sexta-feira, 31 de março de 2017

Não ignore a impermanência...

Mais uma vez, não ignore a impermanência. O que quer que pareça ser prioritário em sua vida é, na realidade, bastante temporário. Vem e vai. Nada é confiável. Nascemos sós e nus.

Conforme a nossa vida se desenrola, passamos por todas as situações possíveis: necessitar, possuir, perder, sofrer, chorar, tentar… mas depois morremos, e morremos sós. Não fará a menor diferença se fomos ricos ou pobres, conhecidos ou desconhecidos.

A morte é o grande nivelador. Em um cemitério, todos os corpos são semelhantes.

O nosso relacionamento com os outros é como o encontro casual de dois estranhos em um estacionamento.

Olham um para o outro, sorriem e isso é tudo o que acontece entre eles. Vão embora e nunca mais se vêem. 

Assim é a vida – apenas um momento, um encontro, uma passagem, e depois acaba.

Se você compreender isso, não há tempo para brigas. Não há tempo para discussões.

Não há tempo para mágoas mútuas.

Quer pense nisso em termos de humanidade, nações, comunidades ou indivíduos, não sobre tempo para mais nada a não ser apreciar verdadeiramente a breve interação que temos uns com os outros.

TEXTO DE: Chagdud Tulku Rinpoche
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 03 de Abril de 2.017.
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O que é mentira …

“Senhor, livra-me dos lábios mentirosos e da língua enganadora” (Salmos 120:2).

Um menino visitou sua tia, que o repreendeu por contar uma lorota.  “Você sabe”, advertiu ela, “o que acontece com pequenos meninos que dizem mentiras?” “Não, tia.  O que acontece?” ele perguntou.  “Bem”, disse ela, “existe um homem que mora na lua, de cor esverdeada, que tem só um olho, que desce no meio da noite e voa de volta para a lua levando pequenos meninos que dizem mentiras.  Lá eles são espancados com varas pelo resto de suas vidas.  Você ainda dirá mentiras?”

O que é a mentira para nós?  Somente o que outros dizem ou também o que nós dizemos e que está em desacordo com a verdade?  Será que podemos medir o tamanho de nossas mentiras, classificando-as, às vezes, como “mentirinhas inocentes”, quando nos convém?  Ou será que mentira é mentira sempre, seja do tamanho que for, e que sempre é contrária ao Senhor Jesus que nos disse: “Eu sou a Verdade”?  Temos consciência de quem seja o pai da mentira?

A tia, em nossa ilustração, repreende o menino por uma “lorota” e para exemplificar o quanto é errado se dizer mentiras, conta uma história mentirosa que chega até à lua!

Como ela, criticamos àqueles que mentem mas não nos sentimos envergonhados de mentir em muitas ocasiões, achando que a atitude é errada apenas quando se trata de outras pessoas.

O salmista cantava: “Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo?  Aquele que é limpo de mãos e puro de coração”.  E como poderei dizer que sou puro se minha boca continua proferindo mentiras que desagradam a Deus?  Como poderei me colocar diante do Senhor em oração se anteriormente estava enganando alguém com palavras não verdadeiras?  Como poderei derramar minha alma no altar de Deus após envergonhá-lo com palavras que afrontam a Sua santidade?

A verdade sempre é a melhor maneira de nos expressarmos às pessoas.

TEXTO DE: Pastora Regiane
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 01 de Abril de 2.017.
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terça-feira, 28 de março de 2017

Tudo o que você pôde fazer, acredite, você fez

Tudo o que você pôde fazer, acredite, você fez. Mesmo que tenha errado, mesmo que tenha sofrido, mesmo que tenha feito sofrer. Você fez o melhor que podia naquele momento. Você fez o melhor que sabia fazer. De todas as suas memórias, de todas as suas lembranças, de todas as suas vivências e experiências e conhecimento acumulado, você agiu exatamente da maneira que conseguia agir. 

Ninguém erra de propósito. Ninguém impute a si mesmo dores e sofrimentos futuros por pura vontade de sofrer.

Ninguém diz conscientemente: “Vou fazer isso aqui, desse jeito, dessa maneira, porque eu quero que seja um fracasso” ou “Vou agir assim agora porque eu quero ser muito punido pela minha própria consciência depois”. 

As pessoas, todas elas, fazem aquilo que, naquele momento, no estágio evolutivo em que se encontram, consideram ser o mais adequado, o mais possível, o mais conveniente para lidar com determinada situação, mesmo que não tenham certeza absoluta de suas decisões, mesmo que se perguntem milhões de vezes “é isso mesmo que eu tenho que fazer?”. 

A boca sabe repetir o tempo todo o quanto tudo poderia ter sido de um outro jeito ou ter tomado um novo rumo se, naquele dia, naquela hora, as escolhas tivessem sido outras. Mas não foram.

E a lamentação, o arrependimento, o pesar, o julgamento e a dor não mudam história alguma. O que foi escrito, foi escrito, consegue entender? 

Não dá pra apagar, passar uma borracha, fingir que não aconteceu. Porque aconteceu, sim. A questão não é fazer de conta, entende? Nunca foi. 

A questão, ao contrário de ignorar o que aconteceu ou desejar de todo o coração reviver alguma coisa que já não volta mais, é uma só: fazer as pazes com o seu passado, apesar de. E seguir em frente.

Se ele doeu, se ele feriu, se aconteceram coisas que te fizeram e ainda te fazem sofrer ou se foi bom, se foi incrível, se te traz alegria, nostalgia, saudade ou arrependimento, pouco importa. Por que se prender a ele tanto assim? Seja lá como tenha sido, não volta. 

Seja lá o que tenha acontecido, não tinha que ter sido diferente, porque nada acontece sem o motivo maior de nos fazer crescer, evoluir e recomeçar. Recomeçar.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 31 de Março de 2.017.
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Aproveitar a vida

Você aproveita a vida?

É muito comum ouvir as pessoas e, principalmente os jovens, dizendo que querem aproveitar a vida. E isso geralmente é usado como desculpa para eximir-se de assumir responsabilidades.

Mas, afinal de contas, o que é aproveitar a vida?

Para uns é matar-se aos poucos com as comilanças, bebidas alcoólicas, fumo e outras drogas.

Para outros é arriscar a vida em esportes perigosos, noitadas de orgias, consumir-se nos prazeres carnais.

Talvez isso se dê porque muitos de nós não sabemos porque estamos na Terra. E, por essa razão, desperdiçamos a vida em vez de aproveitá-la.

Certo dia, um jovem que trabalhava em uma repartição pública, na companhia de outros colegas que costumavam se reunir todos os finais de expediente para beber e fumar à vontade, foi convidado a acompanhá-los.

Ele agradeceu e disse que não bebia e que também não lhe agradava a fumaça do cigarro. Os demais riram dele e lhe perguntaram, com ironia, se a religião não lhe permitia, ao que ele respondeu: A minha inteligência é que me impede de fazer isso.

E que inteligência é essa que não lhe permite aproveitar a vida? Perguntaram os colegas.

O rapaz respondeu com serenidade: E vocês acham que eu gastaria o dinheiro que ganho para me envenenar? Vocês se consideram muito espertos, mas estão pagando para estragar a própria saúde e encurtar a vida que, para mim, é preciosa demais.

