quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A todos vocês...

Mais um ano que caminhamos
juntos vai chegando ao fim.
Procuro no meu coração
as palavras e não sei
se encontro.

Devo, talvez,
ter que ir mais fundo.

Penso que o segredo
de nos darmos bem
é que quando falo,
o faço com o coração
e quando escutam,
o fazem com o coração.

É dessa forma que meu
coração se sente compreendido
e o de vocês se sente reconfortado.
Fazemos uma troca.

Eu queria fazer um resumo
do ano que passou,
mas não acho que tenha
sido um ano particular,
apenas a continuidade
dos tantos outros,
onde vemos,
infelizmente,
que a humanidade caminha
para a direção contrária:
muitas coisas que antes nos
surpreendiam começam a ser
"naturais"
pois o mundo evoluiu.

Vemos que muitos valores
foram invertidos:
o que é anormal,
tornou-se comum;
o que é imoral,
tornou-se corriqueiro;
a violência nos revolta,
mas não nos impede de dormir;
antes,
compreendíamos nossos
pais com um simples olhar,
hoje tudo é diferente.

Muitas pessoas procuram
a profissão onde vão ganhar
mais e poucos são os que ainda
fazem alguma coisa por paixão.

É isso...
Falta paixão no mundo!
O materialismo tomou conta
de muitas coisas e muito poucos
são os que ainda abraçam uma
causa e seriam capazes
de dar tudo por ela.

O "eu" tornou-se rei
e como há muitos eus
espalhados pelo mundo,
há muitos reis também,
que pensam-se poderosos
e acima de tudo.

E ninguém está acima de tudo
enquanto os homens não
conseguirem controlar
o mar e o tempo.

Nada no mundo se compara
à paz de espírito,
ao sentimento de ter feito o bem,
ao conforto de olhar nos
olhos dos que precisaram de
alguém e conseguiram encontrar
uma presença.

O que o mundo precisa é disso:
a paz,
que só encontramos quando
nosso coração se sente
saciado e um coração precisa
de amor para se alimentar.

Se tiver que deixar uma
mensagem a vocês,
deixo esta aqui:
não desacreditem na vida,
nem no bem,
nem na força do bem e,
acima de qualquer coisa,
não desacreditem em Deus!

O mundo está abandonado
a si mesmo,
mas aqueles que voltam-se
para Deus estão ancorados.

Cultivem o amor,
a paz, a alegria,
o sorriso e tratem as pessoas
com o mesmo respeito,
amor, compreensão,
como gostariam de ser tratatos.

Ninguém deve sentir vergonha
de falar sobre Deus,
de defender uma causa justa,
de se sentir diferente num
mundo onde todo mundo
quer fazer igual.

Pessoas especiais são
pessoas especiais.

Muitos são os que avistam
a porta do paraíso,
mas, creiam,
só as pessoas especiais são
capazes de passar por ela.

Que o Senhor guarde a união
no seio de cada família,
que as pessoas se dêem as
mãos e não larguem quaisquer
que forem as circunstâncias,
que a vida seja repleta e que a
solidão torne-se uma
vaga lembrança!

Obrigada a cada um de vocês
por compartilhar comigo dessa
caminhada na qual acredito
de todo meu ser.

Com muito amor,
tenham um ano de paz,
de muita luz!

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 31 de Dezembro de 2.010.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Iniciando um novo ano

Toda vez que o
ano vai chegando ao fim,
parece que todos vamos
manifestando cansaço maior.

Seja porque as festas se multipliquem
(são formaturas, casamentos, jantares de empresas),
seja porque já nos vamos preparando
para as viagens de férias
de logo mais.

De uma forma ou de outra,
é comum se escutar as pessoas
desabafarem dizendo que desejam
mesmo que se acabe logo o ano.

Quem muito sofreu,
deseja que ele se acabe e aguarda dias novos,
de menos dores.

Quem perdeu amores,
deseja que ele se acabe de vez,
na ânsia de que os dias que virão
consigam trazer esperanças ao
coração esfacelado pelas ausências.

