terça-feira, 30 de junho de 2009

Transferências ...

Vivemos num mundo de transferências,
se pudermos,
transferimos nossos problemas,
arrumamos culpados pelo nosso fracasso,
transferimos nossa felicidade
para outras mãos,
nos transformamos em vítima
na primeira dor.

E é difícil não ser assim,
porque viver e assumir riscos
é complicado,
é preciso mais do que coragem,
é preciso amar-se de verdade.

Eis ai a chave para a sua libertação:
Goste-se!
Sinta prazer de estar em sua companhia!
Saiba de cor e salteado às
suas qualidades,
ressalte seus dons, seja sábio:
ouça mais do que fala,
não se compare com ninguém,
tenha metas arrojadas,
tenha em mente o que deseja.

Preste atenção em você, no seu corpo,
cuide dos seus pensamentos,
cuido do seu nível de amor.

Respeite-se!

Tudo começa e termina em você.
Por isso, comemore-se!
Vibre com cada pequena conquista
e não desista de tentar,
quantas vezes a vida pedir,
diga: presente!
Diga bem alto para a felicidade:
"eu estou aqui!"

Sabedoria é seguir tentando,
com respeito, humildade e paz,
sabendo-se merecedor,
a vida te reconhecerá assim.

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 01 de Julho de 2.009.

sábado, 27 de junho de 2009

Do outro lado da cerca

Há quanto tempo você está esperando
a resposta de Deus para alguma coisa?

Ele ainda não respondeu e você
se diz que é só ter paciência?

Ou então você já perdeu a mesma,
se dizendo que Deus te abandonou?

Ah, Deus nunca nos abandona!!!

Ele nos deu uma vida,
uma personalidade,
uma alma e deseja que sejamos pessoas
ricas em possibilidades.

Habite numa casa que te foi oferecida
e em uma que você construiu,
tijolo por tijolo,
com suas próprias mãos e você vai
sentir uma grande diferença.

Cada vitória que você
alcança na história da sua vida,
sua família, seus amigos,
levará para sempre um pouco de você.

Você se orgulha quando seu filho começa
a dar os primeiros passos,
a dizer as primeiras palavras ou quando
faz algo interessante pela primeira vez?

E depois, quando grande,
torna-se uma pessoa boa,
madura e com condições de
tocar o barco da vida?

Assim é Deus conosco.

Faça, por favor,
um resumo da sua vida,
veja o que fez,
por onde andou e o que viu,
as oportunidades que teve,
as que aproveitou e as que deixou passar.

Muitas e muitas vezes quando pensamos que
Deus não nos respondeu,
a resposta veio há muito,
mas como não era a que esperávamos,
preferimos ignorá-la,
fechar os olhos e continuar esperando.

Há uma casa perto daqui que deve
estar lá há muitos anos.
Mas nunca tinha visto e um dia me surpreendi,
como se ela tivesse aparecido de
uma hora para outra.

Certamente ela não foi plantada lá
da noite para o dia,
o que acontecia era que tinha
uma grande cerca na frente que
encobria completamente a visão.

Talvez com um pouquinho de tempo
e olhos mais atentos,
eu pudesse tê-la percebido antes.
Mas a cerca estava lá e eu só via a cerca.

Assim é com Deus,
com as coisas que pedimos,
com as respostas que esperamos.

Vemos o que está bem mais próximo
e deixamos de olhar além,
nos esquecemos dos detalhes,
porque não foi colocado à nossa frente,
de maneira clara e visível o que queríamos.

Vemos os tijolos,
mas nos esquecemos de colocá-los
um em cima do outro,
sempre esperando e esperando
que nossos sonhos se construam.

Deus não trabalha à nossa maneira,
nem ao nosso ritmo e nem
sob nosso querer.

Ele possui também seus
detalhes e deseja que aprendamos
a trabalhar com nossas mãos,
que aprendamos a tirar a venda dos olhos,
que abramos nosso coração.

