segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A bagagem

Existe um personagem
de desenhos animados infantis
que tem um certo toque
de mistério e magia.

Seu nome é Gato Félix.
A todo lugar que vá,
ele leva a sua maleta.
É uma maleta especial,
pequena.
E tudo o que ele deseja,
tira da dita maleta.

Se for hora do lanche,
ele encontra frutas,
sanduíches e sucos.

Se necessitar fazer um conserto,
as ferramentas lá estão.
Sempre as certas e precisas.

Se chover de repente,
basta abrir a maleta
para encontrar capa,
guarda-chuva,
botas.

E assim em qualquer situação.

Cada um de nós também
possui uma pequena mala de mão,
em nossa vida,
mais ou menos parecida
com a do personagem infantil.

Quando a vida começa,
temos em mãos a pequena mala.
À medida que os anos passam,
a bagagem,
dentro dela,
vai aumentando.

É que vamos colocando
tudo o que recolhemos
pelo caminho.
Algumas coisas
muito importantes.
Outras, nem tanto.
Muitas, dispensáveis.

Chega um momento
em que a bagagem começa
a ficar insuportável
de ser carregada.
Pesa demais.

Nesse momento,
o melhor mesmo é aliviar o peso,
esvaziar a mala.
Você examina o conteúdo
e vai pondo para fora.

Amor, amizade.
Curioso,
não pesam nada.

Depois você tira a raiva.
Como ela pesa!
Na seqüência,
você tira a incompreensão,
o medo,
o pessimismo.

Nesse momento,
você encontra o desânimo.
Ele é tão grande que,
ao tentar tirá-lo,
ele é que quase o puxa
para dentro da mala.

Por fim,
você encontra um sorriso.
Bem lá no fundo,
quase sufocado.

Pula para fora outro sorriso.
E mais outro.
Aí você encontra a felicidade.

Mas ainda tem mais
coisas dentro da mala.
Você remexe e encontra a tristeza.
É bom jogá-la fora.

Depois,
você procura a paciência
dentro da mala.
Vai precisar bastante dela.

E também procura a força,
a esperança, a coragem,
o entusiasmo, o equilíbrio,
a responsabilidade,
a tolerância e o bom
e velho humor.

A preocupação
que você encontrar,
deixe de lado.
Depois você pensa
no que fazer com ela.

Bem,
agora que você tirou
tudo da sua mala,
deve arrumar toda a bagagem.

Pense bem no que vai
colocar lá dentro de novo.
Isso é com você.

E depois de toda a bagagem pronta,
o caminho recomeçado,
lembre de repetir a
arrumação vez ou outra.

O caminho é longo até
chegar ao final da jornada,
e você terá que carregar
a mala o tempo todo.

E quando chegar do outro lado,
é bom que em sua bagagem
tenha o máximo de coisas positivas,
como boas obras,
amizades, carinho, amor.

Porque isso tudo não pesa
na sua bagagem,
enquanto na terra.
Mas quando for colocada
na balança da justiça,
para além da existência física,
pesará e muito,
positivamente.

Que a nossa bagagem,
nesse dia,
possa estar repleta de virtudes,
o bem praticado,
afetos conquistados para
nossa própria e grande felicidade.

TEXTO: Equipe de Redação do Momento Espírita com base em artigo recebido denominado "A Bagagem",
sem designação de autor.

* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 30 de Novembro de 2.010.

Amantes da Sabedoria

Buscar uma explicação
para os acontecimentos
na sua vida,
sem passar pelos mitos,
usando a Razão,
não como desculpa para os
erros que cometemos,
mas como fonte de informação
para a nossa melhoria,
é a mais pura Filosofia.

Para tanto,
você pode ler os
grandes Filósofos,
pode estudar as ciências,
a psicologia, a matemática,
a história e se debruçar
sobra as artes.