Quem está concluindo algum
curso e deu o máximo de si,
deseja que os meses que se
anunciam cheguem logo,
para descansar de tanto esforço.

E assim vai.
Cada um vai pensando no
ano que se finda no sentido de
deixar algo para trás.
Algo que não foi muito bom.

Naturalmente,
muitos são os que veem findar
os dias do ano com contentamento,
pois eles lhes foram propícios.

Esses,
almejam que os dias
futuros reprisem esses
valores de alegria,
de afeto,
de coisas positivas.

Ano velho, Ano Novo.
São convenções marcadas
pelo calendário humano,
em função dos movimentos do
planeta em torno do astro rei.

Contudo, psicologicamente,
também nos remetem, sim,
a um estado diferente.

Como Deus nada faz,
em Sua sabedoria,
sem um fim útil,
também assim é com a
questão do tempo como
o convencionamos.

Cada dia é um novo dia.
A noite nos fala de repouso.
A madrugada nos anuncia
oportunidade renovada.

Cada ano que finda nos
convida a deixarmos para
trás tudo de ruim,
desagradável que já vivenciamos,
permitindo-nos projetar planos
para o futuro próximo.

Por tudo isso,
por esta ensancha que a
Divindade nos permite a cada 365 dias,
nesta Terra,
pense que você pode
melhorar a sua vida no
ano que se anuncia.

Comece por retirar de sua
casa tudo que a atravanca.
Libere-se daquelas coisas
que você guarda nos armários,
na garagem,
no fundo do quintal.

Coisas que estão ali há muito tempo,
que você guarda para usar um dia.
Um dia que talvez nunca chegue.
Pense há quanto tempo elas estão ali:
meses, anos... esperando.

São roupas,
calçados, livros, discos antigos,
utensílios que você
não usa há anos.
Libere armários, espaços.

Coisas antigas,
superadas são muito úteis em museus,
para preservação da memória,
da evolução da nossa História.

Doe o que possa
e a quem seja mais útil.

Sinta o espaço vazio,
sinta-se mais leve.

Depois,
pense em quanta coisa
inútil você guarda em seu coração,
em sua mente.

Mágoas vividas,
calúnias recebidas,
mentiras que lhe roubaram a paz,
traições que lhe deixaram doente,
punhais amigos que lhe
rasgaram as carnes da alma.

Alije tudo de si.
Mentalmente,
coloque tudo em um
grande invólucro e imagine-se
jogando nas águas correntes
de um rio caudaloso que
as levará para além,
para o mar do esquecimento.

Deseje para si mesmo
um Ano Novo diferente.
E comece leve,
sem essa carga pesada,
que lhe destrói as
possibilidades de felicidade.

Comece o novo
ano olhando para frente,
para o Alto.
Estabeleça metas de
felicidade e conquistas.

Você é filho de Deus
e herdeiro do Seu amor,
credor de felicidade.
Conquiste-a.
Abandone as dores desnecessárias,
pense no bem.

Mentalize as
pessoas que são amigas,
que o amam,
lhe querem bem.

Programe-se para estar
mais com elas,
a fim de, fortalecido,
alcançar objetivos nobres.

Comece o ano pensando
em como você pode
influenciar pessoas,
ambientes,
com sua ação positiva.

Programe-se para vencer.
Programe-se para fazer
ouvidos moucos aos que
o desejam infelicitar e avance.

Programe-se para ser feliz.
O dia surge. É Ano Novo.
Siga para a luz,
certo que com vontade firme,
desejo de acertar,
Jesus abençoará as suas disposições.

É Ano Novo. Pense novo.
Pense grande. Seja feliz.

TEXTO: Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 13, ed. Fep.
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 30 de Dezembro de 2.010.

Um novo ano...

O que esperar de um novo ano?
Muitos esperam milagres,
mudanças radicais,
uma força que não sabem
de onde virá
e que num passe de mágica,
transformará um desejo
em realidade.
Acreditam ainda que
"querer é poder"!
Ledo engano,
pois muitos querem
tanta coisa e poucos
realmente conseguem ter.

