sábado, 15 de fevereiro de 2014

Lágrimas: Palavras da alma

Muitas vezes, 
na vida, 
vivenciamos situações 
em que a emoção é tamanha 
que nos faltam palavras para 
expressar nossos sentimentos.

Podemos 
considerar as lágrimas 
como as palavras de 
nossa alma. 
Através delas, 
somos capazes de 
demonstrar incontáveis 
sentimentos.

As lágrimas, 
na maioria das situações, 
escorrem de nossos olhos sem 
que tenhamos controle sobre elas.

Em alguns momentos, 
elas contam histórias de dores, 
mas também têm na sua essência, 
algo de belo.

Quando 
elevamos o pensamento, 
sintonizando com 
a Espiritualidade maior, 
seja com nosso anjo protetor, 
com o amado amigo Jesus 
ou com Deus, 
sentimos os olhos 
marejados.

Observando a natureza, 
temos a oportunidade de 
presenciar alguns espetáculos 
que ela nos oferece.

Emocionamo-nos 
percebendo a grandeza 
e a perfeição Divina 
na presença de um pôr-do-sol, 
de uma queda d’água 
ou de um arco-íris.

Diante do nascimento 
de uma criança, 
somente as lágrimas são 
capazes de 
traduzir e qualificar 
a magnitude desse 
instante Divino.

Quando estamos sensíveis, 
por vezes carentes de alguma 
manifestação de afeto, 
um simples aperto de mão 
ou um afago carregado 
de amor é suficiente 
para provocar nossas 
lágrimas.

Quando deixamos que 
o som de uma música 
elevada alcance nosso coração, 
somos capazes de chorar 
de emoção, 
pois sentimos a alma 
tocada e acariciada por 
aquela doce e vibrante 
melodia.

Tanto a dor emocional 
quanto a dor física nos 
chegam sem pedir licença, 
ocupando espaço 
considerável em nossa alma 
e em nosso corpo.

Lágrimas são derramadas 
pela dor da partida de 
um ente querido, 
pela dor da ausência 
e da saudade, 
pela dor do erro 
cometido e do 
arrependimento.

Ao constatarmos 
a dor do próximo, 
lágrimas jorram de 
nossos olhos.

Deparamo-nos 
com tantas carências, 
tantas necessidades 
não atendidas, 
enfermidades, 
privações e abandono.

Cada lágrima derramada 
tem seu significado. 
Seja ela vertida pela dor 
ou pela alegria, 
nos diz que somos seres 
movidos pela emoção, 
capazes de exteriorizar os 
nossos sentimentos.

Demonstra que nos 
sensibilizamos em momentos 
simples e efêmeros, 
indicando que estamos 
sintonizados com 
o que há de belo na vida.

E, 
quando as lágrimas 
derramadas forem de dor, 
façamos com que o motivo 
que nos comove seja também 
o mesmo motivo que 
nos move.

Que o movimento 
seja no sentido 
da modificação íntima. 
Que seja impulso para 
olhar a vida sobre um 
novo ângulo, 
para trabalhar em nós 
mesmos a resignação, 
a paciência, 
a esperança, 
a fé e a confiança em Deus.

TEXTO: Augusto Valente 
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 16 Fevereiro de 2.014.

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