quinta-feira, 15 de junho de 2017

Seja “bonzinho” consigo mesmo!

Quantas vezes, por sermos “bonzinhos” demais com os outros, acabamos nos dando mal?!

Não conseguimos dizer não, ficamos assoberbados de tarefas, as nossas vontades são deixadas de lado e a vida vai passando…

Na verdade, o que precisamos mesmo, é ser mais “bonzinhos” conosco mesmos.

Mas “bonzinho” mesmo, pra valer, sem desculpas, sem exceções.

Isso tem a ver com aumentar a autoestima e cultivar o amor-próprio.

E ser “bonzinho” consigo começa por não se maltratar, não se dando o tempo que precisa, alimentação adequada, descanso, lazer, amor-próprio…

Também significa não se culpar o tempo inteiro, pelo que fez, pelo que deixou de fazer, pelo que os outros fizeram, ou deixaram de fazer…

Especialmente, ser “bonzinho” consigo mesmo traduz não exigir demais.

Ora, a vida é curta, as tarefas são infinitas, nunca vamos achar que fizemos o suficiente, se pensarmos em tudo o que poderíamos fazer…

De que vale, então?! Quando a vida acabar, você vai acabar chegando lá do outro lado e, na hora do “balanço”, vão pedir: e aí, como foi a sua vida?! E você vai dizer: bah, acho que não deu tempo de viver, eu estava muito ocupado fazendo coisas…

Para que levar a vida tão a sério?! Que graça tem?!

Pare e olhe para trás, do que você já viveu até agora: o que faz seu coração alegrar-se, o que lhe faz ter a sensação de que valeu a pena? Os momentos de leveza ou os momentos de seriedade? Quantos dos seus medos passados foram completamente sem fundamento, pois nada veio a acontecer? 

Quantas vezes você acreditou que uma determinada pessoa era imprescindível na sua vida e, depois que ela se foi, você sobreviveu e ficou bem? 

Quantas coisas você queria mais que tudo no mundo e, apesar de não as ter conseguido, vieram outras e tudo ficou legal? Quanto gasto de energia (e tempo) desnecessário, não é?!

Danem-se as regras sociais, dane-se do dinheiro, dane-se a opinião dos outros, dane-se tudo o que venha para pesar, para dificultar, para entristecer!

Vamos dar uma chance a nós mesmos, a nossa criança que está clamando por diversão e por leveza, ao nosso presente e ao nosso futuro…

Todos temos um sol dentro do peito, basta o deixarmos brilhar!

Precisamos nos abrir para a vida, em suas infinitas possibilidades, sem medos, sem ansiedade, sem preconceitos, sem restrições…

Celebrarmos a nossa própria existência: a toda hora, a todo momento, de todas as formas – porque não há nada mais maravilhoso do que estar vivo!

TEXTO DE: Susiane Canal 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 16 de Junho de 2.017.
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