domingo, 30 de abril de 2017

NÃO ILUDA NINGUÉM ENQUANTO NÃO ESTIVER PRONTO PARA AMAR

Não podemos nos permitir iludir alguém com aquilo que não estivermos dispostos a assumir, pois isso equivale a levar dor para a vida de quem não merece sofrer.

Existem várias situações que nos levam a desacreditar do amor, a nos desiludirmos a ponto de tomarmos a iniciativa de nunca mais nos entregarmos a alguém, porque então parecerá que sempre iremos nos decepcionar. Num primeiro momento, acabamos nos dispondo a tornar nosso coração fechado, um lugar onde não caberá mais ninguém além de nós mesmos.

Guardar um lugar especial dentro de nossos corações para nós mesmos sempre será bom, pois a autoestima deve permanecer saudável, para que não nos julguemos nem mais, nem menos do que realmente somos. É assim que nos preparamos para dividir e compartilhar sentimentos sem que nos esqueçamos de nós mesmos e sem que nos esqueçamos do outro nesse percurso.

Entretanto, não podemos deixar de nos permitir a entrega completa e transparente ao quem vem ao nosso encontro com o coração pulsando e a mente aberta. Não conseguiremos sorver todos os prazeres que uma relação promove, caso estejamos por demais machucados, desiludidos e, portanto, decididos a compartilhar pela metade, aos poucos. 

A entrega amorosa necessita de reciprocidade, de imensidão, de lotação, ou não floresce.

Iniciar um relacionamento amoroso quando não se está completamente pronto a se despir dos receios e das desconfianças que não se dissiparam, enquanto o coração ainda se encontra pesado e ressabiado, será inútil e muito provavelmente trará dissabores para ambas as partes. Não podemos nos permitir iludir alguém com aquilo que não estivermos dispostos a assumir, pois isso equivale a levar dor para a vida de quem não merece sofrer.

O coração necessita de espaço livre e de leveza para que possa novamente se preencher com tudo aquilo que o amor tem a trazer. Logicamente, nesse pacote vem junto alguma dor, alguns conflitos, mas a verdade sempre será mais forte do que qualquer contrariedade. É covardia deixar alguém se aproximar com sentimentos sinceros, quando sabemos que ainda não nos entregaremos com volta transbordante.

No mais, as decepções amorosas não devem servir para nos tornarmos cada vez mais fechados aos encontros que a vida traz, mas sim para nos motivar a jamais desistirmos de amar, de novo e de novo, pois é assim que nos encontraremos e encontraremos quem será nosso repouso de alma, nosso recanto de calma, nossa cumplicidade de vida. E será então pleno, porque vivido, remoído, transpirado e impresso dentro de nós.

TEXTO DE: Marcel Camargo
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 04 de Maio de 2.017.
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O Detox que precisamos...

Detox vem da ideia de desintoxicar, tirar do corpo tudo o que não lhe faz bem. Louvável, sem dúvida nenhuma. Mas o problema começa quando as pessoas resolvem achar que duas garrafas de suco verde são a milagrosa solução para melhorar suas vidas.

Não adianta comer chia toda manhã se a gente odeia o emprego e já sai de casa com vontade de voltar. Não dá para achar que o corpo vai estar puro se você não acredita no que faz e passa mais de 40 horas da semana ruminando tarefas infelizes.

Não adianta beber 3 litros de água por dia quando se está num relacionamento que afundou. Não adianta colocar linhaça nas receitas quando só se reclama da vida, dos outros, do país, do calor, da chuva, do trânsito. É um círculo vicioso, quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção a gente dá às coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.

É ilusão achar que a mudança vem de fora para dentro. Que a felicidade e a saúde cabem em embalagens plásticas com códigos de barra. Produtos podem ser ótimos coadjuvantes nessa busca, mas a verdadeira mudança é só o protagonista quem faz.

Detox de dias iguais. Detox de gente ruim. Detox de maus hábitos. Detox de inveja. Detox de relações doentes. Detox de obsessões. Detox de pessimistas. Detox de medo de mudar. Detox de dias desperdiçados. Detox de sentimentos pobres. Detox de superficialidade. Detox de vícios. Detox de viver por viver. 

E pra fazer detox na vida é preciso coragem. Coragem para mudar, para arriscar, para romper, para fechar ciclos que há muito tempo deveriam ter terminado.

TEXTO DE: Ruth Manus
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 03 de Maio de 2.017.
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sábado, 29 de abril de 2017

Abrindo a Janela

Em muitos momentos da vida, almejamos que o sol ilumine nossos passos. Porém, quantas vezes, esquecemos de abrir a janela, permitindo que ele entre?

Nos perdemos nas reclamações ou apenas ficamos esperando por dias melhores, sem no entanto, dar o primeiro passo.

Se desejamos que algo mude, não adianta ficar de braços cruzados à espera de um milagre; é preciso arregaçar as mangas e ir adiante.

Vencer o medo que nos paralisa e prosseguir, descobrindo que esse medo que acreditávamos ser tão forte se perdeu pelo caminho.

Devemos parar de fugir dos desafios, como se não fôssemos capazes de superá-los.

Se queremos que a luz chegue até nós, precisamos abrir as portas da nossa alma e deixar que ela penetre.

Se queremos mudanças em nossa vida, passemos a cultivar o terreno; só assim ele produzirá os frutos que almejamos.

Não acreditemos que somos incapazes de realizar as transformações que se fazem necessárias; talvez leve tempo, mas o importante é jamais desistir de caminhar, dando um passo de cada vez.

Cada um de nós possui um talento a ser utilizado. Não deixemos que ele enferruje. Valorizemos nossas conquistas e nos empenhemos em combater as nossas fraquezas, tendo a consciência de que não iremos vencê-las de uma hora pra outra; porém, façamos o melhor que pudermos.

Se almejamos por dias melhores, façamos a nossa higiene espiritual. Quantos sentimentos nocivos não estão guardados apenas nos atrapalhando nessa jornada?

Não nos deixemos abalar com as quedas sofridas. Levantemos confiantes e mais confiantes ainda, sigamos o nosso caminho.

Se a tristeza nos incomoda, façamos algo para que ela vá embora. Ficar apenas desejando que as coisas melhorem, sem realizar algo em prol disso, não resolverá a situação.

Sonhar que o sorriso retorne, mas viver em lágrimas também não ajudará em nada.

Muitos dirão que o sofrimento que enfrentam é maior que suas próprias forças e nada podem fazer para saírem dessa situação.

Porém, todos somos capazes sim, basta acreditar e buscar a luz que há dentro de cada um de nós.

O Pai jamais nos colocaria frente a uma prova, se não pudéssemos enfrentá-la. Ele não quer que vivamos em sofrimento, espera que compreendamos a lição, que possamos evoluir espiritualmente e continuar o caminho que o Seu Filho nos deixou.

E para isso, basta que abandonemos o papel de vítimas ou algozes de nós mesmos e compreendamos que somos capazes de muito realizar. Não estamos aqui apenas a passeio ou para sofrer, viemos para evoluir, precisamos seguir em frente e sem medo do que iremos encontrar.

Não basta apenas clamar aos céus que nos console; precisamos caminhar em direção à cura que almejamos.

Precisamos batalhar pela nossa reforma íntima a todo instante. Substituir o desânimo que nos envolve pela esperança. Enfraquecer a angústia com o poder da fé.

Não deixar que as adversidades do dia a dia nos convençam a desistir. Acreditar em nosso potencial, porque só quando realmente acreditamos, poderemos usá-lo.

