terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Sou como você me vê

Sou como você
me vê.
Posso ser leve como
uma brisa ou forte
como uma ventania,
depende de quando
e como você me
vê passar.

Suponho que me
entender não é uma
questão de inteligência
e sim de sentir,
de entrar em contato.

Tenho uma alma
muito prolixa e uso
poucas palavras,
sou irritável e
firo facilmente.
Também sou muito
calma e perdoo logo.

Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas
de que eu me lembre.

Tenho felicidade o
bastante para ser doce,
dificuldades para ser forte,
tristeza para ser humana
e esperança suficiente
para ser feliz.

Não me deem
fórmulas certas,
por que eu não
espero acertar sempre.

Não me mostrem o
que esperam de mim,
por que vou seguir
meu coração.

Não me façam ser
quem não sou.
Não me convidem
a ser igual,
por que sinceramente
sou diferente.

Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de
pés no chão.

Sou sempre eu mesma,
mas com certeza
não serei a mesma
para sempre...

Sou uma filha da
natureza:
quero pegar, sentir,
tocar, ser.
E tudo isso já faz
parte de um todo,
de um mistério.

Sou uma só...
Sou um ser...
a única verdade é
que vivo.
Sinceramente,
eu vivo.

TEXTO DE: Clarice Lispector
* * * * *
Texto lido no programa
“Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 28 de Janeiro de 2.016.
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