Ele nos ajuda,
mas com nossa ajuda,
nosso esforço,
nossa parte de responsabilidade.

Dobrar os joelhos num quarto
fechado é muito bom,
mas laborar um campo que precisa
de cultura é igualmente precioso.

Se Deus não mandou a chuva que você pediu,
te deu forças nos braços para trabalhar
e se alegrará por você que verá
o fruto do próprio trabalho.

Trabalhe a terra, semeie,
plante, espere a chuva...
mas se ela não vier,
regue você mesmo.
E regue quantas vezes for necessário.

Há certamente do outro
lado da cerca uma bela casa,
com um lindo jardim,
mas você nunca vai saber se não
chegar perto o bastante,
se a cerca não for tirada,
se não aprender a olhar a vida
com os olhos do coração.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 27 de Junho de 2.009.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A dor em nossas vidas

Você já parou para pensar na
razão da existência da dor,
do sofrimento, em nossas vidas?

Talvez num daqueles momentos de extrema angústia,
em que o coração parece apertar forte,
você tenha pensado em Deus, na vida,
e gritado intimamente:
por quê?!

Os benfeitores espirituais vem nos esclarecer
que a dor é uma lei de equilíbrio
e educação.

Léon Denis,
reconhecido escritor francês,
em sua obra
"O Problema do Ser, do Destino e da Dor",
esclarece que o gênio não é somente
o resultado de trabalhos seculares;
é também a apoteose,
a coroação de sofrimento.

De Homero a Dante,
a Camões, a Tasso, a Milton,
todos os grandes homens,
como eles, têm sofrido.

A dor fez-lhes vibrar a alma,
inspirou-lhes a nobreza dos sentimentos,
a intensidade da emoção que souberam
traduzir com os acentos do gênio,
e que os imortalizou.

É na dor que mais sobressaem
os cânticos da alma.

Quando ela atinge as profundezas do ser,
faz de lá saírem os gritos sinceros,
os poderosos apelos que comovem
e arrastam as multidões.

Dá-se o mesmo com todos os heróis,
com todas as pessoas de grande caráter,
com os corações generosos,
com os espíritos mais eminentes.
Sua elevação mede-se pela soma
dos sofrimentos que passaram.

Ante a dor e a morte,
a alma do herói e do mártir revela-se
em sua beleza comovedora,
em sua grandeza trágica que toca, às vezes,
o sublime,
e o inunda de uma luz inapagável.

A história do mundo não é outra
coisa mais que a sagração do espírito pela dor.
Sem ela,
não pode haver virtude completa,
nem glória imperecível.

Se, nas horas da provação,
soubéssemos observar o trabalho interno,
a ação misteriosa da dor em nós,
em nosso "eu",
em nossa consciência,
compreenderíamos melhor sua obra
sublime de educação e aperfeiçoamento.

A dor é um dos meios de que Deus
se utiliza para nos chamar a Si e,
ao mesmo tempo,
nos tornar mais rapidamente acessíveis
à felicidade espiritual,
única duradoura.

É, pois,
realmente pelo amor que nos tem
que Deus envia o sofrimento.

Fere-nos,
corrige-nos como a mãe corrige
o filho para educá-lo e melhorá-lo;
trabalha incessantemente para tornar dóceis,
para purificar e embelezar nossas almas,
porque elas não podem
ser completamente felizes,
senão na medida correspondente
às suas perfeições.

A todos aqueles que perguntam:

Para que serve a dor?
A sabedoria divina responde:
Para polir a pedra,
esculpir o mármore,
fundir o vidro,
martelar o ferro.

* * * * *

A dor física é, em geral,
um aviso da natureza,
que procura preservar-nos dos excessos.
Sem ela, abusaríamos de nossos órgãos
até o ponto de os destruirmos
antes do tempo.