Seguir o Evangelho de Jesus, não apenas através das palavras, mas também, com ações.

Confiar que não estamos sozinhos e abrir a nossa janela para que o sol adentre, porque só assim, ele poderá iluminar nossa vida.

TEXTO DE: Sônia Carvalho
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 02 de Maio de 2.017.
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Que sentido você dá ao seu trabalho?

Você já teve a oportunidade de ver filas de gado entrando para o abate?

E filas de trabalhadores entrando para o trabalho em uma grande empresa?

Eu já tive a oportunidade de observar por diversas vezes as duas cenas e apesar de serem diferentes, na minha percepção, elas tem algo em comum: A falta de animação, de vida e coragem de seus personagens principais. 

Parece que o gado pressente o que está por acontecer e as pessoas como seres racionais, e pela experiência, sabem o que vai acontecer e isso reflete em suas faces e fisionomias.

Fico me perguntando o que causa tanto desânimo: Será a nova forma de organização do trabalho ou a falta de sentido que as pessoas veem em seu trabalho ou ainda a representatividade histórica do que vem a ser o trabalho?

Não é uma questão de múltipla escolha. Pode ter um pouco de cada um desses ou de outros fatores.

Apesar de saber das influências do sistema de produção implantado sobre a forma de vida e trabalho, chego a conclusão que uma grande maioria ainda não encontrou sentido no trabalho que realiza. 

Grande parte dessas pessoas ainda enxerga o trabalho de uma forma isolada e não o contexto global onde aquela “pequena” tarefa vai contribuir para o sistema como um todo, e aí elas se diminuem ao tamanho da tarefa que “acha”que faz ao invés de se elevar pela grandiosidade da obra completa. 

Explico melhor, a grande contribuição de uma pessoa que instala tijolos em uma construção, a meu ver, não se resume a tarefa de instalar tijolos, ela pode estar ajudando a construir, por exemplo, um edifício que dará abrigo a lares e à realização de muitas pessoas. 

Esse exemplo pode ser estendido todas as áreas da atuação humana.

O trabalho ainda é visto, por alguns, como tão somente uma forma de atender as satisfações primárias do ser humano como: moradia, alimentação, vestuário, dentre outras. 

Sem demagogia, o trabalho cumpre também essas funções, mas não são só essas. Acima de tudo é uma forma de transformação e realização humana.

Enquanto transformamos aquilo que fazemos nos transformamos também enquanto pessoas e nos elevamos.

Para preservarmos a nossa integridade, tanto física como mental, é importante buscarmos sentido para o que fazemos. Isso não significa somente fazer o que gosta, mas aprender, em alguns casos, a gostar do que faz.

TEXTO DE: Ana Meira
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 01 de Maio de 2.017.
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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ainda dá tempo de ser feliz

Quando somos muito jovens, acreditamos que os nossos sonhos e motivações giram em torno daquele tempo e, assim, temos pressa em ser feliz para sentir as emoções que julgamos ser prerrogativas da tal juventude. 

Maduros, percebemos que não existe idade ou prazo para desfrutar a felicidade, mas quando ela chega às últimas décadas da vida, vem com sabor de sabedoria, tem gosto de “melhor pedaço”- aquele que a gente deixa para o fim.

No tempo dos nossos avós, as pessoas envelheciam muito cedo, assumindo um estilo de vida característico dessa “velhice” prematura, manifestada no comportamento, na imagem pessoal e na falta de razão para sonhar. Precocemente, essa geração estava fadada ao conformismo e à acomodação, acreditando haver passado “o seu tempo”, mesmo que lhe restassem muitos anos.

Mas o mundo girou e a vida ganhou fôlego. É certo que hoje, o tempo parece andar a passos mais largos, rápidos e vertiginosos. Mas ao contrário do que se via antes, esse corpo “velho” não tem mais tanta pressa para pendurar as chuteiras.

Ele está se demorando pelas esquinas da vida, saboreando emoções e pouco se importando com a cronologia.

Os ciclos se renovam e as pessoas estão recomeçando aos 40, 50, 60 anos, cheias de vigor e esperança, porque não existe mais tempo para amar, sonhar e ser feliz. E ainda que o nosso corpo esteja cansado e as marcas do tempo adornem a nossa fisionomia, esse encontro de felicidade com sabedoria é uma experiência que não se compara às emoções de quando éramos meros aprendizes da vida, um tempo que a gente não entendia o valor das coisas que, de fato, fazem sentido.

TEXTO DE: Cris Grangeiro
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 29 de Abril de 2.017.
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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Por que é tão difícil decidir

Decidir nos faz assumir uma grande responsabilidade sobre o que virá depois, por consequência. Ter o poder de deliberar uma situação é um tanto assustador pelo fato de que não existem certezas e, portanto, nunca saberemos se o que decidirmos nos levará ao estado desejado. Ou seja: podemos vir a nos arrepender. Então, o medo de tomar uma decisão errada nos leva a suportar as inquietações que nos roubam a paz.  

Essa “falta de garantia” de que vai dar tudo certo faz parecer mais cômodo viver a insatisfação, que provocar a mudança.

O risco é uma escolha que pode dar errado, mas que pode também dar muito certo. Por que não arriscar? Ou melhor: por que não arriscar SER FELIZ? 

Se não tentamos, nunca vamos saber. Talvez, o nosso maior receio seja o de não poder reverter as nossas decisões. Mas nada, afinal, é definitivo, e aquilo que é irreversível encontra uma adequação. Quando erramos um comando do GPS ele não faz uma reprogramação? 

Assim é a vida. Têm coisas que duram mais que o conveniente e se tornam um fardo. Quando uma decisão envolve mudança, procrastinamos para evitar a dor da readaptação, natural, até que o novo entre em harmonia e conformidade. 

Mas o tempo é o remédio eficaz e imbatível para todas as situações.  Com paciência e perseverança, tudo se encaminha e novas motivações nos guiam para uma condição melhor.

Nós não viemos ao mundo para padecer no sofrimento, na insatisfação. Estes são sintomas que anunciam a necessidade de transformação. Nós estamos pisando na areia derramada da nossa ampulheta da vida. Num estalar de dedos ela 

cessa. Chegada a hora, o livro sobre a cabeceira que não terminamos de ler, o meio frasco do perfume preferido, tudo ficará para trás. Essa mania de deixar para amanhã, de guardar para depois, de adiar os planos, de ficar criando coragem para fazer o que tem que ser feito agora! 

Nós temos medo de viver de verdade e nos aprisionamos à arquibancada como espectadores inertes, lamuriando a má sorte. Mas no fundo reconhecemos que somos covardes e invejamos a força e a coragem daqueles que ousam tomar uma decisão, enfrentando todos os riscos para apostar num vislumbro de felicidade.

TEXTO DE: Cris Grangeiro
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 28 de Abril de 2.017.
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Você tem medo de enfrentar verdade?

Você se recusa a encarar a verdade pra não ter que se deparar com fatos indesejáveis, obscuros, difíceis de serem enfrentados? 

Prefere acreditar nas verdades "convenientes"?

Muitas pessoas se acovardam diante de suas dúvidas e desconfianças para não se exporem ao sofrimento e à dor. 

Escolher a verdade é um ato de coragem. É negar-se a viver de aparências, de "faz de contas". Se a vida te oferece uma taça de vinagre, trague-a em breves goladas! 

