segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Tempo de ser feliz

Há coisas que nada
como o tempo para resolver.
Não, ele não resolve, claro,
mas deixa essa impressão
de que o tamanho
das coisas é bem menor
visto de longe.

Enormes problemas
hoje podem assim ser vistos
de maneira
diferente amanhã ou depois.

Eles não são,
provavelmente, menores,
mas o primeiro susto já
passou e podemos ser
mais objetivos.

Quando estamos
por demais envolvidos por
nossas emoções,
nosso racional se perde.
Só mesmo as águas calmas depois
da tempestade podem nos
mostrar o quanto
somos resistentes.

Mas...
como nem tudo na vida
é branco e nem tudo é preto,
o tempo,
de aliado pode passar a
ser um inimigo.

E se a vida fosse menos
complexa teríamos mais
habilidade para saber
onde encontrar a diferença,
a sutil diferença entre o que
se deve deixar
passar e o que se deve
apegar.

Se algumas situações se
acalmam com o passar do tempo,
outras apenas se acomodam
e nos dão a ilusão
de que o tempo apenas
está curando.

Infelicidades e insatisfações
do coração não se
resolvem e não se tornam
menores com o tempo,
elas apenas se instalam
e criam raízes.

Acreditamos assim com
a força da nossa alma que
um dia ao acordar algo terá mudado,
que o amor perdido terá voltado,
que a vida terá o mesmo sabor
que antes ou que terá,
melhor ainda,
o gostinho do melhor dos
nossos sonhos.

Engano!...
Certas coisas precisam do toque
das nossas mãos,
precisam da nossa vontade e força,
da nossa disposição
e da nossa fé.

O tempo de amanhã será o mesmo
se agimos ou não,
mas nós não seremos os mesmos.

Precisamos aprender a dizer "não"
ao que não nos convém,
ao que não nos satisfaz,
ao que nos mata silenciosamente.

Precisamos abrir-nos
à vida e viver de maneira
que amanhã olhando para trás
não tenhamos
tantos arrependimentos,
apenas esse sentimento de
auto-satisfação,
esse sentir de que o tempo
passou sim,
mas não passou sozinho,
pois tivemos a sabedoria
de caminhar de
mãos dadas com ele,
tal qual à noiva cheia
de sonhos,
prometida à felicidade.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 06 de Agosto de 2.011.

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