Quando um mal perigoso se
vai insinuando em nós,
que aconteceria se não lhes sentíssemos
logo os efeitos desagradáveis?
Ele nos invadiria cada vez mais,
terminando por secar em nós
as fontes de vida.

É assim que, em nosso mundo,
para o nosso crescimento,
a dor ainda se faz necessária.

TEXTO: Momento Espírita, a partir do livro
"O Problema do Ser, do Destino e da Dor,
Léon Denis, cap XXVI.

* * * * *

Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 26 de Junho de 2.009.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Recomeçar é preciso...

Não sei dizer se a vida nos cansa
ou se nós é que nos sentimos
fatigados às vezes da existência.
Nos repetimos sempre.
Ou quase.
E nos lamentamos desse dia-a-dia
onde nos levantamos,
trabalhamos,
regressamos e descansamos para
no dia seguinte recomeçarmos.
Mas é essa a vida e muitos não
aceitariam mudança nenhuma
se a oportunidade lhes fosse oferta.

Ter que recomeçar alguma coisa
abala muita gente,
pois mesmo a vida corriqueira
e imutável causa segurança.
Conhece-se os caminhos,
os atalhos, os desvios,
as curvas a serem evitadas.

A consciência de ter que recomeçar
é que nos faz sofrer, duvidar, temer.
Medimos nossa capacidade
e com bastante freqüência...
nossa incapacidade!
Se não medirmos nada,
avançaremos como as crianças
avançam nos primeiros passos,
titubeantes, mas orgulhosos.

A mente humana é um poderoso
instrumento.
Ela condiciona, impõe, impede,
impele, comanda...
mas nem sempre no bom sentido.
Ela sente, ressente,
guarda as impressões e as marcas
que a vida vai fazendo ao
longo dos anos.
E se pensamos em recomeçar
alguma coisa,
ela acende a luz vermelha em
sinal de atenção.
Assim é que muitos paralisam-se
e não fazem nada.
Acomodam-se.

Porém,
a vida nos impõe recomeços a cada
instante e os seguimos com naturalidade,
fazemos nossa parte.
Somos condicionados e nem
nos questionamos.

Me pergunto então por que não
nos condicionamos a viver coisas novas,
experimentar nem que seja por
uma vez ousar.
Se é nossa mente que nos comanda
e que somos donos de nós,
por que não pegarmos as rédeas,
o comando?

A vida desabrocha por todos os
cantos e precisamos vivê-la.
Mas bem vivê-la.
Deus nos criou para sermos felizes,
não para passarmos os dias perdidos
em lamentos sem tomar atitudes.

Avança!
Recomeçar é preciso quando
o que temos já não nos satisfaz.
E recomeçar é sempre possível
quando colocamos de lado as dúvidas,
pois perdedor na vida não é quem
tentou e não conseguiu,
mas sim aquele que abandonou
a coragem e perdeu a fé.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 25 de Junho de 2.009.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O DESÂNIMO

Deveríamos todos parecer flores
no início da primavera.

A própria imagem da vida,
abertos, viçosos,
esperançosos e sorridentes,
muito sorridentes aos passantes.
Só que a vida é um lutar constante.

Quando chegamos prontos para
a batalha,
não sabemos ainda
como serão as lutas,
o que vão exigir,
o que vão tomar de nós.

E é assim em
várias áreas da nossa vida,
que seja física,
espiritual, amorosa,
nos nossos relacionamentos
com os outros...

O lutar nos cansa;
as respostas que tardam
a vir nos cansam,
as esperanças prorrogadas ao
dia-a-dia podem tornar-se
cansativas.

A fadiga chega,
o desânimo se apossa de nós
e tira nossas forças.
A fadiga psicológica é muito
mais perigosa do que qualquer
outra que venha tomar
conta de nós.

Não basta
uma noite de descanso
ou uns dias de férias.

Oxalá fosse assim!

Muitos dos nossos problemas
seriam resolvidos a cada
fim de semana.

