segunda-feira, 15 de maio de 2017

Fui em um balada sertaneja

Fui em um balada sertaneja, dessas que as pessoas seguram copos cheios de bebidas e um coração transbordando solidão.

Dessas que a foto nas redes sociais vale mais do que o sorriso fora do filtro. 

Dessas que a gente vai só para ter certeza que ficar em casa ainda é a melhor opção.

Não desvalorizo as companhias, mas ao olhar ao meu redor era fácil perceber que a maioria desejava estar em outro lugar, talvez no lugar que a tela do celular mostrava, talvez no espaço que o coração pulsa tranquilo, mas que nem sempre é fácil estar. 

Somos cheios de letras, embora o conteúdo se contradizia tanto e assim como as músicas tocadas na festa, somos erros, decepções, somos vontade de ter um amor que nos faça ir além do medo e às vezes a gente até fecha os olhos e canta alto só para que o universo nos escute e quem saiba nos atenda. 

A balada cheia de pessoas vazias esconde desejos reais, confusão sentimental e um porre de solidão coletiva, não deveríamos nos embriagar por esses motivos, deveríamos sair de casa e levar a felicidade para dançar, para sorrir leve, para celebrar nossas conquistas, por menores que sejam. 

Sei que tinha gente assim por lá, mas não foi nenhuma das que eu tenha conversado, as que me contaram suas histórias preferiam estar embaixo do edredom tomando um porre da presença de quem realmente embriaga sua alma de sorrisos. 

Eu sei disso porque eu também era uma delas e chegar em casa só dá a certeza do que a gente realmente quer. 

TEXTO DE: Textos da Ti
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 16 de Maio de 2.017.
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