domingo, 28 de maio de 2017

SOMOS O QUE ESCOLHEMOS SER – SOBRE A GRATIDÃO. E OS NOSSOS PORQUÊS

É engraçado como, no embrulhar da rotina, na correria do dia a dia, na aparente imensidão dos nossos problemas cotidianos, na construção da falta e da necessidade de ter e de realizar grandes feitos o tempo todo, não conseguimos nos atentar para aquelas pequenas grandes coisas que nos acontecem de bom todos os dias. Coisas simples, às vezes bem simples mesmo, como o canto do passarinho, o desembrulhar de um sorriso sincero, uma palavra de conforto na hora certa, aquela música que a gente gosta tanto e que tocou no rádio, a comida gostosa que a gente pôde comer, o ônibus que não demorou a passar no ponto, a nota boa na prova, o pedido de desculpas que a gente nem esperava, o telefone que não estava ocupado quando a gente precisava falar, a dica bacana que alguém nos deu e que nos ajudou a resolver alguma coisa, encontrar o que tinha perdido depois de tanto procurar, encontrar o que tinha perdido sem ao menos ter procurado, aquele filme favorito passando na TV, aquela pessoa que a gente nem conhece, mas que esperou a gente entrar no elevador pra soltar a porta, ou que parou o carro pra gente atravessar a rua, ou que se ofereceu pra segurar a sacola pesada, ou que nos deu uma informação que a gente precisava, ou que nos ofereceu um copo d’água quando a gente estava morrendo de sede, ou que simplesmente sorriu e nos deu um bom-dia. O desconto que a gente ganhou na loja. O táxi que passou quando a gente precisava. O porteiro que recebeu a encomenda pra gente. O fato de a encomenda ter chegado sem nenhum problema. O dinheiro que a gente achou no bolso da calça. O almoço que pôde ser em casa. Um beijo de boa-noite. Um cafuné. Um carinho. A lambida do nosso cachorro. O sorriso dos nossos filhos. A luz do sol. A chuva depois da seca. As cores do arco-íris e do céu quando o sol se põe.

Você já percebeu o quanto é abençoado? O quanto tem motivos e mais motivos para agradecer todos os dias, não importa o que de ruim tenha te acontecido? Por que será que a gente só se lembra do ruim? Por que será que é tão mais fácil reclamar do que simplesmente agradecer? Por que será que temos uma tendência tão maior de conexão com a falta, com a escassez, com o que não deu certo, com o que não saiu do jeito que a gente esperava, com o que nos fez sofrer, do que com aquilo de bom que nos aconteceu, do que com a alegria, a abundância e a gratidão?

Estamos tão concentrados nas nossas faltas e nos acostumamos tanto a agradecer apenas o que julgamos ser grandioso e incrível que nos esquecemos de que grandiosas e incríveis são as nossas batalhas cotidianas, as pequenas grandes coisas da vida, os detalhes, as minúcias, as coisas que vêm passando batido diante dos nossos olhos tão viciados em só ver o que convém e só dar valor ao que pode ser mensurado.

Associamos conquistas a números, pessoas a estatísticas, sucesso a conta bancária e nos esquecemos de que, no fim da vida, serão as nossas histórias as nossas grandes lembranças, as nossas grandes heranças, os nossos grandes legados.

Quem fomos e, sobretudo, o que fizemos com a pessoa que éramos.

Na correria do dia a dia, pare um pouquinho, nem que seja por um minuto, para celebrar a vida e ser grato pelas coisas que te acontecem. Verdadeiramente.

Seja grato. Agradeça. Pratique a gratidão. Celebre a gratidão, mesmo em silêncio. Mesmo no seu silêncio.

Quanto mais você agradecer, mais a vida te proverá de pessoas, coisas e situações que estejam alinhadas com a energia do bem e do amor que você emana a cada vez que simplesmente agradece por algo que te aconteceu.

Sabe, às vezes vão acontecer coisas ruins e tristes, sim. Coisas que podem te magoar, te ferir, te fazer sofrer. E, então, diante de todo o “mal” e de toda a dor, você poderá se questionar: que tipo de gratidão é essa? Há mesmo motivos para ser grato quando tudo parece injusto e cruel demais?

Nessas horas, lembra disso aqui: tudo passa. E só a constatação de que não há dor que seja eterna já vai ser motivo de gratidão.

Tudo o que nos acontece tem um motivo e uma razão de ser. E esse motivo, acredite, é sempre para o nosso bem. O Universo não é injusto nem cruel. O Universo é criação de amor. E o amor não destrói, o amor constrói.

A cada dia da sua vida, a cada novo segundo da sua respiração, surge uma nova oportunidade de recomeçar e simplesmente ser grato a tudo o que te acontece.

Nós somos o que escolhemos ser.

Escolha ser grato.

E seja.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
* * * * * * * * * * * * * * *
Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 30 de Maio de 2.017.
* * * * * * * * * * * * * * *
AJUDE-NOS A AJUDAR
Só de clicar nos links de propagandas deste blog você ajuda a Campanha Natal Solidário que promovemos há 23 anos.

Nenhum comentário: