segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Estações

Passe para pelo menos uma
pessoa que você gosta!

Se a vida é consequência
dos nossos desejos,
deduz-se,
deveria ser um mar de rosas,
afinal de contas,
quem em sã consciência deseja algo
de mal para si mesmo?

Todavia,
vemos diariamente um "mundaréu"
de gente sofrendo,
uns de maneira cruel pela falta de tudo:
saúde, alimentação,
mal congênitos, miséria absoluta,
e outros,
com problemas de aceitação pessoal,
lunáticos, depressivos,
obsessores e obsediados,
gente que tem tudo o que outros
gostariam de ter,
menos a satisfação das conquistas.

Onde encontrar então,
a tal felicidade?
Será utopia ou Shangri-la distante?

Parece que os homens resolveram
seguir uma viagem sem fim,
cujo destino, a tal da Felicidade,
é um ponto que não se encontra.

Por isso, tantos conflitos,
abusos no consumo;
comemos, bebemos, fumamos,
corremos demais,
temos pouco tempo para a reflexão,
parece que fugimos da realidade,
temos medo de encontrar
"nós mesmos"
na próxima esquina.

Pense!

Onde você anda colocando a sua felicidade?
Qual é esse sonho que você não alcança,
que dor é essa que não sai do seu peito,
esse choro contido que "vaza"
quando você menos espera?
Que desejo é esse de ter,
consumir, ostentar, mandar,
dirigir vidas, consertar pessoas?

ESVAZIE-SE!

Entenda de uma vez por todas
que a vida pede equilíbrio,
tudo tem um preço,
mesmo os sentimentos mais valiosos,
não se deixe levar pelas aparências,
eleja a simplicidade como modo de vida,
comemore cada conquista,
por mais simples que possa parecer.

São os seus olhos que vão te
guiar até a Felicidade,
que agora,
deixa de ser um ponto distante,
para ser a próxima rodoviária,
que fica ai mesmo,
na sua casa!

Seja Feliz!

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 04 de Fevereiro de 2.009.
Siga as nuvens

Na Maratona das Areias,
no Marrocos em 1994,
Mauro Prosperia,
um oficial da polícia italiana e corredor
experiente de maratonas, toma seu
lugar na saída dessa corrida de
resistência de 7 dias pelo deserto.

Faltavam alguns segundos para a saída
e em sua mente veio uma frase dos Tuaregs,
povos do deserto que ele gravara pela
sua simplicidade e por não entender
muito bem o seu sentido.

"Em qualquer dificuldade na vida,
siga as nuvens"

A largada foi dada e Mauro começa
a sua corrida de resistência.
Depois de 6 dias de uma corrida
durissíma e faltando apenas
1 dia para acabar,
uma tempestade de areia fez Mauro
ficar perdido,
bem longe da trilha,
com poucos alimentos,
pouca água e isolado.

Sem saber onde está,
ele segue caminhando e encontra
uma construção no meio do nada
e descobre que é um túmulo,
que naquele momento significava abrigo.

Ali ele se acomoda e começa
a pensar nas suas chances
de escapar com vida.

Separa os poucos pertences
que tem na sua mochila:
1 cantil pequeno com pouca água,
1 cobertor metalizado e alguns
lanches e imaginou como seria difícil
sobreviver se ninguém o encontrasse.

Nesse mesmo tempo,
seu irmão e membros da sua equipe
já perceberam o seu sumiço
e começam uma busca desesperada.

O dia passa, a noite chega
e o desânimo já começa a bater,
e ele se lembra da família e pela
primeira vez pensa em Deus,
e pede humildemente um sinal
para continuar lutando.

No dia seguinte,
ele ouve o barulho de um avião
e pensa no sinal que pediu para Deus.

Desesperado ele toma uma decisão de fé:
pega tudo o que tem na mochila
e queima para chamar a atenção do avião,
estende o seu cobertor
metalizado e os lanches na areia
para refletir o sol e mesmo assim,
o avião passa e vai embora sem ver nada.

Quase na mesma hora,
uma tempestade de areia obriga-o
a correr para o seu abrigo,
sem ter tempo para recolher nada.
A tempestade de areia foi terrível,
e quando ele pode sair do abrigo
percebeu que perdeu tudo e já cansado,
com fome e sem ânimo,
descobre que o sinal que pediu
a Deus foi passageiro.