A verdade, ainda que seja dura, não quer o seu mau. Ter os pés no chão é saber onde pisa. Se tem estilhaços de vidro à frente, use um solado de couro e siga em frente! Transponha o problema. Não fique estagnado.

A ilusão se sustenta em mentiras, evidências incompletas, suposições que causam angústia, inquietude, sensações avassaladoras. 

Se você só tem incertezas, se só pode enxergar uma fresta, não fantasie. Não infira pelo que não vê, ou pelo que a sua compreensão não alcança. A verdade vem no seu tempo. Tenha paciência. 

A ansiedade provoca equívocos na interpretação dos fatos. Não se desespere, não julgue, não aja, não decida, antes que a verdade se estabeleça, clara e nítida.

Quando a verdade bater à sua porta, como o oficial que traz notícias da guerra, viva o luto e renasça mais forte e cheio de sabedoria.

Não floreie a realidade. Tudo passa! E somente a verdade lhe liberta da prisão a que você se subjuga. 
Quando a vida dá uma virada, é pra gente tomar o rumo certo. 

O abismo nos ensina a voar.

TEXTO DE: Cris Grangeiro
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 27 de Abril de 2.017.
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domingo, 23 de abril de 2017

Você nasceu para mudar o mundo de alguém, não para agradar a todos

Sim, enquanto você se consome todos os dias por não conseguir agradar a muitos, Deus trabalha em sua vida para te fazer um instrumento de mudança na vida de alguém, Ele molda os seus pensamentos, Ele refaz as suas forças, Ele te enche de sabedoria, Ele reconstrói a sua inteligência e a torna habilidosa e sensata, Ele te capacita a fazer coisas que no seu estado humano natural você não faria, Ele te concede dons e te enche do Espírito Santo dEle, para que tudo que você fizer, falar ou agir seja pela sua perfeita vontade, e faça algo de extraordinário na vida de quem realmente deseja ser feliz e precisa da sua ajuda.

Não se torture quando alguém não elogiar ou aplaudir os seus feitos, não se sinta pra baixo quando alguém disser que não gosta de você, que não se agrada daquilo que você faz ou que não esta satisfeito com a sua presença, com a sua vida, com as suas realizações ou com a sua forma de lidar com os outros. 

Psiu, agradar A TODOS mata a nossa personalidade, e não estamos aqui para nos anular e sim para fazermos a diferença na vida daqueles que realmente acreditam na gente. Você não tem que viver para quem não te admira, isto cansa, você tem que fazer valer a pena a sua vida e mostrar para que veio a este mundo através de suas atitudes verdadeiras e honestas diante de Deus e de você mesmo. 

Você nasceu com propósitos, e só sentirão a força do seu coração aqueles que se permitirem a ele. Segue o seu caminho semeando as suas boas sementes, foque naquilo que realmente contribuirá de alguma forma com o seu futuro. 

Ignore este povinho mal amado que já se profissionalizou em atirar pedras, não seja justiceiro querendo a todo custo tirar satisfações com quem não muda nada em você, faça os seus dias valerem a pena, faça a sua alma ser mais bonita, desconstrua suas opiniões formadas em cima das feridas que já te causaram, e reconstrua um pensamento novo de fé, esperança e confiança naquele que te prepara um caminho novo todos os dias e que não te cobra aparência, nem te diminui pelo que você realmente é.

TEXTO DE: Cecilia Sfalsin
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 26 de Abril de 2.017.
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Então, o medo de tomar uma decisão errada nos leva a suportar as inquietações que nos roubam a paz. Essa “falta de garantia” de que vai dar tudo certo faz parecer mais cômodo viver a insatisfação, que provocar a mudança.

O risco é uma escolha que pode dar errado, mas que pode também dar muito certo. Por que não arriscar? Ou melhor: por que não arriscar SER FELIZ? 

Se não tentarmos, nunca vamos saber. Talvez, o nosso maior receio seja o de não poder reverter as nossas decisões. Mas nada, afinal, é definitivo, e aquilo que é irreversível encontra uma adequação. Quando erramos um comando do GPS ele não faz uma reprogramação?

Assim é a vida. Têm coisas que duram mais que o conveniente e se tornam um fardo. Quando uma decisão envolve mudança, procrastinamos para evitar a dor da readaptação, natural, até que o novo entre em harmonia e conformidade. Mas o tempo é o remédio eficaz e imbatível para todas as situações. Com paciência e perseverança, tudo se encaminha e novas motivações nos guiam para uma condição melhor.

Nós não viemos ao mundo para padecer no sofrimento, na insatisfação. Estes são sintomas que anunciam a necessidade de transformação. Nós estamos pisando na areia derramada da nossa ampulheta da vida. Num estalar de dedos ela cessa.

Chegada a hora, o livro sobre a cabeceira que não terminamos de ler, o meio frasco do perfume preferido, tudo ficará para trás. Essa mania de deixar para amanhã, de guardar para depois, de adiar os planos, de ficar criando coragem para fazer o que tem que ser feito agora!

Nós temos medo de viver de verdade e nos aprisionamos à arquibancada como espectadores inertes, lamuriando a má sorte.

Mas no fundo reconhecemos que somos covardes e invejamos a força e a coragem daqueles que ousam tomar uma decisão, enfrentando todos os riscos para apostar num vislumbre de felicidade.

TEXTO DE: Cris Grangeiro
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 22 de Abril de 2.017.
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A BALEIA AZUL NÃO TEM CULPA

Lamento informar aos pais, mas não vai adiantar acabar com a "baleia azul". Se acabarmos com a baleia, pode vir o "elefante roxo", o "tigre amarelo", o "pica pau cor de rosa" e outros. O que de fato está faltando é a "cor" nas famílias.

Estamos demasiadamente distraídos e buscando culpados o tempo todo. Estamos com pais "cinzas", sem vida, sem ação, sem autoridade, sem carinho com os filhos, sem tempo.

Acredite, ninguém substitui você na vida de seus filhos. Quando falta você (pai e mãe), seu filho buscará preencher sua ausência com qualquer bicho de 7 cabeças ou sem cabeça alguma.

Sabe porque essa geração de filhos não sai do celular, do computador, dá internet, do isolamento? Porque vocês os empurram pra esse mundo virtual.

Os pais não tem dado o carinho real, o abraço acolhedor, não tem tempo para brincar com os filhos, rolar no chão, sujar a roupa com eles.

Aproveitem que surgiu a novidade dá baleia azul para alcançar a graça de acordar para o cuidado com seus filhos.

Se você não tiver tempo para seus filhos, todos os bichos do mundo terão.

Resgate seu filho, sua família.

TEXTO DE: Não encontramos a autoria do texto acima. Fineza nos informar através do -email mensagem@toninholima.com.br
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 24 de Abril de 2.017.
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sexta-feira, 21 de abril de 2017

UM MOMENTO PODE MUDAR TUDO: SOBRE AS REVIRAVOLTAS QUE A VIDA DÁ

A cada dia acredito mais que a mudança, quando tem que acontecer, te pega de jeito, te revira do avesso, te caça, te acha, te incomoda, te grita, te aperta, mas acontece, não tem pra onde correr. É como se você passasse uma vida inteira fugindo de algo que, lá no fundo, você sempre soube que teria que lidar um dia. É aquela coisa: você pode até fingir ser quem não é, fazer o que não gosta, comprar o que não precisa, trabalhar com o que detesta, construir-se na fachada de qualquer coisa que te esconda da sua essência, mas, uma hora, o calo aperta, o coração machuca, a alma grita, o grito sai da garganta. Não dá pra viver uma vida morna, desconectada de quem a gente realmente é. Simplesmente não dá. Eis o maior arrependimento de quem já se vê num leito de morte: ter apenas existido. Ter passado pela vida sem ter realmente vivido.