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Observando as coisas sob esse ponto de vista, poderemos considerar que aproveitar a vida é dar-lhe o devido valor.

É investir os minutos preciosos que Deus nos concede em atividades úteis e nobres.

Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos bem aproveitando a vida.

Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontração saudável, estamos dando valor à vida.

Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicar com drogas e excessos de toda ordem, estamos aproveitando de forma inteligente as nossas existências.

Quando realmente gostamos de alguma coisa, fazemos esforços para preservá-la. Assim também é com relação à vida. E não nos iludamos de que a estaremos aproveitando acabando com ela.

Se você é partidário dessa ideia, vale a pena repensar com seriedade em que consiste o aproveitamento da vida. 

E se você acha que os vícios lhe pouparão a existência, visite alguém que está se despedindo dela graças a um câncer de pulmão, provocado pelo cigarro.

Converse com quem entrega as forças físicas a uma cirrose hepática causada pelos alcoólicos.

Ouça um guloso inveterado que se encontra no cárcere da dor por causa dos exageros na alimentação.

Visite um infeliz que perdeu a liberdade e a saúde para as drogas que o consomem lentamente.

Observando a vida através desse prisma, talvez você mude o seu conceito sobre aproveitar a vida.

TEXTO DE: Redação do Momento Espírita 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 30 de Março de 2.017.
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domingo, 26 de março de 2017

Calma...

Dos conselhos que a velha Vida tem me dado, um se sobressai bastante ultimamente: CALMA.

Calma com as correrias. Respira...nem toda solução é filha de furacão.

Calma com as rebeldias. Sossega... quietinho é que se ouve, se vê, se toca a verdade.

Calma com as ideologias. Reflete... tudo tem reentrâncias, facetas escondidas, altos e baixos... tudo é falível.

Perfeito só Deus.

E nós, imperfeitos, não chegamos a O compreender.

Calma com as mixarias... é, com tudo que valendo pouco, é oferecido como de alto custo.

Tudo que sendo lama, compramos à peso de ouro.

Velha e Sábia vida... Sempre alerta, sempre Surpreendendo.

Sempre corrigindo com vírgulas nossas falas precipitadas, cheias de pontos finais.

Sempre alongando com reticências o olhar a um mundo construído por contradições...

Sempre deixando os potinhos das possibilidades destampados...

Potinhos acessíveis, mas todos rotulados, com etiquetas bem visíveis onde se Lê: CALMA...

TEXTO DE: Giovanni Stadinicki
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 29 de Março de 2.017.
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Quando as pessoas se afastam...

Ao invés de culpabilizar as pessoas que se afastaram de você, atribuindo a elas características de insensibilidade,frieza, falta de compaixão,confira se você é uma pessoa suficientemente agradável para as pessoas desejarem estar perto de você, não por obrigações protocolares, mas por afinidade genuína.

Tenha a coragem de olhar para si mesmo e se encarar, ao invés de atribuir a responsabilidade ao outro, fazendo-se de vítima. Quando uma pessoa tem energia boa, é agradável, interessante, amorosa,tem luz,bom humor, todo mundo quer tê-la por perto e aí ela é quem vai escolher quem ela quer ou não quer por perto se baseando na dignidade relacional. 

Mas opções não irão faltar, porque a pessoa emana luz! Quem não quer gente de luz por perto? Todo mundo quer gente com energia boa por perto!!Aquela pessoa que só de estar sentada em silêncio do seu lado torna seu dia muito melhor.

Quando a pessoa é por exemplo, despótica, invasiva, autoritária, controladora, pouco perceptiva, narcisista, ninguém aguenta ficar perto, a não ser por opressão ou necessidade, o que implica em convívio compulsório. 

O que acontece, muitas vezes, é que a autopercepção da pessoa é tão baixa, que ela não vê que ela mesma criou isso para ela, então prefere se fazer de vítima ao invés de se perceber nos espelhos relacionais que ela julga.É tão absurdo como um senhor de escravos ficar se lamentando que os escravos se libertaram e não quiseram mais saber dele. Oras, é uma questão de amor-próprio, a menos que o escravo seja masoquista e queira cultivar a indignidade.

Quer atrair pessoas interessantes para o seu convívio? Medite! Mude sua energia, expresse seu melhor, emane alegria, amor, luz, bom humor. Certamente, se você estiver numa boa vibração, não faltarão pessoas interessantes querendo se aproximar de você não por interesse ou por protocolos sociais, mas por afeto genuíno.

Com amor, leveza e alegria,

TEXTO DE: Gisela Vallin
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 28 de Março de 2.017.
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sexta-feira, 24 de março de 2017

Que você não permita

Que você não permita que o amor que mora dentro de você pereça em função das cruezas da vida, porque só o amor tem o poder de nos reinventar e nos transformar na melhor versão de nós mesmos. 

Em algum lugar, talvez bem a seu lado agora, alguém está precisando imensamente de amor. 

Esse amor que não condiciona e que também não cobra explicações ou porquês. Um amor que é simples, como simples devem ser todos os amores, porque não se esgota nas circunstâncias nem pinta de cinza o ...que um dia já foi aquarela. 

Um amor que te faz recriar a maneira como você se relaciona com você mesmo e com outro, porque é fonte de empatia. E empatia talvez seja o que de mais urgente este mundo precisa agora.

Que você não permita, então, que a sua empatia pelo outro seja levada pelo mar de julgamentos que, todos os dias, somos tentados a mergulhar. 

Que nunca te falte esse olhar amoroso e empático pelo caminho do outro, pelas fraquezas do outro, pelas dores e medos do outro, porque um dia você pode estar exatamente nesse mesmo lugar. 

E porque você também é falho, seus caminhos às vezes são tortos, suas dores são dores doídas e o seu medo também dá as caras de vez em quando. Não te cabe julgar, principalmente quando os pés que caminham não são os seus.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 27 de Março de 2.017.
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A pedra que os construtores rejeitaram Deus a colocou como centro viu.

A pedra que os construtores rejeitaram, tornou-se a pedra angular. Isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso para nós. (Salmo 118:22:23)

A verdade mais sensata e que não podemos fingir que ela não existe é: Nem todos acreditam na gente, nem todos creem que podemos realizar sonhos grandes, nem todos apostam na gente, e por esse motivo a opinião dos outros não pode influenciar nas nossas escolhas e decisões.

Por esse mesmo motivo nós não podemos nutrir a negatividade que vem sobre nós através de pessoas que não acreditam, que não torcem, que não nos incentivam como deveriam.

Deus tem propósitos com a nossa vida e não podemos fugir deles por medo ou decepção, não podemos viver escondidos achando que qualquer coisa que fizermos em prol daquilo que tanto almejamos, alguém vai nos apontar o dedo, rir da nossa cara ou procurar algum defeito em nós  para nos humilhar e desmerecer o nosso trabalho, porque quem nos chamou foi Deus e quem nos capacitou a prosseguir e vencer foi ele também.É claro que as lutas virão, que as dificuldades virão. que os cansaços virão, que os mimimis de gente insatisfeita virão, mas não podemos permitir com que as adversidades  deturpem a  nossa visão daquilo que fará com que a nossa esperança se renove.

O Senhor tem o poder de transformar maldição em benção, e quando estamos no centro da sua vontade Ele cuida da gente e nos guarda também.

