segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

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Uma das coisas mais
difíceis para qualquer ser
humano é o não julgar.

O que chamamos de primeira
impressão é em si um
julgamento e afirma-se mesmo
que é o que conta,
o que fica,
o que importa.

É difícil colocar-se em
lugar neutro diante de um
primeiro encontro,
um primeiro olhar,
uma primeira conversa.

Julgar faz parte da nossa
natureza e se uma pessoa não
causa impressão nenhuma
à outra deve haver algo
muito errado.

O que não podemos fazer é
continuar nessa impressão,
sobretudo se for negativa,
sem dar ao outro
a oportunidade de fazer-se
conhecer ou a uma situação
a oportunidade de ser
esclarecida.

Se julgar pode parecer natural,
fechar-se nesse julgamento
pode nos impedir
de ver o outro com a luz
clara do dia,
de outra maneira,
com outros olhos.

Nesse meu aprendizado da vida,
já me enganei muitas
vezes e sei que já se
enganaram comigo.

As pessoas nem sempre
são o que parecem e muitas
vezes parecem o
que não são.

Frequentemente,
por detrás de uma capa de indiferença,
existe um coração sofrido
e endurecido pela vida e
que só pede um pouquinho
mais de atenção.

Escondido atrás de alguém
que fala demais pode existir
um ser que sente-se
infinitamente só.

Se não cavamos a terra
e não procuramos,
não achamos ouro e os
diamantes precisam de muito
mais trabalho para serem
encontrados.

A simpatia cria laços imediatos
e a antipatia direta corta toda
possibilidade de encontro
real com o outro.

Dizem que quando isso
acontece há sempre uma
ligação daquela situação a
alguma outra coisa,
ou seja,
se julgamos imediatamente
uma pessoa antipática é porque
algo nela nos faz lembrar
outra pessoa ou outra situação.

Transferimos nossos sentimentos
e impressões segundo
aquilo que vivemos e não
levamos em conta que duas
pessoas não são iguais.

Deixamos de ver o indivíduo
como exemplar único
da criação Divina e cometemos
um grave erro.

Por que não damos oportunidades,
perdemos, invariavelmente,
oportunidades.

Nossos corações são cegos
e por isso nos fechamos tanto.

Muitas e preciosas são
as pessoas preciosas que
passam por nós.
Algumas, entretanto,
precisam de um olhar
um pouco mais longo e
cheio de atenção.
Se quero que todos vejam
a dor ou o amor dentro de mim
para que eu possa me justificar,
devo agir de maneira igual
para com todos.

Devo ver além da pele,
da situação,
da aparência enganosa.

Devo me esquecer das etiquetas
que colamos sem perceber,
devo abrir mais vezes os olhos
do meu coração.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 05 de Fevereiro de 2.011.

Livre arbítrio

Ninguém melhor que você
pode saber o que é bom
para a sua vida.
Ninguém,
com suas experiências,
por mais frutuosas
que tenham sido,
poderá ditar o que você
deve ou não fazer.

Quando estiver diante de
uma escolha difícil...
quando seu coração disser
uma coisa e a razão,
acompanhada de amigos,
família, namorado ou namorada,
disser outra, pense bem.

Não se deixe levar
por uma coisa,
nem outra.
O coração é facilmente
levado por emoções e tem tendência
a fazer com que percamos
um pouco a nossa razão,
ou a capacidade de raciocínio coerente.

O coração é um romântico
incorrigível!

Mas a razão sozinha não
poderá ditar as regras
da sua vida.
Nem tampouco os que
convivem com você.

É preciso levar em conta a
suas necessidades de bem-estar.
Fazer algo porque todo mundo
acha que deve ser assim é absurdo.

É muito importante não magoar
e nem decepcionar os outros,
mas isso não deve ser às custas
do sacrifício da própria vontade
e necessidade de ser feliz.

Ninguém,
por mais próximo que seja,
poderá decidir o que
você vai viver.
É sua vida!
E você só tem essa!

É muito fácil dizer o que
os outros devem ou não fazer.
Não é por que se está de fora
que vê-se melhor.
A verdade é que decidindo
por nós as pessoas tornam-se
responsáveis pelas nossas escolhas.

Mas isso,
pode ter certeza,
não passa pela cabeça delas.

Se formos infelizes depois
elas não vão dizer:
"descanse,
fique de fora que vou ser
infeliz por você,
pois a culpa foi minha."
E, para falar a verdade,
mesmo se fosse o caso,
isso não seria possível.
Ninguém,
sofrendo nossas dores,
faz com que dôa menos em nós.

É digno e honesto cumprir promessas.
Mas é desonesto cumpri-las
somente por dever,
sem que haja um real sentimento
movendo essa decisão.

Ser honesto com os outros
é muito bom.
Mas, antes,
é fundamental ser honesto
consigo mesmo.

Por mais doloroso que seja,
por mais difícil que possa parecer,
libere-se do que pensam
e dizem os outros.

