sábado, 11 de abril de 2015

O trem parado

O olhar parado sobre
o passado que não volta,
é como um trem abandonado
nos trilhos de uma
antiga ferrovia.

O tempo passa e
o trem
não se mexe,
não se mexendo,
vai enferrujando,
enferrujando vai
sendo comido,
devorado pelos dias
que avançam.

Depois de algum tempo,
o trem já não serve nem
para sucata.
Assim somos nós quando
paramos em algum lugar
do passado.
Esperando o amor
que não volta,
o filho que partiu,
o ente querido
que morreu,
o amigo que
correu.

Vamos sendo carcomidos
por dentro e por fora,
as oportunidades vão
passando e a
gente morrendo lentamente.

Deveríamos ser
obrigados a arrastar
nosso trem,
ainda que alguns metros
por dia.
Como a Lei que
proíbe deixar carros
velhos nas ruas.

Não deveríamos jamais
viver nosso luto por
tanto tempo.
Saudade sempre,
luto eterno nunca!

Acordar para
a vida é mais do
que se oferecer uma
nova chance.
É valorizar o que
nos foi dado de mais
precioso: a nossa
existência.

Não se iluda,
nada é de graça.
Até o ficar parado
nos será cobrado.
Acorde e mova
o seu trem,

ainda que esteja um
pouco enferrujado.

Nada como a brisa
do dia para despertar
novas motivações,
e algo sopra no ar e
vem com o tempo e me diz:
você tem tudo para
ser FELIZ!

TEXTO DE: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 12 de Abril de 2.015.
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