terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Apelos comunitários ...

Você se considera um bom membro
da comunidade em que vive?

Talvez, sem um exame mais detido,
muitos de nós respondêssemos que sim,
que desempenhamos bem o papel que nos cabe.

Todavia,
os fatos denunciam que grande
parte dos cidadãos não colabora de forma satisfatória
na sociedade da qual faz parte.

Se todos tivéssemos espírito
comunitário jamais seria necessário,
por exemplo,
fazer apelos para que se economize água,
energia elétrica ou outro bem qualquer.

Todos usaríamos os bens
comuns com moderação e bom senso,
pois se é verdade que no bairro ou na cidade
em que vivemos não faltam esses recursos,
em muitos lugares do país eles são escassos.

Dia desses, assistindo ao telejornal,
percebemos uma cena que nos comoveu.

Eram as comunidades do Nordeste do país
se organizando e se unindo para vencer
a fome que por lá impera,
devido à seca prolongada.

A solidariedade era a palavra de ordem.
Os moradores das várias comunidades se uniram para,
juntos,
fazer o que isoladamente ninguém conseguiria realizar.

Numa casinha singela a dona da casa exibia a mesa farta,
onde, tempos antes,
a fome grassava, impiedosa.

Com carinho servia a filharada,
mas as lágrimas no rosto denunciavam a
compaixão pelas outras mães,
em cujo lar ainda coabitam a fome e a miséria.

Aquela senhora, magra,
simples e de grandeza moral indiscutível,
pensava nos outros...

Lamentava que outros filhos de Deus
estivessem passando pelo que ela mesma
havia passado e isso lhe causava pesar.

Talvez aqueles que não experimentaram infortúnios
como esses não consigam avaliar suas dimensões.
Quem jamais passou fome,
talvez não saiba aquilatar o que isso significa,
pois o máximo que sentimos é o apetite exacerbado,
que logo satisfazemos.
Mas, fome, não.

Diante dessa realidade,
não entendemos como pode haver pessoas
que preferem queimar seus estoques de alimentos
a vendê-los a preços baixos,
o que, segundo eles,
prejudicaria o mercado.

E, enquanto isso,
criancinhas morrem de fome ou disputam
o alimento com os animais.

Observando esses quadros tristes
por que passam nossos semelhantes,
nossa consciência nos adverte que não
temos o direito de desperdiçar nada,
sob pena de sofrermos privações mais tarde.

Mesmo que tenhamos a impressão
de que nada temos a ver com tudo isso,
não poderemos esquecer a recomendação do Cristo:
Fazer aos outros o que gostaríamos
que os outros nos fizessem.

* * *

Desprezar a fraternidade de uns para com os outros,
mantendo a flama do conhecimento superior,
será o mesmo que encarcerar a lâmpada
acesa numa torre admirável,
relegando à sombra os que padecem,
desesperados,
ou que se imobilizam, inermes,
em derredor.

TEXTO: Redação do Momento Espírita
com pensamento extraído do verbete Fraternidade,
do livro Dicionário da alma,
por Espíritos diversos,
psicografia de Francisco Cândido Xavier,
ed. Feb.

* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão",
narrado pelo Radialista Anderson Fonseca,
no dia 18 de Janeiro de 2.010.

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