Pergunte-se:
- o que eu quero para minha vida?
Uma coisa é certa:
talvez você não saiba exatamente
o que você quer,
mas sabe muito bem
o que não quer.

Quando seu coração estiver
brigando com sua razão,
tente pensar no que vai te fazer
feliz a longo prazo.
Mas,
mais importante ainda,
feche seus olhos e se entregue
nas Mãos dAquele que nos conhece
antes mesmos que fôssemos nós.
Mas faça isso de verdade,
com sua alma.

Ele sabe do nosso amanhã.
E Ele não vai decidir por nós,
ou impôr,
mas vai certamente nos
colocar uma luz que vai
clarear nosso caminho.

E fique atento...
os sinais aparecerão.
E você saberá qual o
caminho escolher.
Talvez as pessoas mais próximas
não entendam,
se isso vier a contrariá-las.
Mas eu aprendi que na vida
habitua-se a tudo.

Todo ser humano merece respeito.
E os que te amam saberão entender.
E eu digo:
tente encontrar o equilíbrio
entre o que diz seu coração e a razão.
A sua escolha será certa!

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 04 de Fevereiro de 2.011.

Carência Afetiva

A carência afetiva é um mal
que atinge todas as faixas etárias,
culturas e classes sociais.

É pior que a gripe,
que vem e vai embora,
ou uma doença que mata de vez.
É um mal que consome as
pessoas devagarinho.

A indiferença da sociedade
atual face aos problemas
do mundo,
faz com que as pessoas
sintam-se sozinhas e carentes.

Preferimos fechar os olhos
ao que se passa ao nosso redor
(e mesmo fora dele!)
do que enfrentar a realidade
da vida dos outros,
dos seus problemas.

Há cada vez mais pessoas
solitárias enquanto a
população cresce.

As pessoas têm sede de amor.

O problema é que raramente
querem ser fonte.
E nessa engrenagem há
muita gente infeliz.
Então corre-se de um
lado para o outro,
alguns tentam achar compensação
a nível profissional,
outros em religiões,
crenças e seitas.

A internet também faz
parte desse mundo.
Fecha-se aqui,
procura-se amores,
amizades e certezas de que
alguma coisa ainda existe capaz
de compensar a falta de afeto.

E enganam-se.
Engana-se os outros
e a si mesmo.

Quando Jesus andou na terra,
tenho certeza que não
precisava de nada.
Ele era auto-suficiente.
Apesar disso,
viveu tudo:
Ele andou, trabalhou,
se entristeceu, chorou,
sentiu fome, angústia, dor,
morreu e ressurgiu.

E vivendo tudo isso,
amou.
Amou até o fim,
até pedir perdão para os
que o crucificaram.
E tudo o que Ele viveu,
foi para nos mostrar o exemplo.
De nada serviria se Ele
tivesse pregado e não vivido
as próprias palavras.

Como nós.
Mais que falar,
precisamos viver.

O dia que as pessoas
compreenderem que a solução
está dentro delas mesmas,
então o mundo terá uma
chance de sair desse caos.

Se você quer ser amado,
ame!
Quer receber um sorriso?
Sorria!
Quer receber e-mails?
Mande! Quer carinho?
Dê ternura até não agüentar mais.
Quer atenção?
Seja atencioso!

Talvez não funcione imediatamente.
É um remédio que precisa
de um tempo para começar
a fazer efeito.
Mas,
quando você estiver
curado interiormente,
vai ser outra pessoa,
de maneira tal que será impossível
não receber de volta a felicidade
que espalhou.

Temos a mania de querer
comprar tudo.
Mas muitas coisas da vida
precisamos plantar,
cuidar e colher com nossas
próprias mãos.
Nem tudo se vende e se
compra e afeto faz parte
dessas raras coisas.

Não amamos a Deus por que
Ele nos amou primeiro?
Então,
vivamos de maneira
que possamos ser os primeiros
a dar afeto, amor, atenção.

Sejamos os antídotos do ódio
e da indiferença.
Tudo o que virá após,
será compensação.
Estaremos contribuindo assim
para uma sociedade mais humana,
mais justa e mais equilibrada.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 02 de Fevereiro de 2.011.

Crie a idade que você quiser

O maior engano das pessoas é contar
a idade pela soma dos aniversários.
É como dizer que uma pessoa tem mais ou
menos saúde de acordo com o número
de refeições que faz.

Ralph Waldo Emerson,
filósofo norte-americano,
disse que;
"nós não contamos
os anos de um homem até que
ele nada tenha a contar".

Para comprovar que não tem
o menor fundamento essa
maneira empírica de
contar a idade,
basta você olhar ao seu redor.
Verá pessoas envelhecidas
e desiludidas
com vinte anos de idade e verá
pessoas brilhantes, magnéticas,
com setenta anos.

Não aceite a propaganda
constante que fala de velhice,
esclerose, inutilidade,
aposentadoria, imprestabilidade.
Isso é mentira.

