segunda-feira, 26 de abril de 2010

Em nome de Deus

Graças ao sentimento
de fraternidade muitas pessoas
têm se movimentado
para amenizar o fardo das
pessoas financeiramente carentes.

São criadas
as associações de bairro,
com intuito de somar
esforços para
minorar as lutas dos
mais necessitados.

Existem também as Instituições
filantrópicas de cunho religioso,
as organizações não
governamentais e outras tantas
que se movimentam em
prol dos semelhantes.

Isso demonstra que o ser
humano está mais
sensível aos sofrimentos
alheios,
e isto é um bom sinal.

Todavia,
seria importante refletirmos
um pouco em como estamos
fazendo a caridade.

Sabemos que o necessitado
é nosso irmão de caminhada.
Mas,
será que o estamos
tratando como tal?

Será que não estamos
jogando coisas como quem
alimenta porcos?

O Cristo,
exemplo máximo de caridade,
jamais fez exigências às pessoas
que atendia em nome de Deus,
nem ficava à distância como
se não quisesse contaminar-se.

Há pessoas que,
embora revestidas de boas intenções,
tornam ainda mais
penoso o sofrimento daqueles
a quem se propõem ajudar.

Dão a esmola com tanta
soberba que ela queima a mão
do necessitado como
se fosse uma
brasa incandescente.

Se oferecem uma alimentação
ao "assistido",
não se sentam com eles à mesa,
não compartilham das
mesmas louças e talheres,
como se a pobreza
fosse contagiosa.

Isto se torna mais grave
quando aqueles que buscam
fazer a caridade a
fazem em nome de Deus.

Lamentavelmente,
em algumas instituições
religiosas a ajuda tem gosto de
fel para quem dela necessita.

Exige-se que a pessoa
professe a mesma religião do "caridoso",
esquecendo-se dos exemplos
do Homem de Nazaré,
que prescreveu fazer o
bem sem olhar a quem.
Jesus não perguntava às
pessoas que Lhe buscavam o
auxílio sobre qual
era a sua crença,
seus objetivos de vida,
sua condição moral.
Ele simplesmente ajudava.

É importante que repensemos
o que temos feito em nome
de uma assistência social.

É importante que a nossa
caridade seja, antes de tudo,
a caridade moral,
como a ensinou o Cristo.

Pense nisso!

Se você se propuser a ajudar
alguém em nome de Deus,
faça-o com afeto e fraternidade.

E, dentro do possível,
busque converter a esmola
em emprego,
dando oportunidade de
crescimento àqueles que estão
em situação menos favorecida.

Manter os irmãos necessitados
dependentes da nossa esmola,
é falta de caridade e
demonstração de egoísmo.

Fazer exigências descabidas
a quem nos pede amparo,
é ato de prepotência
que Deus desaprova.

A caridade, para ser efetiva,
deve ter o contributo do coração.
Um abraço carinhoso,
um aperto de mão,
um gesto de carinho,
um minuto de conversa.

O que Deus espera que
façamos em Seu nome,
é promover o ser humano e
dar-lhe condições de viver
com dignidade.

Fazer caridade em nome de Deus,
portanto,
é coisa muito séria pois se
não tomarmos os devidos cuidados,
afastaremos as criaturas
do Criador ao
invés de aproximá-las dEle.

Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita
* * * * *
Texto lido pelo Radialista,
Anderson Fonseca,
no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 26 de Abril de 2.010.

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