Bendito o incômodo que te faz querer sair de um lugar que não te cabe mais.
O final de um ciclo pode doer, mas ele não é o final de nossas vidas. Não é porque “algo” termina que significa que “tudo” se acaba. E quer saber? Algumas coisas precisam mesmo terminar. Porque por mais que a gente queira, insista, e ache que é bom, nem tudo que queremos é realmente bom para nós. Quando a gente cresce de tamanho, as roupas do passado já não nos servem mais. Isso também vale para pessoas, lugares e situações. Não dá para insistir no que já não é mais do nosso tamanho. Um final pode sempre trazer dor, e junto com ele a lembrança do passado, o medo e a incerteza do futuro. A gente precisa respeitar o nosso sofrimento e a nossa própria vulnerabilidade. Mas também superar e entender que algumas coisas precisam morrer para que outras possam nascer. O final de algo geralmente representa algo muito maior, o final de um padrão ou de uma versão nossa que agora precisa se reinventar. Finais são renascimentos. São processos sagrados em que podemos (e devemos) mergulhar ...