É preciso muito mais
do que o simples querer,
é preciso ter os desejos
como "objetivos",
traçar metas palpáveis,
colocar tijolos na massa.

E por falar em massa,
tudo que é durável pede esforço,
as facilidades costumam
se transformar em dores,
os atalhos costumam fazer
a gente perder tempo.

Determine a sua mudança sim,
mas não por que
é dia 31 ou primeiro.
Determine porque precisamos
evoluir constantemente,
e deixar de fumar, emagrecer,
ter mais tempo para a vida,
deixar de lado vícios
e erros que cometemos,
é dar-se de presente
uma vida melhor.

Feliz ano novo todos os dias!
Feliz reflexão e força para mudar.
Eu te desejo além dos votos comuns,
"DETERMINAÇÃO".
A força está ai, dentro de você,
esperando a sua decisão,
respeitando seus limites,
pronto para o novo tempo,
que começa no exato
instante em que você diz:
- eu quero mudar!
Tudo conspira a seu favor!

Feliz 2011

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke

* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 29 de Dezembro de 2.010.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Quantos Natais?

Quantos Natais serão necessários
para obter a paz?
Quantos presentes serão necessários
para trazer alegria?
Quantos abraços trocados serão
precisos para acalmar?
Quantos beijos demorados
precisamos para amar?

Neste Natal,
deixe-se envolver pela vontade
plena de ser feliz,
deixando de lado o comercial que te
pede um presente caro,
deixando de lado o sentimentalismo
barato dos shoppings,
deixando de lado essa falsa impressão
de que algo mudou,
e apostar definitivamente na
mudança interior,
como força capaz de promover
a mudança que queremos no mundo.

A fome continua grande,
o abandono faz fila nas ruas,
o desespero toma conta
de muitas mães,
o medo fala
aos corações dos pais,
a droga ainda é o pior consolo
de muita gente,
a falta de esperança caminha
entre as casas,
passa pelas luzes que não acendem,
pelas árvores que não respeitamos,
pelos animais que matamos
em nome da ceia,
pelos parentes que não convidamos
e nem perdoamos,
pelo Jesus que ignoramos
quando não o buscamos,
quando não entendemos
a sua simplicidade,
quando Ele pede para amarmos ao
próximo como a nós mesmos,
e nós não conseguimos,
pois falta-nos a compreensão do amor.

Que o Natal seja tempo de reflexão,
de silêncio,
de inspiração para dias melhores,
de renovação da nossa capacidade
de ser melhor,
de respeitar cada indíviduo,
cada ser,
e ser Iluminado pela verdade,
que se chama “felicidade”.

Feliz Natal

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 25 de Dezembro de 2.010.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tempo de alegrias ...

O Natal vai chegando
e com ele essa sensação de
que o mundo se transforma
aos poucos.

Os projetos vão aparecendo,
as casas iluminam-se,
tornam-se coloridas e belas.

Dentro do coração a esperança
adormecida acorda devagarzinho
e toma forma,
alimentando assim o desejo
de que um milagre aconteça
e traga os sonhos perdidos ou a
felicidade esperada.

As pessoas tornam-se mais
dóceis e fala-se em
solidariedade.

E Jesus,
muitas vezes esquecido,
renasce.

Quem duvida do milagre
do Natal deveria abrir
mais os olhos,
porque fazer um milagre não
é realizar grandes
e extraordinários feitos,
mas devolver a esperança aos cansados,
a alegria à alma aflita
e um pouco de ternura a um
coração desesperado.

Quem divide um pedaço de
pão com um faminto,
agasalha alguém que sente
frio e traz um pouco de luz
aos que perderam o direito
à luz do dia,
alimenta e veste o Mestre
e habita Seu coração.

Aí sim está o milagre de toda
a magia do Natal.

Sendo humanos,
tornamo-nos serez de luz
capazes de iluminar
o mundo.

Pudesse essa magia
perdurar o ano todo,
haveria mais flores nos campos
e mais sorrisos nos rostos;
haveria mais olhos brilhando
e menos doenças da alma.
E o mundo seria
uma imensa família,
exatamente como
Deus idealizou.

