sábado, 28 de julho de 2012

A v ó s

Uma avó, dizem,
é uma mãe com açúcar.
Um avô é um pai com
doce de leite.

Quase sempre os filhos se
perguntam por que é que os seus pais,
na qualidade de avós,
deixam seus netos fazerem coisas que
não permitiram a eles, f
ilhos.

Por que é que a avó deixa
o netinho pular no seu cangote,
dormir na cama entre ela e o avô,
 se não permitiu isso aos seus
próprios filhos?

Por que é que os netos,
enfim, gostam,
tanto da casa dos avós?

Um garoto de seus nove para dez anos,
escreveu certa vez,
mais ou menos assim:
"uma avó é uma mulher velhinha
que não tem filhos.
Ela gosta dos filhos dos outros.
Um avô é um homem-avó.
Ele leva os meninos para passear
e conversa com eles sobre pescaria e
outros assuntos parecidos.

As avós não fazem nada
e por isso podem ficar mais
tempo com a gente.

Como elas são velhinhas,
não conseguem rolar pelo
chão ou correr.
Mas não faz mal.
Elas nos levam ao shopping e
nos deixam olhar as vitrinas
até cansar.

Na casa
delas tem sempre um vidro
com balas e uma lata
cheia de suspiros.

Elas contam histórias de
nosso pai ou
nossa mãe quando eram pequenos,
histórias da bíblia,
histórias de uns livros bem velhos
com umas figuras lindas.

Passeiam conosco mostrando as flores,
ensinando seus nomes,
fazendo-nos sentir o perfume.

Avós nunca dizem "depressa",
"já pra cama",
"se não fizer logo,
vai ficar de castigo."

Normalmente,
as avós são gordinhas,
mas,
mesmo assim elas nos
ajudam a amarrar os sapatos.

Quase todas usam óculos
e eu já vi uma tirando os dentes
e as gengivas.

Quando a gente faz uma pergunta,
a avó não diz:
"menino,
não vê que estou ocupada!"
Ela pára,
pensa e responde de um
jeito que a gente entende.
As avós sabem um bocado de coisas.

As avós não falam com
a gente como se nós fôssemos
umas criancinhas idiotas,
nem apertam nosso queixo dizendo
"que gracinha!",
como fazem algumas visitas.

Quando elas lêem para nós,
não pulam pedaços das histórias,
nem se importam de ler a mesma
história várias vezes.

O colo das
avós é quente e fofinho,
bom de a gente sentar quando
está triste.

Todo mundo devia tentar
ter uma avó,
porque são os únicos adultos que
têm tempo para nós."

Bom, esta pode ser simplesmente
a visão de um menino,
mas convenhamos que contém
muitas verdades.

Os netos gostam dos avós
porque eles são doces.
Como a educação deles está sob
a responsabilidade dos pais,
eles não têm que se preocupar
com este detalhe.

Por isso,
não se perguntam se está
certo ou errado fazer um carinho
ou um chamego a mais.
Eles simplesmente fazem.

Também porque,
ao longo dos anos,
amadureceram os sentimentos,
amam de uma forma mais serena,
com doçura.
Por isso fazem aos netos muitas
coisas que não fizeram
aos seus filhos.

Mesmo porque,
quando se tornaram pais,
eram jovens, inexperientes,
estavam preocupados em sustentar
a família,
em educar bem os filhos,
em tantas coisas que não lhes
sobrava tempo para o que hoje fazem
com seus netinhos.

Por tudo isso
não tenha ciúmes dos avós.
Permita que os seus filhos
convivam com os velhinhos,
que os amem e sejam amados.

Naturalmente,
ninguém pretende nem
imagina que os avós serão
descuidados ao ponto de
estragar com mimos exagerados os
filhos dos seus filhos.

Contudo, carinho,
doçura e atenção de vovô
e vovó é algo que todos
devemos experimentar.

É uma experiência que os
seus filhos levarão para as suas vidas
e lhes fará bem,
nos momentos da adversidade
e de solidão.

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. O que é uma avó, de autor desconhecido, do livro Histórias para aquecer o coração das mães de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Schimoff, editora Sextante.
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Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 26 de Julho de 2.012.

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