Tudo aquilo que falaram que você jamais conseguiria ele faz acontecer, não importa se te rejeitaram por te achar pequeno demais, porque é aquela pedrinha que rejeitaram naquela construção enorme,  que ele fez como centro, como vaso de honra, como a melhor qualificada para a ocasião.

Ninguém dava nada por José do Egito e Deus o tornou praticamente braço direito de faraó, mas pra isso acontecer muitos o rejeitaram, ninguém dava nada por Davi, mas Deus o fez Rei, mas pra isso acontecer muitos o rejeitaram.

Segue a sua vida sem se preocupar, não negue a sua responsabilidade de lutar por aquilo/aquele que você sonha. Quando Deus aprova, a desaprovação humana não vale de nada, porque a ultima palavra é dEle.

TEXTO DE: Cecilia Sfalsin
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 25 de Março de 2.017.
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terça-feira, 21 de março de 2017

O perdão é uma ferramenta indispensável para nossa libertação

Se me perguntarem qual o sentimento mais libertador, eu direi, sem pensar muito, que é o ato de perdoar.

O perdão, através do verdadeiro acolhimento e da real compreensão da situação que nos magoou, consegue nos encaminhar para a alforria de qualquer dor, cisão, e nos abre o caminho para a verdadeira inteireza.

Quando me refiro ao ato de perdoar, não é sobre o perdão eclesiástico, por medo de arder no fogo do inferno.

Muito menos referente à submissão de outrem à nossa própria altivez, nos delegando algum poder ou superioridade, como se tivéssemos o poder divino de decisão.

Não estou falando também de empurrar emoções para debaixo do tapete, motivado(a) pela ilusão de que sentimentos reprimidos não representam ameaças.

Não. Falo sobre a compreensão genuína das nossas mágoas, ressentimentos, medos e melindres, para que possamos acolhê-los, compreendê-los e perdoar a nós mesmos e aos outros.

Viver, conviver, compartilhar significam ganhos e perdas nas relações. As pessoas são diferentes, têm suas dificuldades, suas inseguranças, suas carências, e quando isso é colocado em xeque ou em confronto com o outro, o cálice transborda.

Na maioria das vezes sobram ressentimentos, amarguras e uma terrível sensação de decepção e desamparo.

Quem nunca se sentiu assim?

Pois é, mas a vida continua e precisamos estar inteiros e disponíveis para sermos quem em verdade somos.

Não podemos carregar uma bagagem pesada  e estarmos, ao mesmo tempo, livres e íntegros.

Quando um copo está cheio, uma gota o faz transbordar.

As pessoas são humanas, como nós; erram, acertam; não se pode esquecer que ninguém é igual sempre.

O que eu fui ontem, certamente não é mais o que sou hoje.

Os sentimentos mudam, os valores também.

Ficarmos atrelados ao passado, seja nosso ou do outro, é estúpido, improdutivo e, o pior, involutivo.

Ser tomado pela fúria e por mágoas demanda muita adrenalina, desgaste físico, emocional, mental e energético.

Perdemos muito, em todos os sentidos,  com essas emoções.

Precisamos exonerar pensamentos obsessivos que insistem em nos perseguir e se instalar em nosso emocional. 

Se estamos lotados de raiva,  rancor e anseios de retaliação, contaminamos nosso ambiente, as pessoas, nossos projetos, nossos desejos, e perdemos essa energia fecunda que nos faz prósperos, bem-sucedidos, amados, criativos, generosos e consequentemente inteiros e mais felizes.

“Uma certa vez um velho índio disse:

dentro de mim, existem dois cachorros: um deles é cruel e perverso, o outro, generoso e magnânimo.

Os dois estão sempre brigando!

Quando perguntaram qual dos dois cães ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: aquele que eu alimento!”

Para todos nós muita luz sempre!

TEXTO DE: Wanda Alves
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 24 de Março de 2.017.
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domingo, 19 de março de 2017

Gato escaldado tem medo de água fria, será?

Tem um ditado popular que diz assim: Gato escaldado tem medo de água fria, e é verdade. Quando passamos por um tipo de situação que nos foi extremamente constrangedora e difícil, aprendemos a lidar com ela com mais cautela, e a não agirmos tão inocentemente como antes, o tal crescimento de que todos falam.

Se um relacionamento não deu certo por inúmeros motivos que te fizeram sofrer, chorar, se sentir humilhado(a), rejeitado, que te fez abandonar a si mesmo, que te fez se afastar dos propósitos de Deus para sua vida, e por obra divina você conseguiu se libertar totalmente dele, obviamente você não vai querer entrar na mesma furada de novo, e insistir naquilo que já te deu provas o suficiente que não dará certo. O mesmo eu falo de amizades.

A pessoinha pisa no seu calo mil vezes, trai a sua confiança, fala mal de você pelas costas, só te leva para caminhos tortos, e você perdoa sempre, porém, chegará um momento que só vai te restar a tolerância, o respeito e o amor, mas a convivência ficará comprometida pela falta de responsabilidade dessa pessoa, pela falta de respeito e principalmente pela deslealdade dela com os seus sentimentos.

A questão de não voltarmos a ser como antes nem sempre é pela falta de perdão. Perdoar a gente perdoa sim, e quando a gente gosta então, o perdão já é liberado pela falta que sentimos, mas o relacionamento em si, fica marcado pelos vacilos que o outro deu sem nem sequer reconhecer o quanto nos deixou feridos, inquietos, sem chão e talvez até sem motivação algumas vezes. 

Eu creio em mudanças, creio que alguém possa um dia ser diferente e não errar tanto, mas enquanto a pessoa não decide abandonar o seu lado cruel de ser, o melhor a fazermos é nos distanciarmos, nos cuidarmos, nos protegermos da maldade instantânea de quem não respeita ninguém.

Deus tem um jeito majestoso de trabalhar sim, e é pelas atitudes que ele nos revela quem é quem,  e quem devemos manter ou não por perto. Nem todos chegam pra somar...e para esses que não agregam,  repito o que eu já disse em vários textos anteriores, fica apenas a  nossa oração. 

Obs: Sem mágoas e ressentimentos... Só aprendizado e uma auto proteção.

TEXTO DE: Cecília Sfalsin
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 23 de Março de 2.017.
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Palavras do Grande Inquisidor

Na obra “Os Irmãos Karamazov”, de Dotoiévsksi, há um trecho envolvendo o “Grande Inquisidor”. É assim:

“Jesus havia voltado à terra e andava incógnito entre as pessoas. Todos o reconheciam e sentiam o seu poder, mas ninguém se atrevia a pronunciar o seu nome. Não era necessário. De longe, o Grande Inquisidor o observa no meio da multidão e ordena que ele seja preso e trazido à sua presença. Então, diante do prisioneiro silencioso, ele profere a sua acusação:

– “Não há nada mais sedutor aos olhos dos homens do que a liberdade de consciência, mas também não há nada mais terrível. Em lugar de pacificar a consciência humana, de uma vez por todas, mediante sólidos princípios, Tu lhe ofereceste o que há de mais estranho, de mais enigmático, de mais indeterminado, tudo o que ultrapassava as forças humanas: a liberdade. Agiste, pois, como se não amasses os homens… Em vez de Te apoderares da liberdade humana, Tu a multiplicaste, e assim fazendo, envenenaste com tormentos a vida do homem, para toda a eternidade…”

“O Grande Inquisidor estava certo. Ele conhecia o coração dos homens. Os homens dizem amar a liberdade, mas, de posse dela, são tomados por um grande medo e fogem para abrigos seguros. A liberdade dá medo. Os homens são pássaros que amam o voo, mas têm medo dos abismos. Por isso abandonam o voo e se trancam em gaiolas.”

