importante também.

De vez em quando somos tentados a tirar alguém da tristeza. Mas ela tem sua utilidade e seu tempo. Tem a serventia de nos equilibrar, de nos posicionar corretamente na vida, de trazer clareza e lucidez. Nos torna mais reflexivos e criativos, pois nos impulsiona a encontrar recursos para atravessar o deserto, para transpor os rios, para desbravar as subidas e romper os cadeados.

Todo mundo sente angústia vez ou outra na vida. E é um erro acreditar que só porque alguém parece ter a "vida perfeita", não sente medo e solidão. Só porque aparenta ter equilíbrio e sofisticação, não experimenta ausência e inadequação.

A felicidade é feita de altos e baixos, e é assim pra todo mundo. Temos o costume de superestimar a felicidade alheia e nos ressentir de nossa própria realidade. Esquecemos que na vida real qualquer um pode acordar num dia imperfeito, sentindo-se desajustado, carente de respostas e com o coração cheio de lembranças. Isso é premissa para sentir-se vivo também, e quem nunca experimentou esses sentimentos vive em outro planeta ou está mentindo.

É aos poucos que tudo se ajeita. Aos poucos que a gente entende que de vez em quando a alegria se atrasa, mas não vai embora de nós. É suavemente que a gente compreende que de repente tudo se enche de significado de novo, as peças se encaixam, a roupa serve, a intuição flui, o riso irrompe. Sim, a vida é linda e espantosa.

Tenho me reconciliado com minhas aflições. Andado de mãos dadas com minhas imperfeições. Aceitado que meu caminho não está imune a rasuras e correções. Entendendo que só errando e não tendo medo de tentar novamente é que irei crescer e me fortalecer. 

Descobrindo que não preciso adiar a angústia de estar viva só porque ela me lembra que o tempo é escasso e tudo passa, mas reconhecer que ela dá significado ao mosaico de peças de que sou feita. Pois na vida tudo se ajeita, basta ter uma fé enorme de que, sem urgências ou impaciências, encontrarei a dança perfeita.

TEXTO DE: Fabíola Simões
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 17 de Agosto de 2.017.
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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Tudo o que você tem na sua vida hoje, um dia vai acabar.

Passei um mês no interior da Índia, em Dharamsala, trocando experiências com refugiados tibetanos que haviam perdido absolutamente tudo em suas vidas; mas ainda assim continuavam a viver em paz.
Impressiona-me até hoje como eles conseguem viver bem, apesar de terem passado por tudo o que passaram.

Foi lá que eu ouvi uma das frases que eu vou levar pra vida inteira. Talvez você não goste de ouvir, mas vou falar mesmo assim:
Tudo acaba. É sério, tudo acaba. O seu relacionamento um dia vai acabar, as suas amizades vão acabar, o seu trabalho um dia não vai mais fazer parte da sua vida, o seu intercâmbio vai acabar, até a sua família um dia vai acabar.

Absolutamente tudo o que você tem na sua vida hoje, um dia vai acabar. As pessoas se cansam da gente, a gente se cansa delas, a gente acorda um dia percebendo que não é bem isso que a gente quer, a gente vive decepções, a gente decepciona os outros.

As pessoas morrem, mudam-se para longe e não voltam mais, afastam-se sem mais nem menos. As pessoas são demitidas. Imprevistos acontecem o tempo todo.

A gente muda de gosto, de vontades, a gente muda o tempo inteiro. A vida vive se renovando.

Absolutamente nada é pra sempre. E absolutamente tudo dura exatamente o tempo que tinha que ter durado.

Desculpa ser um pouco dura com você e lhe falar isso assim, do nada, sem mais nem menos. Mas saber disso, antecipadamente, vai  poupar muito sofrimento ao longo dos seus anos na terra. 

 E pode fazê-lo ver as coisas de uma outra maneira - como aqueles refugiados fazem. 

Você pode escolher viver de duas formas a partir desse texto: Pode decidir ignorar o que você acabou de ler e continuar achando que vai ter tudo e todos pra sempre. É uma escolha sua viver assim, e eu não vou lhe julgar. 

Mas você pode, também, aceitar esse fato e aprender a conviver com isso.  Sabendo que tudo um dia acaba, a gente começa a fazer mais questão de aproveitar o que a gente tem hoje.

