segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sentimos

Quando nossas emoções 
estão a flor da pele,
ficamos assim, 
tocados até pelo vento 
da tarde,
tudo é motivo para uma reflexão, 
ou um choro.

Sentimos, 
sentimos sim,
quando alguém que amamos 
desafia a nossa paciência,
quando um mal-entendido se 
espalha e cresce,
quando uma palavra mal-dita, 
se transforma em dor,
quando pensamos que alguém 
é tudo e não é nada,
é vazio, é falso, não é amor...

Sentimos, 
e como sentimos,
quando nossos desejos mais 
secretos se esvaziam,
quando tudo o que estava 
certo dá errado,
quando tudo 
o que foi combinado 
não acontece,
e quando toda a nossa 
emoção desaparece,
esvazia-se a alma, 
desmancha-se o coração.
então sentimos a dor de 
não ter um chão,
de não ter um ombro amigo 
para chorar,
uma pessoa para desabafar 
o que sentimos,
e sofremos...

Sentimos, 
sentimos o desejo de recomeçar,
e no caminho de pedras, 
removemos algumas,
revolvemos a terra seca e plantamos 
sementes de esperança,
somos assim, corpo de adulto, 
cabeça de criança.

Criança que sonha, 
criança que sente,
que acorda para a vida e pressente,
que tudo pode ser diferente, 
quando sentimos que tudo está 
em nossas mãos,
nosso destino, nossos sonhos, 
nossa força,
tudo faz parte da nossa emoção, 
às vezes, 
sem nenhuma razão.

Sentimos então a força 
do não desistir,
de encarar a dor de 
frente e sorrir.
Pois somos um poço 
de emoções,
reflexo do aprendizado 
de cada dia,
que convida para a vida,
a sua vida, o seu tempo, 
o seu sentimento.

Um dia, 
as sementes que 
espalhamos germinam, 
crescem,
e dos sonhos mais doces, 
nascem frutos melados.
Hoje é tempo de colher!

E eu acredito em você

TEXTO DE: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa 
"Madrugada Viva Liberdade FM" 
no quadro 
"Momento de Reflexão" 
no dia 08 de Janeiro de 2.013.

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