“Somos assim: sonhamos o vôo mas tememos a altura . Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde onde as certezas moram.

É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que eles voariam se as portas estivessem abertas… A verdade é oposto. Não há carcereiros. Os homens preferem as gaiolas aos voos. São eles mesmos que constroem as gaiolas em que se aprisionam…”

“Deus dá a nostalgia pelo voo. As religiões constroem gaiolas.”

“Os hereges são aqueles que odeiam as gaiolas e abrem as suas portas para que o Pássaro Encantado voe livre. Esse pecado, abrir as portas das gaiolas para que o Pássaro voe livre, não tem perdão. O seu destino é a fogueira”.

Palavras do Grande Inquisidor.

TEXTO DE: Rubem Alves 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 22 de Março de 2.017.
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sexta-feira, 17 de março de 2017

Não se aborreça com pessoas ou situações: ambas são inofensivas sem a sua reação...

"Não se aborreça com pessoas ou situações: ambas são inofensivas sem a sua reação". ;-) Se você tem certeza de que alguém disse uma coisa querendo dizer outra na verdade, ou utilizou determinada palavra para despertar determinado sentimento, ou deixou de fazer alguma coisa porque queria que você pensasse X, Y ou Z... Pense de novo. Porque você, na grande maioria das vezes, não tem elemento nenhum para afirmar o que os outros pensaram, quiseram ou acharam. Evidentemente, sempre existe a possibilidade de você ser um médium ou intuitivo de primeira grandeza. Mas se este não for o seu caso... Pense novamente. E novamente. E novamente. 

A grande probabilidade é que você esteja projetando conteúdos seus nas outras pessoas, e reagindo a eles de modos totalmente distorcidos. A esmagadora maioria das pessoas simplesmente não estão se importando com o que você pensa, sente ou acha. Na grande maioria das vezes, as pessoas estão muito mais preocupadas consigo mesmas e em se expressar usando as palavras que conhecem ou conseguem do que tentando sorrateiramente te induzir estados internos - não estou considerando aqui as propagandas e o marketing, que usam ferramentas muito mais elaboradas e sofisticadas de nos influenciar. Mas no dia a dia? Pense de novo: a maior probabilidade é a de que você esteja enxergando uma determinada situação não como ela é, e sim como VOCÊ é. 

Sempre acho engraçado quando alguém me diz, "você disse isso querendo dizer aquilo, usou tal palavra querendo despertar tal sentimento, respirou em tal momento da frase porque queria que tal coisa ganhasse ênfase! ". Acho divertido que pensem tanto e deem tantos significados ocultos... Enquanto estou sendo apenas eu :) As coisas não possuem real significado, a não ser aquele que você dá.

Pense nisso!

TEXTO DE: Texto de Flávia Melissa
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 21 de Março de 2.017.
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Assuma o que você diz, mas não se sinta responsável pelo que o outro entende

Sempre que expressarmos nossa opinião sobre algo, haverá quem se sentirá ofendido, quem discordará agressivamente, quem permanecerá em silêncio, quem distorcerá cada palavra, assim como quem concordará. Cada pessoa tomará o que dissermos à sua maneira, de acordo com o que possui dentro de si, e usará nossos dizeres tanto com boas quanto com más intenções. Isso serve para nos levar a tomar cuidado com o que e para quem dizemos o que sentimos.

Jamais poderemos conhecer com profundidade todos que estarão à nossa volta, e mesmo aqueles que pensamos conhecer de fato, em algum momento poderão fazer mau uso de nossas palavras, usando-as contra nós para que possam continuar mentindo em meio ao jogo de interesses egocêntricos que pautam as suas vidas.

Geralmente, quem se sente ameaçado por nós, sabe-se lá por conta de que loucura que se passa pela sua mente doentia, tentará nos difamar e sujar a nossa imagem. É só isso que querem: ver os outros se ferrando.

Da mesma forma, existirão indivíduos que se ofendem com tudo e com todos, com qualquer coisa que ouvem ou leem, como se o mundo girasse em torno deles, como se todo mundo agisse pensando neles, no que eles sentirão, pensarão, como se a população acordasse e dormisse se lembrando deles. Sentem-se perseguidos pelo universo, enxergando conspirações em qualquer roda de conversa, lamentando supostas tramoias que usam para atingi-los. A estes, portanto, tudo o que dissermos soará a perseguição.

Infelizmente, muitos de nós nos sentimos mal ao saber que magoamos os sentimentos de alguém sem termos essa intenção. Por mais que saibamos que não era aquele o nosso propósito, mesmo que tenhamos a certeza de que não dissemos nada de mais, ficaremos chateados por ferir o outro. Cabe-nos, nesses casos, conversar com a pessoa para que o entendimento entre as partes supere rusgas inúteis, principalmente quando existe carinho nessa relação.

Como se vê, conviver é um exercício diário, uma vez que lidaremos com pessoas que vieram de lugares diversos, cujos sentimentos passaram por experiências únicas, tornando-as, na maioria das vezes, inesperadas em suas ações e reações.

Vale manter nossas verdades firmes e seguras, para que não nos tornemos vulneráveis às afetações e à maldade de gente que mal sabe o tanto de história que carregamos aqui dentro.

No mais, quem nos ama pelo que somos jamais acreditará em qualquer um que tente nos denegrir, ficando junto, oferecendo o seu melhor. E essa gente com quem podemos contar é que vale – e assim sempre será – cada suor e cada lágrima de nossos dias.

TEXTO DE: Marcel Camargo
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 20 de Março de 2.017.
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quinta-feira, 16 de março de 2017

O QUE OLHAR PARA TRÁS ME ENSINOU SOBRE VIVER “SÓ POR HOJE”.

Olhar para trás e, lá na frente, se dar conta de que passou pela vida e não viveu realmente. De que foi deixando aqueles sonhos mais bonitos irem morrendo aos pouquinhos, abandonados na mesma terra em que foram crescendo medos, mágoas e lembranças infinitas do que poderia ter sido, mas não foi. 

Olhar para trás e não se sentir confortável com as oportunidades que deixou passar, às vezes sem perceber, com os abraços que deixou de dar, as palavras todas que poderiam ter despertado sorrisos, mas que você não disse, e todas as outras que mais bem fariam se tivessem sido caladas.

Olhar para trás e perceber que, de tanto buscar a felicidade no extraordinário, você não conseguiu se dar conta de que ela já morava o tempo todo dentro de você. E que se expressava nos momentos mais simples, aqueles que você não dava muita importância, por achar que o significativo dependia de ocasião especial, quando, na verdade, os pequenos grandes momentos da vida já eram os especiais.

Olhar para trás e, lá na frente, ter a impressão de que existem lacunas, faltas, páginas e mais páginas que deveriam ter sido preenchidas com mais do que você sempre viveu de menos: conversa fiada na sala, dança desengonçada, cabelo despenteado, pés descalços, gargalhadas que fazem a barriga doer, frios na barriga, borboletas no estômago, brilho nos olhos, brincadeiras de criança, o doce preferido, uma carta de amor, cosquinhas, riscos, risos, sonhos.  Você. Onde estava você nisso tudo?