Quando nos deparamos com uma
situação em que não vemos saída é inútil
continuar se debatendo,
isso só vai aumentar o desânimo.

É preciso em certos
momentos deixar-se abandonar,
não para desistir,
mas para se recuperar as forças,
olhar com objetividade,
dar-se a ocasião de reconhecer-se
fragilizado e humano e,
por isso mesmo,
igual a todo mundo.

Há os que nunca
perdem a coragem e vontade de lutar,
mas ainda não conheci
alguém que nunca
tenha tido um momento,
nem que seja um momento,
de desânimo.
E não é errado,
não é anormal.

É apenas nosso ponto
de limite e isso é muito individual,
por isso nada de comparações.

Ninguém é melhor que ninguém
por que parece mais forte e resistente,
as pessoas apenas são diferentes.

Jesus chorou,
mas não desistiu de Jerusalém.
Ele pediu que o cálice fosse passado,
mas carregou a cruz e
foi pregado nela.

Vocês já observaram flores
que ficam muito tempo sem água?
Elas murcham, ficam abatidas.
Mas em geral é suficiente
um copo de água fresca e
logo depois elas reerguem-se,
como muitas quando
recebem o sereno na madrugada.
Chegam prontas para enfrentar o dia.
E é assim conosco.

Que as lágrimas venham,
venham sim!
E que venham os tempos de estia!
Mas que não morramos de fraqueza,
que a noite chegue
trazendo o sereno,
que a primavera volte!
Quantas e quantas vezes é suficiente
levantar um pouco os
olhos para ver que as soluções
estavam ao nosso alcance,
a gente é que
estava cansado demais para
procurar direito.

Disse Jesus:
No mundo tereis aflições,
mas tende bom ânimo!
Eu venci o mundo.
E se estamos em Cristo e
Ele em nós,
nenhum obstáculo será intransponível,
nenhuma estrada será longa demais.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 24 de Junho de 2.009.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

C o l o. . .

"Pra dar colo é preciso pegar no colo?
Nem sempre.

Há pessoas que dão colo com as palavras,
com o que elas carregam e transmitem.

Elas reconfortam sem presença física,
estando, apesar disso,
presentes.

É possível se dar a alguém,
ser importante, fazer importante,
às vezes mesmo com um gesto
aparentemente banal.

Estamos atravessando uma era em
que as pessoas se encontram muito
mais profundamente que antes.

Elas se acarinham, se amam,
se sustentam,
amenizam a solidão e ajudam a curar
feridas e secar lágrimas.

Distância? Não existe!

Não é bem assim,
ela existe,
mas não percebemos.

Eu estou aqui e estou aí ao mesmo tempo,
da mesma maneira como meus amigos
estão em toda parte e dentro de mim.
A gente só alcança o que está perto,
não?

Jesus atravessou séculos e ainda
hoje nos pega no colo,
ainda hoje falamos com Ele,
choramos o calvário e a crucificação.
Ainda hoje nos sentimos amados
e podemos seguir Seu exemplo.

Quando você quiser abraçar alguém,
dar colo,
reconfortar e que seus braços não
alcançarem essa pessoa...
dê um telefonema,
escreva uma carta,
envie um e-mail!...

Seu carinho vai chegar da mesma forma,
com o mesmo calor.
Nunca duvide disso!..."

TEXTO: Letícia Thompson

* * * * *

OBS:
Lembre-se:
Sempre em algum momento ,
iremos precisar de um colo,
e devemos saber
oferecer esse apoio também.

* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 20 de Junho de 2.009.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A aceitação

As adversidades chegam quando
menos esperamos.

Elas não se anunciam,
como as grandes
tempestades ou os vulcões,
elas aparecem, simplesmente.
Nos pegam de assalto,
nos deixam estáticos,
sem reação.

E nós que pensávamos que certas
coisas só aconteciam com os outros,
sem nunca refletir que somos
os outros de outros!