Pense nisso,
tenha um Feliz Natal e faça
Feliz o Natal de alguém!

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 24 de Dezembro de 2.010.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Onde está Jesus?

Mais um Natal que chega
e o mundo que se apressa.
São luzes coloridas e das mais variadas formas,
são as tradições colocadas
em cima da mesa,
presentes preparados e desejados,
bolas de natal,
pessoas apressadas e preocupadas.

E onde está Jesus?

Pouco se fala,
pouco se sabe.

Para uma grande parte das
pessoas faz parte,
como a mangedoura,
das tradições do presépio,
nada mais.

Mas Jesus está vivo,
inteiro e perfeito.
E no silêncio da noite
Ele acalenta os corações dos que
perderam as esperanças e Se faz
presente nas almas das crianças.

Ele abraça o mundo numa única
noite e chora o esquecimento,
a troca da Luz Real
e Eterna por inúmeras luzes
artificiais e passageiras.

Jesus está presente,
mesmo se você não O vê.

Ele está onde você O coloca,
Ele toca onde você permite que Ele toque,
ele transforma aquilo que você
permite que transforme...

Ele dá em abundância uma paz
que em nenhum lugar do mundo
é possível encontrar.

Jesus é o amor de Deus.
E onde se encontra o amor de Deus,
encontra-se o amor do mundo inteiro.
Pensei nisso e tenha o mais
lindo de todos os Natais!

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 23 de Dezembro de 2.010.

A cruel indiferença

Basta um olhar nas grandes
cidades e lá está o retrato da indiferença.
Gente maltratada, infeliz, doente,
paupérrima se esgueirando pelas ruas,
estendendo as mãos, pedindo, suplicando.

Do interior dos carros, vidros fechados,
refrescados pelo ar condicionado,
perfumados e alimentados,
olhamos essas cenas como se estivéssemos
vendo um filme.

Alguns até reagem com uma certa irritação.
Culpam o Governo,
reclamam das diferenças sociais,
chamam de vadios os andrajosos que olham
para eles com ar cobiçoso ou infeliz.

Outros viram o rosto,
enojados pelo espetáculo da miséria
e do abandono.

E há os que se compadecem,
mas têm medo de abrir a janela,
de estender a mão, de sorrir.

Todos esses, invariavelmente,
esquecem dos espetáculos da pobreza
tão logo chegam em casa,
ao escritório ou aos locais de lazer.

Nos restaurantes,
quem lembra dos famintos?
Diante dos pratos
cheirosos e meticulosamente arrumados,
quem haveria de recordar crianças esqueléticas,
mães famélicas?

Nos cinemas,
lágrimas nos vêm aos olhos diante de filmes que
retratam a desigualdade social avassaladora,
mas saímos de lá impassíveis
diante do homem torturado que
sofre ao nosso lado.

Que fizemos de nossa sensibilidade
diante da dor alheia?
Em que ponto de nossa vida a indiferença
se instalou em nosso peito e,
com mãos de gelo,
nos segurou o coração?

Certamente que a caridade não
exclui a prudência.
E é claro que não devemos nos responsabilizar
por todas as dores do Mundo.

Mas, reflitamos:
Estaremos fazendo de fato
tudo o que é possível?

No momento damos as sobras de nossa mesa,
as roupas usadas,
alguns poucos reais para uma instituição.
Tudo muito louvável.

Mas estaremos mesmo contribuindo
para reduzir a desigualdade
aterradora que se vê no Mundo?

Cada um de nós,
no papel que desempenha,
no ambiente profissional,
pode contribuir, sim,
para mudar esse estado de coisas.

Quem de nós vive tão isolado que não
possa estimular alguém ao estudo,
ao trabalho?
Quem de nós,
de excelente condição financeira,
escolhe uma criança pobre e lhe dá a chance
de estudar em boas escolas?

Quantas vezes temos a chance de mudar a vida
de alguém desvalido e nos calamos,
omitimos, encolhemos?

Para aquele que tem vontade real de contribuir,
a vida oferecerá
oportunidades ímpares de fazer a diferença.