Olhar para trás e, lá na frente, perceber que se encolheu para caber no mundo dos outros.  Se dar conta de que, embora desejasse grande e sonhasse grande e fosse verdadeiramente grande em toda a sua essência, amou pequeno e se respeitou pequeno e se enxergou pequeno por causa de um monte de coisas que já não fazem mais sentido agora, mas que, inconscientemente ou não,  você deixou que guiassem a sua vida. E que matassem os seus sonhos.

Olhar para trás e descobrir que muitas vezes o que te faltou não foi coragem, mas propósito. Que você poderia ter sido tanto se apenas tivesse se permitido ser do jeito que era… Que às vezes é mesmo preciso se doer inteiro só pra descobrir que as porradas da vida nos fortalecem. E que não há dor que dure pra sempre. Nem nada que não possa ser perdoado.

Olhar para trás e, lá na frente, descobrir que o perdão tem muito mais a ver com você mesmo do que com o outro. E que perdoar não significa aceitar, concordar ou ter que dar as mãos e seguir em frente, mas, simplesmente, deixar ir. Porque quando a gente chega num ponto da vida e olha pra tudo o que fez ou deixou de fazer, a gente começa a reavaliar as próprias escolhas. E a questionar o quanto elas impactaram e têm impactado no que somos e no que ainda gostaríamos de ser.

E, então, é nesse momento que a gente entende que ainda não é tarde demais. Que, se estamos vivos, é porque ainda temos poder de escolha. E uma missão a cumprir no mundo.

Minha avó estava com noventa anos quando morreu. Uma semana antes de entrar em coma, lembro de tê-la escutado falar: “Tem dia que vale por toda uma vida, né?”.

E era do HOJE que ela estava falando.

Como eu sei disso? Porque foi nesse dia em que, pela primeira vez na vida, eu disse “Eu te amo” para alguém.

Hoje.

Olhar para trás e descobrir que, a vida, meu amigo, é um eterno só por hoje.

Só por hoje, faça valer a pena.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 18 de Março de 2.017.
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quarta-feira, 15 de março de 2017

Faça

Toda escolha que você fizer e toda decisão que você tomar terá seu lado bom e seu lado ruim. Considere-os com cuidado e tome a decisão. 

Uma resposta menos que perfeita é infinitamente melhor do que não fazer nada.

Tudo que você se dispõe a fazer envolve alguns riscos e desafios. Para qualquer coisa que você empreender existem muitas razões para não fazê-lo. 

Pese os riscos e os benefícios e, então assuma o compromisso de agir. Decida o que você quer fazer, com os olhos bem abertos, e leve isso em frente sem olhar para trás.

Existem muitas direções dentre as quais você pode escolher. Mesmo assim, você precisa escolher. 

Suas possibilidades são significativas apenas quando você escolhe algumas delas e rejeita o resto. Tentar fazer tudo ao mesmo tempo é tão inútil quanto não tentar nada.

Defina-se. Escolha seu caminho e comece a andar.

Decida o que quer fazer e mãos à obra.

TEXTO DE: Marcio Ricardo Medeiros Oliveira
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 17 de Março de 2.017.
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terça-feira, 14 de março de 2017

“Às vezes, não conseguir o que você quer é uma tremenda sorte”

Gosto muito de uma frase do Dalai Lama que diz mais ou menos assim: “Às vezes, não conseguir o que você quer é uma tremenda sorte”. 

Minha avó costumava dizer algo parecido, ao sempre me lembrar para ter muito cuidado com aquilo que eu pedia, porque meu desejo poderia se realizar. Já pensou se tudo o que tanto desejamos num passado talvez não muito distante tivesse realmente acontecido? 

Será que continuaria fazendo sentido pra gente hoje?

Depois de tudo o que você viveu, sabendo de tudo o que você sabe agora, será que a melhor coisa que te aconteceu não foi justamente não ter dado certo o que você tanto queria?

Ando pensando muito nisso ultimamente. Em como o aparente fracasso pode ser exatamente aquilo que a gente precisava para dar uma guinada na vida, olhar o mundo com outros olhos, agir de uma outra maneira, entende? Em como o “não deu certo” pode ser uma nova oportunidade para rever pensamentos e comportamentos, a luzinha no fim do túnel, um novo sopro de esperança quando você achava que já não tinha mais ar.

Por quantas vezes nos revoltamos diante de um “não” da vida que, mais tarde, descobrirmos ter sido um verdadeiro livramento?

Sabe-se lá o que teria nos acontecido caso o nosso desejo tivesse sido atendido naquele momento, não é verdade? Um voo que você perdeu e que se transformou em tragédia; a promoção que não veio, mas que te fez ir atrás de novas e muito melhores oportunidades; a pessoa que você amava e que não te correspondia, mas que não era nada daquilo que você imaginava ser; a demissão que parece ter te tirado o chão naquele momento, mas que, mais tarde, te deu asas.

O Universo sabe exatamente do que a gente precisa, mesmo que às vezes escreva por linhas tortas e curvas, mesmo que às vezes desarrume todas as nossas gavetas e troque todas as nossas certezas de lugar.

Existe uma linha tênue entre desistir antes da hora e insistir quando já não faz mais sentido, quando a luta já faz mais mal do que bem, quando já machuca de um jeito que não tem mais por que continuar. 

Nessas horas, quando o encanto acaba e a gente já não consegue mais ver um motivo forte o suficiente pra persistir, o melhor mesmo é encerrar esse ciclo. Deixar ir. Porque acredito piamente que todo “não” da vida é, na verdade, um belo e gigantesco “sim”.

A nossa melhor versão não tem a ver com o resultado conquistado, mas com ter sido por inteiro, da melhor maneira que a gente pôde ser. E com entregar, aceitar, confiar e agradecer pelo que vier, como bem dizia o professor Hermógenes, porque Deus, o Universo, essa força maior – ou como você queira chamar – não trabalha com o acaso. 

Não existe aleatoriedade nas leias da vida. Tudo o que nos acontece tem uma razão de ser.

Se o que você tanto deseja ainda não se realizou, apesar de tanto esforço da sua parte, acredite: o melhor ainda está por vir. Não aconteceu porque a vida é má. O seu pedido não foi atendido justamente porque o Universo está cuidando direitinho de você. Foi para o seu bem.

Tem sempre uma coisa boa pra acontecer na vida da gente, mesmo que seja difícil de entender ou de aceitar quando ela vem acompanhada da rejeição, da não aceitação, do não dar certo.

Sabe, deu certo, sim.

Às vezes, quando olho pra trás, revendo algo que eu tanto desejava, eu paro e penso: ainda bem que não consegui aquilo.

É isso.

Se não deu certo, era porque não era pra ser.

Talvez você se revolte agora, mas, acredite: num futuro, talvez mais próximo do que você imagina, você vai entender por quê. E vai agradecer.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 16 de Março de 2.017.
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Sabe o que vai acontecer se você não for até a montanha?

Autoestima é a chave para o Sucesso!

Se você não for até a montanha, ela continuará lá. Então, o que te impede de chegar?