Da euforia anterior,
ele sentiu seu mundo desmoronar,
pensou que Deus o havia abandonado.
Numa atitude desesperada,
ele resolve acabar coma sua vida,
e corta os pulsos.
Sangrando ele deita e dorme...

No dia seguinte,
surpreso,
ele acorda e percebe que
seus pulsos não sangraram,
pelo contrário,
o sangue seco mal cobriu
a parte cortada.

Ele estava tão desidratado
que o sangue não conseguia
vazão nas pequenas veias.
Esse era mais um sinal de que
ele deveria lutar pela vida.

Novo ânimo,
e ele lembrou-se dos morcegos
no fundo daquele abrigo,
e pegando um deles,
matou-o com o seu canivete
e comeu cru mesmo;
o "homem selvagem" despertou,
a sede pela vida o fez reanimar
e como maratonista experiente
resolveu sair para buscar água.

Na parte da manhã andou muito,
coisa que uma pessoa comum jamais aguentaria,
até encontrar uma pequeno
fio de água no leito de um rio seco...
matou um pouco da sede...

Nesse mesmo momento,
o seu irmão e a equipe de busca
chegaram ao local em que
ele estava anteriormente
e perceberam que ele havia passado por ali,
mas como saber para onde ele foi?

Naquela tarde do oitavo dia,
a imprensa no mundo noticiava a sua morte,
pois era impossível um homem
resistir tanto tempo perdido no deserto,
só a sua esposa, na Itália,
mantinha acesa uma chama de fé,
ela mesmo ficou dois dias sem comer nada,
para tentar entender como o marido
estava se sentindo...

Naquele momento ele estava
tentando sobreviver,
deitado na areia do deserto,
sem proteção, faminto,
com sede e com seu corpo quase
entrando em falência múltipla dos órgãos,
ele teve uma visão da
mensagem dos Tuaregs:
"Siga as nuvens",
e foi assim que ele levantou e
seguindo as nuvens,
pensando na sua família,
pensando em Deus,
no nono dia de privações e provações,
ele avistou um vulto que acenava com a mão,
ele num esforço único levantou a mão,
como se levantasse chumbo,
e acenando percebeu uma menina
que vinha ao seu encontro,
e ao vê-lo tão maltratado,
ela correu e voltou pouco depois
com a sua mãe.
Era uma pastora de ovelhas que
logo ofereceu-lhe uma caneca
de leite tirado na hora.

Assustada,
ela manda a menina até um posto
policial e logo ela volta com 2 policiais
que ajudam o Mauro levantar.

Assustado com
a presença daqueles policiais,
delirando tenta fugir,
mas de tão exausto,
desmaia e acorda horas mais
tarde em um hospital.

Seu estado era desesperador,
e litros e litros de soro são
aplicados lentamente para sua recuperação,
quando pode falar,
ligou para a esposa e perguntou
se já haviam publicado a sua morte
nos jornais da Itália.

Quando retorna para casa
é aclamado por todos como
"herói".

Hoje, 15 anos depois,
ele está vivo,
tem sequelas nos rins,
fígado e marcas profundas no rosto,
mas continua correndo,
acreditando que Deus tem um
propósito para cada criatura,
e que aconteça o que acontecer,
temos que continuar seguindo as nuvens,
numa clara alusão ao fato
de que não podemos ficar parados,
esperando a chuva ou a ajuda do céu,
precisamos caminhar,
lutar,
seguir as nuvens por onde ela for,
movimentando assim,
as bênçãos do céu.

"Em qualquer dificuldade na vida,
siga as nuvens"

* Baseado na história real de Mauro Prosperia *

Eu acredito em você

Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 03 de Janeiro de 2.009.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Passa de mim esse cálice . . .

Tenho medo pelas pessoas que dizem nada temer.
Não pode haver tamanho orgulho e por detrás
desses corajosos há uma alma
que precisa de ajuda.

Quem foi mais perfeito que Jesus?

E que grande lição de humildade quando,
em meio à angústia,
Ele disse:
-"Pai, se possível, passa de mim esse cálice."

Não me lembro em algum momento
em que Ele tenha dito que não tinha medo de nada,
que era forte, corajoso e valente,
mesmo se possuía todos esses atributos
e ainda muito mais.

Ele sabia quem era e do que era capaz.
Sem palavras.

Jesus, além de Santo,
era humano e provou ao preço
das próprias lágrimas.

"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.
Os loucos desprezam a sabedoria e a instrução"
diz a Bíblia.