Estamos sim,
debaixo do mesmo céu,
sujeitos às mesmas ventanias,
aos mesmos vendavais,
somos tão vulneráveis quanto
quaisquer outros seres humanos.

Mas aprendemos que vida é luta
e por isso lutamos.
Utilizamos todas as armas colocadas
à nossa disposição e com a
permissão de Deus.

Deus!!!
Ah, sim...
nos lembramos dEle com mais freqüência.
Todas as pessoas não possuem
essa habilidade de cada
manhã e cada noite chegar aos
pés dEle para agradecer pela saúde,
pela felicidade,
por que tudo vai bem.
Mas quando o mundo cai na
nossa cabeça é como se descobríssemos
essa verdade irrefutável:
Deus existe!

E com o coração dolorido e cansados,
continuamos lutando,
fazemos nossa parte,
tentamos segurar a vida até que
nos sentimos impotentes e nos
dizemos que nada mais há a fazer.

Seria preciso termos a paciência
de Jó para esperarmos com a certeza
que dias melhores virão.

Portanto, há ainda,
com o sopro de vida,
uma última esperança:
a oração!

Quando achamos que perdemos tudo,
podemos ainda dobrar os joelhos
para chegarmos à presença de Deus.

É difícil aceitar o sofrimento e a dor,
mas a aceitação é o primeiro
passo para melhor vivê-los,
suportá-los e, quem sabe,
vencê-los.

Não somos assim tão
diferentes dos outros,
não possuímos casas construídas
sobre rochas e somos vulneráveis,
precisamos reconhecer
isso antes de tudo.

Somos humanos.
Humanos e dependentes
dAquele que nos criou.

Muitas vezes é necessário cairmos
para que reconheçamos o quanto
precisamos de uma mão;
é preciso uma doença para
aprendermos o valor da vida,
para que saibamos o que
significa união,
como um balde de água fria
na nossa cabeça que nos
acorda e nos deixa mais atentos.

Olhamos mais à nossa volta,
percebemos que nossos sentimentos
são mais sólidos e visíveis
do que pensávamos,
despertamos, talvez,
para pessoas que estavam
perfeitamente invisíveis
aos nossos olhos.

A dor une muito mais que a felicidade,
porque as pessoas procuram
apoiar e se apoiar.
E ela nos abre os olhos para Deus.

Não...
tudo não está perdido!
Mas nem sempre a solução é a
que esperamos ou desejamos.
É preciso que,
com joelhos no chão e coração
aberto possamos estar
prontos para receber,
não o que merecemos,
mas o que precisamos,
que seja a cura,
a vida ou a consolação.

Jesus aceitou a cruz porque
sabia que seria vitorioso.
E que, hoje,
possamos aprender com
Ele a aceitar nossos fardos,
não como castigos,
mas como lições de vida,
dessas que vamos
descobrindo devagarinho,
que doem,
mas que nos levam adiante,
sempre vitoriosos,
porque sabemos que não
carregamos sozinhos.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 19 de Junho de 2.009.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A ÚLTIMA PEDRA

Existem pessoas que não prestam atenção
no que fazem e depois passam a vida inteira
arrependidas pelo que não fizeram,
mas poderiam ter feito,
e se martirizam por seus erros.

Gosto de uma música que Frank Sinatra
costumava cantar,
My way.
O curioso é que só fui prestar atenção
na letra dessa canção quando escrevia este texto.
Ela diz mais ou menos assim:
“Se eu acertei ou se errei,
fiz isso da minha maneira”.

Quando olho para trás,
percebo que fiz muitas bobagens.
Acertei bastante,
mas também errei bastante.
Quando olho para diante,
tenho certeza de que vou acertar e errar
bastante também.

É impossível acertar sempre.
Mas o importante é que não gastemos
nosso tempo nem nossa energia nos torturando.
A autocrítica pelo que não deu certo,
além de ser nociva para a saúde,
faz que a gente perca os passarinhos que
a vida nos oferece no presente.