Todo conhecimento adquirido
é tesouro inestimável,
é a sua bagagem pela eternidade,
que não pesa,
não incomoda e não tem
pagamentos de taxas
extraordinárias,
mas, ainda assim,
com todo conhecimento adquirido,
você será chamado pelo Tempo,
no seu dia a dia,
a debruçar-se sobre a filosofia
da sua vida,
e assim,
tomar um posicionamento
baseado na sua experiência diária,
que é única,
e nenhum sábio,
é capaz de dizer para onde ir,
o que fazer ou o que
deixar de fazer.

No máximo,
poderá obter uma
orientação de caminhos a seguir,
mas quem deverá colocar
a mão na maçaneta
e escolher a porta que
deverá ser aberta é você.

Por isso,
preste atenção aos
detalhes da vida!

Não faça de cada problema
um motivo de fuga,
não deixe a bola dos acontecimentos
crescer de tal forma que
vire uma avalanche.

Repare nas suas atitudes,
na sua postura diante
das dificuldades.

Nós somos formados por hábitos,
costumes que vamos
adquirindo e quase sempre,
reagimos do mesmo modo diante
de situações idênticas,
por isso,
persistimos nos erros.

Se uma situação negativa
se repete na sua vida,
não culpe os deuses,
nem aos anjos,
muito menos procure um
culpado no rol de amigos,
antes, reflita nas suas atitudes,
nas palavras que tem usado,
na maneira que tem tratado as
pessoas próximas e até
os desconhecidos.

- Como vai a sua paciência?
Você ainda sabe o que é isso?
- Como vai o seu poder de perdoar?
- Como você gasta o seu dinheiro?
- Quanto separa mensalmente para poupar?
- No relacionamento
você dá o que espera receber?
- Nas amizades,
ouve ou quer ser sempre ouvido(a)?
- Você fala demais,
ouve pouco,
ou justamente o contrário?

Tudo deve ser motivo de
uma reflexão sincera,
mas amorosa,
sem julgamentos,
apenas focado nas ações
e no que pode ser melhorado.

Mesmo quem está atolado em dívidas,
pode começar uma poupança,
se determinando a guardar 10%
de tudo o que entra nos seus bolsos,
desde que lembre-se que poupar
não é guardar o que sobra,
e sim,
separar uma parte do
que ganha para realizar um sonho.

Por falar nisso:
- Qual é o seu maior sonho agora?

Filosofia da sua vida
é dedicar-se amorosamente
ao estudo das suas atitudes
e com humildade,
se preciso for,
recomeçar,
reiniciar no processo
de se descobrir
e finalmente perceber,
que dentro de você,
habita um ser maravilhoso,
cheio de possibilidades e
capacidade infinita de se transformar.

Filosofia não é um simples
exercício poético,
mas o ponto de partida para o
autoconhecimento,
que leva invariavelmente
a vitória pessoal,
a conquista dos sonhos
mais distantes,
e a um estado de paz que
não tem preço,
ainda que algumas perguntas
fiquem sem respostas momentâneas.

Descubra-se!

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 27 de Novembro de 2.010.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Terroristas Psíquicos

Muitos tiranos emocionais
aproveitam-se da
nossa condição de aprendizes
para nos atemorizarem emocionalmente,
tornando-nos reféns do passado
e deles mesmos.
Como verdadeiros terroristas psíquicos,
diante das conquistas que alcançamos,
procuram sempre nos lembrar
que já erramos um dia.

Procuram manter-se na
posição de domínio sobre os outros.
Colocam-se como arautos da verdade,
julgando-se inatingíveis,
hipócritas.

Isso acontece em sociedade,
na família e mesmo nos
relacionamentos
"amorosos".

Existem pessoas
extremamente carentes,
que se escondem atrás
dessa postura
belicista para manter
a atenção dos outros.

Quando elas não conseguem
ser o centro da atenção
em um relacionamento,
seja ele qual for,
procuram lembrar-nos
sobre equívocos cometidos um dia,
buscando assim controlar a situação,
exaltando a si mesmas.