É engraçado como o nosso destino é traçado em um único momento. O momento em que você disse sim. O momento em que você disse não. O momento em que resolveu partir. O momento em que resolveu ficar. O momento em que começou. O momento em que terminou. O perdão não dado. O perdão sincero. Tudo o que poderia ter sido, mas não foi. Tudo o que simplesmente foi e que você não gostaria que tivesse acontecido, mas que aconteceu. Um único momento.  E a vida revirando as gavetas, tirando todas as nossas certezas de lugar, fazendo as vezes de escola, de carrasca, de amiga, de colo, de ombro, de tempo, de tudo. E a gente ali, às vezes sem entender o porquê. Sem saber que está tudo certo. Que aconteceu absolutamente tudo o que tinha que ter acontecido para que estivéssemos exatamente onde estamos agora.

Ah, o agora. Aquele momento que pode mudar tudo.  Fazer de outra forma. Recomeçar de uma outra maneira. O momento em que você pode simplesmente escolher se dar uma chance na vida, olhar para dentro e descobrir que é muito mais forte e mais capaz do que imagina, dar o primeiro novo passo, virar a página, escrever uma nova história. Porque não adianta correr: quando as coisas têm que acontecer, elas acontecem.

Por muito tempo tive muito medo das mudanças, porque a zona de conforto me provia da tal da ideia de segurança e proteção que eu sempre ansiei na vida. Era como se mudar me desestabilizasse emocionalmente e me colocasse numa posição de risco que eu não estava disposta a correr. Mas veja que bela ironia: ao mesmo tempo em que era extremamente confortável permanecer no lugar comum, conhecido, quentinho, protegido, eu achava penoso  demais ter que arrastar a vida com a barriga, ligar o piloto automático e seguir a cartilha como se eu fosse um zumbi. “Eu vejo gente morta”, dizia o personagem do filme O Sexto Sentido. “Com que frequência?”, perguntavam. “O tempo todo”, ele respondia. E eu conseguia enxergar gente morta também. Morta de tédio, de raiva, de cansaço, de descrença, de falta do que fazer. Gente que arrastava a vida como se arrasta um carrinho no mercado. Até quando? Por que será que, quando mais precisamos de nós mesmos, mais nos faltamos?

Estava aí a equação que eu vivia varrendo para debaixo do tapete, tipo roupa que a gente soca no armário quando chega visita. Por fora, tudo limpo, arrumado, organizado. Por dentro, uma zona.

É assim que as coisas acontecem: chega uma hora em que a porta se abre e a coisas começam a cair lá de dentro. A água entorna do copo, porque ele já estava cheio demais. E aí, o que a gente faz?

A gente se dá conta de que chegou o momento de lidar com isso. De que é melhor organizar-se internamente primeiro para que o nosso exterior possa ser o reflexo exato da paz que começamos a buscar no interior. E então acontece uma coisa doida: embora a gente sempre tenha se munido de um mundo de coisas de todos os lados, socando tudo aqui e acolá, começamos pela primeira vez a nos sentirmos realmente completos na vida. Ao esvaziarmos aquilo que nos enchia, nos completamos. Não é louco isso?

A mudança. Um único momento.

Quando é que você se dará a chance de viver o seu?

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 22 de Abril de 2.017.
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

É Proibido

É proibido chorar sem aprender, levantar-se um dia sem saber o que fazer, ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas, não lutar pelo que se quer, abandonar tudo por medo, não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor, fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau humor.

É proibido deixar os amigos, não tentar compreender o que viveram juntos, chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas, fingir que elas não te importam, ser gentil só para que se lembrem de você, esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo, não crer em Deus e fazer seu destino, ter medo da vida e de seus compromissos, não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar, esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram, esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas, pensar que as vidas deles valem mais que a sua, não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história, deixar de dar graças a Deus por sua vida, não ter um momento para quem necessita de você, não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade, não viver sua vida com uma atitude positiva, não pensar que podemos ser melhores, não sentir que sem você este mundo não seria igual.

TEXTO DE: Pablo Neruda
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 21 de Abril de 2.017.
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domingo, 16 de abril de 2017

DEIXE IR : PREFIRA ALGUNS MESES DE CORAÇÃO PARTIDO A UMA VIDA INTEIRA DE DECEPÇÕES

Talvez um dos maiores entraves que nos emperrem o seguimento de nossa jornada venha a ser o medo de sofrer. Tememos enfrentar muitas dores, porque achamos que não conseguiremos suportá-las e, por essa razão, muitas vezes acabamos trazendo um sofrimento ainda maior para nossas vidas, mantendo conosco o que não nos ajuda a sermos felizes; muito pelo contrário.

Dentre os sofrimentos que evitamos, encontra-se o medo de nos separarmos do parceiro, que nem mais parceiro é, que nem mais nos ama, nos pede, nos chama para si. 

Protelamos, assim, um rompimento que já se tornou urgente e necessário, evitando tomar a atitude certa, a única atitude, aliás, possível e coerente naquele momento, uma vez que a manutenção desse alguém conosco está acabando com nossa vitalidade, com nossa razão de sorrir, com nosso potencial em amar com reciprocidade.

Por mais que o outro nos ignore, nos esqueça, nos torne invisíveis, muitas vezes acabamos tolerando além da conta, ainda que se extenuem nossas forças, mesmo que avisemos e avisemos de novo. 

Porque a gente acreditou tanto, a gente investiu tudo o que tinha, a gente se doou e se entregou de forma transparente e por inteiro, a gente quer dar certo no amor, ou seja, aceitar a falência daquilo que tomou tanto da gente dói demais.

E, assim, vamos mantendo em nossas vidas exatamente quem deveria ficar bem longe, quem já teve a chance de fazer parte de nós e não fez a menor questão de se doar, de compartilhar, de ser junto, quem nos vê somente como provedores de algum conforto, de alguma coisa de que ele precise, de tudo o que não implique troca e sentimento humano. E, assim, vamos aumentando nossa dose diária de dor e de sofrimento, exatamente porque pensamos estar evitando a dor da separação.
É preciso deixar ir. 

Deixe que vá quem fica por comodismo, quem fica como peso, como bagagem inútil, quem só recebe e nada devolve, quem não nos percebe, não nos enxerga, não nos espera pra nada, por nada. 

Mande embora de sua vida quem encostou feito gelo, quem suga, quem mente, quem pratica o tanto faz. O sofrimento por quem vai embora é dolorido, mas libertador. 

Prefira a dor do rompimento que aos poucos acalma a um sofrer diário por medo de sofrer. Dor sem fim ninguém merece, muito menos você.

TEXTO DE: Marcel Camargo 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 20 de Abril de 2.017.
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O que é maturidade espiritual?

É quando você para de tentar mudar os outros e se concentra em mudar a si mesmo.

É quando você aceita as pessoas como elas são.

É quando você entende que todos estão certos em sua própria perspectiva.

É quando você aprende a "deixar ir".

É quando você é capaz de não ter "expectativas" em um relacionamento, e se doa pelo bem de se doar.

É quando você entende que o que você faz, você faz para a sua própria paz.

É quando você para de provar para o mundo, o quão inteligente você é.

É quando você não busca aprovação dos outros.

É quando você para de se comparar com os outros.

É quando você está em paz consigo mesmo.