Um dia destes,
um dos meus filhos me perguntou por
que eu tomei determinada decisão
estúpida tempos atrás.
Respondi que me arrependia
do que tinha feito,
mas expliquei que, naquele momento,
minha atitude me parecia lógica.

Se eu tivesse o conhecimento
e a maturidade de hoje,
certamente a decisão seria diferente.

Por isso é que lhe digo:
não se torture por algo que não
deu certo no passado.

Talvez você tenha escolhido a
pessoa errada para casar.
Talvez tenha saído da melhor empresa
onde poderia trabalhar.
Talvez tenha mandado uma filha
grávida embora de casa.

Não importa o que você fez,
não se torture.

Apenas perceba o que é possível fazer
para consertar essa situação e faça.
Se você sente culpa,
perdoe-se.
E, principalmente,
compreenda que agiu assim porque,
na ocasião,
era o que achava melhor fazer.

Há uma história de que gosto muito:
um pescador chegou à praia de madrugada
para o trabalho e encontrou um
saquinho cheio de pedras.
Ainda no escuro começou a jogar
as pedras no mar.
Enquanto fazia isso,
o dia foi clareando até que,
ao se preparar para jogar a última pedra,
percebeu que era preciosa!

Ficou arrependido e comentou o incidente
com um amigo que lhe disse:
– Realmente,
seria melhor se você prestasse
mais atenção no que faz,
mas ainda bem que sobrou
a última pedra!

Existem pessoas que não prestam atenção
no que fazem e depois passam a
vida inteira arrependidas pelo que não fizeram,
mas poderiam ter feito,
e se martirizam por seus erros.

Se você está agindo assim,
deixo-lhe uma mensagem especial:
não gaste seu tempo com remorsos
nem arrependimentos.
Reconheça o erro que cometeu,
peça desculpas e continue sua vida.

Você ainda tem muitas pedras
preciosas no coração:
muitos momentos lindos para viver
e muitos erros para cometer.

Aproveite as oportunidades
e curta plenamente a vida.
Curta os passarinhos.
Eles são os presentes do universo
para você!

TEXTO: Roberto Shinyashiki

Roberto Shinyashiki é psiquiatra,
palestrante e autor de vários livros
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 16 de Junho de 2.009.
A força do homem

Das coisas que o homem tem aprendido
e passado ao seu semelhante,
há uma mentira vestida de verdade que
diz que o homem tudo pode.

Diz-se que o homem é capaz de realizar
tudo o que desejar e sonhar,
que basta ter força de vontade e se
concentrar nos seus desejos.

Não duvido, absolutamente,
do poder do homem em realizar coisas grandiosas.
O próprio progresso testemunha disso.

Não duvido que o homem possa sonhar
e correr atrás dos seus sonhos,
nem que possa escolher caminhos,
grandes caminhos.

Não duvido que ele se construa,
nem que se destrua.

O que eu duvido é que com todo
esse orgulho
possa conduzir a si mesmo
a algum lugar seguro.

Duvido que controle a vida e a morte,
sem que haja permissão de Deus.
A auto-suficiência conduz à destruição,
à solidão, à perda de si.

O eu tem um valor demasiado grande
para os orgulhosos.
E eles comem o pó do próprio orgulho.

Infeliz é o homem que possui o mundo
inteiro e não possui amigos,
aquele que conquista muitas riquezas,
mas é incapaz de salvar a própria alma.

A verdadeira força do homem
não está em si,
no que aprende em leituras e buscas
que o levam somente a valorizar-se,
mas nAquele que o fortalece a cada passo e o
ajuda a conquistar a eternidade.

COMENTÁRIOS DA AUTORA

Se o homem soubesse a força que tem quando
confia em Deus teria vergonha de se olhar no
espelho em busca da própria força.

