quinta-feira, 18 de junho de 2009

A aceitação

As adversidades chegam quando
menos esperamos.

Elas não se anunciam,
como as grandes
tempestades ou os vulcões,
elas aparecem, simplesmente.
Nos pegam de assalto,
nos deixam estáticos,
sem reação.

E nós que pensávamos que certas
coisas só aconteciam com os outros,
sem nunca refletir que somos
os outros de outros!

Estamos sim,
debaixo do mesmo céu,
sujeitos às mesmas ventanias,
aos mesmos vendavais,
somos tão vulneráveis quanto
quaisquer outros seres humanos.

Mas aprendemos que vida é luta
e por isso lutamos.
Utilizamos todas as armas colocadas
à nossa disposição e com a
permissão de Deus.

Deus!!!
Ah, sim...
nos lembramos dEle com mais freqüência.
Todas as pessoas não possuem
essa habilidade de cada
manhã e cada noite chegar aos
pés dEle para agradecer pela saúde,
pela felicidade,
por que tudo vai bem.
Mas quando o mundo cai na
nossa cabeça é como se descobríssemos
essa verdade irrefutável:
Deus existe!

E com o coração dolorido e cansados,
continuamos lutando,
fazemos nossa parte,
tentamos segurar a vida até que
nos sentimos impotentes e nos
dizemos que nada mais há a fazer.

Seria preciso termos a paciência
de Jó para esperarmos com a certeza
que dias melhores virão.

Portanto, há ainda,
com o sopro de vida,
uma última esperança:
a oração!

Quando achamos que perdemos tudo,
podemos ainda dobrar os joelhos
para chegarmos à presença de Deus.

É difícil aceitar o sofrimento e a dor,
mas a aceitação é o primeiro
passo para melhor vivê-los,
suportá-los e, quem sabe,
vencê-los.

Não somos assim tão
diferentes dos outros,
não possuímos casas construídas
sobre rochas e somos vulneráveis,
precisamos reconhecer
isso antes de tudo.

Somos humanos.
Humanos e dependentes
dAquele que nos criou.

Muitas vezes é necessário cairmos
para que reconheçamos o quanto
precisamos de uma mão;
é preciso uma doença para
aprendermos o valor da vida,
para que saibamos o que
significa união,
como um balde de água fria
na nossa cabeça que nos
acorda e nos deixa mais atentos.

Olhamos mais à nossa volta,
percebemos que nossos sentimentos
são mais sólidos e visíveis
do que pensávamos,
despertamos, talvez,
para pessoas que estavam
perfeitamente invisíveis
aos nossos olhos.

A dor une muito mais que a felicidade,
porque as pessoas procuram
apoiar e se apoiar.
E ela nos abre os olhos para Deus.

Não...
tudo não está perdido!
Mas nem sempre a solução é a
que esperamos ou desejamos.
É preciso que,
com joelhos no chão e coração
aberto possamos estar
prontos para receber,
não o que merecemos,
mas o que precisamos,
que seja a cura,
a vida ou a consolação.

Jesus aceitou a cruz porque
sabia que seria vitorioso.
E que, hoje,
possamos aprender com
Ele a aceitar nossos fardos,
não como castigos,
mas como lições de vida,
dessas que vamos
descobrindo devagarinho,
que doem,
mas que nos levam adiante,
sempre vitoriosos,
porque sabemos que não
carregamos sozinhos.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 19 de Junho de 2.009.

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