segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Carência Afetiva

A carência afetiva é um mal
que atinge todas as faixas etárias,
culturas e classes sociais.

É pior que a gripe,
que vem e vai embora,
ou uma doença que mata de vez.
É um mal que consome as
pessoas devagarinho.

A indiferença da sociedade
atual face aos problemas
do mundo,
faz com que as pessoas
sintam-se sozinhas e carentes.

Preferimos fechar os olhos
ao que se passa ao nosso redor
(e mesmo fora dele!)
do que enfrentar a realidade
da vida dos outros,
dos seus problemas.

Há cada vez mais pessoas
solitárias enquanto a
população cresce.

As pessoas têm sede de amor.

O problema é que raramente
querem ser fonte.
E nessa engrenagem há
muita gente infeliz.
Então corre-se de um
lado para o outro,
alguns tentam achar compensação
a nível profissional,
outros em religiões,
crenças e seitas.

A internet também faz
parte desse mundo.
Fecha-se aqui,
procura-se amores,
amizades e certezas de que
alguma coisa ainda existe capaz
de compensar a falta de afeto.

E enganam-se.
Engana-se os outros
e a si mesmo.

Quando Jesus andou na terra,
tenho certeza que não
precisava de nada.
Ele era auto-suficiente.
Apesar disso,
viveu tudo:
Ele andou, trabalhou,
se entristeceu, chorou,
sentiu fome, angústia, dor,
morreu e ressurgiu.

E vivendo tudo isso,
amou.
Amou até o fim,
até pedir perdão para os
que o crucificaram.
E tudo o que Ele viveu,
foi para nos mostrar o exemplo.
De nada serviria se Ele
tivesse pregado e não vivido
as próprias palavras.

Como nós.
Mais que falar,
precisamos viver.

O dia que as pessoas
compreenderem que a solução
está dentro delas mesmas,
então o mundo terá uma
chance de sair desse caos.

Se você quer ser amado,
ame!
Quer receber um sorriso?
Sorria!
Quer receber e-mails?
Mande! Quer carinho?
Dê ternura até não agüentar mais.
Quer atenção?
Seja atencioso!

Talvez não funcione imediatamente.
É um remédio que precisa
de um tempo para começar
a fazer efeito.
Mas,
quando você estiver
curado interiormente,
vai ser outra pessoa,
de maneira tal que será impossível
não receber de volta a felicidade
que espalhou.

Temos a mania de querer
comprar tudo.
Mas muitas coisas da vida
precisamos plantar,
cuidar e colher com nossas
próprias mãos.
Nem tudo se vende e se
compra e afeto faz parte
dessas raras coisas.

Não amamos a Deus por que
Ele nos amou primeiro?
Então,
vivamos de maneira
que possamos ser os primeiros
a dar afeto, amor, atenção.

Sejamos os antídotos do ódio
e da indiferença.
Tudo o que virá após,
será compensação.
Estaremos contribuindo assim
para uma sociedade mais humana,
mais justa e mais equilibrada.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 02 de Fevereiro de 2.011.

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