quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

PROJETOS INACABADOS

Faz parte da natureza humana sonhar
e idealizar as mais variadas realizações.

Um hábito muito comum é a lista
que se faz no início de cada ano,
as famosas
"proposições de ano novo".

Costuma-se relacionar hábitos
nocivos a serem abandonados,
cursos a serem iniciados
e virtudes a serem adquiridas...

Propostas razoáveis e,
na maioria das vezes,
necessárias ao desenvolvimento
daquele ser que as relacionou.

No entanto, comumente,
antes mesmo da primeira semana
do ano acabar,
a lista é abandonada em alguma gaveta,
juntamente com a disposição
sincera de mudança que
a havia inspirado.

E lá se vão para o esquecimento,
mais uma vez,
as mudanças prometidas
para si mesmo.

Quem se espera enganar?

Afinal,
a proposição de reforma
íntima atinge primeiramente ao
próprio interessado.

Propostas como essas abandonadas
lembram projetos que se iniciam
e não se realizam.

São barcos que jamais alcançam o mar.
Textos sem ponto final.
Obras que não saem da prancheta de desenho.
Músicas jamais executadas.
Flores que não desabrocharam.
Filhos que não nasceram.
Amores inconfessados.
Desenhos que nunca tocaram um papel.
Promessas não cumpridas.
Sonhos abandonados.

Os dias passam rápidos.

As folhas brotam,
crescem e mais adiante caem das árvores,
enquanto as pessoas passam
seus dias adiando partidas,
retardando começos e cancelando mudanças.

E o que poderia acontecer de modo voluntário,
acaba se tornando obrigatório.

A vida, um dia,
há de nos cobrar pelas realizações que nos
caberiam e que não levamos a termo.

Que realizações serão essas?
Grandes feitos?
Conquistas retumbantes?
Não.

Por certo,
as mais significativas missões que nos foram
confiadas têm o objetivo de domar
nossas próprias imperfeições.

"Ah! Mas é tão difícil vencer hábitos antigos!"
- poderíamos argumentar.

No entanto,
mais difícil ainda será conviver
para sempre com costumes infelizes
que amargam a nossa existência
e a daqueles que nos cercam.

Projetos inacabados,
por certo, temos vários.

Qual deles retomar e concluir
de uma vez por todas?

Cada um de nós deverá saber
qual é o mais urgente e mais viável,
por ora.

Trata-se de uma decisão intransferível e inadiável.
É chegada a hora de realizar e de transformar.
É hora de abandonar as desculpas
que nos serviram de muletas por
tantos séculos,
retardando-nos,
no mesmo compasso de atraso
e de teimosia vã.

Pense nisso!

Que o dia de hoje seja uma marca
significativa na linha do tempo
de nossas existências.

Pouco importa que dia da semana seja.
Não interessa em que mês do ano estejamos.
Não há porque esperar por outra oportunidade.
Chances são como brisas que surgem
rapidamente e se vão de igual forma.

Não há motivo real e justo para
permanecer estacionados
enquanto a vida nos chama
a realizar o bem.

Coragem e disposição hão
de ser a inspiração que nos faltava.

Não amanhã, mas sim, hoje.
Não depois, mas sim,
a partir de agora.

Pense nisso.

TEXTO: Equipe de Redação do Momento Espírita
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 29 de Dezembro de 2.011.

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