quinta-feira, 29 de junho de 2017

Pessoas suaves.

"Toda elegância é discreta, assim como toda virtude é silenciosa." - Luiz Felipe Pondé

Existe uma classe de pessoas cuja maneira de viver, de agir e de pensar despertam especial admiração àqueles cuja sensibilidade permite percebê-las.

São seres singulares, não encontradas amiúde, tampouco com grande frequência.

Raridades!

Reservadas e discretas deixam suas marcas por onde passam, sem ser forçado e muitos que cruzam seus caminhos não compreendem a razão de serem tão atraentes.
Fazem-se notar sem pretensão de fazê-lo, sem afetação, apresentam-se com autêntica humildade.

Não necessitam subterfúgios artificiais para destacar-se e não possuem qualquer necessidade de estar em evidência, são naturalmente seguras.

Podem ser inteligentes e cultas, ou simples, mas sábias. Elegância discreta, tom de voz adequado e sempre munidas de gentileza e simpatia.

A bondade e a empatia não permitem que façam julgamentos sobre quem ou o que quer que seja. São abertas e desprovidas de preconceitos.

Falam o necessário, porém com eloquência, o que as tornam interessantes. Normalmente não são pessoas contidas, ainda que sejam expansivas, conseguem, com sua leveza, ser agradáveis.

Aplicam a dose certa de sensatez a seus modos ao que pensam e ao que falam, em condutas e comportamentos retos.

Sabem quando falar e quando calar, e colocam-se em seu devido lugar não sendo jamais levianas, indiscretas ou invasivas.

São naturalmente cordiais, autênticas em suas relações não levando em conta com quem seja, independente do status ou influência, tratam a todos com respeito e educação.

Já não sentem a necessidade de impressionar, nem de chamar atenção para si, no entanto, independente de sua ação, isso ocorre justamente pela serenidade que transmitem.

Mantém-se longe de excessos de quaisquer natureza, conservam posturas e condutas condizentes com seu comportamento equilibrado.

São sempre adequadas e fazem uso indiscriminado do "descofiômetro".

Não permitem que a futilidade seja imperativo prejudicial a sua discrição, mantendo interesse por questões substanciais, seja buscando conhecimento ou praticando a indulgência, condutas que tornam os seres humanos pessoas melhores.

Gosto de pessoas discretas, que falam pouco e em tom apenas audível.
Gente simples, sem frescura. Gente iluminada que brilha livre de adereços, subterfúgios e artifícios.

Criaturas cuja luz não é oriunda da ostentação ou do exagero, mas, sim, luz nascida da simplicidade, da delicadeza, da discrição. Luz de uma aura de arco-íris, transparente e sorriso acolhedor, de uma alma que transcende.

Gosto de pessoas leves e suaves. Quem me dera um dia ser, só pouquinho, igual a elas! Mas é muita pretensão!

TEXTO DE: Helena Fernandes
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 30 de Junho de 2.017.
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