O medo é esse sentimento estranho
que se agarra às nossas entranhas
e deixa a vida assim como que se
estivesse pendurada por um fio.

Ele nos deixa frágeis,
abertos e acessíveis ao que tememos.
Mas, paradoxalmente,
a nossa consciência dele é o que nos
alerta para a porta de saída.
Quem não teme, não se prepara.

É a consciência da nossa fragilidade e exposição
ao perigo que nos leva a procurar ajuda.
Uma pessoa com problemas mentais
não se reconhece doente.
Os sãos sabem-se humanos.

Seria muito bom evitar todos os cálices amargos.
Mas se a vontade do Pai deve ser feita,
que o bebamos sim,
porque não há vitória sem luta
e muito doce é o sabor da conquista.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 24 de Janeiro de 2.009.
Permita-me

Permita-me pegar na sua mão e carinhosamente
te conduzir pela estrada da vida,
mostrando aqui e ali pedaços de
sua própria existência.

Lembra-se do seu nascimento?

Possivelmente não.
Quando você nasceu,
milhares de anjos acompanharam
seu parto e seguiram com você pelos
primeiros anos de sua vida,
sendo guiados por Deus para
que não te faltasse proteção nos momentos
de maior risco,
e assim,
você superou doenças como a catapora,
a rubéola,
diversas gripes e inflamações de nariz,
garganta, ouvido,
febre dores diversas,
mas sempre assistido pelos anjos.

Lembra-se do seu primeiro dia na escola?
Você se sentiu sozinho?
Abandonado?

Nesse dia,
todos os anjos que te acompanharam
desde o nascimento estavam ali,
firmes,
felizes e fazendo festinha com você,
te apoiando nesse passo tão importante,
por isso você ficou na escola,
por isso foi descobrindo coisas agradáveis
naquele lugar que a cada dia se parecia
mais com a sua própria casa.

Lembra do primeiro amor?

Você se lembra de ter sentido aquele
calorzinho gostoso ao olhar para alguém
e que seu olhar parecia só querer
olhar para aquela pessoa?

Ah! que momento maravilhoso,
que os anjos assistiam maravilhados
e tocados pela energia desse
amor puro e doce.

Venha agora ver o seu primeiro beijo,
meio desajeitado é claro,
mas quantas energias,
quantas surpresas nesse encontro
de milhares de emoções,
lembra do seu coração disparado?

Nesse momento,
os anjos fecharam os olhos para te
deixar mais a vontade,
mas mesmo assim,
estavam presentes e felizes
com sua emoção.

Um dia,
a decepção bateu na sua porta,
a dor,
essa "instrutora dura"
te mostrou de maneira muito
marcante que sofremos,
que nosso coração sofre com desenganos,
com ciúme,
com traições e até com sonhos desfeitos.

Nesse dia,
os anjos se reuniram e fizeram um pacto,
resolveram te cercar ainda mais
com carinho e atenção,
pois a partir dessa primeira
experiência com a dor,
eles sabiam que você iria sentir mais
vezes essa emoção que apesar
de dura e difícil,
é necessária para a correção de caminhos,
de atitudes,
e é puro ensinamento.

Nesse dia,
em que a dor te visitou pela primeira vez,
você não viu,
mas os anjos que te acompanham
viram que do céu desceu uma
luz muito suave,
que banhou todo o seu ser,
que tentou de todas as maneiras
tocar seu coração,
tentou por muitas vezes acalmar
seu desespero,
e mesmo sem você perceber,
essa luz foi te consolando,
foi te amparando,
foi te trazendo de volta para a realidade,
foi te mostrando que após a dor
pode existir um caminho florido,
um caminho mais fácil de seguir,
pois com a dor que você sentiu,
você acabou descobrindo o que fazer
para não sofrer mais com aquela situação.

Essa é a missão da dor,
ensinar onde o amor não consegue
mostrar a verdade.

Essa luz que te ajudou nesse
momento de maior dor,
é claro que é Jesus,
que no seu infinito amor por você,
está sempre presente em sua vida
para te dizer o quanto te ama,
o quanto te quer bem e acredita em você.

Que essa luz te banhe hoje e sempre,
com o infinito amor e paz!

Eu, acredito em você!

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 23 de Janeiro de 2.009.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Os não ditos...

As palavras às vezes cortam como uma faca
e de maneira irrefletida ferimos os outros,
mesmo se os amamos,
sem que haja retorno.

