terça-feira, 16 de abril de 2013

Quem sou eu ...

O caminho do encontro de 
si é mais longo 
para uns que para outros. 
E para determinadas pessoas ele 
é mesmo interminável.

Saber quem eu sou 
e o que sou 
equivale a saber reconhecer 
que não sei tudo da vida, 
não possuo todas as razões 
e que a pessoa bonita que existe 
em mim pode parecer feia 
em certas ocasiões.

E se eu não me aceito tal qual 
me vejo no espelho, 
como posso querer que 
me aceitem?

Pense naquilo que você pensa 
que é e no que você passa 
para os outros. 
Se você não se ama e 
não se aceita, 
outros não poderão te amar 
e te aceitar.

Se você mesmo duvida do valor 
do seu trabalho, 
não há por que outros te valorizem.
O mundo vê em nós o que damos 
de nós para ele. 
Poucos conhecem nossos rostos 
depois que fechamos a porta, 
depois que tiramos a maquiagem 
e as máscaras 
que escondem nosso verdadeiro eu.

Conhecer-se não é tão fácil. 
Saber-se é aceitar-se, 
ainda que com dor. 
É perdoar a si mesmo as 
imperfeições 
procurando corrigi-las e pedir 
aos outros 
tolerância para com elas.
Somos criaturas especiais, 
portanto humanas e falíveis, 
de natureza pecaminosa, 
mas com possibilidades de 
retorno ao amor 
dAquele que nos amou primeiro.

Somos todos criados 
à imagem e semelhança de Deus. 
Não somos deuses, 
mas possuímos em nós algo 
divino e sem igual. 

Aquele que acredita nisso anda por 
caminhos seguros, 
por sobre as águas e sabe que a 
tempestade pode balançar, 
mas não vai afundar o barco.
Não tenha medo de ser quem você é, 
de mostrar seu rosto de cara lavada, 
de errar e se enganar de caminho.

Enquanto estamos no mundo podemos 
transformar a pedra bruta 
do nosso coração em jóia mais cara, 
aquela que não deixa despercebido 
quem passa por perto e que faz nascer no 
coração de Deus a alegria de ser Pai.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa 
"Madrugada Viva Liberdade FM" 
no quadro 
"Momento de Reflexão" 
no dia 17 de Abril de 2.013.

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