terça-feira, 28 de junho de 2011

Deus não se envergonha de mim

Falamos abertamente das nossas paixões,
mesmo com orgulho em certas
ocasiões.
O time de futebol preferido, um artista,
uma pessoa importante.
São coisas que nos dão satisfações
inexplicáveis e que defendemos muitas
vezes como se fossem parte de nós.
Não nos envergonhamos,
mesmo se as outras
pessoas não possuem os mesmos
gostos ou mesmas preferências.

E me pergunto por que há pessoas que
possuem tanta dificuldade para falar de Deus,
de Jesus,
se são Eles a razão da nossa
existência e o único meio de salvar
nossa alma para a eternidade?

Nosso time ignora nossa
existência e nosso artista preferido
freqüentemente também.
Somos, para essas paixões,
apenas um rosto a mais numa multidão.
E quando as dificuldades nos assaltam,
para onde dirigimos nossos olhos,
nossas lágrimas, nosso coração sofrido?
Para onde se dirigem nossas súplicas?
Nesses momentos,
as paixões do mundo tornam-se mínimas,
insignificantes,
até esquecidas.

Nos dirigimos para Aquele que acreditamos
ter a solução para nós e que possui
um coração grande o bastante para
se inclinar e nos ouvir.
Aquele que é capaz de perdoar bem mais
que setenta vezes sete e nos aceita
cada vez que, arrependidos,
acabamos voltando.
Aquele que nos perdoa até o
último minuto da nossa vida.

Nos momentos de desespero é fácil chorar,
pedir, suplicar,
sem que a gente se preocupe com
o que vão pensar de nós.

É muito fácil receber, aceitar.
Mas quando a tempestade passa e que
o sol volta a brilhar,
não é assim tão fácil abrir a boca
e falar dAquele que nos segurou
a mão nas horas difíceis.
Pensamos no que vão pensar de nós,
se vão nos julgar.
Acabamos seguindo a maré,
porque é mais fácil ser como
todo mundo.
Mas quem disse que precisamos ser
como todo mundo,
fazer como todo mundo?

Convicções são convicções,
pouco importa a situação.
Não digo aqui que devemos entrar
em discussões intermináveis sobre
religiões.
Fanatismo também é pecado
e vemos diariamente nas notícias onde
ele tem conduzido muitos povos.
Não precisamos ser fanáticos para sermos
quem somos,
com toda honestidade.

Negamos diariamente a Deus.
Negamos quando nos omitimos,
nos calamos ante certas circunstâncias
que pediriam de nós uma atitude;
negamos quando não
dizemos às pessoas que necessitam
que Ele é a solução.
Negamos com nosso silêncio.

E Deus se entristece.
Porque Ele não se envergonha de nós,
mesmo sendo quem somos.
Jesus não se envergonhou
da humilhação da morte de cruz,
mas preferiu
perdoar dizendo que as pessoas não
sabiam o que estavam fazendo.

Talvez quem negue não tenha ainda
tido um verdadeiro encontro com Ele.
Porque se Deus está em nós e nós nEle,
brilhamos por onde passamos,
como pedaços de luz numa noite escura.
Somos livres e libertos.
Vamos a Ele também na nossa
alegria e não somente quando
nossa alma chora e carece de ajuda.

É preciso pensar sobre isso.
Pedro chorou amargamente
depois de ter negado a
Jesus e foi perdoado.
Mas podemos viver sem ter que
passar por esse caminho.
Podemos trazer muito mais alegrias
que tristezas ao coração de Deus,
que nos ama acima e apesar de tudo.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 29 de Junho de 2.011.

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