terça-feira, 8 de abril de 2014

A Grandeza da dor

Como medir a dor?
Para os terremotos a 
escala de Richter,
para os furacões, 
a escala de Saffir-Simpson,
para a força dos ventos, 
a escala Beaufort,
todas medem a grandeza 
do poder 
de estrago de cada força,
e para as nossas dores 
existem escalas?

Claro que não, 
a sua dor não tem tamanho,
não sai nas revistas, 
porque não dá para imprimir,
nem no seu blog dá para exprimir,
nem pintando com 
as mais variadas tintas,
quem é que pode sentir 
o que você sente?

Por isso, 
não se demore na dor,
não estacione nos pensamentos 
que te afligem,
que te remetem ao momento 
onde ela nasceu,
revivendo a cada instante 
a mesma sensação,
a perda, a angústia, 
o desespero,
devem ser esquecidos, 
sob pena de reviver,
a mesma dor diversas vezes,
e se já foi difícil passar 
por ela uma vez,
imagine conviver com ela 
em flashback diariamente?

Derrame as lágrimas necessárias, 
desabafe mesmo,
a dor represada forma um 
rio com águas paradas,
e água parada apodrece, 
fede e cria bichos,
mas depois do desabafo, 
do choro, 
do viver o luto, 
enterre o passado, 
deixe às águas correrem livres,
porque o rio sempre 
busca o mar,
e nós sempre deveremos 
buscar a felicidade,
num eterno ir e vir, 
começar e recomeçar,
não deixando a dor nos parar,
porque somos 
feitos na exata medida 
do amor que desejamos viver.

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa 
"Madrugada Viva Liberdade FM" 
no quadro 
"Momento de Reflexão" 
no dia 09 de Abril 2.014.

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