Por isso, abra seu coração para o amor.
Desde hoje, deixe que seus
olhos contemplem o Mundo com
muito mais bondade.

Procure ver em cada criatura sofrida
um irmão que tateia,
cego,
em busca da mão amiga que lhe ofereça
apoio e segurança.

A indiferença é a escuridão da alma.
Acenda a candeia de um coração
sensível e traga luminosidade para a sua
vida e para a de seus companheiros
de jornada.

FONTE: Hugo Dostoievsk
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 22 de Dezembro de 2.010.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

POR QUE NÃO É SEMPRE NATAL?

Porque ainda vivemos
num mundo de desamor,
de egoísmo,
do não entender aquele
que caminha ao nosso lado,
que não deixa de ser
nosso irmão pois,
viemos de uma Unicidade
e para ela caminhamos.

Natal hoje é poder,
é ciranda monetária
a governar.

São ínfimos
momentos que a alma
sente a sua essência mas,
logo ignora esse lado lindo
que é o teu ser superior e divino
e plasma no material
nessa densa dimensão que
ora vivenciamos.

O mundo carece de amor
não de doar um dia só
e alimentar a fome
daquele que mendiga tudo,
vive na sombra e nas
sarjetas da vida.

Não digo que passemos
a viver a vida deles mas,
que ensinamos a pescar e
a buscar o teu alimento
dando condições para
que ele seja um cidadão
com os seus direitos
e deveres.

Somente assim a violência
irá ser sanada,
o ódio dissolvido de cada alma
e as crianças teriam
uma nova visão do mundo
onde poderiam ser
crianças que brincam
e não escravos da máfia
poderosa das drogas
e de todo mal que perpetua
na humanidade.

Mas onde esta a consciência
dos homens que tem o poder
em mãos e nada fazem
para sanar essa injustiça social,
para que tudo possa ser
mais no compartilhar,
no amor incondicional,
onde cada um possa mostrar
teu potencial de luz,
não de trevas matando
e dissipando
os inocentes da vida.

Sim....
Todos os dias poderiam
ser Natal.

Com esse sentir e elevar
do nosso sentimento
onde cada um dê a mão ao outro
procurando se interagir
numa paz e amor.

Precisamos entender que todos
necessitam sobreviver
com dignidade,
serem respeitados como cidadãos,
como seres humanos que são,
e não vermes de uma pseudo sociedade
onde o egoísmo predomina,
o desamor impera e
cada um olha apenas
para teu umbigo e
não amplia teu olhar para
o universo
que clama pelo amor e paz.

Que cada ser pare e pense
que tudo na vida passa,
e que daqui nada levamos,
a não ser o aprendizado
de nos amarmos cada dia mais,
para que possamos
amar o outro
como a nós mesmos.

Beijos de luz em cada coração

Namastê!

TEXTO: Zelisa Camargo
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 18 de Dezembro de 2.010.

Janelas da Vida

Abra a janela do teu coração
e deixe a alma arejar!
Sabe aquele cheiro de mofo de
sonhos que envelheceu e você
nem se deu conta?
Deixe que o vento leve para longe.

Livre-se também do ranço amargo
de toda mágoa e do rancor,
faça uma boa limpeza na
vidraça do coração,
garanto que você enxergará
melhor a vida lá fora.

Deixe a luz inundar tudo,
apagar as marcas das decepções,
as tristezas das derrotas
e da mania de sofrer por sofrer
e acima de tudo,
permita que o sol derreta
o gelo da solidão.

Apaixone-se por um sorriso
e sorria junto,
ilumine as janelinhas dos olhos...
Ame a pessoa que o espelho
reflete todas as manhãs.

Escancare a janela dos desejos
e esbanje sonhos,
ninguém sonha em vão,
e também não é verdade
que os sonhos fogem,
as pessoas é que desistem,
e eles morrem.

Desenhe um horizonte
além da tua janela,
exagere nas cores e...
Faça florescer todos os campos
que sua vista alcança.
Vá além, muito além.

Abra a janela da vida e
seja pleno em cada coisa ainda
que pareça pequena.

