domingo, 6 de novembro de 2011

RECONSTRUÇÃO

Há momentos em que
a Terra toda parece chorar.

A chuva fina cai lá fora
e aqui dentro de meu coração.

Por vezes,
não é fácil viver nesta Terra.
Mas... é preciso prosseguir!

Nada é por acaso.
Se eu estou aqui é porque
assim tem que ser.
Estou aqui para sofrer,
mas também para ser
Senhor do meu destino,
com poder para atuar
frente às dificuldades e lutar
pelos meus ideais.

Se o momento é de chorar,
tenho que saber que
não é eterno.
É mais um momento de luta,
de lutar para me reerguer
e reconstruir a minha
felicidade.

E, se possível,
estar consciente disto a
todo o instante,
para não me
entregar às vãs
lamentações.

Penso que,
mesmo que eu não
consiga realizar
todos os meus sonhos,
ao menos eu estou
lutando e lutarei até
o fim por eles.

Mesmo que, às vezes,
sinta que o melhor
é me entregar,
mesmo que,
por vezes,
a dor seja tão
profunda que queira
levar com ela toda
a minha força interior,
é preciso resistir e caminhar!

Uma singela e,
ao mesmo tempo, f
orte prova de
vida nos dá o sol,
astro imponente que se
agiganta no céu,
clareando o dia,
a natureza,
tudo o que toca...

Tempestades se formam
e aparentemente
ofuscam o seu brilho.
Mas, contudo,
isto é apenas uma ilusão:
ele permanece intacto
em seu lugar,
conservando em si toda
a nobreza de um
grande astro.

Assim como o sol,
porque não ser
também Eu uma
força que não se entrega?

Morrendo um pouco
em cada dor,
cambaleando e tropeçando,
por vezes,
pelos caminhos,
tateando às cegas,
eu tenho que seguir
em frente.

Não posso e nem
conseguiria permitir que
tempestades,
ciclones,
furacões abalassem
o meu brilho,
porque sou maior do
que tudo isso.

Sou Filho de um Astro bem
mais fulgurante que a
luz de mil sóis.

E sou imortal,
em semente!

Por isto,
devo aceitar esta dor
que me flagela o
peito como parte do processo
natural da vida.

Uma dor que posso
fazer curativo,
que me
reerguerá e que
me fará ter
mais consciência do
meu brilho e fortaleza
interior.

E essas lágrimas derramadas,
com certeza,
farão parte de meus troféus,
posto que elas regam
meu jardim interior,
para que novos botões
tornem a florescer!

TEXTO: Rita Palhares
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 10 de Novembro de 2.011.

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