segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Mariposa e a Estrela

Conta a lenda que uma jovem
mariposa de corpo frágil e alma
sensível voava ao sabor do
vento certa tarde,
quando viu uma estrela muito
brilhante e se apaixonou.

Voltou imediatamente para casa,
louca para contar à mãe que
havia descoberto o que
era o amor,
mas a mãe lhe disse friamente:
que bobagem!

As estrelas não foram feitas
para que as mariposas possam
voar em torno delas.

Procure um poste ou um
abajur e se apaixone
por algo assim;
para isso nós fomos criadas.

Decepcionada,
a mariposa resolveu
simplesmente ignorar o comentário
da mãe e permitiu-se ficar de
novo alegre com a sua
descoberta e pensava:
que maravilha poder sonhar!

Na noite seguinte,
a estrela continuava no mesmo lugar,
e ela decidiu que iria subir até o céu,
voar em torno daquela luz radiante
e demonstrar seu amor.

Foi muito difícil ir além da
altura com a qual estava acostumada,
mas conseguiu subir alguns
metros acima do seu vôo normal.

Entendeu que,
se cada dia progredisse
um pouquinho,
iria terminar chegando à estrela.
Então armou-se de paciência e
começou a tentar vencer a distância
que a separava de seu amor.

Esperava com ansiedade
que a noite descesse e,
quando via os primeiros
raios da estrela,
batia ansiosamente suas asas
em direção ao firmamento.

Sua mãe ficava cada vez
mais furiosa e dizia:
estou muito decepcionada
com a minha filha.
Todas as suas irmãs e primas
já têm lindas queimaduras nas asas,
provocadas por lâmpadas!

Você devia deixar de lado
esses sonhos inúteis e
arranjar um amor que
possa atingir.

A jovem mariposa,
irritada porque ninguém
respeitava o que sentia,
resolveu sair de casa.

Mas no fundo,
como aliás sempre acontece,
ficou marcada pelas palavras
da mãe e achou que ela
tinha razão.

Por algum tempo tentou,
mas seu coração não conseguia
esquecer a estrela e,
depois de ver que a vida sem
o seu verdadeiro amor
não tinha sentido,
resolveu retomar sua
caminhada em direção
ao céu.

Noite após noite,
tentava voar o mais alto possível,
mas, quando a manhã chegava,
estava com o corpo gelado e a
alma mergulhada na tristeza.

Entretanto, à medida que ia
ficando mais velha,
passou a prestar atenção a
tudo que via à sua volta.

Lá do alto podia enxergar
as cidades cheias de luzes,
onde provavelmente suas primas
e irmãs já tinham encontrado um amor,
mas, ao ver as montanhas,
os oceanos e as nuvens que
mudavam de forma a cada minuto,
a mariposa começou a amar cada
vez mais sua estrela,
porque era ela quem a
empurrava para ver um
mundo tão rico e
tão lindo.

Muito tempo depois resolveu
voltar à sua casa e aí soube
pelos vizinhos que sua mãe,
suas irmãs e primas tinham
morrido queimadas nas lâmpadas
e nas chamas das velas,
destruídas pelo amor
que julgavam fácil.

A mariposa,
embora jamais tenha
conseguido chegar à sua estrela,
viveu muitos anos ainda,
descobrindo que, às vezes,
os amores difíceis e impossíveis
trazem muito mais alegrias e
benefícios que aqueles amores
fáceis e que estão ao alcance
de nossas mãos.

Com esta lenda aprendemos duas coisas:
valorizar o amor e lutar pelos
nossos sonhos,
porque sabemos que é a realização
deles que nos faz feliz.

E lembremos:
O mundo está nas mãos daqueles
que têm coragem de sonhar,
e correr o risco de viver seus sonhos.
:: :: :: :: ::
OBS.:
Não encontramos autoria
do texto acima.
Se você sabe e quer nos ajudar
a dar os créditos merecidos a
quem o escreveu,
fineza nos informar através
do e-mail:
mensagem@toninholima.com.br
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 12 de Junho de 2.010.

Um comentário:

Ronaldo Lírio disse...

Se você escolher a inércia, não correr riscos e assumir desafios, jamais conseguirá a sua realização.
Todos nós temos momentos na vida em que simplesmente paramos. Deixamos de querer saber se estamos aqui por acaso ou não, deixamos de lutar pelos nossos sonhos e de correr atrás da felicidade.
Devemos ter consciência que o tempo é precioso e não volta atrás. Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.
O nosso futuro ainda está por vir.
Então aprendemos que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.