sábado, 29 de setembro de 2012

Para renascer...

Renascer é aquele instante 
em que deixamos 
de lado a dor e focamos no 
amor próprio.

É quando descobrimos em nós mesmos, 
valores que andaram apagados.

Valores que foram deixados 
de lado por nós mesmos.

Renascer é ver o sol e descobrir 
que ele brilha para todos.

Que a chuva cai 
igual no chão de terra batida 
ou no asfalto.

Que a natureza é generosa 
demais para não 
oferecer pelo menos um canto 
de pássaro, 
ainda que você esteja na sua 
gaiola trancada.

Vai, acorda!

Vem ver o mundo te chamando, 
pedindo licença 
para apresentar-lhe a Vida.

Essa riqueza que hoje te premiou 
com a esperança.
Essa que ainda te chama pelo 
nome de criança.
Essa mesma que oferece uma 
nova oportunidade.

Um novo trabalho, novos amigos. 
Fraternidade.

O mundo não é só isso que 
você viu até aqui,
nem quem te fez chorar...

O mundo é vasto, 
enorme e te 
espera de braços abertos,
para você viver tudo o 
que sempre sonhou, 
crescer.

Basta que você decida agora 
por Renascer.

E apenas ser...

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa 
"Madrugada Viva Liberdade FM" 
no quadro "Momento de Reflexão" 
e enviado ao 
"Grupo Mensagem de Domingo" 
no dia 30 de Setembro de 2.012.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Jesus e os outros


A Humanidade vive uma
profunda crise ética.
As notícias publicadas nos mais
diversos veículos de comunicação
são desanimadoras.

A um olhar superficial,
parece que o mal leva a
palma do mundo.
A política afunda na corrupção.
A violência campeia solta
pela sociedade.
A falta de pudor se afigura o signo
das novas gerações.
A esperteza obtém mais resultados
do que a lealdade.
A sonegação de tributos chega
a ser apontada como
legítima defesa.

Ante tanta sujeira e deslealdade,
ser honesto parece algo exótico.
O homem menos refletido
pode se perguntar:
"Compensa ser correto?

Em um
mundo desonesto e envilecido,
não seria melhor também
tirar vantagem?"

Para ponderar sobre a questão,
convém recordar as lições do Cristo.
Em determinada passagem do Evangelho,
Pedro indaga ao Mestre a respeito do destino
e das tarefas de outro discípulo.

Jesus, de forma bem significativa,
responde:
"Que te importa a ti?
Segue-Me tu."

A lição é clara.
Cada qual somente é responsável
por bem desempenhar seu
papel no mundo.

Evidentemente,
devemos nos auxiliar uns aos outros.
Afinal,
o Messias exortou-nos ao
amor recíproco.

Contudo,
cada um vive o seu
momento peculiar.

Do mesmo modo que não
é possível colher frutos antes do tempo,
um homem não pode apresentar virtudes
que ainda não desenvolveu.

Mas,
a criatura comprometida
com os valores cristãos,
não pode utilizar a venalidade
alheia como desculpa.

Quem já se conscientizou
da importância da honestidade,
tem o dever de ser estritamente leal,
até às últimas conseqüências.

Jesus afirmou que a cada um será
dado segundo suas obras.

Assim,
não importa que os
outros vivam iludidos.
O compromisso do cristão é com
a própria consciência.

A dignidade é uma
recompensa em si mesma.
Por incitar ao cumprimento dos deveres,
ela propicia a paz íntima duradoura.
Um tesouro que ninguém pode roubar.
Você não é responsável pelo mundo,
mas responde por todos os seus atos.
O seu viver digno e ético
certamente contribuirá para a
construção de uma sociedade melhor.

Por outro lado,
de que lhe adiantaria tentar viver
adaptado a um mundo corrupto?

Você já anseia por outros valores.

A falta de pudor e de comedimento,
de dignidade e de brios não mais
combinam com você.
Além disso,
ao final de sua vida,
você certamente se arrependeria
de não ter sido fiel aos seus
mais puros anseios.

Viva, pois, com dignidade.