Então, por favor, dê sempre 100% de você em tudo o que você vive. Não faça as coisas pela metade. Seja um bom parceiro pro seu companheiro, seja um bom amigo, seja bom no seu trabalho, trate bem a sua família, aproveite ao máximo o que você tem hoje.

E, quando algo acabar, não se desespere. Entenda que isso faz parte da vida.

Seja grande o bastante para absorver todos os ensinamentos dessa fase que passou, e parta para a próxima, cada vez mais enriquecido com as experiências que você teve no passado.

A vida é a arte dos encontros e dos desencontros. As coisas precisam terminar para que outras tenham espaço para começar.

Tudo acaba. Mas tudo também recomeça, e essa é a grandeza da vida. 
O fim também pode ser lindo!

TEXTO DE: Amanda Areias
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 16 de Agosto de 2.017.
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domingo, 13 de agosto de 2017

Meu saldo de amor tem limites!

Mesmo que o amor seja um sentimento inesgotável, abundante, próspero e de todas as suas qualidades infinitas, nas relações humanas possui certos tipos de limitações quando apenas doado e não recebido. Pois aquele que muito deposita o seu amor na conta do outro acaba ficando com o saldo baixo, se não houver a contrapartida. E nesse caso, pedir empréstimo de amor não vai resolver sua fatura final, pois o débito ainda vai existir -senão maior que o saldo devedor inicial, e a sensação de estar no vermelho não será solvida.

Empréstimo nesse caso seria achar que qualquer graça ou mínima atenção do ser amado seja suficiente para quitar sua entrega, ou então a busca por outras pessoas que nada lhe acrescentam para satisfazer uma carência instantânea e conseguir com isso uma prova de autoestima.

O amor por alguém é algo mais envolvente, latente, de nos fazer querer estar sempre perto, por mais tempo juntos, cuidado e entrega, sentimento além ternura, da sensação do ser completo.
Porém, se as faltas dele fazem com que você se sinta esgotado, perceba onde você está investindo todo o seu bem precioso.

Falar que ama, apenas, não é depósito de amor, é cheque em branco. A gente nunca sabe a quantia real a ser depositada. Não é palpável e pode ser garantia sem fundo.

Amor com saldo real mesmo é aquele que vem com atitudes, demonstrações de carinho, de importância e prioridade. De cuidado e atenção. Não quero dizer que amor seja puramente exclusividade, mas que se ambos estão na mesma frequência amorosa, seja então respeitado este sentimento que os une.

O medo pode fazer esse movimento ser paralisado, ou a falta de atenção pode prejudicar aquele que está disposto a se doar.

Porém, de nada adianta depositar amor se não contarmos com o saldo positivo do amor-próprio. Aquele montante essencial à nossa sobrevivência, autoestima e dignidade. Sem ele, a conta fica negativa e tudo o que temos é a garantia de amor do outro.

Não vale a pena abrir mão do próprio amor por conta de terceiros, pois se algo no parceiro não lhe agrada e isso te traz até mesmo um sofrimento, é importante ter um saldo para recuar e se cuidar.

Entendo que ninguém é perfeito, falhas e faltas existem, estamos todos no aprendizado, mas é importante saber distinguir e se orientar quando a limitação do outro chega a nos prejudicar, a nos ferir.

Compaixão é necessário, mas além disso, ter amor-próprio é passo primordial para amar o próximo e a maior prova de maior com nós mesmos.

Atitude de desamor consigo nos coloca em sintonia com o desamor do outro. Estabelecer limites nítidos é um ato de amor por si mesmo. Não ter limites transmite aos outros a mensagem de que você quer ser tratado de forma ilimitada. Ninguém é ilimitado.

Os limites alimentam nossa totalidade e mostram ao outro quem você é onde você está. Delimitar o próprio espaço, além de trazer proteção, aumenta ainda mais nossa energia e amor no nosso espaço sagrado.

Se quem entra no nosso espaço também souber dar seu amor, aí teremos algo bonito de se ver e viver. Uma luz se acenderá de amor ilimitado para ser consumido.

Fora isso, mais vale perder um amor por falta de cuidado que perder a dignidade por falta de amor-próprio.

TEXTO DE: Anieli Talon
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 15 de Agosto de 2.017.
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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Quando a saudade é grande, transborda pelos olhos…

E quem nunca sentiu saudade? Seja de alguém que está longe, de alguém que já partiu ou de algum momento, penso que todo mundo já sentiu. Mas há vários tipos de saudade.