A idade nada
tem a ver com isso.
Você somente está
envelhecendo quando
acreditar que
está envelhecendo.

Os valores mais fortes da vida,
que mantém
uma pessoa vigorosa,
sadia, jovem,
produtiva,
não são patrimônio
exclusivo de uma fase
da existência,
mas se encontram
em todas as idades.

Você tem a idade
dos seus pensamentos.

No momento em que
perder o interesse pela vida,
você está envelhecendo.

Quando você deixar de sonhar,
está envelhecendo.
Quando você não procura
mais entender
a visão do seu futuro,
registre no seu
caderno de apontamentos que
você começou a envelhecer.

Você quer saber quando está se
aproximando da perfeição?

Precisamente no momento
em que se fizer simples,
leve, agradável,
positivo e aberto,
como as crianças.

O grande Mestre disse:
"Se não vos tornardes como crianças
não entrareis no reino dos céus".

Tenha, pois,
a idade espiritual da criança.
Seja livre, confiante,
alegre, simples, grato, amável,
corajoso e fraterno como as crianças.
Acredite na vida, como as crianças.
Confie nos outros, como as crianças.
Viva o presente, como as crianças.

Encare o futuro, como as crianças,
sem medos e angústias antecipados.

TEXTO: Lauro Trevisan
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 01 de Fevereiro de 2.011.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

COBRANÇA

Poucas atitudes são
tão destrutivas para as relações
como a cobrança.
Ela pressupõe que estamos
separados em níveis diferentes:
eu credor, você devedor;
eu sei, você não sabe;
eu tenho meus direitos,
você é o transgressor;
eu tenho razão,
você não tem;
eu sou o ofendido,
você é o ofensor...

A cobrança nos sinaliza
que a relação,
qualquer relação,
virou luta, virou briga!

Não percebemos que,
quando mantemos crenças absurdas,
idealizadas,
achamos que os outros
deveriam ser diferentes do
que são para atender às nossas
expectativas e passamos a vê-los
como eternos devedores
que falharam aos nossos desejos
ou não reconheceram,
com gratidão,
tudo que fizemos por eles.

Acreditar nisso nos leva à frustração,
à raiva, à revolta, à mágoa,
ao ressentimento...
e reagimos a esses
sentimentos com Cobrança
àqueles que nos decepcionaram!

Nada pode ser mais irritante,
ameaçador e opressivo que
cobradores à nossa porta.
Imagine só cobradores
na nossa família,
na nossa casa,
no nosso quarto,
na nossa cama!

A triste ironia é que,
quanto mais perseguimos
com cobranças cada vez mais
agressivas e chorosas
(mesmo que “por amor”)
mais o outro foge,
resiste e luta.
Ele defende suas posições,
não quer mais ouvir,
negociar, mudar.
Reage com silêncios hostis
ou com contra-argumentos
igualmente raivosos e magoados
que cada vez mais nos separam.

Tanto as cobranças como
os revides se repetem como
discos rachados.

Alguém já disse:
“brigamos sempre as mesmas brigas”.
Ninguém muda,
só a relação que definha,
encalha e morre.

A mim parece que a saída
para esse impasse nas relações é,
antes de mais nada,
reconhecer que pensar e
agir dessa forma não tem dado
bom resultado,
só nos tem trazido dor
e afastamento.

Abrindo nossa mente
podemos entender que ninguém
é responsável por nossos desejos,
expectativas e felicidade
(mesmo que tenham se
comprometido a isso num momento
de paixão ou engano).

Não tenho também o poder
de modificar ninguém,
mesmo com cobranças,
ameaças, lamúrias,
manipulações...

Compete a mim, sim,
usar minha coragem
e honestidade para estabelecer,
comunicar e honrar meus limites,
o espaço que me é necessário
nas relações
(comunicar os meus limites
e não tentar impor ou modificar
os limites do outro).

Com assertividade e firmeza,
saber me colocar nas relações
do modo que me convém
ou até mesmo ver até onde
ela me convém.

É isso:
jamais cobrar – apenas respeitar
e dar-se ao respeito.

“O bom cabrito não berra”,
nem se deixa manipular pelos
berros dos outros.

TEXTO: Maria Tude
FONTE: http://mariatude.blogspot.com/
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 28 de Janeiro de 2.011.

CORAGEM PARA MODIFICAR O QUE POSSO

Possível é o que posso só por hoje,
só por agora,
nesse momento.
Isso é o que me é pedido pela vida,
o que me é sugerido pelo programa;
é um compromisso com o presente
e com a realidade.

Preciso de boa vontade,
disponibilidade, ânimo,
coragem (ação do coração),
para lidar com os desafios da vida,
para fazer o melhor possível (o que posso).

A oração não sugere que
eu faça o que devia,
o que seria necessário,
o que seria melhor ou ideal...
nada disso: apenas O QUE POSSO,
o que está ao meu alcance,
na minha possibilidade intelectual,
emocional,
física ou material - o que me é
realmente possível.