Viva com a espontaneidade
de uma criança.

Debruce na janela e não olhe a
vida passar através dela.

Viva!

TEXTO: Lady Foppa
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 14 de Dezembro de 2.010.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O bem do desapego

É quando nos preparamos para mudar
que percebemos a quantidade de coisas que
guardamos sem necessidade.

Nem sabemos por que o fazemos,
mas temos medo de um dia precisar disso
ou daquilo e vamos acumulando nossas preciosidades,
se assim podemos dizer.

Grande armário é o nosso coração e a nossa alma!

Imagino que se um dia tivéssemos que "mudar"
esse pedacinho de nós,
encontraríamos nele muitas coisas
desnecessárias das quais tivemos dificuldade
para nos desvencilhar.

Como nos nossos armários há roupas que
nem nos cabem mais,
nas gavetas objetos inúteis,
há nesse nosso coração certamente sentimentos
que há muito deixaram de nos servir,
mas que continuam intactos,
como se o tempo para eles não
tivesse passado.

As águas correm nos rios,
mas não no nosso interior.
Elas levam o que encontram pela frente,
mas nós nos apegamos ao inútil e nos impedimos
assim de desembocar no grande mar da vida que
nos oferece novos horizontes.

Se um dia decidirmos mudar de casa e nos
oferecermos uma nova vida,
não precisamos deixar tudo
e nem carregar tudo.
Um coração sábio saberá escolher o
que deve ser aproveitado ou não.

Os carinhos que recebemos permanecerão intactos,
mesmo se as flores se secaram
e as cartas se perderam.

Antigas e amareladas mágoas nunca têm utilidade,
a não ser para envelhecer e entristecer nossa alma.
Coisas que começamos e nunca
terminamos ou continuamos,
ou desistimos.

Não é vergonhoso deixar coisas para trás,
pesado mesmo e seguir em frente
carregando essas mesmas coisas que nem
sabemos onde vamos colocar.

Valioso demais é nosso coração para
que seja maltratado,
para que seja a ele negada a chance
de se oferecer novas
oportunidades e novos ares.

Cultivar no seu jardim a flor do desapego não
significa amar menos ou deixar de apreciar
o que de bom a vida nos oferece.

Apenas mudar nosso olhar em relação ao
mundo e se dizer que
as coisas realmente bonitas e importantes ficam
gravadas para sempre nas paredes da nossa alma,
seja qual for nosso caminho.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 10 de Dezembro de 2.010.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Feridas Cicatrizadas ...

As pérolas são feridas curadas,
são produtos da dor.
Resultado de uma substância estranha
ou indesejável no interior da ostra,
como um parasita ou um grão de areia.
A parte interna da concha de uma
ostra é uma substância
lustrosa chamada nécar.

Quando um grão de areia penetra
as células do nécar
começam a trabalhar e cobrem o grão
de areia com camadas e mais camadas para
proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado,
uma linda pérola é formada.

Uma ostra que não foi ferida de algum modo,
não produz pérola,
pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

Você já se sentiu ferido pelas
palavras rudes de alguém?
Você já sentiu que seu
mundo está para desmoronar,
que nada dá certo,
que os problemas rondam você?
Você já foi acusado
de ter dito coisas que não disse?
Suas idéias já foram rejeitadas?
Então produza uma pérola!

Cubra sua dor, suas mágoas,
suas rejeições sofridas
com camadas de amor.

Lembre-se apenas
de que uma ostra que
não foi ferida jamais
poderá produzir pérolas.
E que as pérolas são
feridas cicatrizadas.
O processo de produzir a
pérola é a resposta que um pequeno
ser pode dar ao insulto que recebe,
ao estranho que entra no
seu mundo e que o machuca.
Podemos dizer então que a
pérola é a resposta
da ostra quando machucada.

Eu não sei o que
você faz das suas dores.
Eu não sei o que você faz dos
insultos que recebe.
Eu não sei o que você faz das
dificuldades na sua vida.