É quando você ao invés de julgar, tenta ajudar.

É quando você faz a sua parte, sem avaliar a do outro.

É quando você entende e aceita a sua missão.

Maturidade espiritual é quando você é capaz de distinguir entre " precisar " e "querer" e é capaz de deixar ir o seu querer.

E por último, mas mais significativo! Você ganha maturidade espiritual quando você para de anexar "felicidade" em coisas materiais.

Desejo a você uma feliz espiritualmente madurecida vida.

TEXTO DE: Autoria não encontrada. Fineza nos informar através do e-mail: mensagem@toninholima.com.br
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 19 de Abril de 2.017.
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sexta-feira, 14 de abril de 2017

O silêncio é a melhor resposta?

Sempre que escuto a frase que diz que o silêncio é a melhor resposta fico um pouco intrigada, talvez por pensar demais em seu significado. Por gostar tanto das palavras também gosto do silêncio e de toda paz que ele traz consigo. 

Mas, nem sempre o silêncio nos deixa em paz com nós mesmos e com os outros. O silêncio só é resposta quando não há dúvidas sobre o que não foi dito. 

O silêncio só é resposta quando não somos nós que esperamos ansiosamente para dizer algo ou para escutar o que tanto almejamos. Talvez não seja preciso silenciar para dar respostas aos outros, há muita má interpretação nas palavras, mas há mais ainda no silêncio. 

Talvez, não precisamos calar para silenciar, talvez o que nos falte seja aprender a falar. 

Nem sempre sabemos escolher as palavras certas para dizer algo que nos machuca e que também irá machucar o outro, nem sempre temos controle sobre o tom de voz que usamos quando lidamos com situações difíceis, com o estresse e com a pressa das palavras. 

Em casos assim silenciar é a melhor opção, pois o silêncio deve nos levar a reflexão, a pensar se realmente queremos falar o que pretendíamos e se sim, saber entoar o tom certo para o que quer dizer. 

Sempre achei que não é o que é dito que machuca, mas como escolhemos dizer, as vezes basta ter delicadeza para perceber isso e colocar-se no lugar de quem vai escutar. 

Muitas vezes estamos preparados para dizer algo, mas será que o outro está preparado para escutar? Eu amo as palavras e o poder que elas têm em transformar tudo ao meu redor e por isso aprendi a respeitar tanto o silêncio, mas o silêncio só me faz bem quando estou bem comigo, quando silenciar me faz ser alguém melhor para não machucar os outros, quando ele me leva a pensar que posso evoluir e encontrar as respostas certas nele, pois não há nada mais para ser dito. 

E é assim que minhas palavras calam, quando o silêncio fala por elas.

TEXTO DE: Textos da Ti
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 18 de Abril de 2.017.
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Fim de um relacionamento

O fim de um relacionamento é sempre desgastante e cheio de mágoas e todas as dores se acentuam se é você que tem que abrir mão de alguém que ama, independente dos motivos que levam ao fim, e, principalmente quando é o outro que tem a decisão de terminar. 

O apego sem duvidas deixa tudo mais intenso, nos apegamos ao passado, ao que poderia ser e não será, as expectativas que cultivamos com tanto zelo ao longo do tempo juntos e nosso ego se revela de acordo com nossas frustrações. É preciso maturidade, amor próprio e claro, muito amor e respeito ao outro e a tudo que viveram. 

Na minha concepção o amor não tem nada a ver com atitudes que prejudicam o outro, que o envergonhem, que o firam moralmente, independente da raiva ou tristeza que sentimos no ato da separação devemos colocar a frente de nossas ações o que vivemos com essa pessoa e o que ainda sentimos, mesmo que a decisão dela seja ir embora.

Uma relação não acaba de um dia para o outro, se tivermos delicadeza de olhar os dias que passaram, vamos notar pequenos gestos, atitudes, desgastes que fizeram com que tudo desandasse. 

Não se culpe, não culpe o outro, talvez, não exista culpados, só pessoas que se amaram e que agora perceberam que devem seguir por caminhos distintos. 

Sei que dói deixar o outro ir, sei que dói ir, mas se você se apegar profundamente a uma relação que já acabou, talvez nunca deixe um novo amor chegar.

TEXTO DE: Textos da Ti
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 17 de Abril de 2.017.
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É momento de reflexão…

Muitos acreditam que o dia mais importante para os Cristãos seja o natal, nascimento de Jesus, mas o dia mais importante foi um “domingo”, iniciado em uma sexta-feira.

Para ressuscitar, Cristo teve que morrer (para aqueles que acreditam). Em nossa vida muitas vezes parecemos estar mortos. Em certas situações imaginamos que tudo está perdido. Que não temos mais saída!

Quem acompanha meus posts deve ter percebido isso. Já tive minha sexta-feira da “paixão”. Um dia desisti de tudo em minha vida. Perdi muita coisa. Perdi alguém especial. Perdi o chão. Cheguei a morrer por dentro.

Mas os “três” dias de morte foram “superados” e aí veio a ressurreição. Cristo ressuscitar em um domingo de “páscoa”. Eu “ressuscitei” em domingo de “louvor”. Hoje somos o “templo” onde habita o “espírito consolador”, aquele que transforma e nos liberta.

Quando falo em libertação, estou falando de alívio de dor, de um sofrimento que parece não ter fim, da solidão e do vazio de um “templo” escuro e sem esperança.

Que hoje possamos morrer para tudo isso e iniciarmos uma “ressurreição” em cada um de nós, a cada dia, acreditando no impossível, nunca desistindo de sonhar.

Tudo é possível quando acreditamos em um Ser superior. Que nos guia, nos orienta e nos perdoa a cada dia, a cada erro. Quando acreditamos na “GRAÇA”, um favor não merecido.

Páscoa, momento de comermos chocolate, mas principalmente de muita reflexão. Para celebrarmos a ressurreição em cristo, devemos nos lembrar do maior ensinamento deixado por ele: “Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (Jo 13, 14).

Feliz Páscoa a todos!

TEXTO DE: Aderivaldo Cardoso
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 15 de Abril de 2.017.
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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Vale a pena morrer por uma causa?

Essa semana eu estava andando na rua quando, um rapaz passou por mim com uma camisa do um conhecido guerrilheiro latino-americano. Isso me levou a pensar. Quantos supostos heróis de guerra, revolucionários, mártires, líderes de causas nobres, gurus já não morreram? 

Para aquele jovem, o líder guerrilheiro morreu por uma causa pertinente, a do Socialismo. Para uma determinada nação ou povo, seu herói de guerra também morreu por algo que valeu a pena, a libertação da Pátria. E ainda existem os mártires silenciosos, ignorados e esquecidos no tempo e no espaço, que morreram por suas convicções humanas. 

Para muitas pessoas seus ídolos não morreram em vão, e quando falo isso, falo do sacrifício que cada um deles fez por sua causa. Mas, infelizmente o que posso dizer é que embora em muitos casos o sacrifício deles não tenha sido em vão, a morte deles foi.

Não existir e nem existirá na história da humanidade outra pessoa que tenha morrido como Jesus, em um sacrifício que não tem como quantificar o preço. 

As pessoas morrem por causas, por seus países e líderes, mas Jesus morreu pela humanidade caída. Uma humanidade que até hoje em muitos casos virar as costas para o sacrifício da cruz, preferindo olhar para as filosofias, ideologias e outros sofismas. 