Qualquer cobrança a mais
é pura idealização,
são decorrentes de crenças
tolas e arrogantes de perfeccionismo.

É natural que tenhamos
metas e ideais a nos nortear,
mas só temos o poder
de atuar no real,
no agora,
naquilo que nosso exato
tamanho nos permite.
Assim,
estimulados pelas
vitórias possíveis a cada instante,
não nos deixamos paralisar,
não nos desesperamos,
não invadimos,
não nos humilhamos... e,
cada vez com mais serenidade,
continuamos.

Toda oração é um ato de humildade,
do reconhecimento que precisamos
nos conectar com nossa Fonte,
nossa Origem,
pois é Dela que emana
a energia que reforça nossa vitalidade,
nossa coragem para lidar
com os desafios da vida,
libertarmo-nos de crenças
e sentimentos repetitivos
e aprisionantes,
modificarmos o que pudermos,
sermos enfim responsáveis
e co-autores de nossos destinos.

TEXTO: Maria Tude
FONTE: http://mariatude.blogspot.com/
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 26 de Janeiro de 2.011.

Vá com calma

Parecemos estar correndo sempre,
querendo soluções rápidas
para os desacertos de nossa vida,
querendo fugir da dor...

Quando queremos mudanças,
então entendemos
precisar fazê-lo rapidamente.
Mas as mudanças têm
seu próprio ritmo:
para cada um de nós,
para cada aspecto de nós.
Precisamos de um tempo
que é só nosso.

Quando nos apressamos,
corremos o risco de nos atropelarmos,
tropeçarmos cairmos,
recairmos e ficarmos frustrados,
desacreditados intimamente,
brigados conosco mesmos
ou arranjarmos
desculpas que nos mantêm encalhados:
‘’é a minha doença...’’

Somos pessoas em
recuperação de nossa energia,
força, da alegria,
do gosto para nossa caminhada.
A recuperação de tudo
isto está a disposição de
cada um de nós.
Requer apenas a certeza
que podemos,
por sermos portadores da
centelha desse Poder Maior;
que merecemos quando,
com perseverança e gentileza,
caminhamos.

Apenas precisamos de
calma em todo processo.
Vá com calma é um lembrete
para que sejamos pacientes,
gentis,
respeitosos com nosso tempo,
o tempo necessário para entender
e ir superando cada uma
de nossas dificuldades.

Esse tempo de calma,
não de calmaria,
favorece a reflexão,
a conscientização de nós mesmos,
do que queremos e não queremos,
do que podemos e não podemos,
de nós e do outro,
do Poder Superior...

Passamos cada vez mais
a agir e não reagir.
Aprendemos a dar passos
com mais segurança,
entendendo melhor e saboreando
cada vez mais a caminhada.

Vá com calma,
veja e viva esse dia
como uma oportunidade
única de ir construindo
seu destino,
escolhendo como lidar
com tudo que o dia trouxer,
remodelando a si mesmo
como um artista,
buscando a luz dessa
obra incrível que somos nós.

Saboreie a vida devagar,
vale a pena!
Vá com calma,
mas vá.

TEXTO: Maria Tude
FONTE: http://mariatude.blogspot.com/
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 25 de Janeiro de 2.011.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Uma flor sem igual

Olhando as estrelas,
lindas,
livres e brilhando acima
de quaisquer contrariedades,
gostaríamos de ser
como uma delas.

Olhando as flores que
resistem ao sol,
à noite, o dia,
às secas e ao vento forte,
temos dificuldade
em imaginar que algo assim
tão frágil não se deixe
destruir.

E quando vemos pessoas
com vidas perfeitas (!!!),
sem medo do que os outros
pensam ou do que possa vir,
desejamos a força
que está nelas.

Nos questionamos,
sem razão,
por que somos assim
tão pequenos,
insignificantes e imaginamos
que a história poderia
perfeitamente ter acontecido
sem a nossa colaboração.

E nessa última
parte temos até razão,
ela poderia...

Só que não é assim com a vida!
Estrelas,
há de todos os tamanhos e
toda intensidade de luz.

Flores?
Há aquelas que
só vivem uma noite
e nem um minuto a mais lhes
é concedido.

E pessoas...
tão imperfeitas umas
quanto as outras,
elas só sabem o que vai
nas suas veias,
os medos que escondem,
as lutas que enfrentam,
os pesadelos que repulsam
e o esforço para continuar
uma estrada que há muito
parecia ter tido fim.

Se passarmos a vida
em comparações perderemos
o melhor que ela tem para
nos oferecer.

Cada um de nós é uma luz,
um perfume,
uma flor que Deus plantou
e mesmo se nossa força
não está unicamente
nas nossas mãos,
nossa contribuição pode
ser dada.

Uma só estrela
dá encanto ao céu,
mas é o conjunto delas
que faz brilhar a noite,
que faz nascer a
esperança de
um novo amanhecer.