Eu não sei como
é que você lida com aquilo
que nós consideramos sofrimento.
Eu só sei que a sabedoria nos ensina
que quando uma dor nos toca,
de alguma forma,
uma redenção já se aproxima,
porque a redenção só é possível no
momento em que a gente descobre
o significado do sofrimento.

Há pessoas que sofrem por sofrer.
Há pessoas que descobrem o
significado do sofrimento.

E você já parou para pensar que,
quanto mais uma pessoa sofre,
mais histórias ela tem para contar depois?
E que quanto maior é o sofrimento
maior é o ensinamento que fica dele?

Eu sei que é difícil,
eu sei que não é fácil
utilizar-se dessa linguagem.
Eu sei que na prática,
quando o sofrimento nos envolve,
é difícil a gente descobrir
um significado para ele.
Mas nós não podemos
negar que a gente vai
ficando sábio à medida que a gente
vai descobrindo o jeito de lidar
com a vida.

Que todas as suas feridas possam,
em breve,
se transformar em pérolas!

AUTOR: Pe. Fábio de Melo
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 03 de Dezembro de 2.010.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ainda se eu falasse a linguagem dos anjos ...

Uma das coisas mais difíceis
no mundo é ter um coração puro.
Podemos ter corações amáveis,
gentis e abertos aos outros,
mas puros e cheios de amor
desinteressado...
quanto trabalho ainda deve ser feito,
quanta renúncia,
quanta aceitação e quanta doação!

Não podemos negociar com Deus,
fazer isso em troca daquilo,
agir de uma certa forma para
obter algum tipo de recompensa.

O amor é gratuito
e nossa dedicação a Deus
ou aos outros não deve depender
do que obtemos de volta.

Aquilo que sai da nossa alma
e do nosso coração devem ser ofertas,
livres de quaisquer condições.

Deus nos dá em retorno?

Certamente,
porém não como paga,
mas como resultado da confiança
que depositamos nEle.

Não somos bons quando
damos de nós aos outros,
nem quando fazemos caridade,
nem mesmo quando abandonamos
nossa vida por alguém que
carece da nossa ajuda.

Somos bons quando as coisas,
gestos e palavras saem
do nosso coração como uma flecha
e não ficamos observando
se ela vai voltar.

Somos bons quando não
contamos que nosso irmão tem
mais que nós e nos
sentimos ofendidos,
quando o bem e a felicidade
do outro passam a ser nosso bem
e felicidade também.

Erram as pessoas que acham-se
boas quando doam de si.
isso é orgulho.

Geralmente elas dão do que
lhes sobra e seus objetivos
são tornarem-se pessoas melhores.
Fazem por si no fim das contas,
não pelos outros.

O caminho para o Alto
é muito longo e a porta de
entrada é estreita.

Os que acham que já estão
na metade do caminho,
certamente nem começaram
ainda a subir.

É Deus quem nos eleva
e precisamos dizer muitos
"não" e muitos "sim"
até que alcancemos um
pedacinho do céu.

Amar demais aqui e odiar ali,
anula o amor;
escolher os que perdoamos
é o mesmo que não perdoar ninguém,
pois nosso coração continua
com manchas.

O amor tem olhos fechados
e é o maior de todos os dons,
distribuído a todos na face da terra.
Mas segundo a Bíblia,
há os que plantam,
os que colhem,
os que multiplicam e os
que escondem.

Podemos fazer todos
os bens do mundo,
regar os jardins dos que
precisam e oferecer-lhes
nosso melhor sorriso,
mas ainda assim não teremos
começado nosso caminho
se negamos a palavra a um irmão,
se os ressentimentos corroem
nosso coração,
se contamos cada ato
que realizamos.

Deus não precisa dos nossos
gestos vazios,
Ele apenas pede um
coração sincero.
Aquele que sabe e reconhece
não ser perfeito,
mas abre-se a cada dia ao próximo,
ao distante e tem por
meta fazer o bem.

Deus ama a todos indistintamente,
mas os que aprenderam
o que é compartilhar,
compreenderam melhor os
preceitos do Seu coração.
E esses provam plenamente
da Sua Graça.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 02 de Dezembro de 2.010.