São frágeis emocionalmente
e acreditam manter laços
afetivos às custas da
manipulação de sentimentos.

Devemos tomar cuidado
com aqueles que se relacionam
conosco e nos impedem de
virar as páginas
emboloradas do passado.

Se cairmos é importante
que não nos mantenhamos
identificados com o chão,
pois só cai quem esta andando.

É na queda que encontramos
os verdadeiros amigos,
eles nos ajudam a
erguermo-nos e seguir
caminhando.

Afaste-se dos que pregam
a renovação e não renovam
as próprias idéias.

Tomemos cuidado
com os terroristas psíquicos,
eles são ardilosos,
sutis.

Terrorista psíquico é todo
aquele que deseja
que os outros
pensem como ele.

Cuidado para não se tornar
refém dos terroristas,
suas principais armas são:

- A exaltação dos erros passados
para exercer o domínio no presente.
- O ciúme em qualquer tipo de relação.
- A posição de eterna vítima.
- A falta de escrúpulos para
denegrir a imagem dos outros.
- A tentativa de nos
impedir o raciocínio e a inveja.

Viver é um constante aprendizado.

Precisamos compreender que,
"a cada um será
dado conforme suas próprias
obras",
somos os únicos responsáveis
pelo nosso destino.

TEXTO: Adeilson Salles
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 26 de Novembro de 2.010.

domingo, 21 de novembro de 2010

O bom samaritano

Creio que toda vez que uma pessoa pensa
em ajudar o seu próximo,
ela tem o caráter de Deus em sua vida.
E quando ela faz alguma coisa
desinteressadamente pelo próximo,
ela se transforma numa extensão do braço
de Deus na vida das pessoas.

É nesse momento,
nesse exato ponto que Deus se aproveita
desse canal aberto,
onde o coração está em extâse por ser
útil e livre de preconceitos e amarras,
para falar com quem serve sem pedir nada em troca,
e chega a inspiração para novos projetos,
para levar adiante sonhos adormecidos.

Deus fala aos humildes!

Por isso vemos pessoas tão simples,
tão desprovidas de qualquer bem material ou instrução,
construindo hospitais enormes,
abrigos e asilos, acolhendo dezenas,
centenas e até milhares de necessitados
de maneira que as pessoas que estão
de fora não entendem...

É assim que vemos algumas pessoas fazendo,
enquanto muitos estão só na reclamação
gratuita e que não leva a nada.

É assim que nos assombramos com a vitalidade
de pessoas tão franzinas,
que carregam fardos enormes e só sabem sorrir.

É assim que nos espantamos com a inteligência
e sabedoria de quem mal sabe escrever,
que trazem em cada palavra uma verdade
que não machuca.

É assim que temos vontade de permanecer
ao lado de quem só faz o bem,
gente que foi maltratada,
sentiu o desprezo dos poderosos na alma,
mas não guardou rancor e nem
tem o que perdoar...

É assim que algumas pessoas emergem da dor,
da miséria e outras mazelas,
e fazem um bem tão grande que atinge
milhares de pessoas,
as vezes só com o exemplo.

E quando a noite cair,
e o vento soprar mais forte,
quando o frio atravessar ossos frágeis,
alguns estarão se revirando na cama,
tentando dormir sem conseguir,
mesmo com calmantes fortes,
outros estarão pelas ruas levando sopa,
agasalho, carinho,
minimizando um pouco a dor de
quem ficou pelo caminho.

Por isso não me espanto
que muitos esperam a volta do Cristo,
enquanto alguns, poucos ainda,
todos os dias o encontram,
o Cristo que está dormindo nas ruas,
que sofre nas casas, que geme nos hospitais,
abandonado nas celas, esquecido, humilhado,
como foi um dia,
há 2000 anos atrás numa cruz.