Quantas vezes você tem ideias, se empolga e se imagina na cena, mas não consegue entrar em ação? E um milhão de coisas passam pela sua cabeça. Coisas do tipo: “Não vai dar certo! E depois, como vou manter? E se as pessoas não gostarem? E se me acharem ridículo?”. Conhece alguém assim? Talvez intimamente?

Na maioria das vezes isso acontece porque temos muito medo do fracasso e da rejeição. E isso tem a ver com a autoestima. Se você é daquelas pessoas que acham que para dar uma melhorada na autoestima precisa ir ao shopping, comprar uma roupa nova, arrumar as madeixas que tudo está resolvido, posso te adiantar uma coisa: Se resolverá em apenas algumas horas ou talvez minutos. Esse papo vai além, quer ver?

Autoestima… Sabe o que é isso? A melhor definição de autoestima é “o quanto você gosta de si mesmo e se valoriza”. Quanto mais alta é a sua autoestima mais você gosta de si mesmo e se respeita. Quanto mais alta a sua autoestima, melhor é o seu trabalho. Quanto mais você gosta de si mesmo, mais você gosta dos outros e quanto mais você gosta de si mesmo e dos outros, mais os outros gostam de você. Interessante isso, né? Eu adoro!

Então, anota essa dica: Aumente a sua autoestima e realize muito mais!

TEXTO DE: Ludmilla Torres
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 15 de Março de 2.017.
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domingo, 12 de março de 2017

Incomodou? Doeu? Leva pra casa que é seu!

Ouvi essa frase outro dia participando de um webinar. Comecei a pensar o porquê nos incomodamos com as opiniões e críticas de algumas pessoas e para outras não damos a mínima. Qual será a origem desse incômodo?

Será que ele diz muito mais das nossas fragilidades do que de quem está nos incomodando? E, assim, não é o outro que verdadeiramente nos incomoda e sim algo que está dentro de nós e que, se chegarmos à raiz desse incômodo, vamos entendê-lo e ele evaporará com o tempo? 

De qualquer forma, está em nossas mãos decidir por quanto tempo este incômodo vai persistir.

Osho já dizia que “aquilo que existe e incomoda o outro é o meu reflexo”.

Entenda o que te incomoda e assuma a responsabilidade da situação. Só assim você conseguirá resolver a questão.

Quais são as crenças limitantes às quais você tanto se apega? “Eu nunca consigo”, “Isso não é pra mim”, “Não tenho sorte”, “Se fosse comigo…” Quais as crenças que te paralisam?

Orai e vigiai o tempo todo. Crie crenças fortalecedoras. Ayrton Senna costumava dizer que “Deus lhe tinha dado o direito de vencer”. Olha que crença poderosa!

Quando criança, você chorava quando tinha vontade de chorar e sorria quando sentia vontade de sorrir. E quando sorria era porque realmente estava com vontade de sorrir e não era para agradar ninguém. 

Nem passava pela sua cabeça que seu choro poderia incomodar as pessoas. Com o tempo, você foi percebendo o quê chorar e sorrir causava nas pessoas a seu redor e então começou a se policiar. 

Também percebeu que tirar um sorriso das pessoas te favorecia, por mais que te desagradasse em algumas situações. Esse é um exemplo do quanto fugimos de nós mesmos para agradar o outro. E de repente fazer as pessoas felizes se tornou realmente um valor importantíssimo pra você. Mas… e você?

E quantas vezes também a injustiça do pensamento do outro sobre você e a falta de oportunidade de você se justificar e mostrar para a outra pessoa o quanto ela está errada a seu respeito te incomodou seriamente? A pergunta é: “Por que te incomodou?”

No fundo, é possível que identifiquemos no outro aquilo que está mais forte dentro de nós. Se você tem paz, amor, alegria, compaixão e bondade no seu coração, talvez enxergue essas qualidades com mais facilidade no outro. Agora, se você tem orgulho, inveja, ciúmes e arrogância, mesmo que não reconheça conscientemente, é bem provável que pense estar sendo vítima do “mau olhado” e da injustiça na maioria das situações.

Quando algo nos perturba, tentamos achar uma maneira rápida de acabar com o sofrimento. Procure se aceitar, se conhecer e se perceber no espelho. Assim, descobrimos o que nos acalma e o que nos faz bem. Assim também vamos evoluindo e crescendo.

Esse tema dá muito pano pra manga. Cada pessoa é responsável por encontrar essas respostas dentro de si. Não podemos terceirizar essa responsabilidade que é só nossa.

Don Miguel Ruiz definiu essas questões numa frase. Anota essa: “O que quer que aconteça em volta de você, não leve para o lado pessoal… Nada que os outros fazem é por causa de você. É por causa deles mesmos.”

Pense nisso e liberte-se! 

TEXTO DE: Ludmilla Torres

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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 14 de Março de 2.017.
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Você não é obrigado a estar bem o tempo todo

Até o mais otimista dos homens e o mais influente dos gurus tem lá os seus medos e sombras para lidar. Somos seres humanos, o que significa que, não importa em que estágio da vida estamos, todos nós ainda temos o que ensinar e o que aprender uns com os outros. 

Todos nós nos sentimos tristes e inseguros de vez em quando. E todos nós temos, sim, uma necessidade inerente de aceitação e pertencimento, porque só se reconhece a própria existência quando se reconhece a existência do outro também. Somos como espelhos.

Num mundo em que somos julgados por absolutamente tudo o que fazemos, mesmo que de forma inconsciente, o sentir-se mal por qualquer coisa que seja tornou-se quase que um pecado mortal, como se a revolta, a raiva, a angústia, a pressão e tudo mais que às vezes a gente sente, sim, fossem emoções indignas de pessoas adultas, evoluídas, gratas e de bem com a vida. E então vem a culpa. “Você não pode se sentir assim”; “Sentir isso é errado”; “Você não é tão boa quanto achava que era”. E por aí vai.

A verdade, no entanto, é que ninguém é obrigado a estar bem o tempo todo. E que aceitar e respeitar as nossas emoções e sentimentos, independentemente de serem bons ou ruins, é fundamental para que a gente entenda por que eles vieram e o que podemos aprender com eles. 

Se algo se transmutou em emoção dentro de você, é porque algum pensamento seu desencadeou um sentimento alinhado a essa emoção. E essa emoção sempre tem a ver com você, sempre. Não é o outro, sou eu. Não é por ele, é por mim. Fazer de conta que não sente não vai te ajudar. Varrer o que quer que seja para debaixo do tapete não muda nada, só disfarça. 

É como jogar todas as suas roupas e tralhas dentro do armário só para passar a impressão de que o quarto está arrumado, quando, por dentro, você sabe que está tudo uma bagunça. Que basta abrir uma frestinha da porta para tudo despencar.

E então às vezes é mesmo preciso olhar para dentro, sem receios ou vergonha do que vai encontrar dentro desse armário. E sentir, simplesmente sentir até a última gota, para que depois de experienciar esse sentimento, você possa tomar consciência e escolher o que fazer com ele a partir de então. Tirar a mão do fogo? Ou continuar com ela ali, ardendo em brasa?