Para esse jovem, Jesus é mais um revolucionário, que está no mesmo nível do guerrilheiro, e de tantos outros ícones que já morreram. Para nós, Jesus é o cordeiro de Deus, o maior sacrifício vivo que já andou pela face da Terra e que morreu por uma causa, uma humanidade perdida e sem Deus.

Você pode até morrer um por uma causa nobre, mas como disse Paulo em I Coríntios 13, “E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”. Sua morte terá sido em vão, pois, esse sacrifício só valerá na Terra por um tempo e ainda será julgado quanto a suas motivações e consequências. 

Mas, se morremos em Cristo então, não teremos morrido em vão, pois como Cristo exemplificou na Cruz, morrer para sim mesmo é um ganho, o que é um paradoxo para um mundo sem Cruz, sem Luz. Vale a pena morrer pela causa da Cruz.

TEXTO DE: Vinicius Loiola Bezerra
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 13 de Abril de 2.017.
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quarta-feira, 12 de abril de 2017

CALÇADAS DA VIDA

Hoje enquanto andava pelas calçadas de uma das ruas mais movimentadas da cidade, me deparei com uma situação bem incômoda, por diversas vezes alguém estava andando na minha frente com passos lentos, confesso, isso sempre me deixa nervosa, sempre tive pressa nos passos e atenção para driblar pessoas assim.

Mas hoje foi diferente, respirei fundo e diminui os passos, queria entender o motivo das pessoas na minha frente não andarem no mesmo ritmo que eu.

Logo percebi que algumas olhavam com cautela para as vitrines das lojas, outras estavam acompanhadas e além dos pés, estavam de mãos dadas com a calmaria de aproveitar quem estava ao seu lado. 

Nas calçadas da vida também encontramos essas pessoas, sempre há as que por motivos distintos atrasam nossa caminhada. Há aquelas que gostaríamos que andassem ao nosso lado, mas insistem em permanecer na frente e tampam nossa visão, pessoas assim são obstáculos que nos impedem de prosseguir, de evoluir, pois estão acomodadas no caminho. 

Aquelas que gostaríamos que andassem ao nosso lado, mas por olharem para outra direção não nos acompanham e uma hora ou outra nos perdemos de vista, os caminhos se desencontram e cada um precisa seguir o seu. 

Existe ainda as que estão atrás de nós e por estarem com o coração batendo em outro ritmo, não nos alcançam. 

Passei um bom tempo pensando sobre isso, quantas vezes a pressa nos impede de contemplar a paisagem ou uma companhia agradável, quantas vezes não respeitamos os passos do outro e quantas outras alguém se distanciou demais de nós, pois preferia andar sozinho. 

Talvez, o certo seja mesmo respirar fundo e aceitar que os passos dados merecem segurança, que cada um anda de acordo com o ritmo de seu coração e que é preciso levar o amor-próprio junto, independente do caminho que decida ir.

OBS.: Ilustração tirada do curta-metragem "O presente." Vale muito a pena assisti-lo.

TEXTO DE: Textos da TI
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 13 de Abril de 2.017.
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domingo, 9 de abril de 2017

Não o exclui dos meus contatos

Certa vez me perguntaram o que eu achava sobre manter o perfil nas redes sociais de alguém que já não estava em nosso meio e não teria como decidir se queria que o perfil ficasse no ar. 

Não soube responder e talvez nunca saiba. Mas hoje enquanto excluía alguns "amigos" da minha lista no Facebook, encontrei o perfil de um amigo que se foi há alguns anos, sem hesitar visitei seu perfil, olhei todas suas publicações, fotos, comentários, ri pensando em como tudo ali parece tanto com ele, chorei ao olhar as datas e lembrar que já faz tanto tempo que ele se foi. 

A vida é mesmo inexplicável, e, talvez não devêssemos procurar explicações para ela e apenas vivê-la. Meu amigo era intenso e se entregava a tudo de cabeça, coração e alma, não fazia nada que não fizesse seus olhos brilharem, não amava pela metade e por isso tenha vivido tão bem, mesmo ficando tão pouco tempo aqui. 

Não o exclui dos meus contatos, me fez bem olhar sua página e sentir quanto amor ele deixou, e saber quantas pessoas o sentem presente em seus dias, quantos sorrisos ele ainda desperta ao lembrarmos de suas piadas, quanta fé ele ainda espalha ao lembrarmos como ele era persistente para correr atrás dos seus sonhos e fazia questão de dividir sua felicidade com todos que o rodeavam. 

Há tanta vida em suas lembranças, tanta esperança em seu olhar, há tanto amor em suas fotos e tanta saudade em suas palavras que seria impossível apagar.

Talvez eu nunca tenha a resposta para a pergunta que me fizeram, mas posso afirmar que a gente não deve questionar as decisões alheias. 

Aqueles que foram cedo demais deixam sempre um legado, um aviso de que a gente tem muita sorte e o mínimo que devemos fazer é viver sem ter medo do que a vida guarda para nós. 

A gente tem que se desprender dos erros, das mágoas, do passado que ainda dói e arriscar mais, amar e dizer o que sente e se entregar a tudo que faz. 

O mínimo que podemos fazer é viver de verdade e ter uma vida que valha a pena ser lembrada por quem passou por nós. A frase do post eu escrevi no dia que ele partiu e mesmo anos depois vejo como ela ainda faz sentido.

TEXTO DE: Textos da TI
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 12 de Abril de 2.017.
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A vida não é sobre o que esperamos acontecer

Muitas vezes nos perdemos em meio ao que acreditamos ser o certo, nem sempre nossas decisões nos levam ao caminho que queríamos e pensar que deveríamos ter feito diferente não nos dá certeza de nada, o outro caminho que não escolhemos também nos levaria a ter experiências negativas e positivas e para toda decisão há consequências. 

A vida é um embrulho que vai se desfazendo aos poucos, dia após dia e mesmo desejando sempre um amanhã melhor do que o hoje não podemos saber de certo o que nos espera, o compromisso marcado na agenda pode ser adiado de última hora, a correria da semana pode me fazer esquecer uma data especial e talvez chova muito no dia que combinei em ir a praia, mesmo que o noticiário tenha dito que faria sol. 

A gente nunca sabe como alguém vai reagir ao que foi dito, nem nós sabemos como vamos reagir a algo que não esperávamos escutar, a vida é um laço que a gente desata de um lado na esperança que o outro também o puxe e desfaça qualquer mal entendido.

Talvez eu não tenha muitas certezas, as coisas mudam o tempo todo e nem sempre temos controle sobre o que nos rodeia, nem pelo que sentimos, mas, penso que a vida é um presente que sempre nos dá mais uma chance de recomeçar e fazer diferente. 

A vida não é sobre o que esperamos acontecer, ela é sobre o que escolhemos ser diante dos acontecimentos que não esperávamos viver.

TEXTO DE: Textos da TI
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 11 de Abril de 2.017.
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sábado, 8 de abril de 2017

Fícus – ou a repressão do eu a um vaso da vida.

Fui comprar uma mudinha de fícus pra por no meu apartamento e como entendo picas de planta, perguntei pra moça se aquilo crescia muito. Ela, meio ríspida, respondeu: depende do tamanho do vaso que você colocar (idiota).

Rapaz, aquela resposta caiu que nem um bimotor na minha cabeça. Como eu não tinha pensado nisso antes?
Larguei o ficus lá e sentei num banco da praça a filosofar sobre minha vida. Me dei conta de que andei me plantando em vasinhos muito pequenos, por medo de crescer demais e destruir tudo a minha volta.

