domingo, 9 de outubro de 2011

DOIS HOMENS E UMA JANELA

Dois homens,
ambos gravemente doentes,
estavam no mesmo quarto de hospital.
Um deles podia sentar-se na sua
cama durante uma hora,
todas as tardes,
para que os fluidos circulassem
nos seus pulmões.
Sua cama estava junto da única
janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre
deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio.
Falavam das suas mulheres e famílias,
das suas casas,
dos seus empregos,
onde tinham passado as férias...
E todas as tardes,
quando o homem da cama perto da janela se sentava,
ele passava o tempo a descrever
ao seu companheiro de quarto todas
as coisas que ele
conseguia ver do lado de
fora da janela.

O homem da cama do lado
começou a viver à espera desses
períodos de uma hora,
em que o seu mundo era alargado
e animado por toda a atividade e cor
do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um
lindo lago.
Patos e cisnes chapinhavam
na água enquanto as crianças
brincavam com os seus barquinhos.
Jovens namorados caminhavam de braços
dados por entre as flores de todas
as cores do arco-íris.
Árvores velhas e
enormes acariciavam a paisagem
e uma tênue vista da silhueta
da cidade podia
ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto
da janela descrevia
isto tudo com extraordinário pormenor,
o homem no outro lado do quarto
fechava os seus olhos e imaginava
a pitoresca cena.

Um dia,
o homem perto da janela
descreveu um desfile que
ia a passar.
Embora o outro homem não
conseguisse ouvir a banda,
ele conseguia vê-la e ouvi-la
na sua mente, enquanto o outro senhor
a retratava através de palavras
bastante descritivas.
Dias e semanas passaram.
Uma manhã,
a enfermeira chegou ao quarto
trazendo água para os seus banhos,
e encontrou o corpo sem
vida do homem perto da janela,
que tinha falecido calmamente
enquanto dormia.
Ela ficou muito triste e chamou
os funcionários do hospital para que
levassem o corpo. Logo que lhe
pareceu apropriado,
o outro homem perguntou
se podia ser colocado na cama
perto da janela.
A enfermeira disse logo que
sim e fez a troca.

Depois de se certificar de
que o homem estava bem instalado,
a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente,
e cheio de dores,
o homem ergueu-se,
apoiado no cotovelo,
para contemplar o mundo lá fora.
Fez um grande esforço e lentamente
olhou para o lado de fora da janela que dava,
afinal, para uma
parede de tijolos!

O homem perguntou à enfermeira
o que teria feito com que o seu falecido
companheiro de quarto lhe tivesse
descrito coisas tão maravilhosas do lado
de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem
era cego e nem sequer
conseguia ver a parede.

- Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...
disse a enfermeira..

Moral da História:

Há uma felicidade
tremenda em fazer os outros felizes,
apesar dos nossos
próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza,
mas a felicidade,
quando partilhada,
é dobrada.
Se queres te sentir rico,
conta todas as
coisas que tens que o dinheiro
não pode comprar!!!!

TEXTO: Procura-se o autor.
Informações para mensagem@toninholima.com.br
* * * * *
Texto lido pelo radialista
"Anderson Fonseca",
no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 07 de Outubro de 2.011.

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