O sofrimento é opcional, sim, mas, às vezes, antes da tomada de consciência, ele é um pouco necessário, principalmente quando a gente insiste em cultivar a dor sem saber exatamente por que estamos fazendo isso. Ou quando, extasiados pela alegria, talvez não conseguíssemos aprender o que precisávamos naquele momento. A tristeza ensina, pontualmente, o que ela tem que ensinar. Depois ela passa. O ciclo se encerra. E tudo bem. Bola pra frente. A vida continua.

Quando a tristeza vier, aceite-a. Não fique lutando contra ela, num gasto de energia desnecessário, porque da mesma forma que ela veio, ela irá embora.

Aceite-se também. Não fique se julgando ou se criticando por estar triste. Pegue mais leve com você. Você não é obrigado a estar bem o tempo todo, a sorrir o tempo todo, a se sentir alegre e satisfeito o tempo todo. Simplesmente sinta. E, depois de senti-la, depois de experimentá-la e aprender com ela, deixe ir.

A cada novo desafio ou dificuldade que enfrentar na vida, ao invés de se culpar, de procurar culpados ou de tentar carregar o peso do mundo nas costas, faça como a criança que você era, quando ainda estava aprendendo a andar: a cada queda, tenta de novo. E de novo. E de novo.

E se o caminho estiver difícil demais e você precisar pedir ajuda em algum momento, peça. Pedir ajuda não vai fazer de você menos adulto, mas, sim, mais humano.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 13 de Março de 2.017.
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sexta-feira, 10 de março de 2017

Afastar-se das pessoas conflituosas melhora a saúde e a alma

Tomar distância dos conflitos melhora nossa saúde física e emocional. Há pessoas que nos esgotam, que nos consomem a energia e que aniquilam nossa capacidade de reação. São verdadeiros destruidores de nossa saúde e de nossa paz interior, adoecem nossa capacidade emocional e distorcem nossa sensibilidade.

A verdade é que, com o passar do tempo, acabamos nos enganando com muitas das pessoas que acreditávamos conhecer, e nos damos conta de que vivíamos submetidos às suas exigências, seus argumentos, seus comportamentos e, sobretudo, suas emoções tóxicas.

Estas pessoas não sabem respeitar nem considerar os outros, elas os utilizam como marionetes de seu mau caráter e como alvos de seus conflitos externos e internos. Elas não vivem nem deixam viver e, como consequência, freiam o desenvolvimento e crescimento pessoal dos que as rodeiam.

Pode ser que o façam de maneira consciente ou não, mas o fato é que nos esgotam e nos intoxicam fazendo com que nos sintamos vulneráveis, que nos zanguemos com facilidade ou que tenhamos vontade de ir embora e deixar tudo para trás.

Entretanto, nem sempre é possível nos afastarmos fisicamente dessas pessoas, pois, por exemplo, podem ser familiares ou colegas de trabalho. Não obstante, se tivermos a possibilidade de impor uma distância física, isso seria o complemento mais apropriado para a nossa saúde.

Possamos ou não fazê-lo, o que é verdadeiramente importante é obter um distanciamento emocional. Ou seja, o melhor é conseguir ter força suficiente para nos mantermos fora de sua capacidade de ação, para que seus comportamentos não nos influenciem.

TEXTO DE: Autoria não encontrada. Fineza nos informar através do e-mail mensagem@toninholima.com.br
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 11 de Março de 2.017.
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quarta-feira, 8 de março de 2017

VAI COM FÉ

Minha avó era de todas as religiões. Terminou convertida em uma cristã, mas respeitava qualquer uma que lhe apresentassem. Era uma pessoa literalmente de fé. 

Eu era criança ainda quando ela se foi, mas as histórias que ouço até hoje me comprovam tudo isso. E eu a admiro. 

Várias situações no dia a dia deixam evidentes nossas diferenças, elas vão muito além de religião e colocam em cheque quem somos realmente. 

Nível social, cultural, crenças e outras tantas diversidades nos deixam lado a lado, quando há respeito, ou de lados opostos, quando só enxergamos o nosso. 

De qual lado você está? 

A fé é impalpável e inexplicável e por mais que você tente medir, ou definir, ela é totalmente pessoal. Nada, nem ninguém, será capaz de dizer o que outro sente, por mais que deseje. 

Eu posso não entender como alguém pode ser incrédulo, mas isso não necessariamente me dá o direito de julgá-lo. O mesmo deve acontecer no sentido oposto: a fé de outra pessoa é algo que desconheço, qual o direito de zombar? 

Agora, em meio a tantas diferenças, existe sim um sentimento que deve ser unânime: o respeito. Porque se a fé, qualquer que seja, pode mudar a vida de uma pessoa, a fé no ser humano pode mudar a de todos nós.

TEXTO DE: Fernanda Gaona
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 10 de Março de 2.017.
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terça-feira, 7 de março de 2017

É preciso ser muito corajoso

É preciso ser muito corajoso para se lançar na vida sem ter certezas absolutas ou garantias do que virá. 

Para expor os seus sentimentos ou topar ser o primeiro a desafiar a regra, seguir por outros caminhos, mudar de opinião, fazer alguma coisa pela primeira vez, dizer não quando tudo o que se espera de você é um sim, desistir de algo que já não faz mais sentido, começar de novo.

É preciso ser muito corajoso para abrir mão do que a maioria jamais abriria, optar por uma forma completamente diferente de viver e de fazer as suas coisas, chorar de vez em quando.

É preciso ser muito corajoso para isolar-se de vez em quando, desconectar-se do mundo online de vez em quando, não querer o que a maioria quer, não fazer o que a maioria faz, não pensar como a maioria pensa e assumir essa escolha, mesmo correndo um risco danado de se machucar, de ser julgado, de ser criticado, de cair no ridículo e de vestir todos esses rótulos que tanto condenamos quando somos nós os rotulados, mas que não hesitamos em colocar no outro, o tempo todo, às vezes sem perceber.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 08 de Março de 2.017.
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A MAIS PURA VERDADE...

A medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30. Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar. 

Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer.

E geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.

Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Mulheres mais velhas são diretas e honestas. 

Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!

Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! 

Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos...

Senhoras, eu peço desculpas! Para todos os homens que dizem: "Por que comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?

"Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma linguiça!". Nada mais justo!

TEXTO DE: Arnaldo Jabor
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 08 de Março de 2.017.
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sábado, 4 de março de 2017

Você já pode parar de querer ser perfeito – sobre tudo o que eu aprendi quando joguei fora as minhas certezas.

“Não é o crítico que importa; nem aquele que aponta onde foi que o homem tropeçou ou como o autor das façanhas poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que está por inteiro na arena da vida, cujo rosto está manchado de poeira, suor e sangue; que luta bravamente; que erra, que decepciona, porque não há esforço sem erros e decepções; mas que, na verdade, se empenha em seus feitos; que conhece o entusiasmo, as grandes paixões; que se entrega a uma causa digna; que, na melhor das hipóteses, conhece no final o triunfo da grande conquista e que, na pior, se fracassar, ao menos fracassa ousando grandemente”.

(trecho do discurso “Cidadania em uma República” ou “O Homem na Arena”, proferido por Theodore Roosevelt, em 23 de abril de 1910).

Passei a vida inteira tentando ser a pessoa que eu achava que deveria ser, interpretando papéis de acordo com as circunstâncias, lutando para superar as expectativas criadas, buscando alcançar um ideal de sucesso e de felicidade que, lá no fundo, não era o meu. 