O eu tem falado tão alto ultimamente
que o homem esquece-se da sua
dependência ao Criador.
O caminhar consigo mesmo e confiar
somente em si pode conduzir a muitos lugares,
menos à cruz de Cristo e ao
plano de salvação.

O orgulho dos homens faz com
que pensem que são bons,
grandes e isso os deixa,
como diria Saint-Exupéry,
inchados, voltados a si,
como cogumelos.

Mas tudo o que somos e tudo o que
temos não é nosso a princípio,
apenas nos foi ofertado.

Se Deus me deu um dom,
esse dom a Ele pertence,
não posso,
de maneira alguma sentir-me orgulhosa de mim.
O que me é dado pode me ser retirado.

É preciso inclinarmos a cabeça muitas
vezes se quisermos nos encontrar com Deus.
Ele está bem mais perto do nosso coração
e da nossa alma que da nossa cabeça.
Ele vê nossas fraquezas e segura nossa mão,
Ele é a força da qual precisamos a cada dia,
a fonte da qual devemos beber,
o maná que deve nos sustentar.
O homem por si poderá
passar por muitos caminhos,
mas jamais conseguirá se salvar.

Não escrevi esse texto inteiramente,
mas penso que precisava amadurecer,
como as frutas que devem
ser colhidas no momento certo.
E o momento certo é sempre
aquele que Deus escolhe.
Espero que apreciem,
pois fala ao meu coração,
é meu regime de vida,
como no versículo:
"Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece."

TEXTO e COMENTÁRIOS: Letícia Thompson

* * * * *

Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 13 de Junho de 2.009.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Amor é o Encontro com a Verdade de Cada Um

Escolher o amor é encontrar
e descobrir quem é para nós.
Isto não quer dizer apontar quem
pode ser um bom marido,
uma boa esposa, o amante,
a namorada.
Tem a ver com intuição e eleição.
E independência.

Sim,
escolher o amor é exercer
a independência.

E,
em nome desta independência,
serão aceitas todas as
dependências naturais,
aderentes à relação.

Parece contraditório,
contudo não é.

Só quem está inteiro na sua
escolha e é total na direção de seu
destino aceita as inevitáveis
dependências naturais na
vida e no amor.

É que,
na escolha do amor,
está o encontro com a verdade
individual e profunda de cada ser,
uma verdade sem disfarces,
que liberta.

Quem chegou ao amor
por independência terá aceito
a carga de sofrimentos,
sustos,
solidão e agressões aí originados.

Não considera dependentes certos
atos em prol do ser amado que,
em outro contexto,
seriam feitos com sacrifício,
ou pareceriam servidão.
E, assim livre,
consegue ser feliz nas
dependências naturais do amor.

Como o amor,
a independência é filha da crise.
Escolher caminhos ou pessoas
é sempre crise, é conflito.
Implica abrir mão,
deixar, renunciar, abandonar,
para operar a (nova) escolha.

E o que se deixa,
larga ou abandona,
também dói, fere, dá culpa,
sobretudo se não nos é
indiferente ou descartável.

Escolher é, pois, viver a crise.
Também.

O verdadeiro sentido da
palavra crise é dividir,
separar.

Provém do grego krisis.
Krisis é o ato de escolher,
de separar, de julgar.
É escolha, julgamento,
eleição, divisão.

Ao ter que escolher,
somos tomados por uma crise,
vale dizer,
por uma divisão.
O fato de estar dividido,
fragmentado pelos vários pólos
de cada escolha é um ato crítico.

Crise é, portanto,
uma situação completa de escolha
de caminhos ou decisões.

Não há independência sem crise.
Logo, não há amor sem crise.
E o amor só se torna feliz,
se pode escolher e ser escolhido
num misterioso ato
completo de liberdade.

