segunda-feira, 2 de maio de 2011

A morte de cada dia

Num artigo muito interessante,
Paulo Angelim, que é arquiteto,
pós-graduado em Marketing,
dizia mais ou menos o seguinte:
"Nós estamos acostumados a ligar a palavra
morte apenas à ausência de vida
e isso é um erro.
Existem outros tipos de morte e precisamos
morrer todo dia.
A morte nada mais é do que uma passagem,
uma transformação.
Não existe planta sem a morte da semente,
não existe embrião sem morte do óvulo
e do esperma,
não existe borboleta sem a morte da lagarta,
isso é óbvio!
A morte nada mais é do que o ponto de
partida para o início de algo novo.
"É a fronteira entre o passado e o futuro..."

Se você quer ser um bom universitário,
mate dentro de você o secundarista aéreo
que acha que ainda tem muito tempo pela frente.
Quer ser um bom profissional?
Então mate dentro de você o universitário
descomprometido que acha
que a vida se resume!
a estudar só o suficiente para fazer as provas.
Quer ter um bom relacionamento?
Então mate dentro de você o jovem inseguro,
ciumento, crítico, exigente, imaturo,
egoísta ou o solteiro solto que pensa
poder fazer planos sozinho,
sem ter que dividir espaços,
projetos e tempo com mais ninguém.

Quer ter boas amizades?
Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita
ou descompromissada,
que só pensa em si mesmo.
Mate a vontade de tentar manipular
as pessoas de acordo com a sua conveniência.
Respeite seus amigos, colegas de trabalho,
vizinhos.

Enfim,
todo processo de evolução exige que
matemos o nosso "eu" passado,
inferior.

E, qual o risco de não agirmos assim?
O risco está em tentarmos ser duas pessoas
ao mesmo tempo,
perdendo o nosso foco,
comprometendo essa produtividade,
e, por fim, prejudicando nosso sucesso.

Muitas pessoas não evoluem porque ficam
se agarrando ao que eram,
não se projetam para o que serão
ou desejam ser.
Elas querem a nova etapa,
sem abrir mão da forma como
pensavam ou como agiam.
Acabam se transformando em
projetos acabados, híbridos,
adultos infantilizados".
Podemos até agir, às vezes, como meninos,
de tal forma que não matemos
as virtudes de criança que também
são necessárias a nós, adultos, como:
brincadeira, sorriso fácil,
vitalidade, criatividade, tolerância etc.

Mas, se quisermos ser adultos,
devemos necessariamente matar atitudes
infantis, para passarmos a agir como ADULTOS.

Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe,
cidadão ou cidadã, amigo ou amiga)
melhor e mais evoluído?
Então, o que você precisa matar em si,
ainda hoje, é o ''egoísmo'' e o ''egocentrismo'',
para que nasça o SER que você tanto deseja ser!

Pense nisso e morra!
Mas, ....não esqueça de nascer melhor ainda!

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"O valor das coisas não está no tempo
em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

(Fernando Pessoa)
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Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 04 de Maio de 2.011.

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