sábado, 18 de janeiro de 2014

Desculpe o transtorno. Estou em construção.

Durante a nossa vida 
causamos transtornos na 
vida de muitas pessoas, 
porque somos imperfeitos.

Nas esquinas da vida, 
pronunciamos 
palavras inadequadas, 
falamos sem necessidade, 
incomodamos. 

Nas relações mais próximas, 
agredimos sem intenção 
ou intencionalmente. 
Mas agredimos.
Não respeitamos o 
tempo do outro, 
a história do outro.

Parece que o mundo gira 
em torno dos nossos desejos 
e o outro é apenas 
um detalhe.
E, assim, 
vamos causando transtornos. 
Esses tantos transtornos 
mostram que 
não estamos prontos, 
mas em construção.

Tijolo a tijolo, 
o templo da nossa história 
vai ganhando forma.
O outro também está 
em construção e também 
causa transtornos.

E, às vezes, 
um tijolo cai e nos machuca. 
Outras vezes, 
é o cal ou o cimento que suja
nosso rosto. 
E quando não é um, 
é outro.

E o tempo todo nós temos 
que nos limpar e cuidar 
das feridas, 
assim como os outros 
que convivem conosco 
também têm de fazer.

Os erros dos outros, 
os meus erros. 
Os meus erros, 
os erros dos outros.

Esta é uma conclusão essencial: 
todas as pessoas erram. 
A partir dessa conclusão, 
chegamos a uma necessidade 
humana e cristã: 
o perdão.

Perdoar é cuidar das 
feridas e sujeiras. 
É compreender que os 
transtornos são muitas 
vezes involuntários.

Que os erros dos outros são 
semelhantes aos meus erros e que, 
como caminhantes de uma jornada, 
é preciso olhar adiante.

Se nos preocupamos com 
o que passou, 
com a poeira, 
com o tijolo caído, 
o horizonte deixará de 
ser contemplado.

E será um desperdício.
O convite que faço é que 
você experimente a beleza 
do perdão.

É um banho na alma! 
Deixa leve!
Se eu errei, 
se eu o magoei, 
se eu o julguei mal, 
desculpe-me por todos 
esses transtornos…

Estou em construção!

TEXTO DE: Gabriel Chalita
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 19 Janeiro de 2.014.

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