Bendito sejam os novos samaritanos,
que não esperam,
vão ao encontro de Cristo,
que encontram os levitas pelo caminho
e se compadecem dele,
e assim levam Jesus em cada casa,
em cada vida, não pelas palavras,
que se perdem logo após a novela das 8,
mas com atos solidários que resgatam vidas,
esses sim, estiveram com o Cristo o dia todo,
podem dormir tranquilos, sem susto,
Cristo já voltou e esteve com cada um deles.

E se você quiser,
segue a receita do Mestre:

Disse Jesus:
"Muito bem, então vai e procede tu,
de igual maneira."

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 23 de Novembro de 2.010.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O PERFEITO CAMINHO DE DEUS

Tem dias que trocaríamos facilmente por um outro,
que preferiríamos talvez que não existissem.
Isso por que suportamos mal os ventos contrários.
Mas Deus fez esse dia e os outros,
os que passaram e os que virão ainda e
chegamos onde chegamos por que
nas dificuldades encontramos forças para
superar e continuar o caminho.

Não adianta querer passar por atalhos,
evitar o que de inevitável nos espera,
o que testa nossa paciência,
resistência e mesmo amor.
Os caminhos que tivermos que atravessar,
atravessaremos e devemos
fazê-lo de cabeça erguida e olhos
postos no horizonte.

Quando Deus nos criou,
traçou nossos planos,
idealizou nossa vida e projetou nossos sonhos.
A nossa liberdade de escolha,
essa pela qual lutamos com tanto orgulho,
nos leva a outros campos,
outras paisagens,
nem sempre as que nos são favoráveis.

Mas o amor de Deus nos
busca e às vezes de maneira
que não esperamos.
As tempestades chegam,
os barcos balançam,
as folhas caem e não podemos
impedir as lágrimas.

Todo amor tem atrás de si uma
grande história e o amor
de Deus tem atrás de si a
história de todo o universo.

Aceitar os caminhos e as voltas
da vida com o coração aberto,
ainda que ferido,
é oferecer a Deus a oportunidade
para trazer-nos para junto dEle.

Os caminhos de Deus são perfeitos.
Os atalhos que escolhemos é que são sinuosos.
Mas se nos voltamos,
temos a promessa de campos floridos,
vida serena e lindos amanheceres.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 18 de Novembro de 2.010.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pit-stop da vida

É preciso parar um pouco a corrida da vida,
estabelecer um pit-stop para reabastecer a alma.
Recarregar as nossas baterias espirituais,
para seguir na competição diária
com forças renovadas,
com uma nova visão.

Então,
se tudo está dando errado,
se as conquistas não tem mais sabor,
se não existem mais conquistas,
se o vazio tomou conta de você,
busque o encontro com Deus,
não como forma de milagre,
nem para soluções imediatas
de problemas antigos,
mas para as respostas que a alma deseja,
para o reencontro verdadeiro
entre criatura e Criador.

E assim,
livre de amarras e preconceitos,
Deus se revela de maneira clara,
preenchendo cada cantinho do nosso ser,
deixando-nos livres, para escolher,
ser e crescer.

Quando Deus entra na nossa vida plenamente,
a corrida fica mais segura, menos tensa,
percebemos finalmente,
que somos os pilotos,
que somos os donos da direção,
e com esse certeza, seguimos em frente,
rumo ao infinito,
no caminho do coração.

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 16 de Novembro de 2.010.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Setenta vezes sete

Temos o direito de errar
ao longo da nossa vida.

Guiados pelo coração
ou emoções que controlam o que
nosso juízo deveria controlar,
vamos de tropeço em tropeço.

Não estamos condenados eternamente
porque somos humanos.

O que não podemos,
portanto,
é repetir vezes e vezes
os mesmos erros e achar a cada
vez que tudo pode ser justificado.
Errar? Pecar?
Faz parte, infelizmente,
do caminho,
da quota de cada um.

Quando cometemos nossos
deslizes e que a vida
nos dá uma nova oportunidade
de recomeçar,
é loucura pensar que o
perdão nos é devido
indefinidamente e querer,
de forma absurda,
atingir o setenta vezes sete.