O pânico (ou o medo de abraçar as nossas vulnerabilidades sem se importar muito com o que os outros vão falar ou pensar a nosso respeito) é o mais puro desejo por controle, e, quanto mais você deseja, mais o controle te foge.

O pânico (ou como você queira chamar ou definir esse quase pavor de assumir-se como realmente é, com todas as suas luzes e sombras) é também o medo de ser demais, de se sentir inadequado, grande, inchado, enorme, é o pavor de sair da linha, de andar na contramão, de extrapolar, de perder as estribeiras, de assumir e sustentar suas mais íntimas vontades.

E aí, o que a gente faz diante disso? Se poda e se apequena, pra poder caber no vaso que a gente mesmo escolheu, veja só.
Isso é o que eu acredito ser a repressão do eu, do que você é nu e cru, da sua verdade. (corrijam-me se estiver errada, psicanalistas).

Enfim, se conselho me pedirem, este é: plante-se em vasos grandes, paniquento querido. Melhor ainda, plante-se em lugares onde não existam bordas ou contenções.

Permita-se crescer, florescer e dar sombra pra quem assim como você, precisa descansar em algum lugar seguro.

TEXTO DE: Giuliana Vaia
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 10 de Abril de 2.017.
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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Depois de tudo que fiz por você?

Você já ouviu aquela frase típica: "Nossa, depois de tudo que fiz por você..." ? 

Em geral, as pessoas que dizem isso estão agindo sempre cheias de expectativas em relação aos outros. Como fala o Arly Cravo, são pessoas que não fazem doações e sim permutas. Elas te dão um presente que tem cara de doação, mas cobram "um rim" por aquilo posteriormente. 

Tudo bem, elas agem de acordo com o nível de consciência delas. Mas você não precisa se obrigar a conviver com elas, não é mesmo? Vejo que muitas pessoas se mantém no convívio compulsório por culpa. 

Lembre-se, você não precisa se sentir culpado por não corresponder as expectativas de outras pessoas. Todo mundo, em maior ou menor grau, está projetando milhões de coisas em você que nada tem a ver com quem você é de fato.  

Afinal, quem realmente o percebe, não irá cobrar nada de você, pois é alguém que tem empatia. Por isso, quando você perceber que está se relacionando com alguém "cobrador", que tem o hábito de "jogar na cara" tudo o que fez por você, minha sugestão amorosa é: 

Não discuta, apenas mantenha a distância saudável. Essa pessoa não percebe quem você é porque ela só consegue ver aquilo que ela gostaria que você fosse. 

TEXTO DE: Gisela Vallin
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 08 de Abril de 2.017.
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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Solidão Compartilhada: Como Sobreviveremos A Isso?

A solidão é um monstro assustador. Mais cedo ou mais tarde ele acaba nos assustando, sobretudo, quando olhamos para a vida e encontramos um imenso vazio. Falamos, gritamos e na maior parte das vezes escutamos tão somente o nosso eco como reposta. Diante de um mundo que nos amedronta, estar só torna-se um problema que deve ser solucionado. E, assim, surgem muitas relações, não por amor, não por vontade de estar com alguém que enternece o coração, mas apenas pelo medo de ficar sozinho. Vivemos em um mundo em que cada vez mais estamos isolados em nossas ilhas afetivas e, consequentemente, temos a solidão instalada. 

Além disso, não existem mais referências sólidas para que possamos nos apoiar. Tudo é fluído, está constantemente em movimento e muda a cada instante. Desse modo, estamos gradativamente mais necessitados de algo que nos ajude a suportar um mundo seco e duro, que parece ter sempre uma surpresa a apresentar.

Estranhamente, esse algo tem sido direcionado para as relações afetivas. Ou seja, a solidão, a carência e o medo de encarar a vida estando só têm sido o combustível de muitos relacionamentos. Mas, será que vale a pena estar com alguém apenas por medo da solidão? Será que o amor é apenas algo que duas pessoas que não conseguem viver sozinhas inventam para ficarem juntas?

Embora, existam inúmeras interpretações acerca do amor, não acredito que ele seja somente um subterfúgio de indivíduos incapazes de encarar seus medos e fobias. Do mesmo modo, também não acredito que valha a pena estar em uma relação dessa forma. O que consigo observar do meu prisma são relacionamentos frios, sem brilho no olhar e risos sinceros compartilhados.

Relacionamentos marcados por traições em todas suas possibilidades e sem qualquer tipo de profundidade.

Obviamente, todo tipo de relacionamento trará contrapesos e muito trabalho, entretanto, o que existem em relacionamentos fundados pela carência de duas pessoas que não conseguem assumir a sua singularidade é a comodidade e a preguiça que não os permitem ter relações vivas, marcadas pelo esforço de fazer a relação dar certo. Aliás, a singularidade do outro pouco importa, já que a única coisa importante é estar com qualquer pessoa, ainda que esta não me comunique nada.

Dessa maneira, como é possível dizer que esses tipos de relacionamentos são fundados em amor ou afirmar que o amor seja isso? Amor é intimidade, é ter interesse em conhecer os cantos mais longínquos de um coração. As suas dores mais ocultas, as suas alegrias mais gratuitas, os seus desejos mais ardentes. 

Amor é conhecer cada detalhe que forma o ser amado. O jeito como sorri, a forma como penteia os cabelos quando está com pressa, a piada que vai contar em determinada situação ou a maneira engraçada que canta enquanto está no chuveiro. Amor é ter profundidade, é saber de cada idiossincrasia que forma a singularidade daquele que amamos. É amar cada detalhe que torna essa pessoa única e insubstituível e que faz com que a amemos em cada suspiro da nossa alma.

Amor é quando mesmo podendo voar, escolhemos ficar. Amor é jogar conversa fora enquanto os ponteiros dos relógios se juntam sem que possamos perceber. Amor é quando somos um, mas queremos ser dois. Amor é ir além da superficialidade e ter coragem de mergulhar em águas profundas. O que foge disso não é amor, é tão somente solidão compartilhada, que pode em alguns dias até afugentar o medo e a angústia, mas jamais trará a sensação de estar completamente vulnerável e ainda assim ter o seu coração terno, algo que só sentimos quando estabelecemos um espaço de conexão entre dois corações, onde há terra arada e adubada para que raízes de amor floresçam das sementes de coragem e poesia.

TEXTO DE: Erick Morais 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 07 de Abril de 2.017.
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quarta-feira, 5 de abril de 2017

ESSA VIDA...

Esta vida vai passar rápido, não brigue com as pessoas, não critique tanto seu corpo. Não reclame tanto. Não perca o sono pelas contas. Não deixe de beijar seus amores. Não se preocupe tanto em deixar a casa impecável. 

Bens e patrimônios devem ser conquistados por cada um, não se dedique a acumular herança. Deixe os cachorros mais por perto. Não fique guardando as taças. Use os talheres novos, não economize seu perfume predileto, use-o para passear com você mesmo, Gaste seu tênis predileto, repita suas roupas prediletas, e daí? 

Se não é errado, por que não ser agora? Por que não dar uma fugida? Por que não orar agora ao invés de esperar para orar antes de dormir? Por que não ligar agora? Por que não perdoar agora? 

Espera-se muito o natal, a sexta-feira, o outro ano, quando tiver dinheiro, quando o amor chegar, quando tudo for perfeito. Olha, não existe o tudo perfeito. 

O ser humano não consegue atingir isso porque simplesmente não foi feito para se completar aqui. Aqui é uma oportunidade de aprendizado.