TEXTO: Artur da Tavola

* * * * *

Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 12 de Junho de 2.009.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A liberdade

Gandhi jejuou e não usou a força
para garantir a liberdade.
Zumbi voltou para Palmares,
para assentar a liberdade.
Martin Luther King idealizou um sonho:
a liberdade,
Tiradentes foi enforcado,
e ecoou seu grito de liberdade.

Quantos mártires,
quantas mortes,
quantas humilhações para que
o povo tenha liberdade.

Então por que nos prendermos
ao orgulho tolo?
Por que acreditar que somos melhores
em alguma coisa?
Por que pisar,
humilhar, magoar o próximo,
sendo que somos todos iguais,
mesmo com tantas diferenças?

Por que deixar que um simples
julgamento de alguém,
torture a sua cabeça por tanto tempo?
Por que aceitar
esse melindre infernal,
que faz você
acreditar que foi menosprezado,
que alguém quer o seu lugar,
quer a sua vida?

Por que viver em fofocas,
rodinhas, panelinhas,
clube de intrigas e gente preocupada
com a vida dos outros?
Por que se prender ao que é negativo,
quando a liberdade é permissão,
o poder para cada um
viver a sua vida?

Liberdade é mais do que poder
fazer o que quiser,
liberdade é ter humildade
para reconhecer,
que podemos ir até onde o próximo
não seja atingido,
onde o próximo não seja humilhado,
onde as minhas atitudes
não prejudiquem alguém.

"Ter liberdade para beber é uma coisa,
mas sair dirigindo logo após,
é irresponsabilidade."

Tantos gritam por liberdade,
mas poucos sabem usá-la com
o devido cuidado.

Não se prenda no consumo excessivo,
que leva às dívidas,
não se prenda ao amor egoísta,
que leva ao martírio,
não se prenda aos excessos,
seja simples,
a liberdade é simples,
como a vida,
que quer te ver livre,
pronto para ajudar,
para recomeçar,
para ser feliz,
simples assim.

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 06 de Junho de 2.009.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Teimosia ...

"O relógio mais certo do
mundo é o do teimoso!"

Ter perseverança e lutar pelos
objetivos é muito bom.
Ter uma meta e perseguir com
determinação é melhor ainda.

Mas,
muita gente anda confundindo
"determinação" com "teimosia",
e por isso,
anda sofrendo mais do que
"pé em sapato apertado".

Dando murro em ponta de faca,
querendo fazer o que não consegue,
tentando mudar quem não quer mudar,
ter o que não pode ou não deve,
ser quem não é,
fazer o que não sabe,
falar do que não viu.

A teimosia é uma forma
de tortura pessoal,
é o caminho mais rápido
para a obsessão,
porta que se abre para as
doenças nervosas e mentais.

Aprenda em primeiro lugar
que até as pedras mudam de lugar,
e nem precisam ser redondas
para rolar pelo caminho,
pois o tempo, através do vento,
da chuva e outros elementos,
vão cuidando de movimentar
até as maiores rochas.

Por isso,
os que acreditam que não
vão mudar nunca,
são os que mais recebem
"lições de mudança" do tempo.
São os ventos da contrariedade,
as chuvas da decepção,
o furacão de problemas que se
repetem e surgem pela obstinação,
pela "cegueira"
que a teimosia provoca.

Estamos aqui para aprender,
estamos na grande escola da vida,
e não somos perfeitos!

Temos lições que necessitamos aprender,
temos amores que não devemos viver,
trabalhos que não nos servem,
prêmios que não nos pertencem,
lutas que teremos de passar,
pensamentos que devemos mudar,
caminhos que não são bons,
verdades que não duram uma década,
talvez nem um dia,
porque não são verdades,
são as nossas verdades caprichosas.

Por isso,
faça hoje o que deve ser feito,
tenha (ou crie)
disciplina nas suas coisas,
mude o pensamento, o caminho,
a certeza, na dúvida, duvide,
acredite mais em você,
mas lembre-se:
errar é humano sim,
mas persistir no erro.

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 04 de Junho de 2.009.