Aceite suas diferenças,
porque elas são a
sua contribuição para
o mundo.

Sem sua parte,
a história seria outra.

O objetivo de cada
um deveria ser o bem.
Poderíamos,
por mais pequenos que fôssemos,
ser nós a trazer o pequenino
ramo de oliveira que
indicaria um novo recomeço,
não da humanidade,
mas pelo menos de uma situação.

Quem eu sou importa
muito pouco quando
sei o que posso ser se
me unir a outros,
quando me dou conta
a realidade que uma mão a
mais não vence as dificuldades,
mas fortalece os que estão
dentro da roda da vida
e que essa
mão pode ser a minha.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 22 de Janeiro de 2.011.

Vale a pena

Pensar apenas nos problemas
leva ao desespero,
amarra as pernas e as mãos
na árvore da dor,
a vista fica escura,
e qualquer lembrança
leva a reclamação, e pior,
a lamentação.

A lamentação é o estado
psicológico da anulação,
é onde esquecemos nossas
qualidades,
nos encolhemos,
esquecemos nossas possibilidades,
nos retraímos,
nos afastamos da fé,
nos escondemos da luz.

Por isso,
seja qual for o seu problema,
creia: ele pode e vai ser resolvido!
Mas não o aumente com
atitudes desesperadas;
quem deve aos bancos não deve
chegar ao agiota;
quem já está com tosse,
tem que parar de fumar;
quem descobriu um caroço,
tem que investigar;
quem se cansou na estrada,
deve parar para descansar.

Até a natureza é feita por
números racionais,
há matemática e lógica em tudo,
as maçãs estão no alto e as
melancias no chão,
os pássaros voam,
as cobras rastejam,
tudo na mais perfeita ordem,
ainda que você não entenda.

Levante a cabeça e olhe para o futuro,
pare de ver tudo cinza escuro,
o mundo é feito de cores, e você,
você nasceu para brilhar!
Acredite nas suas POSSIBILIDADES,
insista em você, pois eu garanto,
vale a pena,
você vale a pena!

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 21 de Janeiro de 2.011.

AGORAS

Pense...
Você já se arrependeu de,
em determinadas circunstâncias,
não ter tomado atitudes que viessem,
de alguma forma,
melhorar a sua vida?

Ou fazê-lo sentir-se vivo?

Quando fazemos exame de consciência,
lembramo-nos de vários AGORAS que foram
perdidos e que não voltam mais.
Que o arrependimento de não ter tido,
não ter sido, não ter feito,
não ter aceito,
costuma ser doloroso e profundo.

Na realidade, o que nos impede,
na maioria das vezes,
de ter o que queremos,
ser o que sonhamos,
fazer o que pensamos e
aceitar com o coração,
é a ousadia que não cultivamos.

A ousadia, geralmente,
é escrava do medo.

Quantas vezes perdemos a oportunidade
de sermos felizes,
de termos momentos inesquecíveis,
pelo medo de ter a ousadia de amar.
Medo de ousar porque o objeto do amor
era mais bonito, mais rico,
mais jovem, mais velho,
mais culto,
menos culto e aí o tempo passou
e o AGORA também...

Quantas vezes perdemos a oportunidade de
realizar um grande sonho,
por não ter a coragem de ousar,
de arriscar,
deixando para depois ou para mais tarde
o que deveria ser naquele AGORA.

Quantas vezes não pronunciamos,
no momento oportuno
as palavras que gostaríamos de dizer,
pelo medo de
parecer ridículos e imaturos...

Quantas vezes ficamos,
porque temos medo de partir.
Quantas vezes partimos porque temos
medo de ficar.

Quantas vezes dizemos baixinho o que,
na realidade, gostaríamos de gritar.

Quantos AGORAS perdemos esquecendo
que o risco pode ser a salvação
de muitas alegrias de nossas vidas.

O medo que nos impede de ser
ousados no AGORA,
também está nos impedindo de ver a
linda pessoa que poderemos ser.

De fazer de nossa vida,
verdadeira, intensa,
de fazê-la verdadeiramente vida!!!

TEXTO: Maria Amélia Tude
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 19 de Janeiro de 2.011.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Limitações

A única coisa que limita nossas conquistas
é o pensamento de que não podemos conquistar.
Realmente não é novidade para ninguém
que as pessoas que dizem que podem, podem,
e as que dizem que não podem, não podem.

Uma pessoa diz:
"Acho que sempre serei uma batalhadora".
Aí, ela pára de aprender, ignora as oportunidades,
não trabalha até mais tarde,
não economiza e não tenta porque
"não adianta mesmo....".
Dito e feito!
Sua profecia se torna verdadeira e
ela nunca vence na vida.

Já a outra pessoa diz:
"Eu vou vencer, e farei o que for preciso para isso.
Trabalharei tanto quanto for necessário;
aprenderei tudo que puder e
serei tão diferente quanto precisar ser.
Eu posso!".
E a pessoa consegue!

