quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cada um anda como quer e como se sente bem!

Andar simples não significa não ter educação, classe, modos e jeito no tratar as pessoas. Cada uma anda como quer e como se sente bem!

Um dia, eu entrei em uma loja e só porque estava vestida de um jeito simples, não me deram muita atenção.

Estava com roupa de ginástica e, sinceramente, gosto de andar como eu me sinto bem.

Esse negócio de encher o guarda-roupas com as roupas da moda ou dos padrões que devem ser seguidos nunca foi muito comigo. 

Como diz o programa do GNT - Menos é demais.

Cada uma anda como quer e como se sente bem.

O preconceito ainda continua estampado no olhar de muita gente que se acha.

Na verdade, eu não acho nada e não estou nem aí.

Andar simples não significa não ter educação, classe, modos e jeito no tratar as pessoas.

Aliás, conheço gente muito mais bem educada por aí que não liga para um tostão sequer.

Gente que te aceita e não fica computando sua conta no banco, se você tem carro ou se já fez várias viagens ao exterior.

Muita gente anda falida.  Já perdeu o valor e se sujeita a aceitar algumas migalhas que outros oferecem só para saciar sua necessidade de se sentir alguém superior.

O que vejo é muita gente de nariz em pé, achando-se o dono da cocada, só porque acha que tem alguma coisa a mais.

Aposto que não tem um centavo de humildade no bolso, aposto que não tem um centavo de respeito pelas pessoas.

Voltando ao assunto da loja, entrei e fui dar um espiadinha nas roupas como faço. Muitas vezes não compro nada. Nada me atrai. Gosto de entrar e olhar.

Qual o problema?

Foi quando a atendente olhou-me de cima a baixo e perguntou: você vai levar alguma coisa? Minha resposta foi: se eu quiser, sim, se não quiser, não. Dei-lhe as costas educadamente agradeci e sai.

Tem coisas que a gente não precisa. Tem gente supérflua demais. Tem gente sem coração, sem visão, sem perspectiva.

Dinheiro não compra paz, felicidade. E na minha modéstia eu prefiro um pão na chapa e um café no copo a uma mesa cheia de talheres e taças para me servir. O que importa é ter modos, decência, respeito e solicitude.

Certa vez ao passar na rua eu me deparei com várias crianças vendendo pano de prato. Crianças lindas!

Sentei-me ao lado de uma delas e perguntei de onde
ele vinha. Um menino loiro de olhos verdes lindos como um raio de sol. Estava mal vestido e descalço. O rosto sujo. Ele me disse que veio de outra cidade e que precisavam de dinheiro para poder voltar pra lá. 

Mas, se eu não pudesse dar dinheiro, que ao menos lhe desse um prato de comida. Foi o que fiz. Levei comida a todos e sentei-me ao lado deles como quem conversa não com estranhos, mas com seres humanos que passam por muitas dificuldades.

Então, não me venham com pose, com achismos, com o rei na barriga.

A vida dá muitas voltas. Prefiro manter meu olhar de interesse a quem realmente precisa. Sou feliz assim.

TEXTO DE: Sil Guidorizzi
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 26 de Maio de 2.017.
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