Você já sentiu saudade de alguém, que já partiu? Se sim, vai se identificar com esse texto.

Lembro-me de ter visto uma frase que dizia assim ‘‘saudade é mais do que ausência, é a vontade da presença. Acho essa frase ideal para definir esse sentimento.

Causa-nos espanto saber que jamais veremos aquela pessoa novamente, que nunca mais ouviremos  sua voz ou que não veremos mais aquelas dobrinhas no rosto deixado pelo sorriso.

Saber que alguém especial fez uma viagem sem volta dói à alma.

Lidar com a saudade é uma das situações mais difíceis de encarar! Procuramos matar a saudade que aperta o peito vendo fotografias, lembrando-se de bons momentos, mas a saudade já está tão grande que chega a sufocar, e deixa a gente pra baixo, até que ela não cabe mais no peito e escorre pelos olhos. E quando ela escorre a gente percebe o tamanho da ausência de alguém que foi embora para sempre.

A gente acha que com o tempo vai passar que a dor vai acabar e a saudade vai se tornar um sentimento cheio de boas lembranças, mas ela vai além das boas lembranças. A verdade é que não tem receitas para curar esse sentimento, mas com o tempo a gente aprende a viver com ele. A gente aprende a driblar esse sentimento para que ele já não machuque tanto como antes.

Mas o que devemos fazer então para diminuir essa dor da saudade?

Primeiramente devemos aceitar que tal pessoa se foi e que, independente do tamanho da nossa dor, ela não voltará. Depois de superada essa dor inicial devemos deixar essa ferida cicatrizar aos poucos, porque  lidar com a morte de alguém próximo ou querido não é fácil, é um processo lento e doloroso, mas que todo mundo vai passar um dia.

E quando a saudade apertar muito, lembre-se do quão sortudo você foi por ter a oportunidade de conhecer e conviver com essa pessoa, mesmo que por pouco tempo.

Não tenha vergonha de chorar de saudade, sinta que você é humano e é normal sofrer a dor da ausência. Só não deixe essa dor impedí-lo de viver!

TEXTO DE: Andressa Batista
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 13 de Agosto de 2.017.
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Siga em busca da sua felicidade e não se preocupe com a opinião dos outros!

Se vivermos com simplicidade, aprendemos a viver a vida com intensidade, sem nos preocuparmos com a opinião dos outros.

É chegado o tempo de termos um relacionamento pessoal conosco mesmos. É tempo de cada um valorizar a sua vida pessoal, não a de fulano ou de beltrano. É tempo de parar de viver em função dos outros, e passar a viver com intensidade a vida pessoal de cada um de nós, porque aquilo que nos falta, não poderá ser suprido no outro ou na outra.

Cada um tem o seu próprio mundo cheio de alegrias ou decepções, por isso devemos nos preocupar com os nossos próprios males.

Nos dias de hoje, com o advento das redes sociais, é muito comum vermos algumas postagens sendo usadas como se fossem da própria pessoa, embora muitos conheçam o seu autor/criador. Diante disso, começam os comentários, sejam eles de elogios ou críticas. E tudo isso porque as pessoas se preocupam mais com a vida das outras do que consigo mesmas.

Mas não se trata de um simples desejo de usurpação, trata-se de um ato de negação de si mesmo, porque muitos querem tanto viver a vida de outra pessoa, que acabam deixando de viver a sua própria vida, limitando-se assim, a uma mesquinhez espiritual e pessoal.

Algumas pessoas têm o terrível hábito de se preocupar mais com a vida alheia, do que com a própria vida. Isso é latente, mas tão forte, que parecem ter o desejo de gritarem de forma audível: “Eu queria ter a sua vida.” É verdade! Como no filme que tem como título essa frase, onde um advogado e pai de família e um solteirão sem rotina definida, numa noite, entregam-se à bebedeira e acabam acordando com os corpos trocados. Daí o que acontece é uma enorme confusão. 

Esse assunto é meio complexo, e daria na realidade um filme dramático. Essa atitude que leva a pessoa a se preocupar com o que a outra esteja vestindo, se está ou não fora do peso, se o cabelo está cheio de pontas, etc, etc e etc. mostra apenas uma fraqueza de caráter, que faz com que essas pessoas sejam infelizes e mais frustradas do que livres. Porque enquanto fazem disso uma expectativa de vida, estão colocando uma barreira mental na sua própria evolução.

