terça-feira, 25 de setembro de 2012

A elegância do comportamento


As pessoas geralmente se preocupam
com a aparência física
e se esmeram para mostrar
certa elegância,
de acordo com suas possibilidades.

Isso é natural do ser humano.
Tanto que muitos buscam escolas que
ensinam boas maneiras.

No entanto,
existe uma coisa difícil de
ser ensinada e que,
talvez por isso,
esteja cada vez mais rara:
a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito
além do uso
correto dos talheres e que
abrange bem mais do que dizer
um simples obrigado diante
de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha
da primeira hora da
manhã até a hora de dormir
e que se manifesta nas situações
mais corriqueiras,
quando não há festa alguma
nem fotógrafos por perto:
é uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la
nas pessoas que elogiam mais
do que criticam.

Nas pessoas que escutam
mais do que falam.
E quando falam,
passam longe da fofoca,
das maldades ampliadas
de boca em boca.

É possível detectá-la também
nas pessoas que não
usam um tom superior de voz.
Nas pessoas que evitam assuntos
constrangedores porque não sentem prazer
em humilhar os outros.

É uma elegância que se pode observar
em pessoas pontuais,
que respeitam o tempo dos outros
e seu próprio tempo.

Elegante é quem demonstra
interesse por assuntos que desconhece.
É quem cumpre o que promete e,
ao receber uma ligação,
não recomenda à secretária que
pergunte antes quem está falando e só
depois manda dizer se está ou não.

É elegante não ficar espaçoso demais.
Não mudar seu estilo apenas para
se adaptar ao de outro.

É muito elegante não falar de dinheiro
em bate-papos informais.

É elegante retribuir
carinho e solidariedade.

Sobrenome,
cargo e jóias não substituem
a elegância do gesto.
Não há livro de etiqueta que
ensine alguém a ter uma visão generosa do
mundo e a viver nele
sem arrogância.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza
natural através da observação,
mas tentar imitá-la é improdutivo.

A pessoa de comportamento elegante
fala no mesmo tom de voz com
todos os indivíduos,
indistintamente.

Ter comportamento elegante
é ser gentil sem afetação.

É ser amigo sem conivência negativa.

Ser sincero sem agressividade.

É ser humilde sem relaxamento.

Ser cordial sem fingimento.

É ser simples com sobriedade.

É ter capacidade de perdoar sem fazer alarde.

É superar dificuldades com fé e coragem.

É saber desarmar a violência com mansuetude
e alcançar a vitória sem se vangloriar.

Enfim,
elegância de comportamento não
é algo que se tem,
é algo que se é.

* * * * *

Mais do que decorar regras
de etiqueta e elaborar gestos ensaiados,
é preciso desenvolver a verdadeira
elegância de comportamento.

Importante que cada gesto seja sincero,
que cada atitude tenha sobriedade.
A verdadeira elegância é a do caráter,
porque procede da essência do ser.

TEXTO: Equipe de Redação do Momento Espírita,
com base em mensagem de Martha Medeiros,
encontrável no site:
www.nuraferretsilveira.hpg.ig.com.br/elegancia.html
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 26 de Setembro de 2.012.

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