sábado, 9 de maio de 2015

Amor de mãe

Muito se fala a respeito
das mães e do poder
do seu amor.
Um dos casos mais
significativos,
com certeza,
foi o que relatou
a doutora
Elisabeth Kubler-Ros.

No hospital onde trabalhava,
encontrou uma senhora portadora
de uma doença terrível e que
já havia sido internada dez vezes.

Cada vez que passava
um período no centro de
terapia intensiva, todos,
médicos e enfermeiras,
apostavam que ela iria morrer.
Contudo,
após as crises,
melhorava e voltava
para casa.

O pessoal do hospital
não entendia como aquela
mulher continuava resistindo
e não morria.

Então, certo dia,
a senhora enferma
explicou que o seu marido
era esquizofrênico e agredia
o filho mais moço,
então com dezessete anos,
cada vez que tinha um
dos seus ataques.
Ela temia pela vida do filho,
caso ela morresse antes
que o menino alcançasse
a maioridade.

Se morresse,
o marido seria o único
tutor legal do filho.

Ela ficava imaginando
o que aconteceria com
o rapaz nas mãos de um
pai com tal problema.

É por isso que ainda
não posso morrer,
concluiu a pobre
senhora.

O que mantinha
aquela mulher viva,
o que lhe dava forças
para lutar contra a morte,
toda vez que ela se apresentava,
era exatamente o
amor ao filho.

Como deixá-lo
nessas circunstâncias?
Por isso,
ela lutava e lutava
sempre.

A doutora,
observando emocionada
o sofrimento físico e
moral daquela mulher,
resolveu ajudá-la,
providenciando um advogado
para que
aquela mãe,
tão preocupada,
transferisse a custódia
do menino para um
parente mais confiável.
Aliviada,
a paciente deixou
o hospital infinitamente
agradecida por poder
viver em paz o tempo
 que ainda lhe restava.

Agora, afirmou,
quando a morte chegar,
estarei tranquila
e poderei partir.
Ela ainda viveu pouco
mais de um ano,
depois abandonou
o corpo físico, em paz,
quando o momento
chegou.

A história nos faz
recordar de todas as
heroínas anônimas
que se transformam
em mães,
em nome do amor.
Daquelas que trabalham
de sol a sol,
catando papel nas ruas,
trabalhando em
indústrias ou fábricas
e retornam para o lar,
no início da noite para
servir o jantar aos
filhos pequenos.
Supervisionar as lições
da escola,
cantar uma canção
enquanto eles adormecem
em seus braços.

E as mães de portadores
de deficiências física
e mental que dedicam
horas e horas,
todos os dias,
exercitando seus filhos,
conforme a orientação
dos profissionais,
apenas para que eles
consigam andar,
mover-se um pouco,
expressar-se.

Mães anônimas,
heroínas do amor.

Todos nós,
que estamos na Terra,
devemos a nossa
existência a uma
criatura assim.
E quantos de nós
temos ainda que agradecer
o desenvolvimento
intelectual conquistado,
o diploma,
a carreira profissional
de sucesso,
a maturidade emocional,
fruto de anos de dedicação
incomparável.

Quem desfruta
da alegria de ter
ao seu lado sua mãe,
não se esqueça de
honrar lhe os dias com
as flores de gratidão.

Se os dias de velhice
já a alcançaram,
encha-lhe os dias de
alegria.

Acaricie os seus
cabelos nevados
com a ternura das
suas mãos.

Lembre a ela que a
sua vida se enobrece
graças aos seus
exemplos dignos,
os sacrifícios sem conta,
as lágrimas vertidas
dos seus olhos.
E, colhendo o perfume
leve da manhã,
surpreenda-a dizendo:

Bendita sejas sempre,
minha mãe.

TEXTO DE: Procura-se autor
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 10 de Maio de 2.015.
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