domingo, 5 de fevereiro de 2017

Aquilo que estamos não é o que somos

Ao que me parece,a pior guerra que existe é aquela que travamos todos os dias conosco mesmo, sendo movidos pelo ego.

É aquele azedume interno que espalhamos para o mundo quando estamos infelizes com a vida.

É a ingratidão, o pessimismo,a reatividade, o mau humor, a desesperança que exala um odor fétido capaz de contaminar a todos ao nosso redor, disseminando nosso esgoto interno.
É o comentário maldoso que fazemos para o outro, projetando nele as nossas frustrações, por sermos incapazes de olhar para dentro.

É a piada sarcástica que fazemos com quem julgamos ser inferior a nós para termos a ilusão efêmera de superioridade.

É, acima de tudo, o profundo sentimento de baixa autoestima que sentimos quando estamos identificados com o ego: nos cobramos, nos massacramos, nos punimos, nos execramos.

Somos terroristas de nós mesmos sempre que implodimos e explodimos as bombas do nosso egoísmo, da raiva, da inveja, do ciúmes, do medo, do julgamento, por sermos ainda incapazes de reconhecer o Deus que habita em nós.

Sugestão amorosa de hoje : Queremos mudar o mundo ?
A meu ver,isso é vaidade do ego para fugirmos de nós mesmos. Para projetarmos fora o que ainda não resolvemos dentro.

Para encontrarmos um bode expiatório para ser torturado em nome das nossas limitações.Ao que me parece, só podemos realmente mudar nosso mundo interno. Mudemos então a nossa consciência, expandindo-a, espalhando o amor que há em nós, nossa luz . A melhor e talvez única forma de se diminuir a violência é através do aumento da consciência.

Ninguém diminui a violência impondo medo.Ninguém impõem percepção a ninguém. A percepção muda sempre de dentro para fora.
Claro, é comum termos indignação diante da heterogeneidade de consciências, mas que essa também seja a mola propulsora para o desenvolvimento da compaixão.

Como fazemos isso ?

Meditemos, espalhemos amor e luz, não por ignorar a sombra, mas por compreendermos que ela pode ser integrada à consciência através da meditação. Assim, podemos transcender a dualidade ilusória da 3D, pois aquilo que é real é a nossa essência, o resto é transitório.Estamos aqui de passagem. Já diria um autor, por mim, desconhecido : ” Estamos no mundo, mas não somos do mundo.”

Não nos apeguemos ao efêmero. Aquilo que está não é o que somos. Nós é que escolhemos no que queremos focar.

Minha sugestão é : Foco na luz !

Mais meditação e menos alienação de nós mesmos,

Com amor, leveza e alegria,

TEXTO DE: Gisela Vallin
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 08 de Fevereiro de 2.017.
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