Ante a desonestidade e a indignidade,
ofereça seu viver ilibado.
Preserve a pureza de seus atos,
independentemente do que
façam os outros.
Uma das virtudes
a serem adquiridas pelo Espírito
em sua jornada pela eternidade
é a tolerância.
E onde é possível ser tolerante,
senão no meio da ignorância?

Entre Espíritos puros,
você não teria ensejo de
conquistar essa qualidade.
Assim,
considere a sua vida na
Terra como uma luminosa
oportunidade.
Conviva tranqüilamente entre os corruptos,
sem se deixar iludir pela corrupção,
sabendo que apenas lobos caem em
armadilhas para lobos.
Perceba e tenha piedade
dos erros alheios.

Mas,
lembre que seu
compromisso é com as Leis Divinas
e com sua própria consciência.

TEXTO: Equipe de Redação do Momento Espírita.
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 28 de Setembro de 2.012.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A graça...


A maioria dos seres humanos
tem dificuldade em entender
como age a lei da graça.

Alguns consideram a graça
de Deus um presente que,
por alguma razão,
encontra-se disponível apenas
para poucos privilegiados.

Entretanto,
a graça é algo disponível
para aqueles
que acreditam nela com a
totalidade de seu ser.

Não existe uma regra ou
uma fórmula mágica
para fazer com que se manifeste
em nossa vida.

Ela surge como resultado de
nossas próprias atitudes
e da maneira como
nos relacionamos com o divino.

Não basta pedir a Deus
para que as coisas aconteçam,
precisamos fazer a parte que
nos compete.

Ora, dirão alguns,
eu já fiz tudo o que estava
ao meu alcance
e nem assim alcancei o
que necessitava.

Porém,
fazer a nossa parte nem
sempre significa
apenas agir no aspecto exterior,
existe uma misteriosa lei que rege
a nossa relação com Deus
e que se expressa através da confiança.

É aí, que, acredito,
falhamos na maioria das vezes
no que compete a nós.

A confiança não é uma
palavra vazia,
ela é um sentimento profundo,
uma certeza inabalável de que
a resposta virá,
no seu devido tempo.

O problema é que,
na maior parte das vezes,
desejamos que ela se manifeste
imediatamente,
visto que nossas necessidades,
ditadas pelo ego,
são sempre urgentes.

E quando ela não vem no
prazo que gostaríamos,
passamos a duvidar de que Deus esteja
disposto a nos ajudar.

Em muitos momentos nos sentimos
verdadeiramente preteridos
ou abandonados por Ele,
injustiçados por não
ver respondidas as nossas súplicas.

Seja o que for
que a vida nos reserve,
tem um propósito único:
o de nos ensinar algo,
que nem sempre
conseguimos enxergar.

Se cada
acontecimento contém
em si uma lição,
só nos resta refletir,
sobre o que precisamos aprender
com aquele fato.

E se esse fato se repete
por muito tempo,
talvez seja porque ainda nos
recusamos a perceber
o aprendizado
que precisamos aceitar.

A aceitação é,
sem dúvida,
uma das mais complexas
lições de nossa vida,
mas sem ela dificilmente
conseguiremos estabelecer
as condições necessárias para
receber a graça divina.

TEXTO: Elisabeth Cavalcante
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 27 de Setembro de 2.012.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A elegância do comportamento


As pessoas geralmente se preocupam
com a aparência física
e se esmeram para mostrar
certa elegância,
de acordo com suas possibilidades.

Isso é natural do ser humano.
Tanto que muitos buscam escolas que
ensinam boas maneiras.

No entanto,
existe uma coisa difícil de
ser ensinada e que,
talvez por isso,
esteja cada vez mais rara:
a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito
além do uso
correto dos talheres e que
abrange bem mais do que dizer
um simples obrigado diante
de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha
da primeira hora da
manhã até a hora de dormir
e que se manifesta nas situações
mais corriqueiras,
quando não há festa alguma
nem fotógrafos por perto:
é uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la
nas pessoas que elogiam mais
do que criticam.