Cada pessoa e cada coisa
tem seu limite.
Repetir erros e enganos
contra os que nos amam
simplesmente porque sabemos
que um coração que ama
sabe perdoar,
é abusar da confiança que
depositam em nós,
é desrespeitar o outro
como pessoa.

Suportar e suportar erros
em nome do amor pode
parecer heróico.

O perdão é algo que exige
de nós uma força quase inhumana
e sabemos bem que
para realmente perdoar
precisamos abandonar o nosso
eu que pede justiça.

Mas não temos o direito
de brincar com os sentimentos
dos outros e nem permitir que
brinquem com os nossos.

Deslizar e cair uma vez,
duas, pode acontecer,
mas à partir do momento
que isso se torna um hábito é
que algo está muito errado.

Devemos aprender a dizer
"não" quando isso significa
reinvindicar o respeito próprio.

Cada um tem o direito
de viver com dignidade
e não podemos ser nada para
o mundo se já não
somos capazes de nos olhar
no espelho e sustentar
nosso próprio olhar.

Ame o mundo e ame ao outro.
E ame-se também,
assim como amou e ama
Aquele que te criou.

Perdoe e perdoe-se!
E não pare no caminho,
nem olhe para trás.
Há diante de nós um Éden
que nos espera e devemos viver
de maneira a sermos dignos de
passar por essa porta.

AUTORIA: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 13 de Novembro de 2.010.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Torneiras Conectadas

“… sem mim nada podeis fazer” (João 15:5)

Quando Lawrence da Arábia estava em Paris,
depois da Primeira Guerra Mundial,
com alguns amigos árabes,
ele lhes mostrou os pontos turísticos da cidade:
o Arco do Triunfo, o Museu do Louvre,
o Túmulo de Napoleão,
mas nada disso lhes chamou a atenção.
O que realmente lhes
despertou interesse foi a torneira
na banheira do quarto do hotel.
Eles passavam longo tempo
abrindo-a e admirando-a.

Ficavam surpresos ao ver que podiam
girar uma manivela e ter
toda a água que desejavam.
Alguns dias depois,
quando se aprontavam para deixar
Paris e voltar ao Oriente,
Lawrence os encontrou no banheiro,
esforçando-se para retirar a torneira.
“Olhe”, disseram eles,
“a Arábia é muito seca.

O que nós precisamos é de torneiras.
Se nós as tivermos,
teremos também toda a água
de que necessitamos”.
Lawrence teve que explicar que
as torneiras para nada serviriam se
não houvesse um imenso
reservatório de águas aos quais elas
estavam ligadas.
Ele assinalou que a água vinha das
chuvas e neve dos Alpes.

Refletindo sobre aquele episódio,
podemos compreender que
nossa vida cristã,
sozinha como aquela torneira,
sem estar ligada a Cristo,
seria completamente inútil.
muitas vezes nós, cristãos,
somos como árabes no deserto.
Eles têm suas torneiras mas não
existe conexão com a água.

Se não estivermos ligados à Água Viva,
para nada serviremos.
Não haverá vida,
não haverá testemunho,
não haverá poder, não haverá bênçãos.

Precisamos confiar plenamente no
Senhor Jesus e deixar que
Ele nos faça um manancial
de águas cristalinas.

Se o Senhor estiver em nossos corações,
toda vez que alguém vier buscar
água em nossas torneiras espirituais,
encontrará a mesma paz
e a mesma alegria que um dia transformou
nossas vidas e nos
fez experimentar a verdadeira felicidade.
Não seja como uma torneira
desconectada que nenhum valor tem.

TEXTO: Paulo Barbosa
http://www.ministeriopararefletir.com
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 11 de Novembro de 2.010.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

QUANDO VOLTAM AS MARÉS

Queríamos todos que a vida fosse um longo rio
de águas calmas e tranqüilas.
Mas ela é comparável, na realidade,
a um imenso mar, belo,
misterioso, que ora encanta,
ora assusta.