Desde ser a “garota perfeitinha” até ser a pessoa forte e muito segura de si, que nunca precisava de ajuda para nada, criei armaduras e muletas que, a bem da verdade, tentavam contornar e vencer as minhas vulnerabilidades todas, de forma que eu me sentisse completamente pronta e à prova de balas para entrar na arena da vida e ousar arriscar qualquer coisa. 

Eu precisava de garantias e certezas absolutas de que eu não me machucaria caso topasse me expor de alguma maneira. Eu precisava do momento perfeito, da situação ideal, do lugar confortável e seguro que me diria o tempo todo: “Não se preocupe, está tudo sob controle”. 

Eu precisava ter o controle de todas as coisas, saber que tudo sairia exatamente como o planejado, que eu não sofreria, que eu não me machucaria, que eu não me decepcionaria com nada nem ninguém, do contrário, seria loucura arriscar.

Em busca de uma perfeição que nunca vai existir, durante muito tempo da minha vida, escondi todas as minhas sombras debaixo do tapete e não me permiti ficar vulnerável nem para mim mesma. 

Era como se eu usasse um escudo que me protegia de todas as coisas ruins que pudessem acontecer, mas que, por outro lado, me afastava e me impedia de enxergar todas as coisas boas também. Eu não ousava entrar na arena da vida, eu só observava. E, ao ser sempre plateia, eu mesma me impedia de viver de verdade.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 07 de Março de 2.017.
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Sobre viver com ousadia

Ao fazer uma retrospectiva da minha vida e do que aprender a viver com ousadia provocou em mim, percebo que aquele medo profundo que todos temos de errar, de ser depreciados e de nos sentirmos menores e inferiores do que as outras pessoas é o que nos impede de assumir riscos indispensáveis para uma vida plena. 

Quando você cria um escudo contra o risco, a desilusão, o fracasso, o sofrimento ou o que for, você também está criando a sua armadura contra as conquistas significativas, os aprendizados valiosos, a alegria, a vitória e todas as coisas boas que trariam mais propósito e mais sentido à sua existência.

Nada é mais incômodo, doloroso e perigoso do que constatar que estamos do lado de fora da nossa vida, olhando para ela sem enxerga-la de fato, imaginando como seria viver apesar de todos os “e ses” que surgem no nosso caminho, com coragem para se mostrar e se entregar por inteiro a todas as lutas e desafios que fazem parte de qualquer processo de aprendizagem, evolução e crescimento pessoal.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 06 de Março de 2.017.
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sexta-feira, 3 de março de 2017

Não há esforço sem erros e decepções

Todas as minhas escolhas na vida, por mais erradas que tenham parecido, foram as grandes responsáveis por me trazerem até aqui, por fazerem de mim quem eu sou hoje, por me ensinarem uma porção de coisas que, talvez, somente pelo amor, eu não teria aprendido. 

Se a dor existe, é porque ela tem uma razão de ser na nossa vida, é porque há de se aprender com ela uma infinidade de coisas sobre o mundo e sobre nós mesmos; coisas que fazem parte da jornada de todo aquele que se dispõe a entrar na arena da vida mesmo sem ter garantias e certezas absolutas do que vai acontecer.

Uma vez li uma entrevista de um atleta que dizia que foram as porradas que ele levou da vida que o fizeram mais forte. Que, talvez, ele não tomaria consciência do quanto era capaz de se superar e de fazer coisas incríveis se não tivesse sido tão desafiado daquela maneira. 

É isso. Às vezes a gente só se dá conta da força que tem quando é obrigado pela vida a ser realmente forte.

Por quantas vezes pensei que não aguentaria passar por uma situação – e tentei de todas as formas me proteger dela, adiar e inventar desculpas para não enfrentá-la – até perceber que ela sempre se repetiria na minha vida até que eu finalmente pudesse encará-la e aprender com ela? E por quantas vezes, ao enfrentar esse “monstro”, descobri que ele era muito mais assustador na minha cabeça, que eu era muito mais forte e mais capaz do que imaginava, que eu não tinha a menor ideia da força que eu tinha até ser desafiada a entrar na arena da vida e enfrentar o que quer que seja?

Sim. Você vai se machucar em alguns momentos. Pode ser que tenha que catar os caquinhos todos do chão e, mesmo ferido, levantar e seguir em frente. Pode ser que decepcione alguém. Pode ser que seja decepcionado também. Pode ser que tente algumas coisas que não vão dar certo. 

Ou que muitas coisas que imaginou não saiam exatamente da maneira que você esperava. Pode ser que te julguem. Que te critiquem. Que debochem dos seus sonhos. Que coloquem entraves no seu caminho. Que não acreditem nas suas ideias. Que não correspondam aos seus sentimentos. 

Pode ser que você perca algumas batalhas, que pense em desistir algumas vezes, que se sinta perdido, desmotivado ou mesmo incapaz de seguir em frente apesar de toda a sua vontade de fazer acontecer. Pode ser que não se julgue bom o suficiente, ou que se julgue e se critique demais.

Pode ser tanta coisa… Mas você só saberá o que vai acontecer e só aprenderá com todas essas experiências quando se permitir viver com ousadia e se aventurar na arena da vida.

O Universo é da dualidade, o que significa dizer que as coisas só existem no mundo porque existem os seus contrários. Se não fosse a existência do que consideramos ruim, como saber que existe o bom? 

Muitas vezes, nos revoltamos com um montão de coisas sem nos darmos conta de que, se não fossem elas, não aprenderíamos e não valorizaríamos muitas das experiências que fizeram de nós quem nós somos hoje, que nos prepararam para enfrentar novas e mais incríveis batalhas, que nos mostraram o quanto podemos, o quanto conquistamos, o quanto temos coragem para agir diante de qualquer situação, mesmo que sintamos medo.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 04 de Março de 2.017.
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quarta-feira, 1 de março de 2017

Não desperdice alegria

Se tem uma coisa que aprendi na vida, ao entrar na arena mesmo sem ter garantias e certezas absolutas da vitória, é que a alegria nos visita em momentos comuns. 

Às vezes, de tão preocupados e ocupados em perseguir o que julgamos extraordinário, nos esquecemos de que a vida acontece todo dia, de que o tempo presente, o agora, por si só, já é extraordinário e incrível pelo simples fato de nos permitir o recomeço, e de que são os momentos mais singelos, aqueles que a gente nem presta muita atenção, por achar que “não tem nada de mais”, que vão se transformar nas nossas lembranças mais queridas e saudosas.

Não considere o que você tem ou o que você faz banal e corriqueiro, porque não é.

Pode ser que o grande feito que você tanto idealiza te gratifique menos do que o simples abraço que você deu numa pessoa que precisava se sentir acolhida. Ou que o sorriso largo e sincero de alguém faça muito mais efeito em você do que qualquer mega curso de desenvolvimento pessoal que você compre por aí.

As pessoas não precisam de muito para se sentirem mais alegres, amadas e compreendidas nos seus anseios, medos e entraves na vida. Elas só precisam do suficiente. E o suficiente, muitas e muitas vezes, pode estar num pequeno gesto de empatia.

Viver com ousadia e plenitude não tem nada a ver com ganhar ou perder, mas, sim, com ter coragem para arriscar.

Às vezes, a coisa mais importante e mais corajosa a se fazer é simplesmente estar.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 03 de Março de 2.017.
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