Conscientes disso
é que em muitos dos casos,
nos calamos,
quando tudo o que pensamos
e sentimos nos queima por dentro.

Essas coisas são
os não ditos
das relações e da vida.

As palavras que não dizemos,
mas não enterramos também,
estão sempre entre nosso coração
e nossa garganta e nos ferem interiormente.

São opções que fazemos,
seja para não machucar outras pessoas,
seja, simplesmente,
pela falta de coragem de sermos nós,
inteiros e límpidos.

A comunicação é
a base de todo relacionamento saudável.
Pessoas que se amam,
que seja na amizade,
no amor ou nas relações familiares,
devem estar prontas para serem quem são,
para perdoar e receber perdão.

Não nos calaríamos tanto se soubéssemos
que o outro nos ouviria com a alma,
nos entenderia e continuaria a nos amar,
apesar de tudo.

Mas as pessoas,
por mais maduras que pareçam,
nem sempre estão prontas para ouvir as verdades,
se essas forem doloridas.

Assim são criadas as relações superficiais,
onde pensamos tanto e falamos de menos,
onde sentimos e sufocamos.

Nos falta um pouco de humildade
para aceitar nossa imperfeição,
aceitar que o outro possa não gostar
de algo em nós e ter o direito de dizê-lo.

Nos falta a ousadia de sermos nós,
sem essa máscara que nos torna bonitos
por fora e doentes por dentro.

A comunicação na boa hora,
com as palavras escolhidas e certas,
concertaria muitos relacionamentos,
sararia muitas almas,
tornaria as pessoas mais verdadeiras
e mais bonitas.

Sabemos que as pessoas nos amam
quando nos conhecem profundamente,
intimamente e continuam nos amando.
Quando com elas temos a liberdade
e coragem de dizer:
isso eu sinto, isso eu sou.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 17 de Janeiro de 2.009.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Palavras que refletem você

Se eu te perguntar assim,
"na lata",
quais são as palavras que você
mais tem usado no seu dia a dia,
o que você responderia?

Você já parou para examinar
o que anda falando?

O que nós falamos,
é reflexo direto do que andamos
pensando e as situações
que estamos vivendo,
por isso,
quando estamos apaixonados,
nossas palavras são doces,
melosas,
diferente de quando andamos estressados,
onde cada palavra precisa até ser medida,
pois 90% é de palavrões e reclamações.

Mas,
ao contrário do que muita gente pensa,
as palavras podem sim,
influenciar a nossa vida,
a nossa sorte e até a conduta,
porque trazem em si mesmas
uma força maior que pensamos,
afinal de conta,
com uma palavra um general
pode decretar a morte de um condenado,
um romance pode acabar,
uma guerra pode começar,
vidas podem ser modificadas apenas
com uma única palavra.

Por isso,
o convite que eu te faço hoje,
pode até modificar o seu ano,
já que estamos no início dele,
reflita nas palavras que você anda usando,
preste atenção naquelas que estão
sendo repetidas com maior freqüência,
você pode acreditar que é,
ou está sendo,
uma pessoa e na verdade,
está passando para o mundo,
outra completamente diferente.

O seu cérebro pode estar registrando também,
situações criadas pelas suas palavras,
que acabam condicionando-o
às situações negativas.

Por exemplo,
para aqueles que adoram falar:
"não posso", "é impossível",
"comigo nada dá certo", "vai dar errado",
"sempre eu",
e outras formas negativas de se diminuir,
criam dentro de si mesmas
um pequeno monstro que vai crescendo,
crescendo e acabam virando
verdade absoluta.

Quem é você neste momento?

Junte as palavras que você anda falando,
e terá a resposta.

Pense nisso!

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 13 de Janeiro de 2.009.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Pazear

Você conhece o verbo "pazear"?
Você sabia que existe esse verbo?

Segundo os dicionários,
pazear significa estabelecer paz ou harmonia.

A conjugação desse verbo,
no presente do indicativo, é a seguinte:
eu pazeio,
tu pazeias,
ele pazeia,
nós pazeamos,
vós pazeais,
eles pazeiam.

No entanto,
muitos de nós nunca conjugamos esse
verbo em nossa fase escolar,
e assim também não o fizeram nossos avós.
E se não forem tomadas as providências cabíveis,
as gerações futuras também
não o farão.

Desde há muitos séculos a nossa cultura
tem sido uma cultura de guerra.

Quais são os heróis que conhecemos na escola?

Sim, são os grandes generais,
os valentes marechais,
os corajosos revolucionários.