Gostaríamos, certamente,
de olhar de uma margem a outra
e poder viver na
simplicidade de observar
a paisagem que fica,
enquanto as águas correm
vagarosamente.

Nós precisamos de segurança!
Precisamos fechar os olhos de vez em quando,
para não pensar em nada,
exatamente como quando éramos
crianças e nossas
mães cuidavam de tudo por nós.

Há pessoas que criam asas quando vão crescendo.
Elas não se contentam em navegar no rio,
mas o sobrevoam,
conseguem se desprender da margem fixa,
da bela e duradoura
paisagem e começam
a enxergar o ponto onde,
fatalmente,
esse rio se entregará ao grande mar da vida.
Outras se tardam, por amor,
por carência,
pela própria personalidade.

E o momento do grande encontro
é sempre um choque.
É preciso viver e conviver com
o infinito e deixar que o passado
seja somente uma lembrança
nostálgica e gostosa.

No mar, tudo é mais intenso.
As ondas que vão, voltam,
rebelam-se,
quebram-se e tornam-se,
por vezes,
um imenso leito tranqüilo.

Perdemo-nos nesse turbilhão de experiências
tão excitantes quanto assustadoras.

O que precisamos é somente aprender a navegar,
aproveitar a calmaria para recuperar as forças,
para, quando as marés voltarem,
estarmos prontos.

O horizonte não é vazio, ele esconde outras terras,
outras esperanças e nos
dá sempre a impressão de que toca o céu.
Mas as marés vêm e vão em toda parte.

A maioria das pessoas sobrevive às grandes
tempestades e reconstrói a vida.

Deus é o mesmo das altas e baixas marés;
é o mesmo no infinito e aqui,
nas noites sombrias e nas outras,
enfeitadas de estrelas;
é a Mão segura e firme que jamais
nos deixará afundar.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 10 de Novembro de 2.010.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quando a vida sorri

Nem tudo é preto e nem
tudo é branco na vida.
Se muitas vezes
temos a impressão que
o mundo e todas as misérias dele
recaem sobre nós é por
que não olhamos com mais
objetividade para nosso interior
ou os passos
que deixamos para trás.

É próprio do ser humano,
ou da maior parte dele,
de revisitar a vida mais facilmente
nos momentos dolorosos.
Vamos,
passo a passo,
revendo isso mais aquilo,
sempre somando as tristezas.

Parece que queremos nos
convencer da nossa razão
de tristeza existencial,
provar a nós e aos outros o
quanto somos
privados da felicidade
que cremos
(mas só cremos!)
destinada a alguns privilegiados.

Há cada ano quatro estações
distintas que nos
mostram que a vida está
sempre em movimento.
Há cada dia
variações de temperatura
e de luminosidade que provam
que a vida não é estática.

E é assim conosco.

Depois das primeiras horas,
primeiros dias e primeiros
anos muito e muito aconteceu.

Por que então privilegiar
os momentos onde a vida
pareceu mais árdua,
por que medir os rios de
lágrimas que choramos e não
os quilômetros de sorriso que demos?
Mesmo se poucos
(e o que é pouco na contagem de uma vida?),
esses momentos existiram.
Com certeza, existiram.

A vida sorri aqui e acolá.
Sorri quando nasce uma criança,
quando brota uma flor,
quando as férias chegam,
quando revemos alguém
depois de longo tempo,
quando nosso coração descobre
a alegria de enxergar outro coração
e assim por diante.

Não fugindo da realidade
que nos cerca e que
devemos enfrentar,
é bom relembrar o que de bom
e bonito nos aconteceu.
Visitar mais vezes nos recantos
da mémória o bem que nos fizeram,
o dia mais marcante,
os momentos que compartilhamos
e as gargalhadas que demos.

Devemos acreditar que no muro
que está diante de nós
pelo menos uma janela
vai se abrir,
assim como se abriram
as portas pelas quais atravessamos
e que nos conduziram até o hoje.