Nesse caso, o que faz bem, é não dar muito valor às opiniões alheias, simplesmente porque não dá para viver uma vida intensamente vivida, se ficamos o tempo todo focados naquilo que fulano ou beltrano está fazendo ou tramando.

Nós temos um olho que tudo vê. A nossa própria consciência. Só que esse olho, nada vê da vida dos outros, ele é interno. Ele nos informa sobre tudo aquilo que é reprovável ou aceitável dentro da nossa sociedade e na nossa vida. Então devemos acreditar que nossos comportamentos estão comprometidos com o nosso modo de viver, e não de outrem.

Então, quando tomamos um remédio, estamos providenciando a nossa própria cura, é a nossa vida que está em jogo.

Bem, de qualquer forma, quanto mais interagimos com as pessoas que se preocupam mais com a vida alheia, descobrimos que é apenas porque elas não têm o suficiente para preencher o vazio da sua própria vida.

Então vamos aprender a nos preocupar com a nossa vida e seguir em busca da nossa própria felicidade. E que cada um, siga fazendo o mesmo.

TEXTO DE: Jorge Amaral
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 12 de Agosto de 2.017.
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Tudo é transitório, o que era ontem, pode não ser hoje.

Nada é fixo nem permanente. As coisas que nós adquirimos e perdemos, mudam. A vida é isso, essa transitoriedade. Tudo é transitório, o que era ontem pode não ser hoje. Como é que vai ser?

Nada se repete, tudo acontece uma única vez. Você pode repetir o momento de hoje, com a mesma roupa, do mesmo jeito, mas o momento é único, jamais se repetirá. Tudo na vida só acontece uma única vez, mas a gente não aprecia, a gente reclama." - Monja Coen -

Estava aqui sentindo uma saudade, daquelas doídas de sentir. Daquelas saudades que nos fazem repensar a vida, repensar as atitudes, ponderar se deveríamos mesmo ter ido por aqui ou por ali. Daquelas saudades que nos impulsionam a regressar.

Então, eu fui buscar uma distração que não fosse ouvir uma música que piorasse meu estado de espírito e deparei-me com as palavras acima, em um vídeo que resolvi ouvir. Essa pessoa iluminada que é a Monja Coen (recomendo que você a ouça), fez-me absorver essas palavras, no melhor estilo "era o que eu precisava ouvir".

A gente sente saudades mesmo. Eu já divaguei sobre isso outra vez, falando que a saudade é sinal de um momento bem vivido. Mas puxa vida, não é que eu havia me esquecido das minhas próprias convicções?
A gente sente saudades. E talvez existam etapas de nossas vidas que devam ser isso. Saudade. Ainda que seja daquelas doídas de sentir.

Mas não é para escrever penalizada, sobre a saudade, que eu passei por aqui. Na verdade as palavras da Monja me fizeram perceber que muitas vezes perdemos tempo amargando a saudade, e deixamos de valorizar o momento. "A gente não aprecia, a gente reclama.". E como a gente reclama! E o momento não volta. Mesmo que a gente possa reviver aquele momento bom que deixou saudade, aquele momento específico não volta.

Um dia minha mãe fez uma janta que nunca mais vou esquecer. Era uma comida simples, mas pelo contexto, teve um sabor especial. Ela ficou tão feliz com a minha gratidão por aquela refeição, que já tentou repetir o prato diversas vezes, mas nunca mais teve o mesmo sabor, embora tenha sido muito bom em todas as outras vezes. Naquele dia, jantei com gosto, apreciei o momento.

"Nada é fixo nem permanente. As coisas que nós adquirimos e perdemos, mudam. A vida é isso, essa transitoriedade. Tudo é transitório, o que era ontem pode não ser hoje".
E a gente sente saudades. E por que não sentir essa saudade sem ferir o peito?

Por que a gente transforma o amor em dor? Por que colocamos rancor em sentimentos que de tão bons, deixaram essa saudade? Porque do contrário, se o momento passado fosse ruim, a gente sentiria raiva. Mas se sente saudades. Por que não recordar isso apreciando o momento vivido?

"Nada se repete, tudo acontece uma única vez". Mesmo que a gente possa fazer aquilo de novo, e de novo, e de novo. Cada dia terá sido único.