Quando abrimos um livro de história
nos deparamos com tantas batalhas que
quase podemos perceber suas páginas
manchadas de sangue.

São guerras entre nações,
guerras religiosas, guerras civis,
revoluções,
que logo aprendemos a conjugar o verbo guerrear,
sem nenhuma dificuldade.

As escolas falam
e enaltecem os guerreiros,
mas poucas falam dos conquistadores da paz.

Pouco se conhece sobre homens e mulheres
que empreenderam esforços para
conquistar a paz,
sem guerras nem derramamento de sangue.

Por que não se fala dos construtores da paz,
como Jesus de Nazaré, Paulo de Tarso,
Francisco de Assis, Ghandi,
Martin Luther King Júnior,
madre Tereza de Calcutá,
Chico Xavier e tantos outros pacifistas que
tivemos e que ainda temos no mundo?

A conquista da paz só é possível com
as ferramentas da paz,
e não com as armas da guerra,
que, em vez de pacificar os povos,
disseminam mais ódios e
ressentimentos.

Os museus intitulados "da paz",
mostram os combates,
armas de guerra,
destruição,
subjugação de povos por outros povos,
e batalhas sangrentas.

Esses são os museus da guerra e não da paz.

Nossa cultura é uma cultura de guerra,
pois existem os ministérios da guerra,
mas nunca existiu o ministério da paz.

É preciso mudar essa realidade.
É preciso criar uma cultura de paz.
É preciso incentivar o cultivo da paz nos lares,
nas escolas e em todas as
iniciativas sócio-econômicas,
sócio-culturais,
sócio-políticas e religiosas
do planeta.

É preciso ensinar crianças e adultos
a conjugar o verbo pazear.

Quando a paz, e não a guerra,
for valorizada,
teremos um mundo de paz,
amor e união entre as criaturas.

"A paz é luz - o amor é o combustível.
Para que a paz se demore como
realidade na lâmpada do coração é necessário
que o fio do amor continue
doando combustível para manter
aceso o lume da alegria."

A paz do mundo começa em cada um de nós.

Se tivermos amor,
com certeza seremos bem mais felizes.

Façamos a nossa parte e,
com certeza,
obteremos bons resultados.

TEXTO: Equipe de Redação do Momento Espírita,
com base em matéria publicada pelo
jornal "O Norte", em 24/08/2003
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 10 de Janeiro de 2.009.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

APASCENTA AS MINHAS OVELHAS

Leitura:
João 21:15-17 -

Amas-me?...
Apascenta as Minhas ovelhas.
- João 21:17 -

Antes de Jesus deixar a terra,
Ele instruiu Simão Pedro para que
cuidasse do objeto mais querido do
Seu amor - as Suas ovelhas.

Como poderia alguém
cuidar delas como Jesus cuidou?
Só mesmo por amor a Ele.
Não há outra maneira.

Três vezes Jesus perguntou a Pedro:
"Amas-me?"
Pedro respondeu:
"Sim, Senhor,
Tu sabes que eu Te amo."

A cada vez,
Jesus respondeu:
"Apascenta as minhas ovelhas."

Ignorava Jesus o amor de Pedro?
Claro que não.
A Sua pergunta triplicada não
era para Ele próprio,
mas para Pedro.

Ele fez essa pergunta para sublinhar
a verdade essencial de que só o amor
a Cristo manteria Pedro no trabalho
que tinha pela frente
- aquele árduo trabalho de cuidar das almas das pessoas -
talvez o mais árduo de todos os trabalhos.

Jesus não perguntou a Pedro se ele
amava as Suas ovelhas,
mas se O amava a Ele.

A afeição pelo o povo de Deus,
em si, não nos manterá.

As Suas ovelhas podem ser insensíveis,
não serem apreciativas,
e serem asperamente críticas relativamente
aos nossos esforços para
as amarmos e servirmos.
Acabaríamos por nos sentir desencorajados
e derrotados.

O "amor de Cristo"
- o nosso amor por Ele -
é a única motivação suficiente que nos
permitirá permanecer na rota,
e continuar a apascentar o rebanho de Deus.

Assim Jesus pergunta-me a mim e a ti:
"Amas-Me? Apascenta as Minha ovelhas."

É O AMOR A CRISTO QUE NOS
CAPACITA A AMAR OS SEUS FILHOS.

TEXTO: David Roper
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 03 de Janeiro de 2.009.