Quando a vida nos sorri
devemos tirar um retrato
dela e colocar num
grande quadro,
bem visível no lugar que
mais ficamos na nossa casa.
E olhar pra ele mais vezes,
mais intensa e mais profundamente.

Um momento de felicidade
pode ser muito maior e compensar
centenas de outros menos alegres.
Se acreditamos nisso vivemos muito
mais e muito mais serenamente.

AUTORIA: Leticia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 06 de Novembro de 2.010

Mais Um Novo Dia

Aqui estamos nós. Aí está você.
O importante MESMO é você
saber que você está aí e bem.

Seja como for,
você acaba de ganhar mais um dia
de presente para viver.
Por isso,
comemore este novo dia.
Agradeça.

A partir de agora você retoma
o contato com a magia de fazer
parte da raça humana.

Viva este evento como algo fantástico.
Afinal,
você também é um milagre da natureza.
Cada manhã traz
a oportunidade de sintonia com o universo
através de múltiplos canais
de percepção.

Enquanto você ainda está no silêncio,
na intimidade dos seus pensamentos,
nos devaneios do espírito da rotina
de mais um despertar,
a vida se revela.

Emocione-se com os fenômenos da natureza,
a chuva, o vento , as nuvens, os trovões,
os primeiros raios de sol que estão
começando a colorir o céu ...
E principalmente ,
emocione-se porque você faz parte
deste espetáculo.

Esperamos demais para fazer
o que precisa ser feito,
num mundo que só nos dá um dia de cada vez,
sem nenhuma garantia do amanhã.
Enquanto lamentamos que a vida é curta,
agimos como se tivéssemos à nossa disposição
um estoque inesgotável de tempo.

Esperamos demais para dizer as palavras
de perdão que devem ser ditas,
para pôr de lado os rancores que
devem ser expulsos,
para expressar gratidão, para dar ânimo,
para oferecer consolo.

Esperamos demais para ser generosos,
deixando que a demora diminua a alegria
de dar espontaneamente.

Esperamos demais para ser pais
dos nossos filhos pequenos,
esquecendo quão curto é o tempo
em que eles são pequenos,
quão depressa a vida os faz
crescer e ir embora.

Esperamos demais
para dar carinho aos nossos pais,
irmãos e amigos.
Quem sabe quão logo será tarde demais?

Esperamos demais para enunciar
as preces que estão esperando para
atravessar nossos lábios,
para executar as tarefas que estão
esperando para serem cumpridas,
para demonstrar o amor,
que talvez não seja
mais necessário amanhã.

Esperamos demais nos bastidores,
quando a vida tem um papel para
desempenharmos no palco.
Deus também está esperando.
Esperando nós pararmos de esperar.

Esperando nós começarmos a fazer
agora tudo aquilo para o qual este
dia e esta vida nos foram dados.

OBS:
Fizemos uma pesquisa profunda na internet
e não encontramos a autoria do texto acima.
caso você saiba e queira colaborar conosco,
fineza enviar um e-mail através do site
www.toninholima.com.br
e nos informar.
Gostaríamos de dar os créditos
merecidos a quem o escreveu.
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 04 de Novembro de 2.010.

Estações

Passe para pelo menos uma
pessoa que você gosta!

Se a vida é consequência
dos nossos desejos,
deduz-se,
deveria ser um mar de rosas,
afinal de contas,
quem em sã consciência deseja algo
de mal para si mesmo?

Todavia,
vemos diariamente um "mundaréu"
de gente sofrendo,
uns de maneira cruel pela falta de tudo:
saúde, alimentação,
mal congênitos, miséria absoluta,
e outros,
com problemas de aceitação pessoal,
lunáticos, depressivos,
obsessores e obsediados,
gente que tem tudo o que outros
gostariam de ter,
menos a satisfação das conquistas.

Onde encontrar então,
a tal felicidade?
Será utopia ou Shangri-la distante?