Vale a pena lembrar que há lucros em ambos os casos.
O primeiro indivíduo consegue evitar a responsabilidade.
Ele sempre pode dizer:
"É tudo tão difícil! Faça isso por mim".
Ele foge da oportunidade de exercitar
a disciplina pessoal que geraria seu sucesso.
E pode até conquistar alguma simpatia, afinal,
bancar o bobo e incapaz
pode ser muito proveitoso e conveniente.

Já os frutos colhidos pelo segundo indivíduo
são mais evidentes,
ele alcança seu objetivo.
Portanto,
vamos reconhecer que há vantagens em ambos os casos.

Em poucas palavras:
Somos responsáveis pelas limitações
que impomos a nós mesmos.
Jogar fora os rótulos que colocamos em nós
é o primeiro passo para ter uma vida melhor.

TEXTO: Andrew Matthews
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 18 de Janeiro de 2.011.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Observando Anjos

Observar anjos sempre
foi meu passatempo predileto.
Basta ter olhos reparadores,
um coração aberto e
uma alma alegre para ser um
bom observador de anjos.
Você tem que estar preparado
para rápidas surpresas,
uma explosão de encanto e
para se encher de amor
quando o fizer.

Os anjos adoram pegá-lo
desprevenido e
lhe encher com maravilhas,
admiração e felicidade.

Os anjos de que
falo não têm auréolas,
mantos e asas
como os que você vê em
pinturas nas galerias de arte.

Os anjos de que falo
são aqueles que se escondem
por trás de rostos
humanos e roupas comuns.

Os anjos de que falo
são aqueles que se disfarçam
como um de nós e vão
por aí compartilhando amor,
espalhando alegria,
aquecendo corações
e edificando almas.

Os anjos de que falo
são aqueles que pegam
um pedacinho do céu
e trazem para a Terra
de modo que o resto de
nós possamos ver
o quão maravilhosa esta
vida pode ser.

Nem sempre é fácil
notar estes anjos,
mas,
quando você se
torna um observador
de anjos por tanto
tempo quanto eu,
começa a percebe os
sinais que distribuem.
Os olhos que brilham com
muita luz e amor são
o primeiro sinal.
O sorriso contagiante é
outro belo sinal.

Os anjos podem sempre
reproduzir a alegria
e o amor de Deus
quando sorriem.
O desejo de ajudar
aos outros é talvez o maior
sinal de todos.

Tendem a aparecer
mais em momentos de
grande necessidade.
Quando uma das
tempestades da vida
causaram muitos estragos,
eu vi muitos anjos lá fora,
ajudando,
doando e cuidando mais
do que eu acreditava
ser possível.

Mantenha
os seus olhos abertos,
então.
Os anjos estão por
toda parte.
Aliás,
se você olhar o
suficientemente perto,
poderá ver um na próxima
vez que você olhar no espelho.

Quando você entende alguém...
verdadeiramente entende alguém...
você pode não só ajudar
mas pode amá-lo.
Portanto...
qualquer um em sua vida...
qualquer um...
pelo qual você sinta menos
do que amor...
você ainda não o entendeu.

Autor Texto: Tradução de Sergio Barros do texto de Mike Dooley
Colaboração Texto: Pilar A. C./Madrid-Espanha
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 15 de Janeiro de 2.011.

Sua Dor

Eu entendo o seu momento,
sei o que você está passando,
desculpe-me tocar na sua ferida ainda aberta,
mas é por entender o que você esta sentindo,
é que eu preciso te falar sobre
essa sua dor.

A dor que parece não ter fim,
as lágrimas que parecem não secar..,
esse nó na garganta...essa saudade.

Ah!...eu sei da sua dor,
você pode até tentar esconder dos outros,
pode tentar sorrir esse sorriso "amarelo",
disfarçar esse angústia,
essa vontade de abandonar-se,
de deixar tudo para lá,
essa vontade até de morrer,
como se a vida não continuasse,
como se os problemas acabassem.

Eu sei que a dor que você está sentindo
maltrata a alma, tira o ânimo,
mas eu sei, preste atenção:
Eu sei o quanto você é forte!
Eu sei o quanto você é capaz de mudar,
capaz de Renascer.

Por entender essa sua dor,
e por saber que você é capaz de vencer,
que lhe trago esse remédio,
o remédio vai secar parte das suas dores,
vai te trazer um bálsamo para esse
coração "sofrido",
vai te dar um pouco mais de energias
positivas para que você recomece
a descobrir a força que existe em você.

Por saber da sua dor,
por entender o que você está sentindo
nesse momento,
é que te trago esse remédio,
remédio que não se bebe,
não se injeta,
toma-se simplesmente pelo coração,
esse remédio é o meu amor por você,
esse remédio é a minha confiança em você,
é a certeza de que você tem uma
missão importante aqui na Terra.
Eu ainda não sei quantas pessoas
dependerão do seu amor,
quantas vidas você vai abençoar
com o seu amor,
mas sei que você tem uma missão.

