segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O AMOR QUE ACABOU

Quando foi que o amor
acabou e o príncipe
virou sapo e a princesa
desencantou?

Provavelmente depois
de tantos beijos não dados,
de tantos momentos deixados
pro lado,
de tanto monólogo de ambas
as partes.

Em geral o amor assiste à própria
morte e resta silencioso.
Ou ele grita por socorro e as
pessoas se fazem de surdas.

O mais difícil no
fim de um relacionamento
é admitir que tudo
acabou.

Há pessoas que insistem
simplesmente porque
não querem admitir o fim.

E caminham vagarosamente
na vida,
vivendo o dia-a-dia como
se não houvesse o depois.

Mas a vida não acaba quando
morre um amor.
Ela simplesmente passa por
uma transição que, como todas,
é freqüentemente dolorida.

Tememos as
mudanças porque tememos
o desconhecido.

Mas o que é o desconhecido?

Mesmo o dia de amanhã,
não podemos tocá-lo até que
ele chegue a nós,
não podemos sabê-lo até que
chegue o momento em que,
mergulhados,
precisamos vivê-lo.

Aceitar a morte,
qualquer que seja,
é reconhecer nossa vulnerabilidade
diante da vida.

E somos seres orgulhosos
por demais para querer
reconhecer nossa fragilidade
ante o que não podemos
controlar.

E a vida não se controla.

Ela se abate sobre nossas
cabeças e tudo
o que podemos fazer é vivê-la
o mais intensamente possível
com todos os riscos e perigos
que ela nos impõe,
com todas as surpresas,
que ela nos reserva.

Precisamos é tirar o melhor
partido do que está
nas nossas mãos e reconhecer
que pra todo fim há sempre
um recomeço.

Uma perda é
quase sempre um ganho,
é muitas vezes a válvula
propulsora para uma nova vida,
uma nova história,
um novo amanhã.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 18 de Janeiro de 2.012.

Um comentário:

Anônimo disse...

oi toninho estou passando simplismente para dizer q essa msg é o meu namoro resumido em palavras