Aí, então, eu me permiti sentir saudades. Revivi aqueles momentos bons, bonitos, ouvi uma voz ecoando aqui na minha mente me fazendo refletir  "está vendo como a vida é boa?". Revi o pôr-do-sol, reafirmei umas certezas dentro do peito e criei incertezas danadas.

Se cada momento é único, se tudo na vida só acontece uma única vez e se foi bom, ao ponto de dar saudades em cada letra de música, nos detalhes da vida, no perfume, por que não sentir saudades? Por que não viver essa saudade?

Porque se ficou saudades. foi bom. Do contrário a gente sentiria raiva. Mas se a gente sente saudade, por que não sentir? E saber que a vida é como disse Monja Coen, essa transitoriedade. O que foi ontem já não é mais hoje. Mas que bom ter vivido isso. Que bom poder lembrar, e sentir saudades.

TEXTO DE: Luciana Marques
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 11 de Agosto de 2.017.
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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Não se despedace para manter os outros inteiros!

Embora não seja ruim se entregar pelos outros, temos que nos assegurar de que este ato é recíproco e, devemos aprender a não nos sentirmos mal quando não podemos atender às suas necessidades.

Quantas vezes você já se partiu em pedaços pelos outros?

É muito comum, especialmente entre todos. Queremos cumprir de qualquer maneira todas as necessidades dos outros para proporcionar bem-estar e felicidade.

Tudo isso nos dá nobreza, especialmente porque o fazemos por livre-arbítrio e é assim que nós entendemos que é o AMOR o que é AMAR nossos parceiros, filhos ou amigos. E, além disso, nós não esperamos nada em troca.

Você é uma daquelas pessoas que realmente pensa que não merece nada em troca por seus esforços diários? Que tal refletirmos sobre isso?

Quando o nosso coração é quebrado em pedaços pelos outros, caímos em pedaços quase todos os dias, e não percebemos.

Chega um momento em que, quem faz isso ao longo de sua vida, está consciente das graves carências que o seu coração sofre.

Para ter uma ideia do que significa “nos despedaçarmos”, deixemos de lado a parte simbólica para entender ilustrativamente:

Saiba quando a relação com seu parceiro não está boa:

Quando priorizamos mais os desejos do parceiro, amigo, parente ou filhos sobre os nossos. Isso é algo que podemos fazer uma, duas, três vezes, mas o que acontece quando a outra pessoa tem certeza que vamos sempre fazer?

Quando alguém ou algum membro da sua família usa a famosa chantagem emocional ou vitimização para receber ajuda constante, fazer-lhes favores e tarefas.

Quando nos deixamos levar por essas amizades tóxicas, por vezes, acostumadas a contar seus sofrimentos diários sem se preocuparem, em nenhum momento, em saber como estamos ou o que pensamos e sentimos.

Retardar a cada dia o que gostamos de fazer, porque os outros sempre têm precedência.

Você vê que é muito complicado de reconhecer? Porque… Como dizer a nós mesmos que vamos parar de cuidar das outras pessoas para fazer o que nós gostamos? A chave é o equilíbrio.

Se não priorizarmos apenas um dia, mas um mês após outro, vai chegar um momento em que perderemos a nossa identidade. A essência que nos define em nossos gostos, paixões, sonhos e autoestima.

Não se despedace para manter os outros inteiros.

Algumas pessoas têm uma ideia errada do que são os relacionamentos afetivos, incluindo a amizade. Todo relacionamento não é somente uma interação, é uma troca afetiva e satisfatória, onde ambas as partes oferecem afetos, informação e energias  por igual.

Qualquer relacionamento que se baseia em uma direção, no “eu dou, eu atendo, eu me importo, eu me ofereço…” acaba ferido e muito carente.

Nós, seres humanos, como seres sociais e emocionais, precisamos ser reconhecidos como pessoas que devem receber todo tipo de atenção e afetos. O reconhecimento nos posiciona no mundo, e isso é algo que precisamos, crianças e adultos.

É o que a psicologia popular entende por síndrome de Wendy, em que uma das partes implicadas deixa de viver pela outra pessoa procurando sua felicidade, deixando de lado a sua própria autoestima.

O direito à reciprocidade: ninguém é egoísta por esperar algo em troca. 

A reciprocidade é a base das relações sociais e, como tal, nós devemos praticá-la e, por sua vez, recebê-la.

A reciprocidade é dar e oferecer, é reconhecer e ser reconhecido.