Então tome esse carinho agora e depois
de 2 em 2 horas faça uma prece simples,
basta dizer :
Pai! estou aqui...cuida de mim.

Por conhecer a sua dor,
eu posso te dizer que isso vai passar,
é questão de horas, alguns dias,
depois será passado,
e o passado nós não podemos mudar,
o futuro sim,
esse nós podemos construir.

Eu sei que você quer ser feliz,
receber e dar amor.
Então é nesse momento que se
inicia a sua nova caminhada,
a sua mudança mais profunda,
libertando-se das amarras da dor e
se apegando a vida com intensidade,
desejando de fato uma nova oportunidade,
e se você sair lá fora agora,
verá o sol ou a chuva se abrindo em
POSSIBILIDADES,
e é tudo o que você precisa agora:
a possibilidade de RECOMEÇAR.

Para você o meu carinho e a minha
prece silenciosa.

Eu acredito você.

Muita luz

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 11 de Janeiro de 2.011.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A verdadeira beleza

A beleza que tanto
buscamos está no nosso interior.
Não há roupa,
nem penteado que embeleze
a falta de caráter.

Vivemos em um mundo
preocupado com o exterior,
onde tudo tem que haver
uma retribuição,
até no amor,
espera-se “recompensa”.

Nas brigas de casais,
amigos ou familiares,
quase sempre ouvimos
queixas do tipo:
- depois de tudo o que eu te fiz!

Verdadeiras cobranças infundadas,
cheias de mágoa e ressentimento,
frutos das atitudes
exteriores que praticamos.
Esperamos demais sem
oferecer tanto assim.

Alma querida!
Antes que o sol se ponha
novamente,
aprenda:
- o que vale é o que
vai dentro de você!

Faça tudo com serenidade,
mantenha-se de bem com você.
Faça o seu melhor,
não espere nada dos outros,
você mesmo deve olhar para
o que fez e sentir-se bem.

Ainda que venham críticas,
desaforos,
mal-agradecimentos,
nada disso vai te afetar,
porque você sabe que fez o melhor.

Vista a alma com bons pensamentos,
perfume-a com boas ações.
Penteie as emoções com o bem,
seja uma pessoa linda no seu interior,
e brilhe pelo encanto de refletir na sua face,
a própria face de Deus.

Aquilo que somos é o nosso mundo!

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 07 de Janeiro de 2.011.

ATRITOS

Ninguém muda ninguém;
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo,
preciso.
É nos relacionamentos
que nos transformamos.

Somos transformados a
partir dos encontros,
desde que estejamos abertos
e livres para sermos
impactados pela idéia e sentimento
do outro.

Você já viu a diferença
que há entre as pedras
que estão na nascente
de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas,
cheias de arestas.

À medida que elas vão sendo
carregadas pelo rio
sofrendo a ação da água e se
atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas,
desbastadas.

Assim também agem
nossos contatos humanos.
Sem eles,
a vida seria monótona,
árida.

A observação mais importante
é constatar que não
existem sentimentos,
bons ou ruins,
sem a existência do outro,
sem o seu contato.

Passar pela vida sem
se permitir um relacionamento
próximo com o outro,
é não crescer,
não evoluir,
não se transformar.

É começar e terminar
a existência com uma
forma tosca,
pontiaguda,
amorfa.

Quando olho para trás,
vejo que hoje carrego
em meu ser
várias marcas de pessoas
extremamente importantes.

Pessoas que,
no contato com elas,
me permitiram ir dando
forma ao que sou,
eliminando arestas,
transformando-me em alguém melhor,
mais suave,
mais harmônico,
mais integrado.

Outras, sem dúvidas,
com suas ações e palavras
me criaram novas arestas,
que precisaram ser
desbastadas.

Faz parte...
Reveses momentâneos servem
para o crescimento.
A isso chamamos experiência.

Penso que existe
algo mais profundo,
ainda nessa análise.

Começamos a jornada
da vida como grandes pedras,
cheia de excessos.

Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez
mais de sua essência,
e ficando cada vez
menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos,
ínfimos,
dada a compreensão da
existência e importância
do outro,
e principalmente da
grandeza de Deus,
é que finalmente nos tornamos
grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido,
lapidado?
Sabemos quanto se tira de excesso
para chegar ao seu âmago.

É lá que está
o verdadeiro valor...
Pois,
Deus fez a cada um de nós
com um âmago bem forte e
muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós
essa capacidade,
a de amar...
Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar

Por muito tempo em minha
vida acreditei que amar
significava evitar
sentimentos ruins.
Não entendia que ferir
e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado faz parte
da construção
do aprendizado do amor.

Não compreendia que se
aprende a amar sentindo
todos esses
sentimentos contraditórios e...
os superando.

Ora,
esses sentimentos
simplesmente não ocorrem
se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final:

ATRITE-SE!

Não existe outra forma
de descobrir o amor.
E sem ele a vida não
tem significado.

