quinta-feira, 25 de junho de 2009

A dor em nossas vidas

Você já parou para pensar na
razão da existência da dor,
do sofrimento, em nossas vidas?

Talvez num daqueles momentos de extrema angústia,
em que o coração parece apertar forte,
você tenha pensado em Deus, na vida,
e gritado intimamente:
por quê?!

Os benfeitores espirituais vem nos esclarecer
que a dor é uma lei de equilíbrio
e educação.

Léon Denis,
reconhecido escritor francês,
em sua obra
"O Problema do Ser, do Destino e da Dor",
esclarece que o gênio não é somente
o resultado de trabalhos seculares;
é também a apoteose,
a coroação de sofrimento.

De Homero a Dante,
a Camões, a Tasso, a Milton,
todos os grandes homens,
como eles, têm sofrido.

A dor fez-lhes vibrar a alma,
inspirou-lhes a nobreza dos sentimentos,
a intensidade da emoção que souberam
traduzir com os acentos do gênio,
e que os imortalizou.

É na dor que mais sobressaem
os cânticos da alma.

Quando ela atinge as profundezas do ser,
faz de lá saírem os gritos sinceros,
os poderosos apelos que comovem
e arrastam as multidões.

Dá-se o mesmo com todos os heróis,
com todas as pessoas de grande caráter,
com os corações generosos,
com os espíritos mais eminentes.
Sua elevação mede-se pela soma
dos sofrimentos que passaram.

Ante a dor e a morte,
a alma do herói e do mártir revela-se
em sua beleza comovedora,
em sua grandeza trágica que toca, às vezes,
o sublime,
e o inunda de uma luz inapagável.

A história do mundo não é outra
coisa mais que a sagração do espírito pela dor.
Sem ela,
não pode haver virtude completa,
nem glória imperecível.

Se, nas horas da provação,
soubéssemos observar o trabalho interno,
a ação misteriosa da dor em nós,
em nosso "eu",
em nossa consciência,
compreenderíamos melhor sua obra
sublime de educação e aperfeiçoamento.

A dor é um dos meios de que Deus
se utiliza para nos chamar a Si e,
ao mesmo tempo,
nos tornar mais rapidamente acessíveis
à felicidade espiritual,
única duradoura.

É, pois,
realmente pelo amor que nos tem
que Deus envia o sofrimento.

Fere-nos,
corrige-nos como a mãe corrige
o filho para educá-lo e melhorá-lo;
trabalha incessantemente para tornar dóceis,
para purificar e embelezar nossas almas,
porque elas não podem
ser completamente felizes,
senão na medida correspondente
às suas perfeições.

A todos aqueles que perguntam:

Para que serve a dor?
A sabedoria divina responde:
Para polir a pedra,
esculpir o mármore,
fundir o vidro,
martelar o ferro.

* * * * *

A dor física é, em geral,
um aviso da natureza,
que procura preservar-nos dos excessos.
Sem ela, abusaríamos de nossos órgãos
até o ponto de os destruirmos
antes do tempo.

Quando um mal perigoso se
vai insinuando em nós,
que aconteceria se não lhes sentíssemos
logo os efeitos desagradáveis?
Ele nos invadiria cada vez mais,
terminando por secar em nós
as fontes de vida.

É assim que, em nosso mundo,
para o nosso crescimento,
a dor ainda se faz necessária.

TEXTO: Momento Espírita, a partir do livro
"O Problema do Ser, do Destino e da Dor,
Léon Denis, cap XXVI.

* * * * *

Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 26 de Junho de 2.009.

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