Então, aproveite este ensaio de vida e faça o agora ...ame mais, perdoe mais, abrace mais, viva mais intensamente e deixe o resto nas mão de Deus.

TEXTO DE: Não encontrada. Fineza nos informar através do e-mail mensagem@toninholima.com.br
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 06 de Abril de 2.017.
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domingo, 2 de abril de 2017

Quem tem o coração grande demais deixa transbordar a bondade!

Ter uma atitude de amor com o próximo e de generosidade com quem precisa de nós, nos faz mais humanos! Pessoas que agem dessa forma são as pessoas luz que iluminam o mundo.

Quem tem essa postura de ajudar a tudo e a todos, pelo simples fato de se doar para o outro, através de gestos de generosidade, estão em extinção… Isso porque além de serem bondosas, essas pessoas têm que aprender a ser fortes porque, na maioria das vezes, tendem a se decepcionar por não terem a reciprocidade.

Cotidianamente nos deparamos com situações nas quais nos sentimos frustrados, já que ajudamos o outro com as nossas ações e, geralmente, mesmo que as nossas ações tenham sido decisivas na vida de uma pessoa, nem um obrigado ouvimos. Sequer somos agradecidos… Isso quando não somos esquecidos porque a aproximação conosco pode não ter passado de mera conveniência.

Sim, isso é decepcionante, mas esse é o reflexo de um mundo de pessoas que não sabem o que é gratidão e que ainda precisam reconhecer qual é o verdadeiro sentido da vida… Elas ainda têm muito que aprender: valorizar o outro e suas boas ações é o primeiro passo dessa aprendizagem, porém não devemos nos deixar levar e nos contaminar com o que não nos faz felizes.

Por isso, não se arrependa de fazer o bem porque o mal o mundo já tem! Semeia o que há em seu coração… Plante flores de bondade e um dia colherás as recompensas no caminho da vida!

Um conselho importante: Não espere nada das pessoas… Mas continue a fazer o que pode por elas porque, mesmo que não se dê conta, está fazendo mais bem a si do que aos outros! 

Suas sementes de caridade transformam seu caráter e alimentam a sua alma!

Saiba que melhor do que esperar o reconhecimento do outro, é saber que outro espera por você… Espera para que você estenda a sua mão e para que prove ao mundo que, independente das guerras, das maldades e do egoísmo que existe ao nosso redor, no seu coração floresce a esperança da mudança que é semeada por meio de suas ações para com o próximo.

Não relute, faça o bem, plante esperanças e alimente o mundo com pequenas porções de mudança, tendo a certeza de que com isso receberás grandes doses de felicidade, não pelo reconhecimento que terás, mas pelo simples fato de fazer o que você sabe que é o correto.

Afinal de contas, não são os outros que alimentam as nossas ações, mas as nossas ações que nos alimentam enquanto seres vivos e que nos transformam em pessoas melhores…

Quando fazemos o bem, o nosso coração se alarga porque a cada gesto de bondade, aumentam as nossas medidas de confiança em um mundo melhor…

As doses de bondade são sementes que semeamos no mundo, mas plantamos em nosso coração. O excesso dessas doses transborda e acaba derramando mais amor ao próximo e esperança no mundo!

Lembre-se que quem tem o coração grande demais deixa transbordar a bondade. Por isso, não destrua essa sua capacidade natural, devido às decepções com o outro…

Não desista de amar e ajudar o próximo… A bondade não está nos olhos de quem vê, mas no coração de quem pratica.

TEXTO DE: Patrícia Regina de Souza
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 05 de Abril de 2.017.
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POR TRÁS DE TODA DEPRESSÃO, EXISTE UMA VONTADE ENORME DE SER FELIZ!

De repente você não tem ânimo para nada. Não quer sair do quarto, que, a propósito está uma bagunça sem fim; não tem vontade de ver o mundo; não possui força sequer para fazer atividades que faziam/fazem parte do seu cotidiano. Você se enxerga no fundo do poço, sem qualquer recurso ou sinal que faça recuperar a esperança. A vida nesse limiar de tristeza torna-se ainda mais frágil e por que não dizer insignificante, já que afundada em uma depressão, ela perde a sua razão de ser.

A depressão não é do jeito que descrevi, ela é muito pior e o mais importante: não é coisa de gente “fresca”. Depressão é coisa de gente, porque todos nós estamos sujeitos a queda, a dor e ao sofrimento. A única diferença direciona-se ao modo como cada um se comporta diante da pedra no meio do caminho. Entretanto, julgar algo precipitadamente ou achar que uma doença tão terrível é simplesmente “frescura” é ser despido totalmente do mínimo de sensibilidade. Bauman assevera que não há como medir a dor que alguém sente, pois: “Cada angústia fere e atormenta no seu próprio tempo”.

Dessa maneira, há de se considerar que todos nós possuímos nossos monstros e que eles nos assustam de maneira distinta. Ou seja, aquilo que aflige e esmaga o meu peito não necessariamente será a mesma dor que o outro sente, de modo que cada um sofre de acordo com as suas idiossincrasias e dores únicas.

Isso implica o entendimento de que a pluralidade só existe em função da singularidade que cada um possui e, assim, por mais que o problema do outro pareça aos meus olhos algo bobo, devemos buscar compreender que cada dor tem seu tempo e lugar, pois, como diz a letra da música: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Sendo assim, deve-se ter empatia para que possamos imaginar o sofrimento que existe em relação às particularidades de cada um.

Apesar de a empatia ser fundamental para que as pessoas que estão ao redor de quem sofre de depressão possam compreendê-la e ajudá-la, é necessário que a pessoa que sofre do problema busque analisar a raiz do seu sofrimento e de que modo ela tem contribuindo para a perpetuação deste. Não estou dizendo que o indivíduo não deve chorar, ficar aflito ou angustiado em função de determinada situação, e sim, que deve, por meio de uma introspecção, tentar perceber em que momento a mágoa deixou de machucar por si só e passou a ser uma rememoração desencadeada pela própria cabeça.

Isto é, quantas vezes nós ficamos remoendo dores do passado, remexendo em feridas já cicatrizadas e fazendo-as tornar a sangrar? A depressão nunca é culpa de quem a possui, mas se martirizar por algo que não pode ser consertado não ajuda em nada, afinal, não se pode voltar no tempo e, mesmo que pudéssemos, outras coisas nos incomodariam e outras pedras existiriam, de maneira que teríamos que lidar com outros problemas, pois como é dito no filme “Questão de Tempo” – “Ninguém pode te preparar para o amor e para o medo”.

Eu sei que falar é muito mais fácil do que colocar em prática, tanto para quem tem depressão, quanto para quem está ao lado, porque lidar com o problema de modo que possa resolvê-lo depende de empatia, de perdão, de autoperdão, de resiliência, de esperança, de humor. Depende de um olhar doce para um mundo que tanto nos faz chorar, já que só assim conseguimos fazer das lágrimas uma aquarela de cores para pintar um arco-íris, uma jiboia engolindo um elefante, uma árvore que dá pipoca, um dragão que cospe sorvete (que bom seria, hein?) ou qualquer coisa que quisermos.

Quando não conseguimos ter essa doçura no olhar, a depressão torna-se um casulo que transforma borboletas em lagartas e isso é triste, porque a beleza daquelas está na sua capacidade de se transformar, demonstrando que por trás de todo casulo há uma borboleta e que de toda depressão existe uma vontade enorme de ser feliz, cabe a nós escolher o que sai do casulo.

TEXTO DE: Erick Morais 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 04 de Abril de 2.017.
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