A reciprocidade é ter o direito de dizer “não posso”, “agora não é possível” ou “não desejo fazer,” porque sabemos que a outra pessoa nos entende e entende que nem sempre vamos estar disponíveis e que nós temos necessidades próprias.

Você tem o direito de recusar, de dizer não. E nem por isso você não é uma pessoa má ou egoísta. Ninguém tem o direito de se sentir ofendido, porque não entendem que você também precisa de seu espaço pessoal, onde ser você mesma; se for assim é porque que não levam você em consideração.

Se formos cedendo todos os dias em todos estes aspectos, vai chegar um momento em que nos sentiremos frustradas. A frustração leva à insatisfação e a insatisfação à infelicidade.

No momento em que somos conscientes desta infelicidade, corremos o risco de ter depressão. Se você não tiver esse equilíbrio interior, aquele bem estar que nos dá força e integridade, será muito difícil continuar respeitando os outros continuar oferecendo felicidade.

Lembre-se sempre que para dar o melhor de nós mesmos precisamos estar bem.

E para estar bem, nós precisamos ser reconhecidos como pessoas, que nos respeitem e que nos consideram.

Ninguém é egoísta por si só. Isso se chama integridade, se chama amar a si mesmo, algo que deveríamos cultivar todos os dias de nossas vidas.

TEXTO DE: Autoria não encontrada. Fineza nos informar através do email mensagem@toninholima.com.br
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 10 de Agosto de 2.017.
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terça-feira, 8 de agosto de 2017

O silêncio sempre foi o meu melhor companheiro!

Desde criança sempre fui muito observadora e calada. Era uma curiosa analítica sobre os comportamentos humanos. Gostava de sentir o ambiente e as pessoas. E via muita complexidade no simples.

As equações da vida fascinavam-me e aproximavam-me mais dos resultados (infindáveis). Ouvia música clássica aos oito anos e refletia sozinha o porquê da solidão diante da minha própria singularidade.

Às vezes, com tanta imaturidade, tais questionamentos mentais assustavam-me e sentia-me ainda mais sozinha diante de um mundo que não enxergava com meus óculos.

Então, preferia não comentar nada com ninguém. Talvez achassem que havia me encontrado com a loucura muito cedo.

E na verdade o silêncio era meu melhor companheiro e as palavras escritas, sua voz.

Hoje cresci, continuo curiosa e extremamente minuciosa sobre os pormenores da vida. O sentir me pertence fortemente. Fecho os olhos e sinto o que sou. Olhar para dentro é divino! Abro os olhos e sinto os outros e o meio. Olhar para fora com os olhos do coração é totalmente passional e instigante!

A música transformou-se na vestimenta de minha alma. Para onde vou meu espírito tende a carregá-la desde o amanhecer até o adormecer. A música é a melhor indução para libertação da essência.

As autoindagações? Só aumentaram com a idade. Os pensamentos se acumularam e apertaram minha mente. Melhor forma de esvaziá-las? Sobre o vazio de uma folha branca de papel aguardando minha fala reprimida.

O silêncio? Ah.o silêncio! Sempre foi o meu eu superior gritando para um encontro comigo mesma.sempre foi minha consciência me impulsionando para verdades doídas tão necessárias.

Sempre foi o fervilhar de palavras em ebulição para servir o universo com pensamentos conexos e profundos ao molho da sensibilidade.

Sobre minha solidão ligada à minha individualidade?

Minha criança de outrora estava certa. Apenas não tinha muito entendimento ainda, mas tal questionamento me revela hoje que somos seres únicos. seres diferentes e indispensáveis que compõem um todo que aguarda esta tamanha compreensão de nossas próprias essências exóticas para uma mudança universal em prol do amor e da paz.

TEXTO DE: Izabella Procópio
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 09 de Agosto de 2.017.
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Você achou que era o fim, mas era Deus mudando a direção dos ventos da sua vida!

Tem uma frase que gosto muito, que diz que não está em nossas mãos decidir para que lado sopram os ventos da nossa vida, a nós cabe somente ajustar as velas do barco,  na tentativa de traçar um novo rumo.

Esta é uma das maiores verdades da vida! Em um determinado momento tudo pode estar  muito bem e, no momento seguinte, uma tempestade pode se instalar e mudar tudo!

Muitas pessoas agem e pensam com soberba, pensando serem donas dos ventos que sopram o barco da vida, mas na verdade não são! E ninguém é!

