sábado, 28 de julho de 2012

Erramos para Acertar

Todos erramos querendo acertar.
Excepcionalmente,
algumas pessoas podem
cometer erros conscientemente,
mas ainda assim buscam a felicidade,
de forma desesperada,
mas buscam.

A solidão e carência afetiva
deixam a alma aberta a
muitas portas
que em outras ocasiões
manteríamos fechadas.

Deixa-nos acessíveis,
frágeis e crédulos.
O feio pode tornar-se bonito
e agradável;
o proibido,
irresistivelmente atraente.

Achamos desculpas para
convencer os outros e nem
sempre convencemos nosso coração.
Mas insistimos...

Acontece de
cometermos erros imperdoáveis,
não aos outros,
mas a nós.

Esses mesmos erros que nos
fazem querer não ter existido
por um momento,
querer apagar da memória
e do tempo, desaparecer,
ou chorar até que as lágrimas
lavem todas as nossas culpas,
mas sabemos que,
quaisquer que sejam nossas
tentativas,
elas serão em vão.

E aprendemos com os primeiros erros?
Ah, não...
tentamos ainda e ainda
nessa busca incessante
pela felicidade...

Nos cegamos voluntariamente,
sem termos consciência do
quanto isso pode nos
custar, do quanto pode doer,
das penas que podem nos causar.

Ah!... As más
decisões não têm retorno,
os gestos cometidos não têm
volta e as palavras
ditas se foram.

O que escrevemos,
escrevemos,
por onde andamos e
não é nos agarrando a
esses detalhes que seguiremos
em frente.

É justamente quando conhecemos
nossos erros e nossas
culpas que os evitaremos depois.

Sei que isso nem sempre acontece,
senão não cometeríamos
duas ou três vezes os
mesmos desenganos,
mas um dia aprendemos.

Aprendemos que todo mundo erra,
todo mundo acerta,
todo mundo se arrepende e
quer voltar atrás;
todo mundo chora algo perdido
ou uma decisão errada;
todo mundo já se sentiu
a pessoa mais infeliz e
pequenininha em um
momento ou um
outro e quis esconder-se
até de si mesmo.

Aprendemos que a vida tem curvas,
laços, boas e más intenções,
campos floridos e terras desertas;
aprendemos
que para se viver é
preciso saber perdoar-se a si mesmo,
sem porventura
deixar de tirar as lições
do que se vive.

Ser maduro,
completo e sábio não é
ser infalível.
O mundo é feito de seres
humanos,
corações e sentimentos e
não de super-heróis.

Ser maduro é buscar o
melhor do que vivemos,
acreditar que Deus perdoa falhas,
compreende nossas
buscas e nos reconforta a cada queda.

Ser maduro não é evitar
as flores que têm espinhos,
mas redobrar de cuidado ao colhê-las,
conhecer os perigos e
não se deixar dominar pelo medo;
é viver,
consciente de que se não andamos
não chegamos a lugar
nenhum e se erramos temos
direito sim a uma segunda,
mesmo uma terceira chance.

Porque nada há mais no mundo
que Deus deseje do
que a nossa felicidade.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 25 de Julho de 2.012.

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