Parece que os homens resolveram
seguir uma viagem sem fim,
cujo destino, a tal da Felicidade,
é um ponto que não se encontra.

Por isso, tantos conflitos,
abusos no consumo;
comemos, bebemos, fumamos,
corremos demais,
temos pouco tempo para a reflexão,
parece que fugimos da realidade,
temos medo de encontrar
"nós mesmos"
na próxima esquina.

Pense!

Onde você anda colocando a sua felicidade?
Qual é esse sonho que você não alcança,
que dor é essa que não sai do seu peito,
esse choro contido que "vaza"
quando você menos espera?
Que desejo é esse de ter,
consumir, ostentar, mandar,
dirigir vidas, consertar pessoas?

ESVAZIE-SE!

Entenda de uma vez por todas
que a vida pede equilíbrio,
tudo tem um preço,
mesmo os sentimentos mais valiosos,
não se deixe levar pelas aparências,
eleja a simplicidade como modo de vida,
comemore cada conquista,
por mais simples que possa parecer.

São os seus olhos que vão te
guiar até a Felicidade,
que agora,
deixa de ser um ponto distante,
para ser a próxima rodoviária,
que fica ai mesmo,
na sua casa!

Seja Feliz!

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 03 de Novembro de 2.010.

É triste dizer adeus

É triste dizer adeus,
mas às vezes é necessário.
Não podemos prender a
nós definitivamente as pessoas
que amamos para suprir nossa
necessidade de afeto.

O amor que ama,
aprende a libertar.

Procuramos ganhar tempo
para tudo na vida.
Mas a vida,
quando chega no próprio limite,
despede-se e é esse último
adeus que é difícil de compreender e,
mais ainda, aceitar.

Possuímos um conceito
errado do amor.
Amar seria,
no seu total significado,
colocar a felicidade do outro
acima de tudo,
mas na realidade é a nossa
felicidade que levamos
em consideração.

Queremos os que amamos
perto de nós porque isso
nos completa,
nos deixa bem e seguros.
E aceitar que nos deixem é a
mais difícil de todas as coisas.

Não dizemos sempre que
queremos partir antes de
todos os que amamos?

Isso é para evitar nosso
próprio sofrimento,
nossa própria desolação.
É o amor na sua forma egoísta.

Aceitar um adeus definitivo
é uma luta.

Se as perdas acontecem
cedo demais ou de forma inesperada,
o sentimento de desamparo
é muito maior e a dor
mais prolongada.

É o incompreensível casando-se
com o inaceitável e o tudo
rasgando a alma.

Essas dores poderão se acalmar,
mas nunca se apagarão.
Mas quando a vida chega ao
final depois de primaveras e
primaveras e outonos
e mais outonos,
nada mais justo que o repouso
e aceitar a partida é uma forma
de dizer ao outro que o amamos,
apesar da falta que vai fazer.

Não podemos prender
as pessoas a nós para ter
a oportunidade de dizer tudo
o que queremos ou fazer
tudo o que podemos por elas.

De qualquer forma,
depois que se forem,
sempre nos perguntaremos se
não poderíamos ter dito ou
feito algo mais.

Mas essas questões
são inúteis.

O amor que ama integralmente
não quer ver o outro
sofrer e ele abre mão dos
próprios sentimentos para que
o destino se cumpra,
para que a vida siga seu curso.

As dores do adeus são as
mais profundas de todas.
Mas elas também amenizam-se
com o tempo e um dia,
sem culpa, voltamos a sorrir,
voltamos a abrir a janela
e descobrimos novamente
o arco-íris da vida.

Depois da tempestade
descobrimos um dia novo
e o sol brilha de
maneira diferente.

E talvez seja assim
que aprendemos a dar
valor à vida,
aos que nos cercam;
aprendemos a viver de forma
a não ter arrependimentos
depois e aproveitar ainda
mais cada segundo vivido em
companhia daqueles que
nosso coração ama.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 02 de Novembro de 2.010.