segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A fé e o dever

A fé em Deus é
imensamente comum.
Embora sob distintas
denominações e formas,
a imensa maioria dos homens
afirma crer na Divindade.

Contudo,
seu agir e seu sentir
nem sempre espelham
essa crença.

Deus é a Suprema e
Soberana Inteligência,
ilimitado em Seus poderes
e virtudes.

Ele é infinitamente poderoso,
sábio,
justo e bondoso.

Saber que a Divindade
está no controle de tudo
possui o condão
de modificar a percepção
de prioridades das criaturas.

Como a Justiça Divina
é perfeita e impera
no Universo,
cada qual vive o que
necessita e merece.

Assim,
não é necessário
passar a existência na
intransigente defesa do
próprio espaço.

Sem dúvida,
não é viável ser ingênuo
ou preguiçoso e deixar
de cuidar de si.

Apenas não é necessário
angustiar-se pelas
contingências da vida.

Quem crê em Deus tem
condições de desenvolver
tranquilidade interior.

Afinal,
é convicto de que
o Soberano Poder impõe
ordem no Universo.

Deposita fé na Bondade
e na Justiça Divinas
e sabe que sem a permissão
Celeste nada ocorre.

Justamente por isso,
a atenção do crente deixa
de estar em seus direitos para
residir em seus deveres.

Por saber que o mérito
preside os destinos
das criaturas,
cuida de ser o melhor
possível.

Tem fé no futuro,
razão pela qual coloca os
bens espirituais acima
dos materiais.

Sabe que as vicissitudes
da vida são provas
ou expiações e as aceita
sem murmurar.

Possuído do
ideal da fraternidade,
faz o bem sem esperar
recompensas.

Encontra satisfação em
ser útil e bondoso,
em fazer ditosos
os outros.

É benevolente para com todos,
independentemente de credo,
cor ou raça,
pois sabe que todos
os homens são filhos de
Deus e seus irmãos.

Respeita as convicções
sinceras dos
semelhantes e não condena
quem pensa diferente.

Quando ofendido,
procura perdoar por
compreender as dificuldades
dos irmãos de jornada.

Jamais se vinga,
ciente de que
toda justiça repousa nas
mãos do Criador.

É indulgente para as
fraquezas alheias,
por saber que também necessita
de indulgência.

Não se ocupa
dos defeitos alheios,
mas dos seus.

Estuda as próprias imperfeições,
a fim de se melhorar.

Consciente do olhar de
Deus sobre si,
cuida de ser digno em todos
os momentos de sua vida,
mesmo os mais íntimos.

Usa,
mas não abusa,
de seus bens,
por ser consciente de que
são apenas empréstimo
da Divindade.

Utiliza seu tempo livre em
atividades úteis,
fazendo-se um agente do
progresso no mundo.

Talvez esses deveres
pareçam excessivos,
mas não representam um
peso para quem realmente
acredita em Deus.

Constituem consequência
natural da certeza
da existência de um
Ente Superior,
pleno de Bondade,
Justiça e Poder.

Pense nisso.

TEXTO: Redação do Momento Espírita,
com base no item 3 do cap.
XVII do livro O Evangelho segundo
o Espiritismo,
de Allan Kardec,
ed. Feb.
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 02 de Setembro de 2.011.

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