TEXTO: Roberto Crema
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 06 de Janeiro de 2.011.

Arado da Vida

É preciso renovar
a terra da vida.

Entregue-se ao prazer
de descobrir a sua necessidade,
sem ter medo de encontrar-se,
sem fugir da verdade.
Desafie-se sem preocupar-se
com os resultados,
pois todo aquele que busca superar-se,
já é um vitorioso,
são os que não aceitam o
comodismo da derrota,
os que sabem analisar tudo
sem ser ansioso.

Por isso,
ainda que o peito esteja
“sangrando”,
apunhalado pela dor da traição,
pelo adeus inesperado,
pelo desemprego mais ingrato,
pela solidão que castiga,
pela ausência que provoca revolta,
ainda assim,
levante-se da cama dos medrosos,
enfrente a vida de cara limpa,
livrando-se do orgulho dos vaidosos,
com as olheiras da mágoa,
com a vista cansada de tanto chorar,
mas de cabeça erguida,
sem medo de recomeçar.
Entregue-se a certeza da renovação,
contemplando a natureza que ensina:
“nada se perde, tudo se recria.”

A semente caída no chão,
vai germinar,
uma nova árvore vai gerar,
novos frutos no tempo de frutificar.
Então,
se você sofreu muito até aqui,
é tempo de passar o arado na terra,
arrancar todas essas lembranças,
que são como ervas-daninhas da alma,
e espalhar novas sementes,
novos sonhos.

No seu jardim,
o adubo é o seu aprendizado.
As sementes,
a esperança de tempos melhores,
e os frutos,
serão doces de acordo
com o seu desejar.

Pois é tempo de plantar,
de ser grato ao tempo,
tempo de amar.

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 05 de Janeiro de 2.011.

O Jardineiro

Um dia,
o executivo de uma
grande empresa contratou,
pelo telefone,
um jardineiro autônomo
para fazer a manutenção
do seu jardim.

Chegando em casa,
o executivo viu que estava
contratando um garoto de
apenas 15 ou 16 anos de idade.
Contudo,
como já estava contratado,
ele pediu para que o garoto
executasse o serviço.

Quando terminou,
o garoto solicitou ao dono
da casa permissão para utilizar
o telefone e o executivo não
pôde deixar de ouvir a conversa.
O garoto ligou para uma
mulher e perguntou:
“A senhora está precisando
de um jardineiro?”
“Não.
Eu já tenho um”,
foi a resposta.
“Mas,
além de aparar a grama,
frisou o garoto,
eu também tiro o lixo.”
“Nada demais,
retrucou a senhora,
do outro lado da linha.
O meu jardineiro também faz isso.”
O garoto insistiu:
“eu limpo e lubrifico todas
as ferramentas no final do serviço.”
“O meu jardineiro também,
tornou a falar a senhora.”
“Eu faço a programação
de atendimento,
o mais rápido possível.”
“Bom,
o meu jardineiro também
me atende prontamente.
Nunca me deixa esperando.
Nunca se atrasa.”
Numa última tentativa,
o menino arriscou:
“o meu preço é um dos melhores.”
“Não”,
disse firme a voz ao telefone.
“Muito obrigada!
O preço do meu jardineiro
também é muito bom.”

Desligado o telefone,
o executivo disse ao jardineiro:
“Meu rapaz,
você perdeu um cliente.”
“Claro que não”,
respondeu rápido.
“Eu sou o jardineiro dela.
Fiz isto apenas para medir
o quanto ela estava
satisfeita comigo.”
.............

Em se falando
do jardim das afeições,
quantos de nós teríamos
a coragem de fazer a
pesquisa deste jardineiro?

E, se fizéssemos,
qual seria o resultado?
Será que alcançaríamos
o grau de satisfação da cliente
do pequeno jardineiro?

Será que temos,
sempre em tempo
oportuno e preciso,
aparado as arestas dos
azedumes e dos pequenos
mal-entendidos?

Estamos permitindo que
se acumule o lixo das mágoas
e da indiferença nos canteiros
onde deveriam se concentrar as
flores da afeição mais pura?

Temos lubrificado,
diariamente,
as ferramentas da gentileza,
da simpatia entre os nossos amores,
atendendo as suas
necessidades e carências,
com presteza?

E, por fim,
qual tem sido o nosso preço?
Temos usado chantagem ou,
como o jardineiro sábio,
cuidamos das mudinhas das
afeições com carinho e as
deixamos florescer,
sem sufocá-las?

O amor floresce
nos pequenos detalhes.
Como gotas de chuva que
umedecem o solo ou como o
sol abundante que se faz generoso,
distribuindo seu calor.

A gentileza, a simpatia,
o respeito são detalhes
de suma importância para que
a florescência do amor seja plena
e frutifique em felicidade.

TEXTO: Recebido de Castelo dos Sonhos,
mas caso seja autor do mesmo,
fineza fazer contato.
mensagem@toninholima.com.br
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 04 de Janeiro de 2.011.