Nas pessoas que escutam
mais do que falam.
E quando falam,
passam longe da fofoca,
das maldades ampliadas
de boca em boca.

É possível detectá-la também
nas pessoas que não
usam um tom superior de voz.
Nas pessoas que evitam assuntos
constrangedores porque não sentem prazer
em humilhar os outros.

É uma elegância que se pode observar
em pessoas pontuais,
que respeitam o tempo dos outros
e seu próprio tempo.

Elegante é quem demonstra
interesse por assuntos que desconhece.
É quem cumpre o que promete e,
ao receber uma ligação,
não recomenda à secretária que
pergunte antes quem está falando e só
depois manda dizer se está ou não.

É elegante não ficar espaçoso demais.
Não mudar seu estilo apenas para
se adaptar ao de outro.

É muito elegante não falar de dinheiro
em bate-papos informais.

É elegante retribuir
carinho e solidariedade.

Sobrenome,
cargo e jóias não substituem
a elegância do gesto.
Não há livro de etiqueta que
ensine alguém a ter uma visão generosa do
mundo e a viver nele
sem arrogância.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza
natural através da observação,
mas tentar imitá-la é improdutivo.

A pessoa de comportamento elegante
fala no mesmo tom de voz com
todos os indivíduos,
indistintamente.

Ter comportamento elegante
é ser gentil sem afetação.

É ser amigo sem conivência negativa.

Ser sincero sem agressividade.

É ser humilde sem relaxamento.

Ser cordial sem fingimento.

É ser simples com sobriedade.

É ter capacidade de perdoar sem fazer alarde.

É superar dificuldades com fé e coragem.

É saber desarmar a violência com mansuetude
e alcançar a vitória sem se vangloriar.

Enfim,
elegância de comportamento não
é algo que se tem,
é algo que se é.

* * * * *

Mais do que decorar regras
de etiqueta e elaborar gestos ensaiados,
é preciso desenvolver a verdadeira
elegância de comportamento.

Importante que cada gesto seja sincero,
que cada atitude tenha sobriedade.
A verdadeira elegância é a do caráter,
porque procede da essência do ser.

TEXTO: Equipe de Redação do Momento Espírita,
com base em mensagem de Martha Medeiros,
encontrável no site:
www.nuraferretsilveira.hpg.ig.com.br/elegancia.html
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 26 de Setembro de 2.012.

sábado, 1 de setembro de 2012

CHUVA E LÁGRIMAS


Muito da natureza
se tornaria ressecado,
facilmente quebrável,
e muitos seres poderiam
morrer se não houvesse chuva.

Nossas emoções
e sentimentos poderiam
também se tornar endurecidos
e logo poderíamos até não sorrir
mais se não pudéssemos
chorar.

As lágrimas são chuvas
que vem para nos limpar,
nos curar e nos tornar
mais inteiros.

Assim como uma flor
precisa de chuva,
nosso crescimento precisa
de lágrimas.

Nós nos sentimos melhor
quando choramos,
pois as lágrimas aliviam o
peso da tristeza
e da grande pedra do
ressentimento.

O sol sempre brilhará
novamente depois de uma
tormenta,
e o arco-íris aparecerá.

Nosso sol e nosso arco-íris
interiores sempre
renascerão através de nossas
dores depois destas
serem regadas pelas lágrimas.

Chore tudo que você tem
para chorar.

Deixe que essa
“chuva”
abençoe sua natureza e os diversos
“eus”
que você tem dentro de si.

Não os deixe morrer por
orgulho ou vergonha.
Chore sempre
que ouvir um longínquo
“trovão”
antes que ele se faça
mais próximo.

Depois se dê o prazer
de ver-se mais vivo e
mais forte.

Chore o suficiente para
depois rir muito.

Feliz renovação!

OBS.:
Não encontramos autoria do texto acima,
mas gostaríamos de dar os créditos
merecidos a quem o escreveu.
Caso queira colaborar conosco,
envie um e-mail para:
mensagem@toninholima.com.br
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
e enviado ao
"Grupo Mensagem de Domingo"
no dia 02 de Setembro de 2.012.