É Deus, o dono dos ventos que sopram e fazem movimentar o barco da vida. Só Ele sabe se o mar estará calmo ou mexido, se o sol brilhará ou uma tempestade iniciará.

Assim é a vida, tudo está bem e de um segundo ao outro, a situação pode mudar completamente.

Às vezes, o que estamos vivendo parece até um pesadelo que não vai ter fim, tão acometidos nos sentimos que não enxergamos nada à volta.

O medo domina, mas a fé é que nos ergue e nos mantêm em pé e firmes no caminho! É o "chacoalhão da vida"! "O presta atenção"!

Alguns acontecimentos nos colocam tão fragilizados e perdidos que pensamos que será o fim. Mas Deus sabe exatamente aquilo de que precisamos. Ele nunca nos abandona!

Podemos confiar que a tormenta vai passar e algo inesperado e maravilhoso vai acontecer!

Acredite, confie e entregue os seus caminhos ao Senhor. Seja grato sempre e, principalmente, seja paciente. Não se volte contra Deus! Você pode achar que é o fim mas, na verdade, é Deus agindo, mudando os ventos da sua vida de direção!

É tão maravilhoso constatar que pensamos que não tinha mais jeito e uma reviravolta maravilhosa acontece, a tormenta passa e a calmaria vêm, despertando um novo rumo, um novo aprendizado e uma nova vida! 

A nós basta somente continuar acreditando e confiando.

É como se fosse uma metamorfose, a vida é perfeita! Justamente quando a lagarta  achou que era o fim, ela renasce diferente, preparada para trilhar novos rumos. bater as asas e descobrir que  pode ver o mundo de forma totalmente diferente!

Renascer como a borboleta é brindar a vida, é agradecer o presente que nos é dado a cada novo amanhecer.

TEXTO DE: Fabiana Fabiana Dainese Mauch
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 08 de Agosto de 2.017.
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Tem gente que te abraça e te reinicia!

Tem gente que é tão especial, que chega a doer dentro do peito, de tanto que é querida. Gente que se doa, que chega do nada e muda tudo, que sorri com uma capacidade ímpar de contagiar quem quer que seja.

Tem gente que é tão especial, que chega a doer dentro do peito, de tanto que é querida. Gente que se doa, que chega do nada e muda tudo, que sorri com uma capacidade ímpar de contagiar quem quer que seja. Gente que não inveja, que fica ali do lado e, só de ali estar, já alivia a alma e deixa tudo menos denso.

Tem gente que parece ler pensamento, adivinhar do que os outros precisam, pois nunca oferece sólido quando se quer líquido, nunca erra no olhar sobre o outro. Gente que não julga, não aponta dedos, não fala de quem não estiver presente. Gente bonita, daquelas belezas raras, que vem lá de dentro e brilha tanto, que ninguém nem percebe se essa beleza é física - o interior iluminado ofusca olhares negativos.

Tem gente que ajuda todo mundo, sem precisar de nada em troca. Sabe aquela pessoa que, se puder, tira a roupa do corpo para agasalhar o outro?

Sabe aquela pessoa que larga tudo o que estiver fazendo e vem correndo saber os motivos de nossas lágrimas? Gente que enxerga o mundo e as pessoas lá fora o tempo todo, sem perder tempo consigo mesma, sem se preocupar com tempo e espaço, apenas se preocupando com as necessidades de quem precisa.

Tem gente que ama de verdade, que o outro percebe e sente o quanto é intenso aquilo tudo. Gente que entra numa relação de corpo e alma, com o propósito de compartilhar, de juntar e somar, de conceder, de mudar no que for preciso, de entender quem caminha junto, andando junto, nunca à frente ou atrás - junto. Gente que se importa, que pergunta, que convida, que se lembra.

Tem gente que transpira amor, que tem o abraço mais gostoso do mundo, que recarrega a gente feito bateria, pois preenche o emocional, arrumando os sentimentos de quem está ao seu lado. Gente que sabe o que falar e quando não falar, apenas ali ficar, juntinho, enquanto o outro desaba. Gente que entende tanto do outro quanto de si mesmo, gente com olhos de amor.

Gente que respira junto, que estende as mãos, que olha nos olhos e transmite paz, tornando o outro melhor e mais feliz. Gente que tem que ficar junto, sempre, de tão rara que é.

TEXTO DE: Marcel Camargo
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 07 de Agosto de 2.017.
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